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Super 8 reedita clássicos do cinema adolescente

09 de agosto de 2011 4

> Atenção: texto com SPOILERS!

No filme de suspense alienígena Super 8, o diretor J.J. Abrams e o produtor Steven Spielberg se inspiram em clássicos do cinema adolescente, como E.T., Goonies e Conta Comigo (Stand by Me) para contar a boa história de um grupo de amigos que, por coincidência, se envolve com em trama militar conspiratória na qual o objetivo maior é esconder (ou exterminar) um alien pouco amistoso mantido refém pelas Forças Armadas por anos.

Após um acidente de trem (cena excelente, diga-se) testemunhado pelos guris que rodavam um super-8 sobre zumbis no local do descarrilamento, estranhos acontecimentos tomam conta de uma minúscula cidade do interior norte-americano. Aos poucos, os meninos vão juntando as peças e, quando percebem, estão no centro de uma aventura absurdamente maior e mais assustadora do que seu pequeno filme de terror amador.


O caos que toma conta da cidade em Super 8 torna-se parte do curta que está sendo feito pelo grupo de amigos, mas os acontecimentos reais não são retratados no mesmo. A história dos guris não tem nada a ver com a que estamos vendo na tela. Assim, o filme dentro do filme vira uma metáfora para o próprio fazer cinematográfico (captação e manipulação de imagens por vezes aleatória, qualidade de produção na base da sorte, montagem salvadora, efeitos, luz e maquiagem mambembes, etc) e uma homenagem para o cinema em si (pelas mãos de um ícone eterno – Spielberg – e do novo gênio – J.J.).

E as referências a E.T., Goonies, Conta Comigo e outros pilares do teen movie??? Não são diretas, mas estão lá: a parceria entre amigos que torna-se mais forte em momentos críticos, a aventura “controlada” (ou imaginativa) que deságua em uma aventura real e perigosa, o amor adolescente, o relacionamento com pais disfuncionais…


Super 8 foi um dos filmes mais misteriosos do ano antes de ser lançado – o que sempre gera um buzz gigante e alta expectativa. Agora que chega aos cinemas (estreia dia 12 de agosto), mostra-se menos espetacular do que a gente poderia imaginar. O que não chega a ser um problema. Estupidamente bem feito, Super 8 tem os pés no chão (na medida do possível, afinal estamos falando de ficção científica), coloca militares no seu devido lugar (não são heróis intocáveis, como em vários filmes FAIL do gênero made in Hollywood), tem uma grande direção, reconstituição de época preciosa e discreta, humor na medida certa, e um time de novos atores afiadíssimos, com destaque para Elle Fanning, irmã prodígio de Dakota.

Comentários (4)

  • Pablo Marcelino diz: 9 de agosto de 2011

    Ótimo texto. Assiti o filme e devo dizer que eu gostei.
    Tem uma boa história, e o “toque Spielberg” trouxe ao filme cenas bacanas.

  • Carlos diz: 9 de agosto de 2011

    No texto, JJ é chamado de novo gênio???????? Menos, amigo, beeeem menos!
    Quanto ao filme, vou assistir em reverência ao ícone eterno (aí sim eu concordo) Spielberg.

  • rafael diz: 10 de agosto de 2011

    Legal, quero ver !! Spielberg

  • Mauricio diz: 17 de agosto de 2011

    Assisti o filme e posso dizer que realmente é um grande filme. J.J. consegue a cada com esse novo filme, mostrar que sabe fazer um suspense leve e ao mesmo tempo romantizado. Assim como em Cloverfield o objetivo não é fazer um simples filme de suspense, mas sim uma história onde os personagens principais encontram um “ser estranho” que os faz repensar suas atitudes. E concordo que J.J pode e deve ser chamado de novo gênio, pois num mercado audiovisual em que cada vez mais vemos ideias iguais e ou spin-offs inuteis (para que tantas versões de CSI), ele presenteia o público com ideias diferentes. O que pode ter sido mais inusitado nos ultimos anos que LOST e Cloverfield.

    >>>>> RESPOSTA: concordo muito com o Mauricio!

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