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Resultados da pesquisa por "Black Sabbath"

Black Sabbath grava músicas para o primeiro álbum de inéditas com Ozzy Osbourne desde 1978

06 de novembro de 2012 1

O Black Sabbath gravou seis músicas para um novo disco de inéditas com a participação de Ozzy Osbourne. Será o primeiro álbum de novos registros com Ozzy no vocal desde Never Say Die!, de 1978. Também estão no disco Tony Iommi e Geezer Butler, guitarrista e baixista originais da banda.

Conforme o Guardian, Iommi disse que eles já escreveram 15 canções, mas só gravaram seis. Eu junho, Ozzy já tinha dito isso (leia aqui). A produção é de Rick Rubin.

O novo álbum não contará com a participação do baterista original Bill Ward, que não concordou em gravar e tocar com a banda na atual turnê por motivos contratuais. O lançamento do disco está previsto para abril de 2013.

> Leia sobre o show de Ozzy em POA em 2011
> Ouça o show de retorno da banda em Birmingham na íntegra
> Mais Black Sabbath

Ozzy Osbourne diz que Black Sabbath já tem 15 músicas novas

04 de junho de 2012 0

Ozzy Osbourne anunciou que o Black Sabbath já tem 15 músicas novas para seu próximo disco. O álbum ainda não tem nome nem data de lançamento.

O vocalista disse em entrevista em vídeo ao site do NME que está “muito feliz por estar de volta com esses caras”. Já o baixista Geezer Butler comentou o trabalho do produtor Rick Rubin:

- Ele sentou conosco, colocou nosso primeiro álbum para tocar e pediu que imaginássemos que estávamos em 1969 e tivéssemos acabado de gravar aquilo. E perguntou o que faríamos em seguida.

A banda fez o show de retorno em Birmingham, na Inglaterra, no dia 19 de maio (ouça na íntegra). O próximo show está marcado para o dia 10 de junho no Download Festival. O baterista Bill Ward se recusou a voltar a tocar com a banda por motivos contratuais. Leia aqui e aqui.

>>>>> Ouça o show de retorno da banda em Birmingham na íntegra

Show de retorno do Black Sabbath em Birmingham já está online

24 de maio de 2012 8

Já está online o show de retorno do Black Sabbath com sua formação quase original. Faltou o baterista Bill Ward, que se recusou a tocar devido a divergências contratuais. A apresentação realizada neste sábado (19) em Birmingham, na Inglaterra, a cidade natal da banda, para somente três mil pessoas, foi a primeira dos músicos em 13 anos.

Ward foi substituído por Tommy Clufetos, integrante da banda que acompanha Ozzy Osbourne em suas turnês. Tony Iommi assumiu a guitarra e Geezer Butler tocou baixo. Iommi, ainda em processo de recuperação de um câncer linfático, foi um dos destaques da noite, ovacionado pelos fãs. O grupo tocou clássicos como Into The Void, War Pigs, Black Sabbath, Iron Man e Paranoid, que fechou o show.

Cenas do show, do backstage e depoimentos de fãs antes e depois da apresentação foram gravados. O material, aliado às filmagens das próximas apresentações da banda no Download Festival (10 de junho) e no Lollapalooza (03 de agosto), será transformado em um documentário.

Show: Heaven and Hell, ex-Black Sabbath, no Brasil

11 de março de 2009 2

O grupo de heavy metal Heaven and Hell, é o antigo Black Sabbath/g1, Divulgação

A banda formada por membros do Black Sabbath entre 1980 e 1982, Heaven & Hell, toca em São Paulo e no Rio de Janeiro em maio de 2009.
Os membros fundadores do Sabbath, Tonny Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo), além do vocalista Ronnie James Dio (que substituiu Ozzy Osbourne) e o baterista Vinnie Appice, que entrou para o grupo em 1980 estão prontos para subir ao palco. O novo nome foi escolhido por Iommi, que não queria confundir os fãs com o Black Sabbath, que está reformado e com nova proposta após uma reunião em 1997 com todos os membros originais.
No repertório, segundo o G1, além de clássicos do Black Sabbath, a Heaven & Hell deve trazer músicas novas do disco “The devil you know”, que vai ser lançado no fim de abril.

São Paulo
Onde: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955
Quando: 15 e 16 de maio
Quanto: entre R$ 350 e R$ 90

Rio de Janeiro
Onde: Citibank Hall – Av. Ayrton Senna, 3000
Quando: 17 de maio
Quanto: entre R$ 300 e R$ 150

Postado por Renata C. Moreira

Ozzy realiza sonho dos metaleiros gaúchos no Gigantinho

31 de março de 2011 26

Ozzy enlouqueceu os gaúchos no Gigantinho | Foto: Félix Zucco

O sonho de mais de 12 mil metaleiros foi realizado na noite desta quarta no Gigantinho, em Porto Alegre. Ozzy Osbourne, a maior lenda viva do heavy metal, se apresentou em grande estilo e levou ao delírio aqueles que sempre sonharam em vê-lo em carne e osso. Como vem acontecendo na turnê Scream, o astro intercalou sucessos de sua carreira solo com hits dos tempos de Black Sabbath.

Nota zero para os organizadores do show. O espetáculo estava marcado para as 21h, mas a banda de abertura, Gunport, entrou no palco por volta das 20h, quando ainda havia fila perto do Gigantinho. Pontual em excesso, Ozzy entrou no palco antes do horário previsto. Um dos portões de acesso à pista foi fechado por um produtor antes do público entrar, forçando os fãs a entrarem pelo outro, que, por sua vez, congestionou, causando confusão e desencontros.

O fato leva a uma reflexão: não seria o caso de um espetáculo de tal magnitude acontecer em um local maior? Falta em Porto Alegre uma praça para sediar este tipo de evento?

Público delirou ao ver de perto o ídolo | Foto: Félix Zucco

Gunport mostrou um metal honesto. Com pouca velocidade, porém com guitarras pesadas, uso de teclado na medida certa e um vocal competente. Mesmo assim, foi hostilizada pelos mais impacientes, que pediam logo por Ozzy Osbourne.

O ídolo entrou no palco disposto. De nada lembrou a figura catatônica da entrevista que foi ao ar no último domingo no Fantástico. Andava pelo palco, gesticulava. Jogou água no público e na própria cabeça usando um balde. E pedia ao público:

— Enlouqueçam!

 

Ozzy mostriou vitalidade | Félix Zucco

Por ser quem é, Ozzy pode se dar ao luxo de tocar ao lado de músicos de muita qualidade. Destaque para o guitarrista Gus G e para o baterista Tommy Clufetos, donos de uma técnica muito apurada.

Faltavam cinco minutos para as 21h quando o senhor entrou no palco, com o andar curvado, mas cheio de vontade. Talvez tenha sido a única pessoa da história a não levar vaias enrolado em uma bandeira do Grêmio em pleno Gigantinho. Afinal, iniciou um clássico: Bark at the Moon. Em seguida, entoou Let Me Hear You Scream, a faixa do novo disco que dá origem ao nome da turnê. O ginásio foi abaixo.

Foto: Ricardo Duarte

O espetáculo estava só começando. O público vibrava muito. E Ozzy mostrava que pode ter inúmeros problemas, mas ainda é bom no que sabe fazer. A vibração ficou ainda maior quando o ídolo entoou:

Mister Crowley…

Era a música dedicada a Aleister Crowley, considerado um dos maiores magos da história recente. Mais um clássico, que foi seguido de I Don’t Know.

Foto: Ricardo Duarte

A partir da quinta faixa, entravam no repertório também os clássicos do Black Sabbath. O primeiro deles foi Fairies Wear Boots, despertando o saudosismo dos velhos fãs da banda pioneira do heavy metal. A polêmica faixa Suicide Solution foi a seguinte. Mas a platéia se arrepiou mesmo quando Ozzy cantou War Pigs, mais um som do Sabbath, emendado a Shot in the Dark. Os fãs se deleitaram com os solos de Gus G e baterista Tommy Clufetos. Depois, cantaram juntos mais um clássico: Iron Man. Ozzy saiu de cena, e a banda executou a instrumental Rat Salad, outro cover do lendário grupo de metal.

Gigantinho foi abaixo | Foto: Féliz Zucco

O show parecia estar encerrando com I Don’t Wanna Change the World e Crazy Train, hit que foi cantado pelos milhares de fãs em êxtase. Mas o palco ficou vazio por pouco tempo. Ozzy e sua banda voltaram para o bis em tempo recorde. E muitos isqueiros foram acesos na plateia ao som da balada Mama, I’m Coming Home.

Foto: Ricardo Duarte

Em seguida, Ozzy se mostrou aquele egocentrismo que os fãs já conhecem ao pedir a si mesmo a execução de mais uma música. Afinal, ainda faltava o clássico dos clássicos, talvez o maior hit da história do heavy metal: Paranoid. Depois de cantar e pular a empolgante música, chegou a hora de acordar. O sonho de ver de perto o maior símbolo de um estilo musical foi realizado. Muitos carregavam consigo aquele sentimento que só quem vê seus ídolos conhece: o de quem diz “já posso morrer”.

Setlist não foi seguido à risca | Foto: Felipe Truda

Depois de POA, Ozzy segue para shows em São Paulo (dia 02), Brasília (05), Rio de Janeiro (07) e Belo Horizonte (09).

Ozzy * Brasil * março de 2011

19 de novembro de 2010 0

Então você já sabe: Ozzy Osbourne fará cinco apresentações no Brasil em março de 2011. Em Porto Alegre, o show será no dia 30. Depois, o ex-vocalista do Black Sabbath segue para São Paulo (2 de abril), Brasília (5 de abril), Rio de Janeiro (7 de abril) e Belo Horizonte (em 9 de abril).

Ainda não foram divulgados o local do show em POA nem os valores dos ingressos nem a data do início das vendas. A turnê mundial do britânico divulga Scream, seu disco mais recente.

Ozzy Osbourne ressurge no Itunes Festival

05 de julho de 2010 9

Ozzy durante o show/Divulgação

Ozzy Osbourne é uma lenda. Seja por ter sido o front man de uma das grandes bandas de heavy metal da história, seja por ter sobrevivido a uma vida de abusos de drogas que provavelmente só encontra um rival à altura no colega de profissão Keith Richards, o cara é histórico. Por isso, não importa se o som do cara é o seu tipo de música ou não: quando anunciam que ele vai tocar de graça no Itunes Festival, o que você faz? Você vai, é claro!

Sem sombra de dúvidas, Ozzy Osbourne é o grande nome a puxar o line up do festival deste ano, e por isso mesmo, achei que seria muito difícil entrar sem ingresso para ver o proclamado príncipe das trevas. Mas me impressionei com a facilidade que foi entrar e, em poucos minutos, lá estava eu no meio do público – composto em grande parte por homens passando dos 40 anos, vale dizer – para conferir a performance do lead singer do Black Sabbath.

Antes mesmo do show começar, todo mundo gritava freneticamente o nome do cara, quando pontualmente às 21h, uma chuva de raio lasers varreu a platéia e, eis que surge no palco o Ozzy – meio cambaleante, mas cheio de energia – berrando o que seria o seu grito de ordem por toda a noite: “Quero ver a #@$% das mãos de vocês para cima!”. A galera obedeceu de prontidão e ele não decepcionou a plateia. Cheio de disposição e com o gogó em dia, o Ozzy que se apresentou pouco lembrava o senhor sequelado que todo mundo aprendeu a adorar no seriado The Osbournes.

Andando de um lado para outro do palco e parecendo estar se divertindo muito com tudo, ele cantou uma lista de hits como Bark at the moon, Let me hear you scream, Mr. Crowley, I don´t know, Suicide Solution, Shot in the dark e Road to nowhere. Os sucessos eram intercalados por inúmeros momentos em que Ozzy muniu-se de baldes e mais baldes cheios de água para tocar na galera que, para meu espanto, brigavam com ardor para serem molhados pelo britânico.

Uma saída estratégica do palco para recuperar o fôlego deu espaço para a ótima banda que o acompanhava exibir sua capacidade, com destaque para o baterista que fez um solo para lá de alucinado de mais de cinco minutos, prontamente emendado com as primeiras batidas de Iron Man e Crazy Train, para delírio do público. Com o final do show se aproximando, mais uma saída estratégica abriu espaço para o bis, um verdadeiro enfileirado de clássicos: Mamma I`m Coming Home, I don´t want to change the world, War pigs e Paranoid.

No final, enquanto o público saía, uma equipe ainda distribui máscaras de papelão com a cara do Ozzy, brinde que faltava para fazer a alegria da galera. Foi a primeira vez nos shows que assisti no Itunes Live Festival que deu para notar que o pessoal presente era composto em sua maioria por fãs. A dose de adoração foi às alturas. Fato que, além da performance bacana de Osbourne, foi um espetáculo à parte.

>>>>> Cientistas querem saber como Ozzy ainda está vivo
>>>>> Mais Ozzy

 

Postado por Renata Peppl, direto de Londres

Cientistas querem saber como Ozzy ainda está vivo

16 de junho de 2010 17

Divulgação
Atualizado dia 17, às 18h55

A Sky News divulgou que uma amostra do sangue de Ozzy Osbourne será analisada por cientistas que querem descobrir como ele está vivo após anos de abuso de álcool e drogas. Para isso, os pesquisadores querem mapear o genoma do ex-vocalista do Black Sabbath. Genial.

O objetivo da companhia norte-americana Knome é entender como algumas pessoas podem viver uma vida de excessos e outras não. A pesquisa será feita durante três meses e custará
R$ 71.280,00.

Ozzy, 61 anos, já comentou que, em alguns momentos, chegou a beber quatro garrafas de conhaque, ter um teto, acordar e voltar a beber. Recentemente, se descreveu como um “milagre médico” e admitiu que não entende como sobreviveu a 40 anos de bebedeira.

Durante o programa de tevê The Osbournes, Ozzy tomava 42 tipos de medicamentos e fumava ilícitos no quarto, longe das câmeras. Também fumava charutos como se fossem cigarros. Além disso, ele sofre de uma doença degenerativa similar à doença de Parkinson e superou uma fratura no pescoço provocada em um acidente de bicicleta em 2003.

O cantor também já disse que seu cadáver deveria ser exibido no Museu de História Natural de Londres. Concordo.

Scream, o novo do Ozzy, sai no dia 22 de junho. As 11 faixas que integram o álbum foram liberadas no MySpace. Ozzy também disponibilizou seis músicas para download na Rock Band Music Store, sendo três do novo disco (Diggin` Me Down, Soul Sucker e Let Me Hear You Scream) e três antigas (I Don`t Wanna Stop, Crazy Babies e No More Tears).

>>>>> Mais Ozzy

Postado por Danilo Fantinel

Quadrinhos revisam a história do rock

18 de dezembro de 2009 0

Reprodução, Rock`n`Roll Comics/Capa da edição sobre Elvis
O rock está sendo revisado em uma reedição das graphic novels Rock`n`Roll Comics, série que surgiu nos anos 90 e que volta agora ao mercado. A parceria entre a Bluewater Productions, especializada HQ’s biográficas, e a Revolutionary Comics, editoria original das histórias, rendeu o lançamento de 10 volumes, incluindo especiais de Elvis Presley, Beatles, Led Zeppelin e Pink Floyd.

Ao todo, as empresas indicam uma coleção com mais de 70 biografias, publicadas bimestralmente. Não há previsão de lançamento no Brasil. Veja a lista: 

 

 

Volume 1: Hard Rock Heroes – Guns N’ Roses, Metallica, AC/DC, Black Sabbath/Ozzy Osbourne, Mötley Crüe, Poison, Van Halen, Black Crowes, Motörhead, Pantera, Megadeth, Sammy Hagar, Anthrax, Joan Jett/Lita Ford, Skid Row.

 

 

Volume 2: The Beatles

 

 

Volume 3: The Spirit of the 60’s – Doors, Grateful Dead, Bob Dylan, Jimi Hendrix, Spirit, Janis Joplin, 60s San Francisco Scene (Bill Graham, Jefferson Airplane, etc), British Invasion (Herman’s Hermits, the Animals, Yardbirds, Zombies, Small Faces, etc).

 

 

Volume 4: Led Zeppelin Experience

 

 

Volume 5: A Rock Pantheon – Eric Clapton, Rolling Stones, Elton John, Bruce Springsteen, Aerosmith, Alice Cooper, ZZ Top, The Jackson 5, Rod Stewart, Def Leppard.

 

 

Volume 6: Pink Floyd Experience

 

Volume 7: The Art of Rock – The Who, Queen, Rush, Genesis, David Bowie, Frank Zappa, Kate Bush, ELO, The Cure.

 

 

Volume 8: The King: Elvis Presley

 

 

Volume 9: SMASH! A Punk/Alternative Retrospective – Sex Pistols, R.E.M., Jane’s Addiction, Nirvana, Red Hot Chili Peppers, Soundgarden, Alice in Chains, Pearl Jam, Dead Kennedys, Ramones, The Runaways, Iggy Pop/Stooges, MC5, New York Dolls, U2.

 

 

Volume 10: Hip-Hop and Funk Heroes – Public Enemy, 2 Live Crew, NWA, Ice Cube, Ice-T, George Clinton and Parliament Funkadelic, MC Hammer, Janet Jackson

 

 

Foto: Reprodução, Rock`n`Roll Comics

A Bluewater Productions tem lançado graphic novels legais (como a de Michael Jackson e uma sobre Clash of the Titans – quem nunca viu o clássico de 1981? E quem já viu o incrível trailer do remake que sairá em 2010? Confira aqui - tem uma versão estendida muito mais legal, mas não achei agora….), curiosas (Black History Leaders) e bizarras (Ellen DeGeneres, Sarah Palin).

E por falar em Led Zeppelin, a BBC transmitirá um especial sobre a banda neste 25 de dezembro. Jimmy Page falará sobre as primeiras sessões do Led na rádio britânica. Veja aqui o que vai rolar. Abaixo, segue um áudio do produtor Jeff Griffin falando sobre como foi trabalhar com o Led na gravação de BBC Concert em 1971.

Postado por Danilo Fantinel

Matanza detona o country-core em POA

08 de dezembro de 2009 11

Juliano Antunes, Opinião Produtora

O Opinião estava lotado de porto-alegrenses querendo conferir na noite deste domingo mais um show do Matanza na capital gaúcha. Com a infinidade de rótulos que existem atualmente, fica difícil enquadrar um grupo original como este em um estilo. Por isso, fico com a definição que eles mesmos usam: country-core.

Os caras usam alguns elementos do country nas introduções de algumas músicas e fazem muitas menções às velhas canções norte-americanas nas letras, mas a pegada HC fica evidente, principalmente nos shows. Especialmente em músicas como Meio Psicopata, que conta a história de um brigão que faz de tudo para fugir da confusão, mas, quando é provocado, resolve o problema usando a chave de roda do seu carro. A apologia à violência é minimizada pelo tom satírico da letra.

E foi com ela que o Matanza deu início ao show deste domingo, depois de uma intro que fez o público pular. Não deu nem tempo de respirar e os cariocas já emendaram Sabendo que eu posso morrer, outro som que mostra a pegada da banda. Era só o começo da quebradeira. 

Os fãs sentiram falta do guitarrista Donida, o metaleiro que compõe as letras tão polêmicas da banda. Mas seu substituto, Maurício Nogueira, que tocava na banda de death metal Torture Squad, deu conta do recado. O Maurício já é figurinha carimbada nos shows do Matanza, e mostrou um bom entrosamento com os músicos.

O vocalista Jimmy deu um show à parte, auxiliado em parte por um efeito para deixar sua voz ainda mais grave. É difícil uma pessoa tão carrancuda ter tanto carisma. O ruivo barbudo e cabeludo mostra que tem empatia com o público ao fazer o povo cantar e até mesmo gritar os nomes das músicas. O baterista Jonas mostrou muita vitalidade, principalmente nos momentos em que a banda emendava duas ou três músicas das mais pegadas. O cara não parava. E o baixista China mostrou que toca muito ao fazer um belo solo no meio do show. 

Logo no início, a banda tocou Mesa de Saloon. A canção de amor sobre o bandido que recebe a ajuda de sua amada para fugir da prisão fez falta em outros shows dos caras por aqui. O público cantou junto Clube dos Canalhas, praticamente um hino à infidelidade masculina. Foi legal ver os cariocas mandando Taberneira, traga o gim, uma ótima musica com levada punk rock, que Jimmy já disse em algumas entrevistas que o Matanza não toca nos shows. Foi uma exceção ou eles mudaram de ideia?

Mas o ponto alto, claro, foi quando eles tocaram Ela roubou meu caminhão, o maior sucesso da banda. E não podia faltar a homenagem ao Black Sabbath. Antes de Bom é quando faz mal, a banda tocou o instrumental do primeiro verso do clássico Paranoid, e o vocal ficou por conta da galera.

Os diálogos com o público, as famosas frases feitas que Jimmy costuma entoar, apareceram menos desta vez. Talvez pelo grande número de shows que a banda vem fazendo, as piadas deixaram de ser novidade, e a banda se preocupou mais com o som. Musicalmente, os caras mandam muito bem, mas a falta de novidades mostra que já está na hora de o Matanza brindar seus fãs com um novo álbum.

Postado por Felipe Truda