Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

DeFalla DeVolta DeNovo!

25 de maio de 2011 1

Foto: Tadeu Vilani

Volto das férias e recebo a boa notícia sobre o show do DeFalla no Beco, em Porto Alegre, no dia 26 de maio, às 23h. E melhor: com a formação mais conhecida do grupo, reunindo Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria), Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra). E haverá um show extra à 01h30min (para o qual você poderá comprar ingresso em conjunto com o show dos Raimundos no Opinião – saiba mais no fim do post). Oba!

Entrevista: Edu K fala sobre o DeFalla e o show desta quinta

O show rola dentro do projeto Discografia Rock Gaúcho e vai repassar o álbum de estreia, lançado em 1987, que tem Ferida, Não me Mande Flores, Sodomia, Sobre Amanhã, Tinha um Guarda na Porta, Ideias Primais no repertório.

Fotos: Divulgação

O DeFalla, você sabe, sempre foi uma banda muito à frente de seu tempo. Bem como o Volume gosta! A banda misturava pós-punk, rock e hardcore com funk, groove, trash metal, glam, rap e tiques eletrônicos já a partir dos anos 80, quando ninguém sabia que isso era possível. Chegou ao auge da sobreposição sonora com o disco Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1993). Tipo Metallica encontra Pistols e Sigue Sigue Sputnik numa pista acid house pós-show do Bauhaus com participação do Public Enemy.

Anos depois, o DeFalla forçou ainda mais os beats, turbinando faixas com big beat, funk carioca, Miami bass e techno punk. Tudo com muito punch, direto da cabeça orbital e esquizofrênica de Edu K. Com isso, os caras provocaram repulsa entre fãs radicais, mas não comprometeram seu perfil criativo inovador. Normal. O DeFalla sempre foi várias bandas em uma só. E Edu K, como ele mesmo já disse, consegue ser John Lydon e Malcom McLaren ao mesmo tempo.

Então, metamorfose para eles é algo comum. O DeFalla sempre foi antropofágico e mutante – tanto no som quanto em suas formações. Era uma banda globalizada quando o termo nem havia sido cunhado (ou ao menos quando nem tínhamos notícia sobre isso). Sempre de olho no exterior, tinha parabólicas sonoras direcionadas para o horizonte musical planetário quando poucas bandas sabiam o que se passava fora do BRock.

Desde a formação original com Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (guitarra) – e depois na conjunção mais conhecida, com Edu, Biba, Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra) –, os músicos já mastigavam, engoliam e vomitavam referências quando essa mistura de gêneros musicais era nada mais do que heresia mal-educada de um bando de garotos feios, sujos e malvados. Com eles, tivemos contato com uma fórmula musical vanguardista, contracorrente e inspiradora, que sem querer ajudou a compor o novo cenário musical do Brasil nos anos 90.

Não à toa, o DeFalla serviu de influência para bandas como Planet Hemp, Pavilhão 9, Pato FuUltramen, Comunidade Nin-jitsu, Mundo Livre e Chico Science & Nação Zumbi – a provável última grande banda brasileira. Ainda hoje respinga na produção de grupos como CSS, Bonde do Rolê e na produção eletrônica autoral do Fred Endres Chernobyl e do próprio Edu K.

DeFalla é tão à frente que Edu tocou praticamente pelado (vestiu o pau apenas com uma meia) no Hollywood Rock de 1993 muitíssimo antes de Nick Olivieri, o baixista do Queens of the Stone Age, ser preso por tocar nu no Rock in Rio de 2001. E isso importa? ÓBVIO que sim! São quase 30 anos de pé na porta!

Durante os anos 2000, a banda fez shows esporádicos. Em 2004, tocou no Opinião em Porto Alegre. Em 2007, Edu K participou de um show do Ultramen no Ocidente, em POA, cantando DeFalla. Em 2005, rolaram shows em POA, São Paulo e Rio, onde a banda contou com participações de Marcelo D2 e B Negão. E em 2008, nesta entrevista exclusiva pro Volume, Edu já anunciava mais uma volta da banda. Veja abaixo:

>>>>> Se não consegue ver o embed acima clique aqui!

Escute a entrevista com Edu K


Mais vídeos

Em 2010, em pocket na casa do Flu: 


O set list do show deve ser:

Ferida

O que é Isso

Sodomia

Papaparty

Grampo

Não me Mande Flores

Ideias Primais

Sobre Amanhã

Alguma Coisa

Melô do Rust James

Jo Jo

I’m an Universe

Tinha um Guarda na Porta

TrashMan

Gandaia


Te liga:

DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho

Quando: 26 de maio, 23h e show extra à 01h30min.

Onde: Beco (Independência, 936, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 25 com nome na lista (site do Beco) e R$ 30 na hora. ATENÇÃO: há um lote promocional e limitado para a sessão extra do show do DeFalla em parceria com o show dos Raimundos, que rola no Opinião no mesmo dia. Como funciona? Na quinta-feira, a partir das 14h apenas na bilheteria do Opinião, os fãs poderão comprar um ingresso duplo, que dará direito a assistir ao show dos Raimundos (Opinião, às 23h) e depois o show do DeFalla (Beco, à 1h30min). Estes ingressos promocionais duplos custam R$ 50,00.

Comentários (1)

  • Mario Augusto diz: 25 de maio de 2011

    Cara, tu ta falando do final dos anos 1980. Se tu estivesse escrevendo para ouvintes da rádio Ipanema 94.9, duvido que tu publique isso, não haveria nenhuma novidade, mas como escreves principalmente para ouviontes das rádios dos rupo RBS, que nunca apoiou as bandas gaúchas daquela época, inclusive o DeFalla, acredito que falar em musica ou banda globalizada era uma novidade. Para encurtar o papo a banda Urubu Rei, do hoje produtor Miranda e a banda Ultramen lá do começo já faziam misturas “globalizadas”. Poderia citar as influencias do Red Hot e Funkadelic, mas tudo bem, vale o registro a DeFalla é uma grande banda mesmo, apesar de o Edu K ser um porre. O show vale a pena, eu vou.

    >>>>> Resposta: sim, inclusive o Edu K já disse antes que “roubou” os músicos do Urubu Rei… e que Não me mande Flores é dessa banda. Abraço.

Envie seu Comentário