Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Doenças cardiovasculares na infância:

13 de maio de 2014 0

As doenças cardiovasculares (DCV) ocorrem normalmente na fase adulta da vida, mas o processo inicia-se, muitas vezes, ainda na infância.

A obesidade pode trazer consequências deletérias à saúde, ainda na infância, como pressão arterial elevada, dislipidemia, diabetes mellitus, entre outras. Essas condições podem persistir ao longo da vida e agravar-se progressivamente. Esse fato reforça o impacto do sobrepeso e obesidade na infância como um fator de risco modificável para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, e a importância de sua detecção precoce.

Fatores de Risco:

São diversos os fatores de risco para doenças cardiovasculares, no entanto, têm se enfatizado a hipertensão arterial, o diabetes, o sobrepeso ou obesidade, e os hábitos  alimentares e o sedentarismo.

Outro fator a ser considerado são as cardiopatias congênitas, definidas como anormalidades na estrutura, e/ou na função cardiocirculatória presente já ao nascimento, sendo algumas diagnosticadas tardiamente, porém mantendo as características das alterações surgidas durante a gestação.

www.santacasa.org.br

www.santacasa.org.br

A desnutrição energético-proteica é uma condição muito frequente que ocorre em cerca de 80% dos pacientes com cardiopatia, podendo determinar piora da função cardíaca e aumentar a morbimortalidade no pós-operatório.

As causas da desnutrição podem ser caracterizadas em: Ingestão calórica insuficiente, hipermetabolismo e perdas anormais (remoção terapêutica de líquidos).

Os minerais potássio, fósforo, cálcio e magnésio são nutrientes importantes, pois sua deficiência pode alterar a função e ritmo cardíaco. O uso prolongado de diuréticos pode aumentar as perdas urinárias de vitaminas hidrossolúveis, tais como vitamina C, B6 e B1. A ingestão de sódio deve ser controlada e não é recomendado o uso de alimentos comercializados como papas, sopas a base de vegetais e carnes.

O aleitamento materno deve ser incentivado sempre que possível (quando o lactante estiver em condições clínicas para receber o leite materno).

Referência:
Gonçalves, Juliana da Silveira; Minossi, Vanessa.  Doenças cardiovasculares na infância. Revista  Nutrir +, jan./fev., n15, 2014.

 

Envie seu Comentário