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Cradle of Filth emociona em aguardada apresentação no Opinião

20 de dezembro de 2010 0
Vocalista Dani Filth e guitarrista James McIlroy / Foto: Vladimir Silveira, Especial
A banda inglesa de black metal Cradle of Filth se apresentou na noite deste domingo no Bar Opinião, em Porto Alegre, no sexto show da turnê sul-americana Creatures From The Black Abyss, com os sons do álbum Darkly, Darkly, Venus Aversa. O que se viu foram artistas com pouca empolgação – à exceção do frenético vocalista Dani Filth –, mas diante de um público emocionado que esperou por anos para conferir os ídolos de perto.

A abertura ficou por conta da Frost Despair. A escolha não poderia ter sido melhor. O contraste entre o peso e a suavidade do vocal feminino evidenciou uma forte influência das estrelas da noite. Os gaúchos apresentaram as faixas do primeiro EP da banda, que já conta com uma forte aceitação por parte do público.

Por volta das 22h, o público delirou ao ver entrarem no palco os seis integrantes do Cradle of Filth, que, de cara, executaram The Cult of Venus Aversa, faixa de abertura do trabalho mais recente da banda. Ainda rolou Forgive Me Father (I Have Sinned).

Em seguida, os ingleses trataram de agradar os fãs do trabalho mais antigo da banda ao executarem The Principles of Evil Made Flash, faixa cheia de peso com uma introdução empolgante, que dá nome a primeiro disco dos caras. A violência continuou com Under Huntress Moon, mas os porto-alegrenses também se emocionaram com a balada Nymphetamine Fix.

O vocalista Dani Filth mostrou ser um legítimo frontman. Apesar de já não estar na sua melhor forma, e ainda vestir o figurino pesado que caracteriza o grupo, ele não parou quieto. Por vezes, os mais distraídos o perdiam de vista, e se surpreendiam ao vê-lo, subitamente, aparecer no canto mais próximo.

James, o poser gordinho

Responsável pelas bases de guitarra, James McIlroy mostrou ser melhor em fazer pose no palco que em fazer o som em si. Paul Allender, esse sim um ótimo guitarrista, era mais discreto, mas foi o responsável pelos solos mais empolgantes da noite.

Um dos mais jovens da banda, o baterista tcheco Martin Marthus Skaroupka mostrou a velocidade que os fãs já conhecem, mas o timbre do som que ele fazia denunciava a falta de força ao levar a baqueta contra as peles. Chamou a atenção de quem o viu de perto o olhar psicopata para o instrumento. Enquanto tocava, parecia um assassino esfaqueando sua vítima.

O baixista Dave Pybus não chegou a empolgar com viradas sensacionais, mas mostrou que sabe usar o instrumento para dar peso à música, em contraste com o som estridente do teclado de Ashley Ellyllon. A garota, aliás, mostrou pouca empolgação. Parecia mais feliz no lado de dentro do camarim durante a pausa.

O show foi curto. Depois de um set de 10 músicas, os artistas se retiraram do palco e retornaram para um bis de cinco faixas, encerrando a apresentação com From The Cradle To Enslave. Era o fim de uma apresentação tão esperada que, independentemente do ânimo dos artistas, o público a tornaria inesquecível.


Dave: estereótipo do metaleiro

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