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Corantes artificiais: sinal vermelho

27 de agosto de 2014 0

Nos últimos anos, com a rápida urbanização, a mudança no ritmo de vida das pessoas, a inclusão da mulher no meio profissional e o avanço da tecnologia dos alimentos processados e industrializados, houve uma grande modificação no padrão alimentar das pessoas, com inclusão de produtos alimentícios repletos de aditivos.

Muitos rótulos de alimentos trazem alguns nomes estranhos ou desconhecidos. Esses são chamados aditivos químicos que estão presentes em todos os alimentos processados pelas indústrias de alimentos.

A adição de corantes e conservantes é caracterizada como aditivos alimentares. Segundo a ANVISA, o aditivo alimentar não tem propósito de nutrir, mas de modificar características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais durante o processo de fabricação, tratamento, embalagem, acondicionamento, armazenagem, transporte ou manipulação do alimento.

Muitos estudos têm associado esses aditivos como malefícios para a saúde, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, câncer, hipersensibilidades alimentares, retardo mental, autismo, entre outros.

bemfeitinho.net

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A hipersensibilidade alimentar é a mais comum e é dividida em: alergia e intolerância alimentar, caracterizada como uma resposta do organismo contra esses aditivos.

Os sintomas mais frequentes de hipersensibilidade são: urticária, broncoespasmos, edemas, asma, dermatites e estão associados aos corantes amarelo tartrazina, amarelo crepúsculo e vermelho Bordeaux.

Dentre os aditivos alimentares os corantes artificiais são os que geram maiores polêmicas por seus possíveis efeitos deletérios à saúde.

A preocupação dos efeitos adversos do consumo destes aditivos deve ser maior em relação às crianças tanto pela alta frequência de consumo de alimentos contendo essas substâncias como pela imaturidade fisiológica no que se refere à capacidade de metabolizá-los e excretá-los podendo comprometer a sua função hepática.

De todos os aditivos, os corantes são considerados os mais genotóxicos. Alguns deles, como a tartrazina e a eritrozina apresentam potencial carcinogênico.

Diante de tanta oferta e propaganda e atrativos, uma alimentação completamente natural e saudável para o grupo infantil torna-se uma missão difícil, no entanto, uma dieta baseada em alimentos frescos e naturais deve ser priorizada.

Vegetais, Cereais integrais e frutas devem ser consumidos em quantidade adequada pelas crianças para garantir uma boa dose de fibras e garantir uma microbiota saudável.

Referência:
TOBAJA, D.M; CYFER, F; GUEDES, N.G. Corantes e Conservantes: sua utilização na indústria alimentícia. p.18-22. Revista Nutrir +. Julho/ Agosto de 2014.

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