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Alimentação na pré-história

19 de março de 2014 0

No período pré-histórico o homem era predominantemente carnívoro uma vez que durante a era glacial e interglacial não havia vegetação no solo. Nesta época, o homem era caçador, alimentando-se de animais de grande porte. Ao abater uma caça, compartilhava o alimento com o grupo, pois não pensava no amanhã. Praticando a caça desde o paleolítico, o homem sobreviveu ao frio, pois a  caça além de alimento lhe fornecia as peles para sua proteção.

Divulgação: azevedomarqueshist.blogspot.com

Divulgação: azevedomarqueshist.blogspot.com

No período Mesolítico (5000 a.C.), com o aquecimento do clima e o surgimento da vegetação, o homem além de caçador, passou a ser também coletor, o que lhe exigia a busca constante de alimentos em áreas distintas.

Quando o homem aprendeu a cozinhar os alimentos, surgiu uma profunda diferença entre ele e os outros animais. Cozinhando, descobriu que podia restaurar o calor natural da caça, acrescentar-lhe sabores e torná-la mais digerível; além disso, a cocção dos alimentos os tornaria mais fáceis de mastigar. Verificou também que as altas temperaturas liberavam sabores e odores e que a cocção retardava a decomposição dos alimentos. Acredita-se que ele procurava cozinhar os alimentos antes mesmo de descobrir o fogo, em fontes termais e gêiseres.

A capacidade de gerar o fogo representou para a raça humana um importante salto cultural. Ainda hoje, em muitas culturas o fogo faz parte dos rituais da mesa e da hospitalidade.

Os primórdios da arte culinária estão associados à invenção dos utensílios de pedra e de barro. Esta invenção permitiu uma maior variedade da dieta, possibilitando a fervura dos líquidos e a manutenção dos alimentos em temperatura constante. A cocção em vasilhames permitiu a condimentação dos alimentos com ervas e sementes aromáticas. Da argila o homem inventou também o forno de barro, bastante útil na cocção dos alimentos.

Há cerca de 10 mil anos o homem iniciaria também o cultivo da terra e a domesticação de animais, deixando de ser simplesmente um nômade caçador e coletor para tornar-se agricultor e se fixar na terra.

A fabricação de ferramentas cortantes e a arte de tecer constituíram outro marco importante no período neolítico. O cultivo da terra juntamente com a fabricação de utensílios de cerâmica e de fornos, provocou a necessidade de estabelecer um núcleo habitacional fixo em torno dos campos cultivados. Desta forma, o homem passou de coletor a produtor de alimentos, fixando-se às margens dos rios Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia. Observando os ciclos  da natureza o homem aprendeu a semear e a colher. A passagem da caça e coleta de alimentos para sua produção permitiu ao homem a armazenagem de alimentos excedentes, propiciando o aumento populacional.

O fato de dispor de alimentos, além do estritamente necessário, para uso imediato deu ao homem tempo livre para que ele pudesse desenvolver sua tecnologia e cultura.

O ato de comer, nas antigas civilizações, estava vinculado ao ritual de repartição dos alimentos, dando origem à idéia de hospitalidade à mesa. Desconhecendo outros métodos de conservação além da cocção, o homem via-se obrigado a consumir a caça com rapidez, compartilhando-a com outros caçadores e famílias.

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