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Reel Big Fish e Goldfinger fazem o Opinião dançar ao ritmo de ska

28 de outubro de 2011 0

Reel Big Fish foi a banda mais esperada da noite | Fotos: Larissa Oliveira


A noite da última quinta-feira entrou para a história para os fãs de ska e punk rock de Porto Alegre. As bandas californianas Goldfinger e Reel Big Fish tocaram pela primeira vez na capital gaúcha. Ambos os grupos abusaram do bom humor característico de quem faz ska. A primeira, com mais peso. E a segunda, com mais cores e ritmos.


Para acompanhar o evento, o blog Volume enviou dois repórteres. Cada um, um fã de longa data de uma das bandas. Segue as impressões de quem esperou muitos anos para ver alguns de seus artistas favoritos.
Reel Big Fish: clima californiano na Capital
Larissa Oliveira

Quase dava para se sentir a brisa do mar da Califórnia pairando no ar do Opinião na noite desta quinta-feira. Após a curta, porém emocionante, apresentação do Goldfinger, o suingue e a animação contagiante do punk ska do Reel Big Fish subiu ao palco para mostrar que os rockers porto-alegrenses também são dotados de malemolência. Ok, talvez, nem tanta malemolência assim, mas cheios de empolgação com certeza.
Deixando de lado a sobriedade da camisa preta com a qual tinha se apresentado minutos antes com os conterrâneos da Goldfinger, Aron Berret vestiu sua camisa floral característica para mostrar que o bom humor dos “pescadores” de Huntington Beach continua afiadíssimo. Bom humor, inclusive, presente em todos os membros da trupe, que por várias vezes exibiram chutes, pulos e passos sincronizados diante da plateia.
Talvez ainda absorvidos pelo hardcore da apresentação anterior, o publico demorou um pouquinho para esquentar. Após o início do show com os dois grandes hits do primeiro álbum Everything Sucks e Trendy, e com o cover Monkey Man – canção do Toots & The Maytals que também foi reagravada por Amy Winehouse em seu disco de B-sides –, o público começou a vibrar mesmo a partir de Your Guts, cantando, pulando, dançando e, porque não, pogueando com músicas como Don’t Start a Band e Brown Eyed Girl –  outro cover clássico do repertório do Reel Big Fish de autoria de Van Morrison.
Parte fundamental da performance, os metais se de destacaram ainda mais em canções como em She has a girlfriend now e S.R, tocada em várias versões que fazem da execução desta música um dos pontos altos do show.
Como banda experiente que é, o grupo ainda deixou para o final as clássicas Beer, Sell Out e a incrível versão de Take on Me, do A-Ha, não sem antes fazer uma saída de palco programada. Clamando em coro por Beer, o público enlouqueceu quando o grupo voltou ao palco tomando… cerveja, of course. Nada como uma noite de Ska e cerveja para celebrar a volta do calor à Porto Alegre. Valeu cada bolha dos meus pés.


Goldfinger: poucas músicas, muita energia
Felipe Truda

O evento estava marcado para as 22h e, pontualmente neste horário, John Feldmann e companhia já estavam no palco abrindo a festa com Spokesman, do disco Open Your Eyes, o quarto da carreira da banda. A maioria do público, acostumada ao atraso rotineiro nos shows da Capital, ainda tomava uma cervejinha no bar ao lado.


John Feldmann adotou o visual dos anos 90


A casa começou a encher na segunda faixa: Counting the Days, o primeiro dos clássicos lançados nos anos 90, que tiraram lágrimas dos fãs mais nostálgicos. Feldmann parecia não ter envelhecido. Usava o mesmo terno e gravata e o cabelo descolorido do início da carreira. Os olhos arregalados, as sobrancelhas levantadas e o pulo giratório com a guitarra nas mãos tornavam impossível não reconhecer o enérgico frontman de uma das principais bandas da cena californiana de punk rock.

Na guitarra solo estava Aron Berret, do Reel Big Fish, quebrando um galho. O público mostrou conhecer o trabalho recente da banda ao cantar toda a letra de Get Up e San Simeon. No momento sentimental, Feldmann apresentou sua mulher ao público, e disse ter escrito Pick a Fight para ela.

Mas a empolgação maior veio quando o baterista Dangerous Darrin deu a introdução do primeiro hit da banda: Here in your Bedroom. Em meio à música, Feldmann brincava com o público, gritando e fazendo a galera repetir o grito.

Ao apresentar a banda, Feldmann chamou Darrin de “Pinto Pequeno”. Assim mesmo, em português, provocando muitos risos. O baterista mostrou saber o que o vocalista dizia quando usou a baqueta para sinalizar que o que seu amigo dizia não era verdade.

O Goldfinger ainda tocou o cover de Just Like Heaven, do The Cure, emendando com Open Your Eyes, outro som bem conhecido pelos fãs. E depois da mulher, foi a vez de Feldmann mostrar o filho Julian. Pegou o guri no colo, levou ao centro do palco e fez a galera entoar seu nome. O piá sorriu, apesar de parecer um pouco assustado e surpreso.

Quando os californianos executavam My Girlfriend Shower Sucks, um ska lento e cadenciado, o público já sabia que em seguida viria Miles Away, aquele punk rock que praticamente completa a faixa anterior no primeiro disco da banda. No intervalo entre as duas músicas, Feldmann fez suspense, provocando o público, até que o Opinião cantou junto a letra que começa questionando uma garota sobre o quão profundo é seu amor.

Durante a faixa, Darrin deixou a bateria e pediu um tênis. Prontamente atendido, usou o calçado de um fã como copo para beber cerveja. Um tanto nojento, mas muito engraçado. Em seguida, o Goldfinger colocou o Opinião para dançar ao executar Superman, o principal hit da história do grupo, e trilha sonora do jogo de videogame Tony Hawk Pro Skater.

A apresentação foi encerrada com a versão em inglês de 99 Luftballons, da cantora alemã Nena. Assim encerrou um show intenso, porém curto, no qual apenas 12 músicas foram suficientes para realizar o sonho de quem por muitos anos esperou pela vinda dos californianos à Capital.

Setlists

Reel Big Fish

Goldfinger

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