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Fitato: Vilão ou aliado na prevenção de doenças?

09 de outubro de 2013 1

O fitato é considerado por muitos profissionais da saúde um antinutriente, responsável por provocar deficiência de minerais. Estudos da década de 80 mostraram que sua presença no intestino, reduz a biodisponibilidade de ferro, zinco, cálcio e magnésio.

O fitato ou ácido fítico é encontrado principalmente em cereais (arroz, trigo, milho, centeio, aveia) leguminosas (feijão, lentilha, soja) e oleaginosas (amendoim, castanhas, nozes e amêndoas). Grande consumidor de arroz e feijão, o brasileiro teria uma alimentação rica em fitatos, no entanto os processos industriais ocorridos nesses alimentos eliminam grande parte do ácido fitico presente nos mesmos.

cereais fitatos

 Conhecido também como hexafosfato de mio-inositol ou InsP6, o fitato é um importante estoque de fosfatos, que estão intimamente relacionados com a geração de energia.

 Estudos recentes indicam que por meio da ação de enzimas ou de processos de cozimento o InsP6 é hidrolizado, perdendo  desta forma, sua capacidade de quelar minerais e não interferindo negativamente na biodisponibilidade ferro, zinco, cálcio e magnésio.

Pesquisas mostram que substâncias encontradas no fitato possuem importantes funções de segundo mensageiro intracelular, ativador neuronal, sinalização celular e alto poder antioxidante, com ação de combate às isquemias. Seu importante papel também já foi demonstrado na prevenção de doenças, como a litíase renal, diminuindo em 50% o risco de formação de cálculos de oxalato de cálcio, por exemplo.

O efeito protetor do InsP6 em doenças cardiovasculares também tem sido apresentado em estudos, que observaram inibição da calcificação na aorta e no  coração, redução no colesterol, triglicerídeos e agregação plaquetária.

Ainda, inúmeras pesquisas vêm demonstrando seu papel anticarcinogênico. Em um estudo com ratos, o fitato diminuiu a prevalência de tumores intestinais em 52% e o tamanho dos tumores em 62%. Outra pesquisa observou redução da proliferação de células mamárias, e efeito na redução de câncer de cólon e fígado.

Existem fortes evidências científicas que mostram o importante papel do fitato na prevenção de doenças e seus benefícios no metabolismo, o que ressalta o fato de que seu “rótulo” de antinutriente merece ser revisto e analisado na conduta a ser adotada.

 Referência:

MARQUES, N. C. F. C. Fitato: Desmistificando a Visão de Antinutriente. Instituto Valéria Paschoal.

 Artigo produzido pela acadêmica do curso de Nutrição da Univali: Camile Cecconi Cechinel

Comentários (1)

  • Natalia Alves diz: 24 de julho de 2015

    Eu antes acreditava que os fitatos só tinham malefícios. Artigo muito interessante, parabéns.

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