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Posts de janeiro 2011

Festival transforma praia gaúcha em Meca indie

31 de janeiro de 2011 2

A temporada de shows internacionais começou forte no Rio Grande do Sul. Neste sábado, Vampire Weekend e Two Door Cinema Club fizeram apresentações arrebatadoras na praia de Xangri-lá dentro do M/E/C/A/ Festival. Antecedidos por Wannabe Jalva, Rosie and Me e Copacabana Club, as duas bandas gringas transformaram o local em uma espécie de Meca indie.

Fãs do rock independente tomaram conta do clube Jimbaran a partir das 17h. Se por um lado grande parte do público foi atraído ao local pelo excelente caribbean beat e afropop guitarreiro made in NY do Vampire Weekend, por outro os músicos do Two Door Cinema Club fizeram um show ainda mais contagiante, animadíssimo do início ao fim.

A banda da Irlanda do Norte cresce absurdamente ao vivo. Em cima do palco, o grupo perde o senso de banda indie genérica, se distancia do ‘mais do mesmo’ comum à grande parte do rock britânico atual, e ganha uma estatura grandiosa.

O trio parece estar ligado no 220V durante toda duração do show. É ativo, urgente, enérgico e sonoramente instigante. Indie pop dançante em nível máximo. A banda tem músicas certeiras que funcionam muito mais em live act do que em disco. E a resposta do público veio na mesma intensidade. Surpreendida com o retorno imediato a cada canção executada, um dos músicos cravou quase ao final do show: This is our first time in Brazil and it’s being incredible awesome!

Com o caminho aberto pelos irlandeses, o Vampire Weekend não teve muito trabalho para animar a galera. E a tarefa ficou ainda mais fácil para uma banda que lançou dois ótimos álbuns em um período de apenas dois anos. Ezra Koenig, Chris Baio, Rostam Batmanglij e Chris Tomson começaram a tocar em 2006 na Columbia University, em Nova York. Dois anos depois lançaram o disco debut Vampire Weekend. O álbum roqueiro arejado por linhas caribenhas, afrobeat e NY punk mistura Talking Heads, Ramones, Paul Simon, Clash, Kinks e Rentals. Tornou-se clássico instantâneo na esfera indie de downloads, clubes e festivais. Em 2010 a banda lançou Contra, que segue o mesmo trajeto, mas acelera o passo em termos de produção.

Essa fórmula peculiar foi esmiuçada em um repertório frenético, que ao vivo acentua o worldbeat dos músicos. Faixas como Holiday, White Sky, I Think Ur a Contra, Cape Cod Kwassa Kwassa e Giving Up the Gun deram o tom da noite vampírica. Destaque para as incríveis California English, Cousins, Horchata e Walcott, em encerramento radiante.

Na platéia, danças, mãos para o alto e pulos incessantes, como se um Pelourinho gringo vudu houvesse incorporado em Xangri-lá. As músicas e a sonoridade da banda caíram como uma luva em um festival encravado na praia. Melhor que isso só se fosse à beira-mar – onde alguns fãs se refugiaram após o encerramento do M/E/C/A/ para ver a Lua Minguante.

Infelizmente, cheguei atrasadão ao festival e perdi o sempre bom show da Wannabe Jalva (o Rodrigo Deltoro, ex-baixista da Tequila Baby, disse que foi nota 10) e da banda Rosie and Me, do Paraná. Já os também paranaenses do Copacabana Club agradaram a galera com um show misto, variando entre momentos calmos e espasmos de loucurinha. Foi o meu segundo show deles. No primeiro, em 2009, dentro do Parc Festival, a apresentação linear, sem punch, acabou eclipsada pelo incrível duo Matt and Kim. Neste segundo, a linearidade foi semelhante, apesar do clima geral do show em si ter sido muuuuito mais legal – em parte por causa do séquito de seguidores de Curitiba que esteve presente, o que ajudou a animar a apresentação. Os músicos são competentes, a vocalista Cacá V é linda e simpática, as músicas são boas, mas por algum motivo o show do Copacabana Club não decola como poderia. Pra mim, o hype ainda não se confirmou.

Vídeo: Vampire Weekend

Vídeo: Two Door Cinema Club

Vídeo: Copacabana Club

M/E/C/A/ Festival sofre alteração

28 de janeiro de 2011 0

A programação do M/E/C/A/ Festival foi alterada. The Twelves passa a tocar no Club Stage, às 21h30min, e Layo & Bushwacka tocam no Indie Stage à meia-noite, e não mais às 22h15min.

Indie Stage

17:30 – Wannabe Jalva

18:50 – Rosie and Me

19:50 – Copacabana Club

21:00 – Two Door Cinema Club

22:40 – Vampire Weekend

00:00 – Layo & Bushwacka

02:00 – Encerramento


Club Stage

17:30 – Marcelinho Vieira

18:15 – JZK

19:15 – Branko

20:15 – Fabrício Peçanha

21:30 – The Twelves

22:45 – Ricky Ryan

00:00 – Encerramento


E aqui tem dicas pra quem é iniciante em festivais. O site oficial é este.


M/E/C/A/Festival

Local: Jimbaran (Rua Rio Camisas,11) – Xangri-lá/RS

Data: sábado (29)

Abertura: 16h30min

Classificação: 16 anos

Ingressos: R$ 70 (2º lote) e R$ 90 (3º lote). Pontos de venda neste link.


M/E/C/A/Land

Local: Plataforma de Atlântida

Data: sábado (29) e domingo (30)

Layo & Bushwacka e The Twelves fecham o M/E/C/A/ Festival

27 de janeiro de 2011 0

Layo & Bushwacka e The Twelves fazem o fechamento do M/E/C/A/ Festival neste sábado, dia 29, no Jimbaran, em Xangri-lá. A programação ficou assim:

Indie Stage

17:30 – Wannabe Jalva

18:50 – Rosie and Me

19:50 – Copacabana Club

21:00 – Two Door Cinema Club

22:40 – Vampire Weekend

00:00 – The Twelves


Club Stage

17:30 – Marcelinho Vieira

18:15 - JZK

19:00 - Branko

19:45 – Fabrício Peçanha

21:00 – Ricky Ryan

22:15 – Layo & Bushwacka

Mas o lance começa sexta-feira à noite, também no Jimbaran, com discotecagem de John Digweed, André Sarate e Eddie M. Já no sábado, das 12h às 17h, o M/E/C/A/ Land se instala na plataforma de Atlântida com música, surf, skate e exposição do fotógrafo Cobra Snake. O M/E/C/A/Land também vai rolar durante o domingo.

Resumão:

M/E/C/A/Festival

Local: Jimbaran (Rua Rio Camisas,11) – Xangri-lá/RS

Data: sábado (29)

Abertura: 16h30min

Classificação: 16 anos

Ingressos: R$ 70 (2º lote) e R$ 90 (3º lote). Pontos de venda neste link.


M/E/C/A/Land

Local: Plataforma de Atlântida

Data: sábado (29) e domingo (30)

*

E Wannabe Jalva liberou um teaser de You and I, música inédita feita em parceria com os caras da Holger, que estavam em Porto Alegre no último dia 20 para um show no Beco quando decidiram invadir a gravação do EP dos Jalvas. Os paulistas fizeram coro pros gaúchos. A música fará parte de um EP com seis músicas que deve sair em março.

Wannabe Jalva @ You and I (teaser) from Wannabe Jalva on Vimeo.

Disco Virtual Volume #2 is in da house

26 de janeiro de 2011 3

A nova edição do Disco Virtual do Volume é dedicada à música eletrônica. O recorte feito enquadra alguns dos primeiros produtores de dance music do Rio Grande do Sul, como Nando Barth e OTA, músicos e criadores que transitam entre beats há algum tempo, como Fabrício Peçanha, Posnormal, Jarrier Modrow, Panatron e Two Boffins, e novos criadores como Brave the Elements, Projeto CCOMA, Madblush, Superluxo e L.A.B.

Além disso, o Disco Virtual Volume #2 está sendo uma espécie de plataforma de lançamento para Hang out with me, música do novíssimo duo Crash Bum Bang, projeto que concretiza a parceria entre Rossano Snel e Caio Britto, dois caras que se destacam no novo clã eletrônico do Estado.

Ouça todas faixas aqui ou separadamente abaixo

Crank up the volume!

Brave The Elements: o duo Brave The Elements retorna ao garage dos anos 90 ao compor faixas dançantes e leves, estruturadas em beats cadenciados, ambientes etéreos, vocais femininos doces, groove e harmonia. Yuri comanda instrumentos e programação aplicando elementos de progressive e electro enquanto Gisa canta sobre as músicas, que variam entre cinco e sete minutos. O som lembra o que o duo eletrônico Sideral fazia com a vocalista Chris F circa 1997 em Porto Alegre. Apesar de ser um projeto recente, de outubro de 2009, Brave The Elements já lançou o álbum independente Balance In Your Mind, com sete músicas. Uma delas, Leave Your Fears Behind, ganhou um ótimo clipe feito em time lapse em Berlim pelo fotógrafo Luis Veiga. Veja aqui!

Mirrors of Life

> My Space

> Site


Crash Bum Bang: o DJ e produtor Caio Brito curte rock, house  e dirty disco. Tocou em bandas de garagem e virou DJ. Já o compositor Rossano Snel vai do samba ao jazz e do cinema aos games sempre com muito groove. Aqui no Disco Virtual Volume #2, lançam o Crash Bum Bang, duo eletrônico com influências de jazz, world music, MPB, rock e pop. O projeto surgiu da parceria que rola entre eles desde que ficaram amigos (via Lucio Kahara). Criaram as festas Hustler, Lick! e Selva, reunindo figuras do novo núcleo eletrônico de POA, e depois entraram em estúdio para finalmente compor juntos. Estão finalizando o SoundCloud do CBB e devem lançar um EP com músicas e remixes no primeiro semestre de 2011. A faixa Hang out with me, masterizada na Alemanha, alterna vocais robóticos, piano house, processed beats e clima de noite. Ouça alto e sinta cada batida como uma pancada.

Hang Out with Me

> SoundCloud do Caio

> MySpace do Rossano


Fabrício Peçanha: o Fabrício é o maior fenômeno da cultura eletrônica do Rio Grande do Sul EVER, – e certamente é um dos caras de maior destaque no Brasil há anos. Na metade dos anos 90, quando o conheci, era figura fácil na pista do Fim de Século (o clube eletrônico mais importante de Porto Alegre de todos os tempos) e alvo maior das meninas da primeira geração efetivamente clubber do Estado. Em pouco tempo, passou pro lado de lá das pick-ups, dividindo espaço com outro ícone do FDS, o DJ Double S, residente da casa. Enfrentando preconceito considerável por ser boa pinta e tendo que se desvincular ao máximo do rótulo de DJ “fácil”, suou a camiseta na noite para se tornar o melhor DJ do Estado e um dos melhores do país, com amplo destaque internacional. Criou a produtora Re:Existência e a rave Fulltronic com amigos, ganhou páginas das revistas XLR8RDJ MagazineHouse Mag e abriu o clube Spin em POA. O reconhecimento profissional foi traduzido em convites: Fabrício integrou line-ups de raves e festivais ao lado de Carl CoxFatboy SlimDanny TenagliaWestbanLouis VegaJohn DigweedDeep DishRitchie HawtinGroove ArmadaLayo & BushwakaGreen VelvetDerrick MayDave ClarkeDave the DrummerHernan CattaneoSatoshi TommieChris LiberatorTechnasia e outros. Ele também tocou no Skol Beats, na MegAvonts e no Recife Beats, além de ter sido chamado para discotecar em Ibiza, Majorca, Acapulco, Miami, Barcelona, LA, San Diego, Hong Kong, Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Zurique e outras –sozinho ou ao lado dos parceiros LeozinhoRodrigo Paciornik, do projeto Life is a Loop. O gaúcho já lançou faixas no EP Cordel e no álbum Hypno Series 1. Neste Disco Virtual do Volume #2, Fabrício liberou um remix de Sem Vacilar, da Comunidade Nin-Jitsu. Ele entrou legal na onda do CNJ, ressaltando as guitarras em meio a batidas rápidas, mas não muito aceleradas, ampliando a força da música original sem remodelar a faixa por inteiro.

CNJitsu Sem Vacilar Radio Remix

> Site


Jarrier Modrow: não é dos caras mais conhecidos por quem curte música eletrônica, o que é estranho. Apontado por alguns músicos como um dos melhores compositores da atualidade no que diz respeito à dance music, Jarrier já lançou discos e EPs por selos nacionais e internacionais. Entre eles estão Rare SoulNebula e a coletânea Unreleased Grooves – Grooveland Brazil, álbuns interessantes que ficaram restritos ao nicho de produtores musicais, com pouca inserção entre o público. Em breve, deverá lançar seu próprio netlabel, com novas composições e projetos. O início dos trabalhos de Jarrier na música rolou da mesma forma como ocorre com muitos outros produtores: experimentações em teclados no final dos anos 90 e gravações em fita cassete. No entanto, diferentemente de muitos, Jarrier não se tornou DJ. Em vez disso, prefere escrever e postar suas impressões sobre música e tecnologia em seu site oficial e na revista House Mag. Neste ano, Jarrier participou de duas edições de coletâneas online do selo/coletivo capixaba Smoke Island. Aqui no Disco Virtual do Volume #2, o músico liberou a faixa Let’s Boogie, um deep house tranquilo, desacelerado e elegante, com muito groove, melodia e harmonia. O tipo de som capaz de nos fazer perder em pensamentos ou nos guiar no vazio da mente.


Let’s Boogie

> Site

> MySpace

> Sound Cloud


L.A.B.: o lance com Less a Bullshit (L.A.B.) está sendo urgente. A banda de rock eletrônico lo-fi se formou em Novo Hamburgo no verão de 2009. No inverno, o EP de estreia de Dan Schneider (vocal, baixo, guitarra, synths e programação), Fe Fischer (guitarra, baixo, vocal) e Moa Jr. (bateria, percussão, vocal) estava pronto, mixado e produzido por Dan e masterizado por Lukas Dulawa no Reino Unido. No final daquele ano, o trio assinou com a Curve Music, de Londres. O primeiro disco sai no começo de 2011, após masterização em Roma. Nesse meio tempo, L.A.B. foi indicado como uma das 10 bandas de rock mais promissoras do Brasil em 2010 pela MTV e se tornou uma das apostas da Billboard de fevereiro do mesmo ano. Pouco depois, tocou no megafestival indie SXSW, nos Estados Unidos. Descendente direta da histórica banda santista de rock eletrônico Harry e parente não muito distante de FelliniThe GilbertosVioleta de OutonoGrenade, o L.A.B. utiliza sintetizadores e guitarras para criar uma aura shoegaze eletrônica soturna que sintetiza My Bloody Valentine, Cure e Depeche Mode. A música Segundo Andar, lançada no EP de estréia, você escuta abaixo.

Segundo Andar

> My Space


MadBlush: há mais de 10 anos, MadBlush percorre a noite gaúcha com shows performáticos e DJ sets. Ativista do underground, vem turbinando a produção de suas músicas com a ajuda de Nando Barth, que toca bateria em alguns de seus shows, OTARicardo Severo. Ao vivo, a guitarra fica com Gabiko.

O apelo visual de MadBlush remete à montaria de Boy GeorgeSigue Sigue SputnikMarilyn MansonPeachesLady Gaga. Fora dos padrões de conduta básicos, MadBlush ganha pontos por ousar em uma cena que já foi vanguarda, irônica e debochada, mas que cada vez mais é corrompida pelo mainstream esteticamente pobre e sonoramente inocente.

Ímpetos de auto-afirmação pessoal e artística se espalham por faixas electro rock como Blush in the Face I wanna be real.


Blush in the face

> MySpace



Nando Barth: o DJ e produtor Nando Barth foi um dos primeiros gaúchos a trabalhar com música eletrônica. Começou a criar em 1987, uma época em que o superclube visionário Taj Mahal, o Ocidente, o Fim de Século e o Porto de Elis davam as cartas na noite de Porto Alegre. Um ano depois, assumiu a residência do Oci ao lado do DJ Eduardo Herrera, então maior nome da vanguarda sonora da noite gaúcha. Em 1994, formou a Splee’n, uma das primeiras bandas eletrônicas do Brasil, com Otávio Mastroberti. Depois disso, foi residente da fase inicial e realmente underground do Beco, tornou-se o mentor criativo das bandas Superluxo,Quit the make up e criou a Cadela Records. Na faixa Cuicass Raga Vox, Nando propõe um retorno ao jungle e ao drum’n’bass clássico, unindo a brasilidade do vocal de Yeshua Jahmiliano, da banda reggae Santíssima Trindade, ao estilo gringo de batidas aceleradas e graves linhas de baixo. O simbolismo brazuca da faixa fica claro em uma sonoridade tipicamente nacional imposta pela cuíca.

Cuicass – Raga Vox

> Site oficial

> MySpace



OTA: é o incansável Otávio Mastroberti, parceiro do Nando Barth na banda Splee’n durante os primórdios da produção autoral de música eletrônica no Rio Grande do Sul, por volta de 1994. Lançaram demos e, em 1999, foram escolhidos um dos quatro grupos brasileiros que participariam do projeto The Whole Cure In The Mirror, uma caixa com todas as faixas do Cure regravadas por bandas de todo o mundo. Com o fim da Splee’n, em 2005, Otávio reativou seu projeto solo OTA, mas como uma banda, numa pegada mais rock. Na época, a música I’ll Become Your God virou trilha de um seriado virtual da RBS e do curta metragem Tudo Que Não É Espelho, de Daniel Alfaya (veja aqui). Depois, produziu o som de MadBlush. Em 2007, tornou-se tecladista do The Cure Cover, projeto do Guffo, músico que hoje toca na Fenx. No final de 2008, entrou pra banda Volantes, que participou do Disco Virtual Volume #1. Em 2009, produziu o single Our Planet para K-Tea e tocou na Polainas, banda cover de anos 80, e no Back 2 the Future, dedicada a covers de musicas pop/dance atuais, ambas do músico Tchê Gomes. Em 2010, se aventurou no hip hop produzindo uma faixa para Maia Rimador. Nesta segunda edição do Disco Virtual do VolumeOTA liberou a vigorosa faixa 1, 2, 3, 4, Stand Up!, um maximal festivo, praticamente puro, perfeitinho pras pistas.

1, 2, 3, 4, Stand Up!

> MySpace


Panatron: Laufe BitencourtChris AmorettiRoger Kichalowsky fazem com Panatron o som mais robótico, frio e asséptico deste Disco Virtual Volume #2. Apesar da voz afinada e reconfortante de Chris, a música Casio Love parece ter sido criada por vida baseada em silício, e não em carbono. Não parece uma banda de humanos compondo uma obra eletrônica. Parece mais como se um autômato tivesse composto uma faixa sintética utilizando instrumentos digitais e algum vocal humano aleatório, pré-gravado e ripado de algum banco de dados online. A própria expressão “Casio Love” remete a uma inteligência artificial emotiva, reforçando a idéia de um compositor replicante. Mas não é nada disso! LaufeRogerChris se dividem entre guitarra, baixo, sintetizador, sampler, drum machine, fxs e vocais para compor eletronices pop, rocks eletrônicos e psycho beats alternativos e livres. A prova está no SoundCloud da bandaSupernova, por exemplo, é pura experimentação digital acelerada e descompassada. A kraftwerkiana Fliperama 87 é digna de uma trilha sonora de games. Poderia estar em Tron Legacy. En La Luna Caliente e Strip & Tango são mais aquecidas, com maior elaboração acústica. Robotika Kamarada abusa de um sampler de Ladytron. Já Robotizado, mais suja, é inteligente e inesperada. No geral, são faixas que passam longe do óbvio. Isso deve ter agradado ao selo Midsummer Madness, com quem Panatron já lançou um EP com nove faixas.

Casio Love

> MySpace

> SoundCloud


Posnormal: Dani ficou bem ligado ao drum’n’bass de POA nos anos 90 e 2000, quando era residente da Full Moon, no Garagem Hermética, e da Quarta Quebrada, no Ocidente. Tocou direto com MarkPatifeAndy, os “três mais” do gênero no Brasil, que ganharam destaque no mundo e deram ao país uma nova dimensão no plano global de música eletrônica. Mesmo com o d’n’b rachando pistas, Dani nunca deixou de lado suas outras referências musicais. Deu início a uma produção mais experimental, com referências soul, jazz, hip hop, pós-rock e eletrônica.

Como Posnormal, lançou um disco independente com 14 faixas e participou de um álbum do selo paulistano Si no puedo bailar no es mi revolución. As composições são delicadas e há um certo ar cômico e infantil, porém muito longe de ser piegas ou auto-indulgente. Ao contrário. Dani aposta na simplicidade de harmonias, na beleza de sons incidentais, em melodias serenas e em experimentos IDM como forma inteligente de mostrar que indie também é pop. É tipo um Looper dos trópicos sem vocais.

Guaraná

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Projeto CComa: há cinco anos, o projeto CCOMA (lê-se “Coma”), composto por Swami SagaraBeto Scopel, cria música misturando jazz, música brasileira e dance music. O resultado é uma eletrônica de caráter orgânico, que varia entre climas chill-in e temas dançantes, e na qual o trompete de Beto se sobressai. Mesmo assim, o leque instrumental do duo é variado. Na gravação de An Elephant Crossing the Room, por exemplo, os músicos utilizaram címbalos tibetanos, pá de pedreiro e apitos. Como o duo contou nesta entrevista ao Volume no início do ano passado, o CCOMA mistura “saravá eletrônico com Miles Davis” para matar sua (nossa) sede por experimentação sonora. O resultado é positivo. A banda fez temporada em Londres e shows em festivais e eventos de arte e publicidade. No final do ano passado, o duo lançou o álbum Incoming Jazz, de onde saiu a faixa Dogs are Gods, que você escuta abaixo.

Dogs are Gods

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> Blog


Rossano Snel: Rossano samba. Electronic samba. Groove samba. Jazz samba. Disco samba. Bossa samba. Samba samba! Com a desenvoltura cool de um neo-malandro tropical digital, pilotando drives, programas e teclados gringos, o compositor desmonta o easy listening (what?!), reescreve o lounge (whaaaaat?!?!?!) e implode a bossa eletrônica (afe!) com toscos 8 bits, elegantes synths progressivos, pianos estudados (a linda Tumpah merece ser ouvida na praia ao sabor de vinho branco), drum machines límpidas e instrumentos acústicos, elétricos, eletrônicos e virtuais. No ano passado, criou trilha sonora do curta 27 Janela, de Fábio Rangel. No mesmo ano, lançou Gallery, um EP digital editado pela One Cell Records, de Los Angeles, e o EP Landscape pelo selo EBS Diggin, do DJ paulista (e gente finíssima) Tahira. Mais: cravou a música Nossa Conversa na trilha do filme BearCity, que estreou em Nova York recentemente, e foi o músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres. O prêmio é a gravação conjunta de um EP em NY. Abaixo, você escuta o samba beat de Nossa Conversa.

Nossa Conversa

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> Estúdio


Superluxo: a banda de synth pop e alma rocker liderada pelo Nando Barth desde 2008 cria algumas preciosidades sonoras inventivas, baseadas em guitarras, bateria e sequenciadores. Bubble GumDon’t leave me alone competem em simplicidade e bom gosto, com vocal doce e trilhas vigorosas. Vicio – Ver 2010, fundada sobre beats atualizados, presta sincera homenagem a Joy DivisionNew Order. Já Shaking all alone pisa ainda mais fundo em sintetizadores e guitarras. Give a Damm, que entrou no Disco Virtual Volume #2, segue um caminho semelhante. Nando (guitarra & synths), Léo Zamper (guitarra e voz), Dani Maria (vocal) e Ronaldo Sabin (bateria) criaram um instrumental bem estruturado, aplicaram vocal gostoso e montaram uma faixa de apelo pop. Potencial hit radiofônico – se este tipo de som tocasse em rádios. Como não toca, você escuta abaixo:

Give a Damm

> MySpace


Two Boffins: noite e hedonismo. É disso que você lembra quando escuta Night Cravin’, a música que o duo Two Boffins liberou para o Disco Virtual Volume #2. O lance é bem específico. Seria como se Fischerspooner encontrasse Giorgio MoroderDepeche Mode na festa de encerramento do Studio 54 com DJ set de Human League, AdamskiDead or Alive, New Order e OMD. Teclados analógicos e drum machines 808 e 909 dão o tom das músicas da dupla. Apesar disso, o som é bem early 90′s. Como se aquela fase inicial da era clubber e raver voltasse em um flahsback de ácido. Algumas faixas do Two Boffins tratam sobre diversão noturna, clubes, pista de dança, amigos… Outras têm uma pegada mais existencial e filosófica, sempre com uma visão otimista. O Chris e o Ale explicaram que “boffin”, em inglês, é a gíria que define pesquisadores científicos. Com essa habilidade técnica, eles nos jogam entre sintetizadores quentes, batidas regulares e grooves virtuais em faixas como Stop Talkin. Além da música, Two Boffins converge moda, fotografia e vídeo para alinhavar seu poder criativo. No início de 2011, deve rolar um show em São Paulo, onde eles moram, e o lançamento de um EP online. Os clipes de Stop Talkin’ e de Night Cravin’ estão a caminho.

Night Cravin’

> MySpace


>>>>> Escute o Disco Virtual Volume #1 – Especial Rock

Big Audio Dynamite volta com formação original

25 de janeiro de 2011 0

E Mick Jones disse que o Big Audio Dynamite voltará com a formação original! OMG!  Pra quem não lembra, Mick formou a banda de indie-dance-rock depois que deixou o Clash, em 1983. No som, guitarra, baixo, bateria, samplers e um senso trippy inato alavancado pelas aspirações de reggae e ska comuns ao próprio Clash.

O guitarrista, cantor e compositor disse à BBC 6 Music que a banda fará algumas semanas de pré-produção e ensaios com instrumentos da época para recriar o clima passado. Ele não descartou compor novas músicas e disse que curtiu tocar com Gorillaz em 2010. Ouça a entrevista abaixo.

Big Audio Dynamite toca no Coachella em abril.

Sonic Youth libera mixtape com trilha de filme

24 de janeiro de 2011 0

O Sonic Youth liberou o streaming da Mixtape Vol. 8 no site oficial. O material dos noisy heros preferidos reúne faixas da trilha sonora criada pela banda para o filme francês Simon Werner a Disparu, de Fabrice Gobert, demos da época de Daydream Nation (1988) e uma versão acústica de Star Power, de 1986, que foi ao ar em um episódio de Gossip Girl em 2009.

>>>>> Saiba mais aqui

Fatboy Slim toca em POA dia 15 de março

21 de janeiro de 2011 2

Fatboy Slim, Ziggy Marley Train tocam no Pop Festival, o evento que será realizado pela Shakira no dia 15 de março em Porto Alegre. O local e os valores de ingressos ainda não divulgados.

A informação é da Rádio Atlântida.

Ouça aqui

No dia 07 de março Fatboy toca no Carnaval da Space On (km 48 da Estrada do Mar, na rótula de acesso à praia de Arroio Teixeira).

>>>>> Mais Fatboy Slim aqui

>>>>> Tiësto é eleito o melhor DJ de todos os tempos

Analisando Paul

20 de janeiro de 2011 0

Curte métricas, balanços e análises de redes sociais? Então olha só: a Direct Performance fez um raio-X nos shows de Paul McCartney em Porto Alegre e em São Paulo levando em conta os principais destaques sobre a turnê brasileira postados no Twitter. O resultado está aqui.

>>>>> Leia sobre o show em POA aqui

>>>>> E não perca o comentário de Renata Peppl sobre o espetáculo

Ouça a nova do Mogwai

20 de janeiro de 2011 2

Já está online San Pedro, a nova música do Mogwai que estará em Hardcore Will Never Die, But You Will. Guitarreira nerd pra quem curte. O sétimo disco da banda pós-rock será lançado no dia 14 de fevereiro.

As músicas são:

White Noise

Mexican Grand Prix

Rano Pano

Death Rays

San Pedro

Letters To The Metro

George Square Thatcher Death Party

How To Be A Werewolf

Too Raging To Cheers

You’re Lionel Richie


Tiësto é eleito o melhor DJ de todos os tempos

20 de janeiro de 2011 10

O DJ Tiësto foi eleito pelos leitores da revista MixMag o melhor DJ de todos os tempos. O holandês, darling global há anos, derrotou figuras fundamentais como Jeff Mills, Derrick May, George Clinton, Afrika Bambaataa, Kool Herc, Carl Craig, Frankie Knuckles e Moby.

* para ler escutando Teachers (abaixo).


A lista:

1. Tiësto

2. Richie Hawtin

3. Sven Väth

4. Andy C

5. Carl Cox

6. Ricardo Villalobos

7. Paul van Dyk

8. Sasha

9. Tony De Vit

10. 2ManyDJs


O editor da revista, Nick DeCosemo, admitiu que, por ser uma votação pública, o resultado reflete mais a popularidade dos DJs do que a contribuição deles para a história da cultura eletrônica.

De qualquer forma, o ranking se tornou amplo ao englobar vários gêneros: techno (Hawtin, Cox e Sven Väth), house e acid house (Sasha), drum’n’bass (Andy C), hard dance (Tony De Vit), trance (Paul van Dyk, Tiësto), breaks e mashups (2ManyDJs) e minimal techno/micro house (Ricardo Villalobos).

OK. Mas e DJ Hell? John Digweed? Greg Wilson? Louis Vega? Danny Tenaglia? Armand Van Helden? Armin Van Buuren? Paul Van Dyk? David Guetta? Erick Morillo? Roger Sanchez? Rush? Spooky? Shadow? Laurent Garnier? Tiga? Fatboy Slim? Marky? Erol Alkan? Infected Mushroom? Até o farofa do Paul Oakenfold merecia entrar na lista.

Por falar em Digweed, ele toca no Jimbaran, em Atlântida, no dia 28 de janeiro. Já Layo & Bushwacka, Ricky Ryan, Fabrício Peçanha, Branko Von Holleben, JZK e Overcast tocam no MECA Festival, também no Jimbaran, no dia 29 de janeiro. E MixHell + 2ManyDJs tocam dia 04 de fevereiro no mesmo local.