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SEMENTES DO BEM

05 de dezembro de 2014 0

A semente, que antes era fruto dos processos de seleção natural moldado pelas necessidades do homem, acabou por virar mercadoria de altíssimo valor com o advento da industrialização da agricultura na segunda metade do século 20.

Antigas variedades vêm sendo substituídas por outras espécies híbridas – que resultam do cruzamento de outras – ou transgênicas. Resistindo a essa realidade, redes agroecológicas vêm apoiando produtores orgânicos no resgate da produção e estocagem de sementes.

www.issuu.com/ideiasnamesa

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Um dos projetos é desenvolvido na Paraíba, onde mais de 300 variedades de milho, de feijão, de fava, de mandioca, de girassol e de amendoim foram resgatadas com o apoio da Articulação do Semiárido Paraibano (ASA – PB). As sementes podem ser encontradas em 288 bancos comunitários de sementes, mantidos por mais de 6 mil famílias de 63 municípios.

O cultivo de sementes tradicionais tem permitido a manutenção da biodiversidade e contribuído para a segurança alimentar das populações locais.

Periodicamente, os agricultores locais realizam feiras e festas onde expõem seus produtos e realizam trocas de sementes e de conhecimentos sobre o cultivo dos grãos. O intercâmbio de saberes trouxe mudanças importantes, como a interrupção de uso de veneno durante a armazenagem das sementes para evitar pragas.

Referência:
Sementes do Bem. Rev. Ideias na Mesa. 3ª edição – 1º/2014.

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