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Maracujá: um alimento funcional?

01 de dezembro de 2014 0

Maracujá é o nome popular dado a várias espécies do gênero Passiflora, sendo o Brasil o maior produto deste fruto. O maracujá-azedo ou amarelo (P. edulis fo. flavicarpa) é o mais cultivado e comercializado no país devido à qualidade de seus frutos.

Vários estudos indicam que o maracujá possui substâncias polifenólicas, ácidos graxos poli-insaturados e fibras, entre outras classes de substâncias, indicando o potencial deste fruto como um alimento funcional.

Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado que o mesmo pode afetar beneficamente uma ou mais funções alvo no corpo, além de possuir efeitos nutricionais adequados, de maneira que seja tanto relevante para o bem estar e a saúde quanto para a redução do risco de uma doença.

Entre os diversos tipos de alimentos funcionais, destacam-se os que contêm substâncias antioxidantes, como a vitamina C, vitamina E, carotenoides e flavonoides.

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Os flavonoides encontrados em espécies de Passiflora são principalmente do tipo C-glicosídeos e apresentam vários efeitos biológicos e farmacológicos, incluindo atividade antibacteriana, antiviral, anti-inflamatória, antialérgica e vasodilatadora.

Várias pesquisas têm sido conduzidas mostrando o potencial do maracujá (fruto, casca e semente) para várias finalidades, e a atividade biológica mais estudada com relação aos frutos do maracujá é sua ação antioxidante.

A casca de maracujá é rica em fibras solúveis, niacina (vitamina B3), ferro, cálcio e fósforo. A fibra solúvel pode auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e gastrointestinais, câncer de colón, hiperlipidemias, diabetes e obesidade.

O extrato seco da casca de maracujá amarelo exerce uma ação positiva sobre o controle glicêmico no tratamento do diabete mellitus tipo II, sendo o provável mecanismo desta ação a presença de um alto teor de pectina, que ajuda a diminuir a taxa de glicose e colesterol no sangue, sugerindo o uso do extrato seco da casca do maracujá como adjuvante das terapias convencionais.

As sementes do maracujá são consideradas boas fontes de ácidos graxos essenciais que podem ser utilizados nas indústrias alimentícias e cosméticas.

O ácido linoleico (ômega 6) é um dos principais ácidos graxos do óleo da semente de maracujá, seguido pelo ácido oleico e ácido palmítico. Os ácidos graxos poli insaturados ômega 3 e ômega 6 desempenham importantes funções na manutenção das membranas celulares, funções cerebrais e da transmissão de impulsos nervosos.

Referência:
ZERAIK et al. Maracujá: um alimento funcional? Rev. Brasileira de Farmacognosia. Jun./Jul., 2010.

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