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Set de Karl Bartos gira em torno de Kraftwerk

13 de outubro de 2008 0

Danilo Fantinel

Se houve algo importante no mundo eletrônico de Porto Alegre neste ano foi a passagem de Karl Bartos pela cidade. O ex-Kraftwerk (fale Kraft“verk”, e não kraft“work”; é alemão, e não inglês…) tocou na Legend Brazil Tour na noite deste sábado no clube Dubai (o show iria rolar no HD Sport Center, mas foi transferido na última hora).

Embora não seja parte da banda alemã desde 1991, e apesar de dizer que não vive do passado, Karl fez um set com sonoridade inegavelmente kraftwerkiana. Além disso, mesmo afirmando que não está interessado na eletrônica contemporânea, Karl tocou músicas bem conectadas com o zeitgest atual.

 

 

 

 

 

 

Discreto, o músico apresentou uma sinfonia robótica pós-industrial na mesma linha do show apresentado por Kraftwerk no Brasil em 2004. Na performance, som e imagem estavam diretamente conectados. Nenhuma novidade. A própria banda alemã (alicerce da música eletrônica) revoluciona o audiovisual pop continuamente desde 1971.

No entanto, Karl consegue contextualizar e dar um rosto próprio as suas músicas ao exibir imagens captadas durante seus estudos na Universidade de Artes de Berlim – como a reação nos rostos de ouvintes ao escutarem as composições do músico em fones de ouvido e também no caso de imagens dele atuando atrás de uma câmera, provavelmente filmando cenas que viriam a integrar seu set.

Munido deste material, o músico mixou suas trilhas sonoras e seu acervo imagético em um repertório que misturou os hinos Trans-Euro ExpressThe Robots, do Kraftwerk, faixas de seu álbum Communication (destaque para Ultraviolet) e músicas de Daft Punk e Coldplay com grafismos aleatórios, cenas do cotidiano da civilização ocidental e ícones de cinema (como 2001 – Uma Odisséia no Espaço). 

 

 

 

 

 

 

 

O público reagiu bem, variando entre a fruição de uma obra de arte em andamento (uo seja, o set em si, justamente como ocorre nos shows de sua antiga banda) e a celebração (nos momentos em que a eletrônica pegava mais pesado em faixas mais saborosas e menos experimentais).

Postado por Danilo Fantinel

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