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Paul McCartney reproduz parte da história da música pop em POA

08 de novembro de 2010 40

Paul McCartney reproduziu parte da história da música pop na noite deste domingo no seu primeiro show em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio, durante a abertura da etapa sul-americana da Up and Coming Tour. Ao longo de três horas de espetáculo, apresentando hit atrás de hit, entre rocks lendários e baladas inesquecíveis, o cantor e compositor britânico deixou claro porque é um dos grandes gênios das artes da atualidade.

É incrível o alto número de clássicos assinados por Paul sozinho ou em parcerias ilustres. É ainda mais incrível o fato deste senhor de 68 anos de idade e cinco décadas de estrada ter energia para tocar por horas, sem intervalo, sempre atencioso e gentil com seus fãs. Mais: recentemente, o músico comentou que vem gostando cada vez mais de tocar ao vivo e por tanto tempo. E nota-se isso durante sua apresentação. A satisfação está em seu rosto, na sua voz e no seu gestual.

Nobre e cordial, McCartney apresentou aos cerca de 50 mil fãs que estiveram no Beira-Rio algumas das obras fundamentais da música pop. Composições lendárias, praticamente eternas, já há muito inseridas no contexto histórico cultural em que vivemos são como instituições sólidas que servem de abrigo para milhões e milhões de pessoas mundo afora. São peças que integram uma vasta região do cenário musical contemporâneo e que dizem muito a fãs de todas as épocas.

Em pouco tempo, o show tornou-se uma experiência sensorial de massa, em que cada música remetia não só à memória individual, mas também a um consciente coletivo que evolui desde os anos 60. Assim, sensações, emoções e sentimentos partem de uma dimensão pessoal à comoção pública, e a energia que rola no palco chega à plateia sem interferências.

Em diversos momentos, a sintonia entre músicos e fãs se fez ainda mais nítida, como ocorreu durante a abertura da noite com Venus and Mars/Rockshow, Jet, All My Loving, Letting Go e Drive My Car – uma das mais esperadas. Um dos marcos do projeto Fireman, Highway surgiu bluseira e cheia de groove, como se estivesse na trilha de um road movie ensolarado.

Ao piano, Paul executou algumas das baladas mais aguardadas da noite, como The Long and Winding Road, Nineteen-Hundred and Eighty Five, Let ‘Em In, My Love (dedicada a sua “gatinha Linda” e a “todos namorados” da plateia). O clima romântico seguiu com And I Love Her (muito aplaudida, o que fez Paul largar um “mas bá, tchê!” fazendo o Beira-Rio quase vir abaixo) e Blackbird.

Here Today, executada apenas ao violão em homenagem a John Lennon, emocionou ainda mais o público. O mesmo rolou com Something, um lindo tributo a George Harrison. Antes dela, a polca roqueira e alegre de Mrs Vandebilt e a faixa Dance Tonight, do disco Memory Almost Full, elevaram os ânimos da mesma forma que Band on the Run, um dos maiores sucessos dos Wings.

Sempre corrigindo ao máximo suas falas em português, anunciou a primeira execução de Ob-La-Di, Ob-La-Da em solo brasileiro – para delírio geral. Back In The USSR, intensa e revivalista, com final anárquico, manteve o clima em alta. E, enquanto Paperback Writer foi tocada com a mesma guitarra usada na gravação original, a dobradinha A Day in the Life/Give Peace a Chance marcou um passeio pelo disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e uma segunda homenagem a Lennon.

Depois, McCartney voltou ao piano para cantar Let it be acompanhado por 50 mil vozes, seguida da clássica Live and Let Die, com direito a explosões e fogos de artifício dourados e vermelhos, marcando o momento alto da noite. Paul até brincou com a plateia, fingindo que o barulho provocado pela pirotecnia era alto demais. O show seguiu com Hey Jude cantada em coro pelos fãs e encerrando a primeira etapa da noite.

No primeiro bis, Paul e os músicos Brian Ray e Rusty Anderson (guitarra), Abe Laboriel Jr (bateria) e Paul “Wix” Wickens (teclado) voltaram ao palco com duas bandeiras gigantes: uma do Brasil e outra do Reino Unido. O músico acompanhou o público cantando o tradicional “ah, eu sou gaúcho” para, na sequência, mandar Day Tripper (dona de um dos riffs mais emblemáticos da história da música), Lady Madonna e Get Back. Por vários momentos, Paul levantava o baixo como quem erguia um troféu. Gesto digno de um campeão.


O segundo bis rolou com a impressionante sequencia Yesterday (sozinho ao violão), Helter Skelter (insana, lisérgica e metálica como poucas músicas conseguem ser), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e The End.

Ao fim do show, percebe-se que se a esfera da música pop global foi moldada por um grupo repleto de grandes compositores, Sir Paul McCartney certamente está entre eles. Do alto de sua generosidade, gentileza e unanimidade, o inglês remontou momentos valiosos da música mundial com o vigor e com a energia típica de gênios humildes.

Parte do setlist do show:

>>>>> Texto, fotos, vídeos: McCartney em Londres em junho de 2010

>>>>> Texto, fotos, vídeos: McCartney em Atlanta em 2009

>>>>> Paul in POA: tudo sobre o show

Comentários (40)

  • Glaucia diz: 8 de novembro de 2010

    Inesquecível, inexplicável, insubstituível!!! Melhor show da minha vida!
    Podem, por favor, informar onde vão ser vendidas as camisetas do show?
    Eu não consegui comprar lá, pois a máquina do cartão estava fora do ar.
    Agradeço imensamente!

    Obrigada.

  • Gabriela da Luz diz: 8 de novembro de 2010

    O show foi realmente sensacional! MacCartney se puxou!

    Mas não podemos deixar passar sem avaliar a organização do evento QUE FOI PÉSSIMA! Muitas pessoas ficaram horas em filas que não existiam, sem orientação alguma!

    Creio que desse jeito não temos condições de receber uma Copa do Mundo.

    Já fui em grandes shows internacionais tão grandiosos como este e nunca vi nada tão desorganizado como a entrada do show de ontem!
    ACDC: 60 mil pessoas no estádio do River (2009) sem confusão! E pasmem, Stones: de graça na praia de Copacabana com 2 milhões de pessoas, sem confusão!
    Pior do que a fila de ontem, só as 4 horas de atraso do Guns em março deste ano aqui em POA!

    Vamos mesmo receber uma Copa do Mundo???

    Alguma coisa aconteceu ontem e dessa vez não foi culpa da banda, ou melhor: alguma coisa não aconteceu! Não houve organização das filas, simplesmente…

    Abraços
    Gabriela

  • Beatriz diz: 8 de novembro de 2010

    infelizmente não consegui ingresso, mas, ouvi o show, do lado de fora do Beira Rio, penso que poderia ser disponibilizado um telao, pois pessoas como eu, que não assistiram ao show por falta de ingresso, teriam a chance (quem sabe única) de ver o Paul. Ele fez parte de minha adolescencia, cresci ao som de Beatles e Paul, realmente não ter tido a possibilidade de estar dentro do Beira Rio foi frustante,me confortei um pouco em ouvi-lo, sabendo que estava atrás dos paredões do estádio.

  • Thiago diz: 8 de novembro de 2010

    Compartilho da opinião da Gabriela. Todo o evento foi marcado pela desorganização e pelo despreparo dos, por assim dizer, “orientadores” designados para atender as filas. O que aconteceu foi que as pessoas, em geral, perderam quase todo o seu dia esperando na fila que foi se formando pra que na hora que os portões abrissem a equipe de organização simplesmente desaparecesse do estacionamento do Beira-Rio. Foi uma confusão generalizada onde nenhuma ordem foi respeitada. Cheguei no início da tarde ao estádio, consegui entrar por volta das dezoito horas na pista. No mesmo lugar onde eu estava havia uma menina que havia chegado oito da manhã e uma outra que havia chegado cinco da tarde. Elas estavam juntas pq não havia ordem na fila. Os meios de comunicação, ao invés de passarem uma mensagem de tranquilidade durante a semana, com orientações claras de como proceder durante o deslocamento, que materiais as pessoas poderiam ou não levar e qual seria a melhor forma e horário de chegar ao estádio optaram por alimentar um falso clima de “beatlemania” incentivando com que dezenas de pessoas escolhessem dormir desde quinta na frente do Beira-Rio. Isso é desnecessário e gera tumulto na hora da entrada com pessoas acampadas e dificuldades na formação das filas.

    No que diz respeito à saída do estádio o que aconteceu foi o seguinte: não haviam ônibus nem táxis e o “planejamento” previa que as pessoas simplesmente fossem embora a pé pela Padre Cacique por volta da 00:30. Depois de passar a tarde no estacionamento e no tumulto da fila, com mais três horas de espera dentro da pista e três horas de show eu e minha esposa voltamos A PÉ do Beira-Rio até o final da Lima e Silva onde residimos. Não haviam ônibus porque já era tarde da noite e não haviam táxis porque escolheram um domingo para realizar o evento quando todos sabem que a maioria dos taxistas folgam no domingo a noite.

    Porto Alegre não está nem de longe preparada para receber eventos grandes. A copa do mundo será um fiasco em termos de organização.

    >>>>> Todas informações sobre o show (como acesso aos portões e transporte) foram amplamente divulgadas em textos como este http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/itapemafmrs/19,0,3097934,Tire-todas-suas-duvidas-sobre-o-show-de-Paul-McCartney-em-Porto-Alegre.html

  • Amanda diz: 8 de novembro de 2010

    O show foi mesmo incrível! Me surpreendi com o Paul falando portugues, isso mostra o carinho e atenção que dedica aos seus fãs. Me surpreendi tambem com a falta de organização do show. Ninguem para dar informação, nenhuma orientação, péssimo. Entrei no estadio sem mesmo passar por revista e detector de metais. Ainda bem que não teve nenhuma pessoa mal intencionada para estragar esse momento único. Mas enfim, o show foi lindo. Aos olhos e aos ouvidos! Nunca pensei que teria a oportunidade de chegar tão perto de uma lenda do rock. Já tenho história para contar aos meus netos! Agradeço ao Paul, por ter vindo!

  • rafael diz: 8 de novembro de 2010

    este estadio não tem condições de receber um show desses, desorganização total…………..

  • Diva diz: 8 de novembro de 2010

    Gente, todos os show grandes aqui no RS são assim. Os produtores não tem capacidade e organização pra um show desse porte, infelizmente quem sofre somos nós.

  • felipe diz: 8 de novembro de 2010

    Muito bom o show…

    Sobre o comentário do Rafael “este estadio não tem condições de receber um show desses, desorganização total…………..”. O que tem a ver o estádio? Pode ser no Gigante, no Olímpico, no Zequinha… Não é questão de estádio, é questão de organização da equipe.

    Até hoje não entendo por que eles não deixam os portões ABERTOS, quem chegar cedo e quiser entrar que entre (não sai, mas ENTRA se quiser evitar tumulto). No Iron Maiden foi a mesma coisa, correria e tal, cheguei cedo e fiquei numa merda de lugar porque um monte de gente furou a fila.

    Faltou organização. E faltou educação do público no show de abertura, porque não custava nada aplaudir o DJ, por pior que tenha sido o show dele (não gostei, mas não custa nada incentivar). E por que vaiar a guria que é de Floripa? Na boa, tenho orgulho de ser gaúcho mas essa estupidez de alguns irrita, e é por isso que somos odiados no resto do Brasil, pela falta de educação de alguns.

  • Edu diz: 8 de novembro de 2010

    O show foi épico e a DESORGANIZAÇÃO foi épica tb. Está mais do que provado que o SC Internacional não tem a mínima condição de sediar (e organizar) um show dessa magnitude. Ouvi relatos de pessoas que me deixaram envergonhado, se foi assim no show do Paul imaginem na Copa como vai ser? Despreparo total…

  • Nina diz: 8 de novembro de 2010

    Ratifico as manifestações de Felipe, Tiago, Diva e Rafael: Paul McCartney deu um show!
    Já a organização do show em Porto Alegre foi um fiasco!
    A resposta que a RBS forneceu ao Tiago é uma piada! Não havia identificação das filas dos portões, os “organizadores” não sabiam dar informação NENHUMA! Não houve revista na entrada dos portões, o que considero gravíssimo, considerando a quantidade de pessoas que estava dentro do estádio. Não tinha motivo para o atraso que ocorreu para a abertura dos portões! Porque deixar as pessoas na rua?
    O trânsito ficou caótico pois informaram uma coisa e depois do show fizeram outra: onde estavam os táxis???
    Os que estavam lá foram disputados quase a tapas pelas pessoas!
    É essa cidade que quer sediar uma Copa do Mundo???
    E tenho que confessar que o público nas filas foi muito mal educado também. Uma mulher acotovelava a minha irmã para passar na frente dela! O que ela ia conseguir com isso???
    Ocorreram muitas brigas nas filas também, que estavam totalmente bagunçadas.
    Entrei no portão 5 e ao me aproximar do portão percebi que existiam 4 filas paralelas para o mesmo portão!!! As pessoas estavam enfurecidas, gritando para os outros, porque achavam que as demais filas eram “filas de furo”! Na verdade, todos estavam lá há horas sem ter qualquer orientação da empresa (des)organizadora.
    Um show para não esquecer! Infelizmente, também pela péssima administração da empresa da organização.
    Também já fui a show em muitos outros lugares, e nunca vi bagunça igual! Uma vergonha pra nossa cidade!

  • Li diz: 8 de novembro de 2010

    Pessoal…

    O show foi inesquecível, algo q nem q eu viva 100 anos esquecerei…mas também concordo que a organização ou melhor desorganização das ” filas ” foi péssimo, aonde já se viu não ter cordas ou cordões para demarcar as filas, a fila do gramado livre era organizada simplesmente pelas próprias pessoas e no momento em q os portões se abriram ” todos ” queriam entrar de uma só vez, e isso não é culpa da banda e acredito que nem dos meios de comunicação e sim da produtora q parece ter se preocupado apenas com a organização no interior do estádio q convenhamos estava excelente, mas a situação para entrar foi cansativa e extressante, eu fui para lá as 13:00 e passei por um dos momentos mais tensos de minha vida para consegui entrar sendo empurrada e ouvindo muitas reclamações do pessoal q estava lá desde cedo e não aceitava a situação, tentamos conversar com as pessoas mas ninguém queria conversa e o clima ficou muito tenso e quase algumas pessoas sairam no ” tapa”…horrível e vergonhoso, acredito q o Sr. Paul não iria gostar nada disso…

  • Li diz: 8 de novembro de 2010

    ahhh…verdade…o “show” de abertura foi péssimo q digasse de passagem nem considero um show, era um DJ e um sax e nem me lembro mais o q ..me desculpe Felipe, mas não dava para bater palmas, estavamos pagando caro e esperávamos O MELHOR, não deu para engolir aquele pessoal…sem falar q escutar um dj tocando uma merda de pop em um show de rock vamos combinar néh…kkkk

  • Rodovaldo diz: 8 de novembro de 2010

    Sinceramente, dado que a banda de abertura previamente anunciada seria Kleiton e Kledir, ouvir um saxofonista e um guitarrista fazendo karaokê com versões remixadas de clássicos do rock é uma lástima.

  • Simone Silveira diz: 8 de novembro de 2010

    Paul estava perfeito, o show foi tudo ou mais do que eu havia sonhado, cada centavo, cada segundo na fila, cada passo caminhando até achar um táxi, valeu a pena.
    Acredito que realmente alguns orientadores deixaram a desejar, mas há que se dizer que muitos se esforçaram sob um sol escaldante para fazer o melhor trabalho possível, não podemos generalizar e nem esquecer que lidar com pessoas diferentes é muito difícil, imagina 50.000 é altamente estressante.
    Pelo menos não vi brigas e nem algo que manchasse o espetáculo: Perfeito.
    Faria tudo igual novamente.

  • Marcia diz: 8 de novembro de 2010

    Interessante como, ao contrário do que ocorreu com o show do Gun’s, na imprensa local ( e organizadora do show do Paul) nada se fala sobre a desorganização ocorrida…

  • Cristina diz: 8 de novembro de 2010

    Realmente o show foi lindo e a organização péssima. Achei revoltante os comentários sobre a “ótima” organização do show no Jornal do Almoço. Como assim??? Filas totalmente desorganizadas e quase houve um tumultuo generalizado logo após a abertura dos portões, quando se via pessoas furando as filas e formando filas paralelas sem que ninguém da organização estivesse lá para coordenar e controlar. Teve muito empura-empura e descontrole.
    Além disso, toda a logística de alimentação deixou a desejar. Com milhares de pessoas lá no estádio desde de cedo, a organização não estava preparada para atender a demanda de bebida e alimentação do público. Principalmente dentro do estádio, onde era uma luta para comprar um copo de 200 ml de água por R$3,00.
    É uma pena que o público gaúcho tenha que passar por isso quando grandes eventos são realizados aqui… Parece realmente que não temos a estrutura necessária e profissionais qualificados.

  • Zoraia diz: 8 de novembro de 2010

    Inesquecível, emocionante e intenso são apenas algumas palavras para “resumir” o show. Pois poderíamos enumerar dezenas de adjetivos e, mesmo assim , não seria suficiente.
    Em relação à organização das filas, foi uma vergonha.
    Quem estava na rampa 2, para entrar no Portão 9, presenciava a entrada dos “furões” pela beira da grade que estava aberta. Eles ignoravam as vaias e reclamações, e entravam sem cerimônia.
    Começamos a fazer sinais para os ” orientadores”, ” equipe de apoio”, mas eles não tomavam providência.
    Isso ocorreu por mais de uma hora e, quando algum deles se aproximava, dizia que ia chamar “alguém responsável”. Mas não apareceu ninguém pra resolver.
    Alguns senhores na fila, já indignados com a situação, tomaram iniciativa, falando para os “furões” que não entrariam. A “equipe de apoio”, postada há alguns metros de distância, observava imóvel a cena.
    De repente, surge um homem pulando as grades violentamente, e enfrenta os senhores.
    Era um segurança do estádio. Parecia que ele queria apartar uma briga num baile funk.
    Em seguida, apareceram outros. Houve discussão e xingamentos.
    Os senhores saíram como causadores da confusão. Os “furões” se deram bem. Nenhum foi identificado.
    Onde estariam esses seguranças durante o tempo em que se clamava por organização???

  • Alexandre Jonker diz: 8 de novembro de 2010

    Quanto ao show nada a reclamar, foi perfeito, um dos melhores da minha vida. Mas a organização do evento foi ridícula, muita confusão, brigas, xingamentos, informações desencontradas e o mais grave, na minha fila, nem por detector de metal as pessoas passaram. Uma empresa que se propõe a fazer um evento deste tamanho deveria pensar em todos os detalhes de segurança e organização, não apenas deixando as pessoas contarem com a sorte. Afinal, acredito que faça parte do preço pago pelo o ingresso ter garantida a segurança e o bem-estar. Para piorar a situação de transporte na volta não tinha explicação, Porto Alegre vai ter que correr muito para ter condições de receber a copa do mundo.

  • DILMA GUIMARAES diz: 8 de novembro de 2010

    CONCORDO COM FELIPE,gente é muito bom ser gaúcho,mas melhor ainda é ser do mundo,pois é de última a falta de educação.,ainda mais diante do Paul…vaiar a menina por ser de Floripa(lugar que os gaúchos invadem no verão)é no mínimo,infantil,bairrista e de falta de senso total! sejamos brasileiros,educados,hospitaleiros..ninguém é melhor por ser daqui. A FALTA DE ORGANIZAÇAO FOI HORROROSA,POR ISSO QUE SHOWS DESTE PORTE NAO PODEM VIR PARA POA.NAO EXISTIAM BANHEIROS SUFICIENTES NO ENTORNO DO ESTÁDIO,SEM INFORMAÇÃO ALGUMA,OS DESORIENTADORES ESTAVAM PIORES QUE NÓS.E GENTE FURANDO FILA NA SUBIDA DAS RAMPAS…ABSURDO.SÓ MESMO PELO PAUL. RBS NÃO ADIANTA FAZER PROPAGANDA E NÃO SE PREOCUPAR COM OS DETALHES.

  • Claudio diz: 8 de novembro de 2010

    Puxa Renata, é isso mesmo! Sem palavras, só arrepios de emoção!

  • Ricardo diz: 8 de novembro de 2010

    Paul McCartney é um gênio, no mais amplo sentido da palavra.

    Quanto à organização, posso dizer o seguinte: ACDC no Morumbi em SP capital, 65.000 pessoas = entrei no estádio com a mesma modalidade de ingresso de ontem em exatos 10 minutos. Nada de atropelos ou manifestações dantescas de falta de educação; para o show de Sir Paul Macca = 3 horas de fila e ainda fui ultrapassado por diversos penetras espertos. Os nobres senhores identificados pelos coletes da organização tiveram participação nula, exceto quando extrapolavam sua raiva para com o público exausto.

    Infelizmente, falta de transporte público e táxis é um fenômeno nacional.

    Em momentos como o de ontem é que percebo o quanto as manifestações bairristas do gaúcho se provam absolutamente vagas. Somente, e grifo, somente no RS vi gente furando fila, se acotovelando violentamente nas entradas dos portões e desrespeitosas de forma geral, grosseiras. Coincidência ou não, é a minha verdade.

  • Maicon diz: 8 de novembro de 2010

    Acho que o DJ não foi inteligente, e por isso das vaias… Era só ter tocado um bom set de rock tipo the doors, janis joplin e led zeppelin que seria ovacionado. Caiu de paraquedas e não estudou direito. As pessoas foram lá ver Paul e ele achou que era para ele.. Se deu mal…Nenhum de nós era banda certa aqui do sul….

  • Marcelo Xavier diz: 9 de novembro de 2010

    Inesquecível, valeu o sofrimento, a espera, a madrugada para pegar o ingresso no Beira-Rio e eu vi o Paul McCartney, o cara que me ensinou inglês e fez eu inverter as cordas do violão e tocar.

    Não tenho nada a reclamar.

  • Francisco Bom diz: 9 de novembro de 2010

    realmente… sem palavras! saí de lá extasiado, boquiaberto, com um sorriso congelado, olhando para cima em descrença do ocorrido, olhando para o lado para me situar no espaço-tempo… eu fui drogado! nós fomos drogados por música da melhor qualidade! entramos na mais pura sintonia musical de uma lenda viva que inspirou gerações! acredito que todos sentiram a mesma coisa naqueles momentos!
    digo isso pelos depoimentos que li no blog Fans on the Run, do Fábio, pois todo mundo está dizendo a mesma coisa! os mesmos sintomas… da Epidemia Paul!
    um amigo meu também sentiu o mesmo…
    cara… e agora?! o que será da minha vida depois de domingo?! só sei que… não quero que me acordem! me deixem sonhar mais! oh vida cruel…

  • Márcia diz: 9 de novembro de 2010

    Os gremistas insistem em colocar a culpa da organização no Inter… Gente, só um detalhe: o Inter proporcionou o local apenas, a organização não foi dele, até porque o assunto do clube é FUTEBOL, tanto é que somos bicampeões da América!!!
    Quanto ao show: não tem como descrever… Em muitos momentos, Paul conseguiu fazer com que mais de 52 mil pessoas ficassem quietas, apenas para ouvi-lo e desfrutar daquele momento ímpar, arrepiante, comovente, contagiante… Na saída as pessoas ficaram tomadas por aquele clima, tanto é que, pela primeira vez, não vi uma briga sequer…
    Uns comentários falam que depois de “velho” ele resolveu vir à América Latina… Que bom que isso aconteceu em sua “velhice”. Ele está no ápice de sua musicalidade… eu perdi a conta do número de instrumentos musicais que ele tocou. Quem chama ele de “velho” não viu a sua naturalidade, preparo e disposição para a maratona de 3 horas, que passaram voando, tenho certeza para ambos os lados, tamanha foi a empatia entre Paul e público. Ele percebeu nosso respeito e admiração por sua arte. E esse respeito foi demonstrado, como já disse, por momentos de silêncio, para que suas músicas fossem mais bem desfrutadas.

  • Vinicius Pontes de Amorim diz: 9 de novembro de 2010

    Invejo aqueles que foram contemporâneos dos Beatles. Foram e serão a melhor banda de todos os tempos. Respeito, admiro e gosto de muitas outras, mas a capacidade técnica e de inovação, o e potencial musical deles não tem igual. Nao vivi aquela época, mas tive o privilégio como muitos de ter assistido este show. Paul personificou os Beatles em Porto Alegre no útlimo domingo. Além de um músico excepcional, é carismático, valoriza os fãs e suas cidades, e mais, toca com prazer!
    Fui no Maracanã, fui no Pacaembu, fui no Beira-Rio, e certamente, se ele voltasse mês que vem, eu já estaria lá novamente!!
    Um cara de 68 anos, depois de 40 anos do término da banda, fazer isso em qualquer parte do mundo???
    Imagina se houvesse um tal de George, um tal de Ringo e um tal de John no palco!!!!
    Show simplesmente histórico!!!

  • LEONARDO Steno diz: 9 de novembro de 2010

    A organização foi precária, desde a compra do ingresso até a saída do estádio. Tudo foi complicado.
    Na fila desde 14h, quase saí no braço para garantir meu lugar na fila, pois não havia nenhum orientador por perto que garantisse que a ordem de chegada fosse respeitada.
    Naquele areião ao lado do gigantinho, que chamam de estacionamento, mais desorganização: cobravam R$ 30,00 para que na saída a confusão fosse predominante. Ninguém orientava e o tempo pra sair de lá era de mais de 1 hora.
    Aquele texto do clicrbs que usado como resposta para o Thiago, eu li umas 5 vezes antes do dia do show. Adiantou alguma coisa? NÃO.
    Outra coisa: os “organizadores” proibiram a entrada de alimentos, numa decisão descabida. As pessoas jogavam fora pacotes de bolachas na entrada do estádio, enquanto lá dentro, o sanduíche simples acabou às 19h, 2 horas antes do show. Os pacotes de salgadinhos, aquelas porcarias, eram vendidos a R$ 5,00, e passou a ser a única opção de alimentação. Imperdoável! Inconcebível!
    Na próxima vez, tenham um mínimo de consideração com o público, ou cobrem ingressos mais baratos.

  • Fernando diz: 9 de novembro de 2010

    Sir McCartney me fez rever, ao vivo, algo que eu sentia em minha juventude beatlemaníaca, e que eu pensava que era exagero decorrente daquela idade o quanto eu gostava daquela banda, o quanto eu gostava de John, George, Paul e Ringo. Não era exagero; exagero é o talento, a musicalidade, a sensibilidade, a educação, o respeito e o interesse de Paul (ele é íntimo meu) pelo público brasileiro e pelo gaúcho. Também foi exagerada nossa manifestação de bairrismo: a guria de Floripa não se abalou, e Sir Paul deu um outro show, ao falar “Come on, gays, I´m from Liverpool !!!” -> bem feito prá nós.

    Bem, quanto à organização, filas, etc … eu estava lá para me divertir, e foi ainda mais do que isto. Então, podem mandar vir mais shows deste porte, com TODA esta desorganização (eu também fui no do Guns), que eu vou de novo.

    Abraços a todos.

  • Guilherme diz: 9 de novembro de 2010

    Leiam o que eu to sentindo depois desse show:
    guilherme89.blog.terra.com.br

  • Annamaria gaviáo Escobar diz: 9 de novembro de 2010

    Ele esteve entre nós e pudemos sentir sua vitalidade e genialidade, sei que ele é um mortal, assim como foi Picasso, Mozart, Leonardo da Vinci. Estivemos com ele e a prova disto, foi o comportamento de todas aquelas pessoas de idades, e lugares variados em que
    houve momentos que estávamos juntos desfrutando de sentimentos de nostalgia, beleza e amor. Valeu tudo que vivi pra estar com ele, Sir Paul, agora tenho certeza, presenciamos um genio que fala a linguagem das almas, obrigada por ver e viver isso no dia 07/11/2010, na minha cidade.

  • Dirceu diz: 10 de novembro de 2010

    Magnifico, explendido, inesquecivel.

    O Paul é como um COMETA que passou por Porto Alegre, deixando em sua calda

    muita felicidade e emoção.

    Volte sempre.

    Agora só falta

    THE WHO

  • Anne diz: 10 de novembro de 2010

    O Paul foi maravilhoso.. impecável, como não podia deixar de ser…
    Já a “organização” .. simplesmente não existiu. Caos total, fila que só Deus sabia onde começava e terminava.. ninguem pra sinalizar, e na entrada sem revista e sem detector de metal – ainda bem que a galera era toda paz e amor…
    Se agiliza POA senão copa do mundo vai ser um desastre….

  • Renata diz: 11 de novembro de 2010

    Sobre o Paul, sem comentários!
    Sobre a organização, só resta lastimar… entrei de mochila, ninguém no portão 8 foi revistado, tivemos sorte de não acontecer nada de mais grave!
    Um grupo de umas dez pessoas entrou na minha frente furando a fila, e se não fosse por conta das pessoas que estavam ali não tinha ninguém na organização pra ajudar – simplesmente passamos dessas pessoas e quem estava na fila foi fazendo o mesmo, até algum deles reclamar: ah, a fila não terminava aqui ¬¬ Vamos combinar que as pessoas são mal educadas, tentam tirar vantagem, então a organização realmente deveria ser MUITO mais responsável e presente!

  • Gustavo diz: 11 de novembro de 2010

    Paul McCartney é um gênio. É mestre. É a lenda viva do Rock ‘n’ Roll e da música em geral.

    E detalhe: um Beatle já faz tudo isso, já é épico. Imaginem se ainda existisse a possibilidade dos quatro gênios juntos novamente!

    Isso prova que Beatles é e sempre será a maior e melhor banda de todos os tempos!

    Imortais!

  • sueli diz: 17 de novembro de 2010

    eu sou muito fa do paul

  • Paula “Macca” Parodi diz: 19 de novembro de 2010

    Falaram que ia ter uma caixa prá mandar presentes para ele, e quando perguntei na entrada riram da minha cara, passei o show todo desesperada pensando num jeito de jogar meu presente no palco…joguei mas não sei se chegou até ele! Fora que os seguranças eram um babacas, duvido que o Paul mande maltratar os fãs……pelo que se vê dele é bem pelo contrário! Na véspera não queriam nem que a gente visse ele quando chegou prá passagem de som, e inclusive eu fui agredida…

  • Paula “Macca” Parodi diz: 19 de novembro de 2010

    Fui sábado de manhã, passei dois dias comendo mal, dormindo mal, bebendo mal, sem banho prá não conseguir ver o show da minha vida direito por causa dos furões de fila!

  • Guilherme diz: 20 de janeiro de 2011

    MAS COM TEM MALA PRA RECLAMAR!!

    Sinceramente eu estive lá e não vi desorganização nenhuma. Saí de Pelotas para Porto Alegre, me dirigi ao estádio com cerca de 3 horas de antecedência, não peguei nem 20 minutos de fila, ganhei uns brindes, curti o show e não presenciei nenhum tipo de brigas ou conflitos. Os seguranças foram absolutamente normais. Na saída foi tudo muito calmo, em questão de 10 minutos eu já estava na rua e caminhei tranquilamente junto ao grupo de pessoas que saía em extase do estádio.
    Andei até Tirol e de lá peguei um táxi.
    Não sofri nenhum tipo de abordagem violenta, percebi um forte policiamento na região e o clima geral era de muita paz.
    A única desorganização ocorreu na venda dos ingressos pelo site ingresso.com. No resto, foi tudo excelente!!

  • Paula “Macca” Parodi diz: 21 de janeiro de 2011

    Guilherme,
    Se para ti deu tudo certo que ótimo, agora não critique as pessoas que enfrentaram problemas, que foram muitas, e que tem todo o direito de reclamar!

  • Milton diz: 20 de agosto de 2012

    Cara, este show foi daqueles momentos em que você agradece ao grande Deus por esta ali, naquele momento, vivo, com as pessoas com quem você ama (minha filha e esposa) revivendo momentos de sua infância/adolescência. Fui levado a momentos mágicos, o que só coisas do espírito, como a música, podem proporcionar. Realmente pessoas como Paul são especiais, contribuem com a humanidade. Quisera ter apenas um pouquinho do seu talento. Obrigado Deus, por ter vivido este momento.

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