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2013 é o ano internacional da Quinoa: conheça mais sobre o cereal

07 de maio de 2013 0

Da mesma espécie do espinafre e da beterraba, a quinoa (Chenopodium quinoa Willd) trata-se de uma granífera domesticada há milhares de anos pelos povos andinos. Estudos relatam que a qualidade de sua proteína pode ser comparada à caseína do leite.

Isso tem contribuído para a popularização deste grão entre as pessoas que buscam alimentos alternativos com alto valor nutritivo e baixo colesterol. O grão de quinoa apresenta excelente balanço entre lipídios, proteínas e carboidratos. As fibras do grão correspondem em média a 3,8%, sendo este nível maior do que os encontrados no arroz, milho e trigo.

É um cereal rico em proteína de alto valor biológico por conter 20 aminoácidos que o organismo necessita. Entre eles, destacam-se altas concentrações de metionina e lisina, que melhoram a imunidade, a capacidade de aprendizagem e a memória.

Também, pode ser considerada uma boa fonte de triptofano, aminoácido ligado à produção de serotonina no cérebro, responsável pela modulação do humor, pela disposição e bem estar.

Divulgação:topics.nytimes.com

Certos estudos analisaram o conteúdo de minerais no grão de quinoa polida (100 g de amostra), obtendo dentre os minerais analisado, maiores teores de cálcio (55,1 a 91,8 mg), fósforo (360,2 a 411,0 mg), potássio (639,3 a 732,0 mg), magnésio (415,2 a 502,0 mg), ferro (9,2 a 15,0 mg) e zinco (0,8 a 4,0 mg). Outros estudos comprovam que o grão de quinoa apresenta quantidades significativamente superiores para estes minerais quando comparado à maioria dos cereais comumente consumidos no Brasil (trigo, milho, arroz, aveia).

Pelas suas características nutricionais pode ser indicada como suplemento na dieta de idosos, convalescentes e em regimes especiais para pacientes celíacos, ou seja, indivíduos alérgicos ao glúten.

Uma característica deste pequeno grão é o teor de saponina (um tipo de glicósido triterpenóide denominado de fraxina), que lhe confere um sabor amargo, mas que é eliminado por lavagem e fricção.

Portanto, antes de ser consumida, a quinoa deve ser desaponificada (remover as substâncias amargas ou saponinas). Isso é feito esfregando-se os grãos com as mãos em água corrente até não mais formar espuma. Após a lavagem dos grãos, não devem ser consumidos de imediato, e sim, secados imediatamente. A quinoa não deve ficar muito tempo úmida, porque germina rapidamente.

Texto desenvolvido pela Nutricionista Claudia Jasper e pela professora do curso de Nutrição Univali, Bethania Hering.

Referências:

SPEHAR, C.R; SANTOS, R.L.B. Quinoa (Chenopodium quinoa Willd) BRS Piabiru: alternativa para diversificar os sistemas de produção de grão. Pesquisa Agropecuária Brasileira:v. 37, n. 6, p. 889-893, 2002.

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BRADY, K.; HO, CHI-T.; KARWE, M.V.;ROSEN, R.T.; SANG, S. Effects of processing on the nutraceutical profile of quinoa. Food Chem, Barkin, v.100, n.3, p.1209-1216, 2007.

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CHUMPITAZ VIZARRETA, Omar Antonio. Posición de la quinua en el mercado. Disponível em: <http://www.monografias.com:80/trabajos35/quinua/quinua.shtml>. Acessado em 11 jun.

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