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Hibisco e suas propriedades

16 de maio de 2013 1

O hibisco é uma planta pertencente à família das Malváceas, a qual, compreende cerca de 200 espécies, seu nome botânico é Hibiscus sabdariffa L.

Sua origem é a África tropical, porém seu cultivo se estendeu para a América Central bem como para o sudeste asiático devido ao clima favorável. Sabe-se que sua distribuição abrange o Continente Africano, Asiático, Europeu, Americano e o Brasil, no qual, a planta foi introduzida provavelmente através do tráfico de escravos.

O cálice carnoso do hibisco é considerado a parte mais importante da planta, pois são a partir destes que se produzem vários alimentos como geléias e bebidas refrescantes com sabor de groselha. Na região Nordeste do Brasil principalmente no estado do Maranhão, a folha do hibisco, é conhecida como “vinagreira ou azedinha” e são usadas no preparo de diversos pratos típicos da culinária. As sementes, ricas em proteínas e um tanto amargas, são utilizadas no preparo de refeição para alimentação humana na África, através do seu esmagamento e destilação para uso em sopas, misturadas com farinha de feijão ou torradas como um substituto para o café.

Apresenta flores amarelas com a base vermelha. No Brasil é conhecido popularmente como hibisco, hibiscus, azeda-de-guiné, flor da Jamaica, azedinha, rosela entre muitas outras denominações.

Divulgação: www.naturalmais.com.br

A medicina tradicional tem atribuído ao Hibiscus sabdariffa L. propriedades diuréticas, anti-hipertensivas, antiparasitárias e laxantes, mas nos últimos 20 anos, uma série de estudos tem conferido atividades anti-hipertensivas e antioxidantes dos seus cálices e calículos (flores de hibisco). Os extratos ricos em flavonóides e antocianinas exercem uma atividade anti-hipertensiva significativa através da inibição da enzima conversora da angiotensina impedindo a vasoconstrição e consequentemente o aumento da pressão arterial

Os compostos antioxidantes presentes na planta, inibem a oxidação do LDL, o que confere ao hibisco atividade hipolipemiante (atua no tratamento de dislipidemias), sendo que certos estudos clínicos confirmam uma diminuição do colesterol e triglicérides séricos.

Confira abaixo uma receita de suco de Hibisco com Abacaxi e Hortelã: 

Ingredientes:

250ml de chá de hibisco

1 rodela média de abacaxi pérola

1 folha de hortelã

Modo de preparo:

Faça a infusão do chá de hibisco e deixe resfriando. Corte uma rodela do abacaxi e higienize as folhas de hortelã. Bata tudo no liquidificador e sirva com gelo a seu gosto.

Referências:

CHAGAS, I. T.; PEREIRA, F. M. Efeito da ingestão de infusão das folhas de Annoma Muricata L.(Graviola) e Hibiscus sadbarrifa L. (Hibisco) em ratos Wistar fêmeas hipercolesterolêmicas. Faculdade Assis Gurgacz, Cascavel, Paraná.

SOUZA, G.A. Efeitos da Annoma muricata (Graviola) e seu componente B sitosterol sobre a adiposidade abdominal, resposta glicêmica, metabolismo basal, estresse oxidativo e energético no miocárdio de ratos submetidos à obesidade esperimental. UNESP, Botucatu, 2010.

VIZZOTO, M. Hibisco: do uso ornamental ao medicinal. Publicado em: Diário da Manhã, em 04/10/2008, pág. 8. Disponível em: URL:http://www.cpact.embrapa.br/imprensa/artigos/2008/artigoVizzotto_hibisc.pdf.Acesso em: 03 de maio de 2011.

HERNÁNDEZ, Antonio Blanquer; HERRERA-ARELLANO, Armando; ALVAREZ, Alejandro Zamilpa; RIVAS, Teresa Olivar, GARCÍA, Mônica Martinez. Interés de la Flor de Hibisco en Problemas Cardiovasculares. Revista de Fitoterapia. Volume n9, nº. 1. Junio, 2009.

BALBACH, A. A. Flora Nacional na Medicina Domestica. 23ª ed. Itaquaquecetuba: EDEL, 1991. Vol. ll.

ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina: Bases clínicas y Farmacológicas. Buenos Aires: Isis Ediciones, 1998, p.602-605.

GOSAIN, S.; IRCCHIAYA, R.; SHARMA, P. C.; THAREJA, S.; KALRA, A.; DEEP, A.; BHARDW-AJ, T. J. HIipolipidemic effect of ethanolic extract from the leaves of Hibiscus sabdariffa L. in hyperlipidemic rats. (Efeito hipolimemiante do extrato etanólico das folhas de Hibiscus sabdariffa L. em ratos hiperlipidêmicos). Acta Poloniae Pharmaceutica – Drug Research, Vol. 67 No. 2 pp. 179-184, 2010.

LORENZI, H.; ABREU MATOS, F. J. Plantas medicinais no Brasil – Nativas e exóticas. Nova Odessa – S. P.. Instituto Plantarum, Brasil, 2002, 544p.

Comentários (1)

  • Pedro Garrastazu Frey diz: 7 de junho de 2013

    Vou fazer meu pai começara tomar. Já! haha

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