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Meses antes de morrer, Redson esbanjava vitalidade em Porto Alegre

28 de setembro de 2011 0

Redson, ao centro; Foto: Divulgação

Foi surpreendente a notícia da morte do Redson, vocalista e guitarrista do Cólera, uma das primeiras bandas de punk rock do Brasil. A informação foi divulgada hoje nas redes sociais pelo baixista Val. Circula pela internet que ele teria sofrido uma parada cardiorrespiratória.

O Cólera comemorava os 30 anos de existência. Um dos shows que fizeram parte deste festejo foi realizado no dia 10 de junho no Garagem Hermética, em Porto Alegre.

Redson mostrava que, apesar dos quase 50 anos, tinha vitalidade de guri. Naquela noite, a banda chegou atrasada devido ao fechamento do Aeroporto Salgado Filho em decorrência das cinzas do vulcão chileno Puyehue. Por isso, aquele bate-papo que os integrantes do Cólera costumam ter com os fãs antes dos shows acabou acontecendo depois.

O power trio paulista entrou no palco por volta das 3h, e saiu lá pelas 5h. Sem parar, como dizia o nome da turnê. No repertório, clássicos do punk nacional como Dia e Noite, Adolescente, Quanto Vale a Liberdade, Histeria e muitos outros, todos entoados por um público empolgado.

Redson esbanjava vitalidade. Para qualquer pessoa que o tenha visto pulando e gritando é ainda mais difícil acreditar na notícia divulgada hoje. O vocalista e guitarrista parecia um garoto de 20 anos que estava começando a tocar.

Quando viu uma briga acontecendo no público, parou o show e desafiou um dos jovens que iniciaram a confusão, caracterizado como skinhead. O baderneiro olhou apavorado e saiu de perto do palco. O tumulto continuou e Redson desafiou:

— Vem até aqui, quero ver vocês me encararem!

Os brigões saíram do Garagem. O show continuou e Redson ficou aliviado.

— Agora que quem queria brigar já saiu, o show está bom!

A banda continuou tocando, e satisfez um público ávido por clássicos do punk rock nacional. Todos saíram de lá imaginando que o Cólera ainda tocaria por mais 30 anos. Uma pena.

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