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Resultados da pesquisa por "Chernobyl"

Chernobyl detona tudo na Europa

27 de junho de 2008 2

Chernobyl em Berlim/Divulgação

Na terça passada (24), rolou a abertura da mostra de arte urbana Transfer no Santander Cultural. Tem coisas muito legais, como os trabalhos do mestre Shepard Fairey (já bem constatado por setores da novíssima geração de street art norte-americana), Bruno 9li (o gaúcho contemporâneo mais bombado no exterior), Rostarr (muito bom), Terry Richardson (fotógrafo transgressor mais cool do mundo) e muitos outros, como Geraldo Tavares (autor de tótens incríveis aqui em Porto).

O lance é que encontrei Fredi Endres Chernobyl (e também boa parte da nova intelligentsia local + meia dúzia de pavões) por lá e ele comentou como foi a turnê pela Europa. Junto com a namorada Carol Teixeira, o cara passou por Berlim, Kiev e Moscou (oi! você já notou que a capital russa é o novo hit? tem uma galera indo e voltando de lá a turismo e/ou trabalho. hmmm…)

Parceiro, Chernobyl não só mandou fotos da gig como também enviou material em texto e vídeo para explicar melhor como foram as coisas. E, lá no final deste post, ele se declarou pra Carol. Como achei legal, publico tudo junto! Então, confere abaixo o que ele disse: 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

Foto: tocando em Moscou

23/05, sexta, Denis Simachev Bar, Moscou (Rússia): Bar com restaurante internacional que vira um club às 23h e tem uma loja do estilista no andar de cima. Denis Simachev é uma espécie de Herchcovitch russo e está muito em alta. Sem dúvida, o ambiente mais moderno, chique e caro da Rússia. O público freqüentador vai dos 25 aos 35 e dançou meu set inteiro com muito entusiasmo. Ponto alto para minhas misturas de James Brown com funkarioca e bootlegs de AC/DC com Comunidade Nin-Jitsu e Bonde do Rolê.

DJ CHERNOBYL DSBar Moscow 01

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: tocando em Kiev 

24/05, sábado, Xlib Club, Kiev (Ucrânia): Sem dúvida é o público mais louco/animado que já vi na vida. O club mega-underground fica em um antigo abrigo antinuclear, tem freqüentadores na faixa dos vinte anos que se vestem de forma muito criativa e ousada. Meu set parecia um show de rock do começo ao fim.

DJ CHERNOBYL in Kiev (Ukraine)

DJ CHERNOBYL in Kiev (Ukraine) 02

 

27/05 terça, Radio Fritz FM, Berlim (Alemanha): Programa de novas tendências, muito ouvido por sinal, que é apresentado pelo DJ Shir Khan. Fiz um DJ set de meia hora, dei entrevista e estreei mundialmente a música Funkstein, da Comunidade.

FUNKSTEIN

31/05, sábado, festa de abertura do “New Life Berlin- Contemporary Art Festival”: O evento ocorreu no club Scala, que fica em um prédio antigo, com três ambientes. Toquei com os DJs alemães Shir Khan, Supermarket e Jack Tenis e com a MC de NY Bunny Rabbit. Incrível do começo ao fim. O público composto, em sua maioria de artistas (inclusive a cantora de electro Peaches, que é mulher do dono do club), adorou. E como Shir Khan disse no fim do meu set: “they loved you”. Juro.

DJ CHERNOBYL Scala Berlin

Fredi e Carol – banheiro em Berlim

Agradecimento especial da mini-tour: ao amor da minha vida, Carol Teixeira, que é a melhor pessoa do mundo, me ama, me acompanha, me ensina e não vivo um segundo longe.

Fredi “Chernobyl” Endres.

Postado por Danilo Fantinel

Chernobyl; Rússia

08 de maio de 2008 2

Marcelo Nunes, especial
Fredi Endres, o bombado DJ e produtor Chernobyl, está a caminho de mais uma turnê na gringa. Depois de visitar Suécia e Japão no ano passado, agora ele segue para Rússia, Ucrânia e Alemanha para DJ sets nucleares tão quentes quanto este ótimo “DJ Chernobyl neo bailefunk 2008”, que já teve mais de 14,3 mil downloads. Já escutou? Demorô!

Durante o giro por Moscou, Kiev e Berlim, Chernobyl vai apavorar em bares, clubes e também no Ukraine Festival. Além disso, fará um DJ set ao vivo para toda a Alemanha na Fritz FM. Legal!

Fredi é figura forte no distante Japão e, via selos internacionais antenados, já chegou aos Estados Unidos e à Inglaterra. Em terras japas, lançou a série de vinis Bailectro, em que mixa funk com electro e rock – especialidade do cara desde 1995 na Comunidade Nin-Jitsu.



O cara vem trabalhando muito desde o ano passado, produzindo faixas, EPs, álbuns e remixes para gente igualmente bombada como Bonde do Role (produziu oito das 12 faixas de With Lasers), Turbo Trio, Deize Tigrona,

Cansei de Ser Sexy, entre outros. Mais: Chernobyl foi o único brazuca a tocar no Fuji Rock Festival de 2007, onde estavam

The Cure, Simian Mobile Disco,

Justice, Beastie Boys,

Iggy Pop

Especialista na cruza entre riffs do rock e pancadão do morro, Fredi Chernobyl manobra

Arctic Monkeys, RQM,

M.I.A., AC/DC, A-Trak, George Clinton, Princess Superstar, BDR, Sinden & Count Monte Cristal, Canessinha do Pikachu, Salt ‘N’ Pepa,

Edu K e Diplo (na foto abaixo, Fredi, Marina Ribatski e Diplo gravando juntos) com facilidade e muito groove. E assim vai se firmando como uma dos produtores mais visionários e importantes do país.



Fora isso, o novo CD da Comunidade Nin-Jitsu, Atividade na Laje, o sexta da banda, vai junto no case de Fredi para uma divulgação básica na Europa. No Brasil, o álbum será lançado no final de maio.

Leia uma entrevista exclusiva como o cara:  

Como pintaram esses convites para Rússia, Ucrânia e Alemanha?

Já faz quase um ano que uma dupla de DJs que organizam festas em Kiev (Zighuli Party) vem perguntando quando estarei por perto para armarmos uma data, já que os sons que produzi realmente fazem parte da noite de lá e são muito executados pelos DJs, tanto Bonde do Role, meus remixes para artistas variados e, hoje em dia, o som novo, inédito ainda aqui, da Comunidade com a Marina (ex-Bonde) Funkstein. O pessoal também simpatizou muito com meu nick “Chernobyl” afinal tocarei a 200km do desastre nuclear. Na Rússia, o americano DJ Diplo me indicou, pois viu que os caras lá se amarram no estilo que faço. Já na Alemanha, estou lançando um EP com produção minha para o artista RQM, pelo selo de lá Exploited Records. Viva a globalização, a internet e o myspace…

“Chernobyl” tocando na Rússia é, no mínimo, curioso. Você está preparando algo especial para essa etapa moscovita da turnê?

Estou preparando um set de 2 horas com muita produção minha, que é a característica principal, pois acho que sou o único produtor que vem lançando remixes que misturam electro com “bailefunk” (lá chamam assim) no mundo. Vou passear desde o miami-bass, que é a raíz de tudo que eu faço, até bootlegs de Créu com Alter Ego, MSTRKRFT com o pancadão e Beastie Boys com Mãe Loira.

Esses dias eu estava falando com o Edu K que ele, assim como você na Comunidade Nin-Jitsu, captou o poder explosivo da mistura entre funk carioca, Miami bass e heavy metal há mais de dez anos. Apesar de os bailes serem fortes no Rio há mais tempo, só agora a maior parte do público começa a curtir esse som – e especialmente o híbrido com o rock em vez do funk “puro”. Como tu te sente sendo um dos desbravadores nesse segmento? E por que rolou esse delay com o público mainstream?

Eu fico muito honrado de ser desbravador de um som que misturou algo oriundo da periferia carioca com o rock classe-média gaúcho. Acho que sempre alguém que não vive dentro do gueto pode fazer isso, vê de fora. A bossa-nova é baseada no samba mas não foi feita no morro. Acreditei que o funkarioca tinha um lado bom, muito original, que era a primeira música eletrônica produzida no terceiro mundo. Em 2005 o mundo viu isso, e só a partir da aprovação dos estrangeiros é que o povo indie começou a aceitar o que fazíamos, e já vivíamos a era myspace, Bonde do Role (que eu produzi), etc. Todos os lugares em que tenho tocado, sou visto como precursor de um estilo, juntamente com minha banda, Comunidade Nin-Jitsu. No Japão, um repórter sabia até que o Mano Changes era deputado e me perguntou se nossas letras tinham mensagens políticas de protesto (!!!). O povo que não questiona estilos, que apenas curte som, pula e dança, já aprovou Comunidade desde o comecinho, nos 90s.

Hoje fala-se em “pós-baile-funk”, porque a sonoridade “original” foi modificada por mil interseções com gêneros variados como pop, rock, hip hop, new rave, electro, house, mashups diversos… Mas no início dos anos 2000 vários bootlegs que faziam essas misturas ficaram bombados, até porque tinham bases de Nirvana, White Stripes e até Smiths (lembra do “Funk do Dermite”?). Pós-baile-funk é só um novo rótulo para algo que já existia ou é real? Você consegue definir pós-baile-funk como algo realmente novo?

Acho que o pós-bailefunk, que chamo de Neo Funk, é algo que a Comunidade e o Edu K já haviam feito nos 90s, mas depois de Bonde do Role e M.I.A. (com apenas Bucky Done Gun nesse estilo) a coisa se espalhou em nível mundial por causa da internet e o mundo, inclusive São Paulo que odiava funk, aprovou. Os funks que samplearam The Smiths, etc, são considerados algo ímpar, exceção, nada proposital, não foram feitos por quem viveu o rock e o eletrônico como eu e o DJ Gorky do Bonde. O movimento realmente existe e acontece mais no exterior do que no Brasil. Quando me solicitam um remix sou obrigado a fazer no estilo que chamo “bailectro” ou “neo-funk”, até porque em termos de electro/house, etc.. os europeus são bem melhores que a gente, o segredo é se diferenciar para obter destaque.

Desde 2007 você produziu álbuns e EPs no Brasil e no exterior, como With Lasers, do Bonde do Rolê (Domino Records, UK), Spunk Scat and Politics, uma coletânea com Cansei de Ser Sexy, Deize Tigrona e outros (KSR Records, Japan), a série Bailectro (Chateaudisc, Japan), DJ Chernobyl presents: Neo Funk (Som Livre, Brasil) e até Pancadão do Caldeirão do Huck (Som Livre, Brasil). Como foi realizar estes e outros trabalhos? Como funciona teu sistema de criação? Você tem livre autonomia para gerenciar o som dessa galera? Ou tudo depende de muito papo e “negociação” com bandas e artistas para definir as direções da música?

Depende de cada artista, no caso da Deize Tigrona eu tive carta branca dela. Com o Bonde do Role somos democráticos, se faço uma base sozinho, sempre lapidamos juntos depois. Na minha série de vinis “Bailectro”, fui briefado para transformar em funk sons de bandas que o selo japonês acreditava, como a francesa Rinocerose e Tim Deluxe. Os trabalhos com a Som Livre ocorreram por causa do ex-presidente Gustavo Ramos, que tava muito ligado nas minhas coisas que saíam para fora do país e então ele me solicitou remixes no estilo que faço para o popular CD do Caldeirão do Huck. Como ele gostou do resultado, ele disse: “ faça o que quiser nessa vibe e bote no seu disco de produções compiladas”, que intulei de Neo Funk. Historicamente falando, foi muito importante a Som Livre botar em seu catálogo algo desse “funk exportação”, pois fiquei lado a lado com os tradicionais, como DJ Marlboro. A gravadora mostrou algo novo, mesmo que de difícil assimilação.

A repercussão de Chernobyl, Edu K, Bondê do Rolê e DJs como Sany Pitbull, Edgar e Sandrinho é muito maior no exterior do que no Brasil. Por que os gringos curtem tanto o som dessa galera? E qual a extensão da influência de vocês sobre outros DJs e produtores pelo mundo?

Acho que os gringos assimilam nossa misturas porque colocamos elementos da cultura deles, como o rock, pop, electro, house junto com a batida brasileira. Se um DJ brasileiro tocar funkarioca puro, vai se segmentar como “world music”, provavelmete se apresentará em casa de turista. A gente toca em clubs importantes para públicos exigentes. Já influenciamos muito o DJ americano Diplo, pois produziu M.I.A. enquanto trocava emails comigo e adquiria batidas do Marlboro. Tem também o Sinden (UK) que vem colocando batidas de tamborzão em várias produções. Mas o ideal mesmo é que os artistas gringos solicitem pra gente, pois nos vivemos a parada, criamos e sabemos qual é a medida certa para a mistura do funk da favela ficar boa com outros elementos, e isso botará a cultura brasilira de DJs em um estágio que os tradicionais estilos eletrônicos não chegaram.

Com Chernobyl Brothers, teu projeto junto com teu irmão, que assina como Infernando, você cunhou o termo Heavy Funk Electro, o que é bastante apropriado ao som de vocês. Como anda esse projeto? Alguma data revista para Porto Alegre depois do set no Beco, há poucos dias?

É um projeto bem electro mesmo, com computador, sintetizador (inserimos Leo Boff, ex-Ultramen), guitarra e baixo. Fica um electro rock groovado, pois as levadas do baixo sao bem inspiradas em Funkadelic. Nao boto nada de tamborzão nunca. Nos apresentamos mixando um set e tocando instrumentos em cima, nada fake. Queremos se apresentar bastante, até para mostrar algo eletrônico vindo da galera do rock, pois normalmente quem é DJ não toca instrumentos e vice-versa. Nossa intenção é botar uma vibe humana no mecânico, bem tocada, e fazer o povo fritar na pista como de fosse um DJ tradicional de electro/house. A apresentaçao no Beco foi boa, mas ainda vamos melhorar para o próximo show que será em Floripa. A correria tá grande, Chernobly lá fora, CNJ lançando CD e Chernobyl Brothers montando um bom live set.


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Postado por Danilo Fantinel

Tracks Volume #10

19 de agosto de 2011 0

Fucked UpThe Other Shoe
Fucked Up, o grupo canadense pancada que curte um pós-hardcore barulhento e um punk hipster situado muito além dos três acordes é também um dos live acts mais fodásticos da atualidade. O lance é radical mesmo. Não é raro o vocalista Damian Abraham se ferir (propositalmente ou não) até sangrar durante shows. O fato é que a banda acaba de lançar este lindo clipe para a música The Other Shoe. O diretor Matt Eastman criou um triângulo enigmático de dar inveja a muito cineasta colocado. A faixa está no disco duplo conceitual David Comes to Life. O primeiro clipe é igualmente marcante – aquele da professora from hell (veja aqui).


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WeekendHazel
Quando Joy Division, Cure, Echo, Smiths e My Bloody Valentine se encontram na mesma música é porque você está escutando Hazel, da banda Weekend, de San Francisco.

Weekend – Hazel by Slumberland Records

Pra ficar na mesma onda, escute Breathe Deep, do Echo Lake

Echo Lake – Breathe Deep from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

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TV GirlBaby You Were There
Você que não viveu nos anos 50 nem 60 pode ser transportado diretamente pra lá com Baby You Were There, uma canção pop perfeita, leve, harmônica, romântica. Tipo grupo vocal dos Anos Dourados, mas ainda assim contemporânea, com uma batida atualizada por sequenciadores. A vida parece extraordinariamente boa e simples quando se escuta algo assim. Pena que o clipe é fraco. Enfim, o já essencial EP Benny and the Jetts, do TV Girl, você escuta e baixa aqui.

TV Girl – “Baby You Were There” from stereogum on Vimeo.


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LotusThe Surf
A banda de electro jazz e indie rock, que curte instrumental e jam sessions, extrapola seus limites em The Surf, uma pequena pérola pop à base de ótimas guitarras, teclados disco e elementos eletrônicos bem de canto. Alto atral. O álbum homônimo sai dia 13/09.

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WidowspeakHarsh Realm
Cowboy Junkies e Cat Power feelings nesta Harsh Realm, da nova banda Widowspeak (do Brooklyn, NY). Guitarras doloridas, bateria cadente, voz de veludo. Tipo perfeito. O álbum de estreia, homônimo, já tá na área.

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NirvanaNevermind
Lembra do disco gravado em tributo a Nevermind, promovido pela Spin para celebrar os 20 anos do álbum? Você já pode baixar na íntegra aqui!

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CSSLa Liberación

Os nacionais preferidos do Volume liberaram La Liberación nesta semana. O novo disco veio turbinado. Mais guitarra (até baiana, ou do algo tipo…), mais eletrônica, mais vocal cool de Lovefoxxx, mais mistura latina, espanhol capenga, indie descolex, sax, piano, teclados vintage, technobrega e segue a lista… Tem boas parcerias também: o single Hits Me Like a Rock, com Bobby Gillespie no vocal, é um reggae-calipso-eletrônico que poderia tocar em um karaokê trash qualquer. Saiu em junho e foi destaque das Tracks #2. Além de Bobby, tem Cody Critcheloe (da banda norte-americana SSion) na faixa City Grrrl, e o duo de música eletrônica Ratatat na música Red Alert. La Liberación será lançado dia 29 de agosto, mas caiu inteiro no site da Spin.

Ouça La Liberación aqui

E o Primal Scream toca em POA dia 26 de setembro, lembra? Como esquecer? Fala sério!

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pattenBlush Mosaic
Sabe Underworld?
É tipo assim.
Mas mais nervoso.
Uma hora meio que cansa…
O disco GLAQJO XAACSSO, do patten, sai dia 26/09.

patten – Blush Mosaic from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

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Little DragonGypsy Woman (She’s Homeless)
É massa esse cover que a banda Little Dragon fez para Gypsy Woman (She’s Homeless), o superclássico clubber da cantora Crystal Waters, de 1991, que bombou forte na noite de POA na época.

Little Dragon – Gypsy Woman (La Da Dee) (Crystal Waters Cover) (BBC Radio 1) by twelvemajorchords

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NinjasonikMoshpit (feat. The Partysquad)
Pra quem curte festa disco-rock-maximal-break-descolex, um som tipo esse Mosh Pit, do Ninjasonik, não é nenhuma novidade. Se você já viu Edu K, Chernobyl, The Twelves, Killer on the Dancefloor então, pffff. Na real, muito DJ de vinil faz isso ao vivo sem menores problemas. Mas o caso não é esse. O lance sobre Moshpit é simples: MUITO bom! So play it loud!!

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#ficadica @MarcosTesser

The Naked And FamousThe Sun
A banda neo-zelandesa The Naked and Famous, uma das “Sound of 2011″ da BBC, lançou nesta semana o vídeo para a música The Sun, do seu álbum de estreia, Passive Me, Agressive You. O clipe, um dos mais sensuais do ano, é dirigido pela dupla Joel Kefali e Campbell Hooper (assim como todos os outros clipes da banda). O electro doce e hypado do hit Young Blood passa longe dessa faixa, a mais lenta e intimista das quatro músicas lançadas até agora. O vídeo mostra um casal no maior clima, em slow motion, e em meio a uma explosão de sentimentos e nudez, explorando sobreposições, cores, texturas, contrastes e brilhos.

The Naked And Famous – The Sun from The Naked And Famous on Vimeo.


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DeFalla DeVolta DeNovo!

25 de maio de 2011 1

Foto: Tadeu Vilani

Volto das férias e recebo a boa notícia sobre o show do DeFalla no Beco, em Porto Alegre, no dia 26 de maio, às 23h. E melhor: com a formação mais conhecida do grupo, reunindo Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria), Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra). E haverá um show extra à 01h30min (para o qual você poderá comprar ingresso em conjunto com o show dos Raimundos no Opinião – saiba mais no fim do post). Oba!

Entrevista: Edu K fala sobre o DeFalla e o show desta quinta

O show rola dentro do projeto Discografia Rock Gaúcho e vai repassar o álbum de estreia, lançado em 1987, que tem Ferida, Não me Mande Flores, Sodomia, Sobre Amanhã, Tinha um Guarda na Porta, Ideias Primais no repertório.

Fotos: Divulgação

O DeFalla, você sabe, sempre foi uma banda muito à frente de seu tempo. Bem como o Volume gosta! A banda misturava pós-punk, rock e hardcore com funk, groove, trash metal, glam, rap e tiques eletrônicos já a partir dos anos 80, quando ninguém sabia que isso era possível. Chegou ao auge da sobreposição sonora com o disco Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1993). Tipo Metallica encontra Pistols e Sigue Sigue Sputnik numa pista acid house pós-show do Bauhaus com participação do Public Enemy.

Anos depois, o DeFalla forçou ainda mais os beats, turbinando faixas com big beat, funk carioca, Miami bass e techno punk. Tudo com muito punch, direto da cabeça orbital e esquizofrênica de Edu K. Com isso, os caras provocaram repulsa entre fãs radicais, mas não comprometeram seu perfil criativo inovador. Normal. O DeFalla sempre foi várias bandas em uma só. E Edu K, como ele mesmo já disse, consegue ser John Lydon e Malcom McLaren ao mesmo tempo.

Então, metamorfose para eles é algo comum. O DeFalla sempre foi antropofágico e mutante – tanto no som quanto em suas formações. Era uma banda globalizada quando o termo nem havia sido cunhado (ou ao menos quando nem tínhamos notícia sobre isso). Sempre de olho no exterior, tinha parabólicas sonoras direcionadas para o horizonte musical planetário quando poucas bandas sabiam o que se passava fora do BRock.

Desde a formação original com Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (guitarra) – e depois na conjunção mais conhecida, com Edu, Biba, Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra) –, os músicos já mastigavam, engoliam e vomitavam referências quando essa mistura de gêneros musicais era nada mais do que heresia mal-educada de um bando de garotos feios, sujos e malvados. Com eles, tivemos contato com uma fórmula musical vanguardista, contracorrente e inspiradora, que sem querer ajudou a compor o novo cenário musical do Brasil nos anos 90.

Não à toa, o DeFalla serviu de influência para bandas como Planet Hemp, Pavilhão 9, Pato FuUltramen, Comunidade Nin-jitsu, Mundo Livre e Chico Science & Nação Zumbi – a provável última grande banda brasileira. Ainda hoje respinga na produção de grupos como CSS, Bonde do Rolê e na produção eletrônica autoral do Fred Endres Chernobyl e do próprio Edu K.

DeFalla é tão à frente que Edu tocou praticamente pelado (vestiu o pau apenas com uma meia) no Hollywood Rock de 1993 muitíssimo antes de Nick Olivieri, o baixista do Queens of the Stone Age, ser preso por tocar nu no Rock in Rio de 2001. E isso importa? ÓBVIO que sim! São quase 30 anos de pé na porta!

Durante os anos 2000, a banda fez shows esporádicos. Em 2004, tocou no Opinião em Porto Alegre. Em 2007, Edu K participou de um show do Ultramen no Ocidente, em POA, cantando DeFalla. Em 2005, rolaram shows em POA, São Paulo e Rio, onde a banda contou com participações de Marcelo D2 e B Negão. E em 2008, nesta entrevista exclusiva pro Volume, Edu já anunciava mais uma volta da banda. Veja abaixo:

>>>>> Se não consegue ver o embed acima clique aqui!

Escute a entrevista com Edu K


Mais vídeos

Em 2010, em pocket na casa do Flu: 


O set list do show deve ser:

Ferida

O que é Isso

Sodomia

Papaparty

Grampo

Não me Mande Flores

Ideias Primais

Sobre Amanhã

Alguma Coisa

Melô do Rust James

Jo Jo

I’m an Universe

Tinha um Guarda na Porta

TrashMan

Gandaia


Te liga:

DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho

Quando: 26 de maio, 23h e show extra à 01h30min.

Onde: Beco (Independência, 936, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 25 com nome na lista (site do Beco) e R$ 30 na hora. ATENÇÃO: há um lote promocional e limitado para a sessão extra do show do DeFalla em parceria com o show dos Raimundos, que rola no Opinião no mesmo dia. Como funciona? Na quinta-feira, a partir das 14h apenas na bilheteria do Opinião, os fãs poderão comprar um ingresso duplo, que dará direito a assistir ao show dos Raimundos (Opinião, às 23h) e depois o show do DeFalla (Beco, à 1h30min). Estes ingressos promocionais duplos custam R$ 50,00.

Produtor gaúcho concorre em remix challenge

21 de outubro de 2010 1

O produtor de música eletrônica William Huang, aka Syntheger, de Porto Alegre, está concorrendo no remix challenge promovido pelo DJ e produtor canadense Deadmau5 e pelo BeatPortal.

O lance é o seguinte: foi liberado o download da música SOFI Needs A Ladder para remixagem. Feito isso, os participantes enviaram suas versões. O período de votação pública já está aberto e segue até o dia 26 de outubro neste link. Para votar vc precisa fazer seu registro no BeatPortal. Veja o passo a passo da votação aqui .

O som criado pelo William é massa e muito conectado com o nosso tempo. Tem beats fortes e orientação de maximal, fidget house e breaks. Perfeito pras pistas e bom pra quem gosta de 2ManyDJs, Crookers, Simian Mobile Disco, Killer on the Dancefloor, Edu K, Turbo Trio, The Twelves, Boss in Drama, Chernobyl e segue…

O resultado sai no dia 23 de novembro. O remix escolhido vai entrar no próximo álbum do Deadmau5 e o vencedor abrirá um show do canadense.

Ouça o som no embed abaixo ou aqui e saiba mais sobre a competição aqui.

deadmau5 – SOFI Needs A Ladder (Syntheger Remix) by Syntheger

Disco Virtual Volume # 1

13 de julho de 2010 37

Neste Dia Mundial do Rock, Volume lança o primeiro disco virtual de bandas do Rio Grande do Sul. No recorte feito, 25 grupos compõem um espectro variado, de diferentes gerações e estilos. São bandas antigas, novas e outras que estão no meio do caminho, sempre tendo o rock como ponto de partida.

Todos escolhidos são especiais por algum motivo, por isso foram convidados para participar dessa joint venture cultural. No entanto, vale destacar a nova música dos Walverdes, Spray, a faixa inédita de Mess (Don’t mess with my heart), as ilustres participações dos Replicantes e da Pata de Elefante, as revelações Volantes e Procura-se Quem Fez Isso, a nova banda mais cool destas plagas globais, Wannabe Jalva, e a nova gravação feita por Diablo Fuck Show especialmente para este primeiro disco virtual. Sim, primeiro. Outros virão, certamente.

Abaixo, um raio-x básico de cada banda. Mas o melhor mesmo é escutar. E não esqueça: play it loud!

Apanhador Só: do indie ao folk, do rock à MPB, da psicodelia universal à raiz folclórica, da furadeira à máquina registradora, do pato de borracha ao projetor Super-8. Pega tudo, joga no liquidificador e aperta o play. O resultado é o refinado som da banda surgida em 2006, mas que lançou seu elogiado disco de estreia apenas neste ano. O nome do quarteto remete a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, e à música Marinheiro Só, de Caetano Veloso. O download do disco segue bombando no site oficial.

Um Rei e o Zé, Apanhador Só

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A Red So Deep: não é uma banda engraçadinha, não tem nome engraçadinho nem letras engraçadinhas. Desde 2004, A Red So Deep revê o que de melhor foi realizado no rock alternativo dos anos 90, sem nostalgia, com ímpeto e a partir de uma ótica celebratória fator 2000.

Guilt + Persecution, A Red So Deep

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Brollies & Apples: a banda dos casais Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (Leela) e Carol Teixeira e Fredi Chernobyl Endres (Comunidade Nin-Jitsu, produtor do Bonde do Rolê) começou com a amizade das meninas e deu o primeiro passo efetivo no verão de 2009, em Londres. Na orgia organizada da banda, todos integrantes trocam de instrumentos e cantam a toda hora. No som, guitarras pesadas e tons eletrônicos, no que já foi descrito por eles como electro-grunge. Brollies & Apples nasceu cult.

Roller Coaster, Brollies & Apples

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Dating Robots: banda de rock eletrônico sujo dos incansáveis Edu Normann e Mari Kircher + Fabio Gabardo (produção e programação de bateria). O projeto, que começou em outubro de 2008 (na época chamava-se Chiclé Demência), é o mais legal de Edu e Mari desde a Space Rave. Influências de Primal Scream, The Kills, New Order e Sonic Youth. O clipe da música Movement Talk mostra a que Dating Robots veio.

My Friend, Dating Robots

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Damn Laser Vampires: Ron Selistre, Francis K e Michel Munhoz são impossíveis. Ninguém segura a surf-polka-punk satânica do trio. A partir de 2005, a banda passou a tocar o terror na nossa Gotham imaginária. Pouco depois. o disco Gotham Beggars Syndicate (2006) extrapolou fronteiras reais com facilidade, sendo relançado nos EUA, no Canadá e na Argentina. No cinema, o trio atacou nas trilhas de Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, do novo filme underground Trantastic, da ScUMBAG Movies, e do documentário Day By Day, sobre o surfista top Adriano de Souza, o Mineirinho. Mais: atuam como artistas visuais, ilustradores, produtores e diretores de seus clipes. Santa versatilidade, Batman! Melhor que isso só o show da banda – um dos mais legais há alguns anos, basta perguntar para público e organizadores dos festivais dos quais participaram. O segundo disco, Three-Gun Mojo, sai em breve pela Devil’s Ruin Records.

I Wanna Be an Old Bitch, Damn Laser Vampires

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Diablo Fuck Show: A banda é de longe uma das mais legais que surgiram no Rio Grande do Sul desde… 2009! Vocal rouco e doidão de Bruno Mattos, letras divertidas, bem sacadas e irônicas, e um som psycho-country-core porrada, autêntico e robusto que nos leva a um Velho Oeste punk, bêbado e empoeirado, não muito distante daquele que habita nosso imaginário. Ouça enchendo a cara – e antes de morrer!

Enganando a Morte, Diablo Fuck Show

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Funkalister: 2002 viu surgir a superbanda mais cool do Estado, quando Chico Paixão, Everton Velásquez, Vicente Guedes e Junior Ribeiro se reuniram para gravar músicas instrumentais próprias. A ordem era criação e improvisação sem muitos limites. Atingir o objetivo ficou mais fácil quando um naipe de metais foi integrado ao grupo. O som gira em torno de funk, jazz, samba e rock, emulando groove safra 70 e elegância black. Já foram lançados dois discos (Volume 1 e 2) e algumas faixas já se tornaram trilhas de programas de rádio e do filme Andes Crossing.

Tem Coragem?, Funkalister

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Gulivers: Cristiano, Thiago, Rodrigo e Fabricio curtem música e futebol. Não sei como eles jogam, mas tem uma galera que já sabe como eles tocam. E você? O cartão de visitas da banda é Ausente, que está no disco Em Boas Mãos, lançado neste ano, e que teve clipe dirigido pelo cinesta Lufe Bollini, do Coletivo Inconsciente, com Marcos Contreras no papel principal. Bom pra quem se liga em rock inglês e indie americano.

Ausente, Gulivers

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Identidade: uma banda versátil, de rock clássico inspirado nos Stones, mas com senso contemporâneo. Varia entre faixas agressivas, músicas dançantes e composições mais tranqüilas, cheias de groove. Os caras já tocaram tanto em eventos independentes quanto em festivais mainstream nos dez anos de carreira. Ativos na cena, já lançaram três discos, sendo Antiguidades x Modernidades o último deles, via Marquise 51, o selo/produtora comandado por Lucas Hanke (guitarra).

Não para de dançar, Identidade

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Lautmusik: orbita os ruidosos mundos do pós-punk 80 e do shoegaze 90, transitando entre a névoa do submundo musical e apostando em melodias soturnas, climas sufocantes e ambientações melancólicas pouco óbvias – mas sempre com muito punch e com uma carga pop nítida – o que surpreende em meio a um ambiente majoritariamente sombrio. Uma das melhores bandas do RS, Lautmusik se aproxima de Joy Division, My Bloody Valentine, Cure, Mogwai e Jesus & Mary Chain, mas consegue manter identidade própria.

Bury my Heart in Warsaw, Lautmusik

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Maria Elvira e os Suprassummos do Swing (MESS): o perfil da banda no MySpace indica muito bem o que se passa. “Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso”. Rock’n’roll na veia, recheado por guitarra, baixo e bateria marcantes e vocal grave. Simples assim.

Don’t mess with my heart, Maria Elvira e os Suprassummos do Swing

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Musical Amizade: mais que uma banda, o Musical Amizade é um acontecimento à base de guitarra, sintetizador, projeções audiovisuais e filosofia. Nos shows, um baterista virtual surge projetado em um telão, tocando em sincronia com o grupo. Nas letras, teorizações pop acerca da vida, do universo e tudo mais. No som, uma liberdade que os leva do rock cabeça ao funk safado. Um lance conceitual para ouvidos aguçados. O Musical começou em 2007 e hoje, com Patricia Spier vivendo em São Paulo, aguarda a agenda dos *integrantes integrados* para dar novos passos.

Applehead, Musical Amizade

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Os Replicantes: E a maior banda punk do Brasil precisa de apresentação? Basta dizer que a ótima De Sul a Norte está no novo disco, 2010, lançado pela Marquise 51. O resto é história.

De Sul a Norte, Os Replicantes

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Pata de Elefante: a banda gaúcha mais conceituada da atualidade também não é mistério pra ninguém há anos. Instrumentistas de primeira linha, o trio Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles destilam rock 60-70, groove, melodia e surf music ao sabor de Stones, Beatles, George Clinton e Hendrix. Até parece big band! Bom, eles são big mesmo!

Marta, Pata de Elefante

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Procura-se Quem Fez Isso: a nova psicodelia gaúcha tem uma nova cor (a preta), mas não um novo rosto. O quarteto Procura-se Quem Fez Isso mantém o anonimato a todo custo, disfarçando-se com meia-calca, cartola e lanterna de minerador. Mas o segredo restringe-se à identidade dos músicos, já que a música é uma open source de referências e bom gosto. Lounge music dos 60, rock dos 70, brasilidade, ambient, Burt Bacharach, letras muito bem sacadas [a singela Bagdá (She's My Baby) é um primor da concisão], experimentalismos e mutantismos abrem um novo caminho no som feito no Sul.

Bagdá (She’s My Baby), Procura-se Quem Fez Isso

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Superguidis: É praticamente impossível você que curte música não conhecer a banda de Guaíba que há uns quatro anos consegue cada vez mais espaço entre público e mídia. Com um indie lúcido, autoral, livre de referências castradoras e dona de um senso radiofônico efetivo, a banda cria composições arrebatadoras, que atraem fãs entusiasmados aos shows. É um lance meio messiânico, de culto mesmo, que toma forma em apresentações tanto em bares pequenos quanto em festivais no Brasil e no exterior. E por falar em fãs, Robert Pollard e Doug Gillard, da supercult Guided By Voices, já disseram que adoram…

Não fosse o bom humor, Superguidis

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Transmission: No som do quarteto há espaço para guitarras. Muitas guitarras. Altas guitarras. Guitarras marcantes, cortantes, sujas, distorcidas e metálicas. Assim, o foco da banda é instrumental, com vocais (masculino e feminino, em inglês) marcando presença de forma discreta, despreocupada, basicamente complementar. O som do grupo não é o mais fácil do mundo. Quem tem medo de Transmission?

Missing, Transmission

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Urso: O projeto instrumental ainda está em fase de crescimento, mas pela estatura do filhote é bem provável que se torne um gigante. O som da banda é forjado em jam sessions austeras, registradas em vídeos, textos e áudios publicados no blog do grupo liderado por Valmor Pedretti Jr. (Worldengine). Pós-rock contundente de alma metal. O primeiro show será dia 20 de agosto, no Dr. Jekyll, ao lado da MESS.

All Black, Urso

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Walverdes: Há mais ou menos 17 anos o trio de Porto Alegre cria pancadas sonoras com o que há de mais básico no rock: baixo, guitarra e bateria. Mas a crueza simples do som é inversamente proporcional ao esporro criativo de Mini, Marcos e Patrick. Foi com essa vitalidade underground, e a partir de demos, fitas K7, singles, EPs, discos e MUITOS shows, que os Walverdes se consolidaram frente à crítica e ao público como uma das bandas independentes mais importantes do país em todos os tempos. Neste primeiro disco virtual, eles lançam a nova Spray, faixa explosiva que estará no próximo disco. Walverdes se move lenta e bravamente ao som de rocks rápidos, autênticos e em volume máximo. Aumenta o som antes de dar o play!

Spray, Walverdes

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Wannabe Jalva: quando escutei o som da banda pela primeira vez não acreditei. Parecia pegadinha, tipo um perfil fake com faixas incríveis e obscuras de algum grupo desconhecido de alguma megacapital cosmopolita. Som coeso, inteligente e conectado com seu tempo. Experimentações sonoras que resultam em gemas pop do mais alto quilate, que poderiam ter sido feitas por qualquer banda indie britânica atual.

Come and Go, Wannabe Jalva

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Yesomar: esse trio é um tapão na orelha. Rock em alta voltagem testosterônica, pancadas sonoras viscerais furiosas, riffs feios, sujos e malvados, altos berros no vocal e nada de nhenhenhém musical. É rock, é simples, é cru e é direto. No espírito da Yesomar eu diria que se gostou, gostou, se não gostou que se %&#&¨*!!! Ah, e diz que a turnê argentina (ao lado de Los Lotus, Satan Dealers, Silverados e Motosierra) foi devastadora. Normal!

Ao Contrário, Yesomar

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Valentinos: rock britânico, melodias, letras e arranjos cuidadosos são os alicerces que sustentam a banda. Os trabalhos começaram em 2008 e, neste 2010, os caras lançaram Avante, o álbum de estreia com 11 faixas masterizadas na Carolina do Norte (EUA) por Dave Locke. Impossível escutar sem lembrar de Oasis, principalmente devido à voz de Jonts.

Mais Que Nunca, Valentinos

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Velocetts: a banda de Farroupilha também cultua o rock inglês (mas não apenas) tanto das antigas (anos 60) quanto do passado recente (anos 90) e da atualidade (2000). Rock fofo, fácil, pop, fresco e com poder radiofônico garantido por meio de guitarras leves, bateria redodinha e vocal ‘amigo’ de Maria Carolina Brites. Em 2008, os Velocetts gravaram um EP com três músicas e, em 2009, saiu o single A Cura, com produção de Ray-Z.

A Cura, Velocetts

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Viana Moog: indie sujo, distorcido, alterado e no wave. Rock 60, 70, 90. Poesia pulp, bossa under, jazz rock canalha e literatura beat corroída. Vocal rasgado, rouco, grave, químico. Boemia, insanidade, barulho e urgência. Isso é apenas parte do que forma o quinteto de São Leopoldo. O resto você precisa descobrir por conta própria.

Fleck, Viana Moog

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Volantes: Quando o Otávio Mastroberti me passou o disco da nova banda dele eu não me surpreendi. Ele é músico há anos, então era normal que estivesse metido em algo novamente. Como curto boa parte do que ele faz, imaginei que deveria ser bom. Mas quando escutei Volantes pela primeira vez caí pra trás! A banda tem a liberdade criativa dos autores independentes, o frescor de novas ideias, uma sonoridade atual e uma carga pop de boas referências que fazem a banda aliar os ideários do pós-punk, da eletrônica, e do novo rock a letras em português (voz de Arthur Teixeira), com alma brasileira, de poesia urbana, cotidiana e existencial (Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Los Hermanos são referências).

Vitória, Volantes

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>>>>> Agradecimento ao Márcio Ventura, da Rei Magro Produções, que deu a maior força no projeto!

Bambaataa bomba talento e habilidade em POA

14 de abril de 2010 5

Divulgação, Opinião Produtora
Afrika Bambaataa dispensa muitas apresentações. Pai do electro? Sim. Pai do Miami bass? Sim. Pai da evolução do hip hop inserindo elementos com tecnologia? Sim. E você, que acha que entende de música, porque ficou em casa? A lenda viva passou por Porto Alegre e marcou história com sua originalidade, serenidade, amizade, talento e muita habilidade.

Nosso lendário idealizador da cultura hip hop desde os anos 80 , Piá, e seu parceiro Agent B abriram os trabalhos com excelentes mixagens que passearam por tudo que existe de bom no black music.

Eu comecei a tocar mais ou menos uma hora antes do mestre Bambaataa, que invadiu o palco para ajeitar seu set no computador (ele toca com Serato, um software que controla os toca-discos). Comecei com o puro Miami-bass e fui caindo na minha pilha, no baile-funk misturado com inúmeras coisas cosmopolitas, porém puxando para uma vibe mais old school, como Kraftwerk, James Brown, Quincy Jones e Michael Jackson.

De repente, começo a ouvir scrathes em meio as minhas músicas… Afrika Bambaataa estava interagindo comigo! Me emocionei, ganhei elogios do cara e fechei o set com o hino da invasão funk no meio do rock gaúcho: Merda de Bar, da Comunidade Nin-Jitsu.

Afrika Bambaataa realmente aniquilou com o Opinião botando o povo abaixo. Festa, pura festa. Só alegria, break, Miami bass, rap old school, mixagens infalíveis e muita interatividade dos seus excelentes MCs. O mestre dos DJs não decepcionou. Mesmo quem não conhece Salt’n’Pepa, 2 Live Crew, Herbie Hankock ou Human League pode se soltar na pista.

O jeito que ele toca é muito empolgante, nada fica chato, as viradas são rápidas e precisas. Não existe monotonia. Uma das partes mais legais da noite foi quando os b-boys invadiram o palco e mostraram que aqui se dança muito break. O clima estava eufórico e nostálgico com os amigos “ das antigas” do rap desde os tempos da Oswaldo Aranha.

Afrika Bombacha? Sim, isso. Pra mim ele é da nossa turma, da galera. E tenho certeza que ele é assim no mundo todo, um DJ que interage e que se interessa pelo som do gueto de cada parte do mundo.

Fui! (ressacão…)

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Postado por Fredi Endres Chernobyl, Especial

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 7

22 de julho de 2009 3

18 de julho, sábado

O show acontece exatamente no lugar onde os portugueses montavam as caravelas que desbravaram o mundo. O palco do Ollin Kan é algo mágico na beira do rio em Vila do Conde, com uma caravela modelo iluminado atrás, uma praça e muitos casebres medievais ao redor. Inesquecível. Nossa passagem de som foi ensolarada e o sistema de som era um dos melhores do mundo. Melzinho na chupeta para nosso técnico, o Rafa “Nashville”. Excelentes perspectivas para um show que sentíamos que ia ser excelente.

Foto: Fredi na passagem de som

E foi. Encerramos o festival tocando à 1h com um povo animadíssimo e com a participação das rappers superstars da Argentina. O mais legal, e que parece um sonho, é que na Europa se o público sente que a música é boa, ele reage como se estivesse ouvindo a música de sua vida. Não existe aquela necessidade de aprovação do senso comum que vemos aqui no Brasil. Gostou, pulou, ouviu, curtiu, dançou, pediu bis, etc…e assim foi a Comunidade Nin-Jitsu na sua primeira tour pela Europa.

Valeu a todos da Strike Concert, Olelê Music, Casa da Música, Silvio Ribeiro, Óbidus crew, Batida e a todo povo português e espanhol que nos acolheu com muito carinho.

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 6

20 de julho de 2009 2

14 de julho, terça-feira

Algarve é o lugar de Portugal onde os ingleses e alemães adoram passar as férias de verão. Alguns até vão morar por lá. É comum conversar com atendente de caixa que fala um português com sotaque de inglês (“eu estar maluco”). Nosso show foi na Fnac do shopping center principal de Albufeira, que é uma das praias mais legais de Algarve. Foi divertidíssimo e descontraído. Algumas pessoas que já tinham nos assistido no Porto foram até lá para nos ver de novo. Feitoria. 

 

15 de julho, quarta-feira

 

Comunidade Nin-Jitsu em Cascais. Cidade linda, que fica próxima a Coimbra, Lisboa e da ponta mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca. Comemos travesseiro de periquita, pastel de nata, passeamos pelas praias e fomos tocar na nossa última Fnac da tour (é muito importante divulgarmos o disco Atividade na Laje!). A gauchada compareceu em peso, cantou junto, tirou fotos e nós, depois do show, nos mandamos direto para Óbidus.

16 de julho, quinta-feira

Óbidus é uma aldeia medieval, que se mantém como era desde a antiguidade. Estamos na abertura da semana medieval, com batalhas, fantasias, comidas típicas, encenações pelas ruas…tudo muito divertido e mega-ultra-pitoresco. Eu me senti o tempo inteiro como se estivesse na capa de um disco do Saxon ou do Manowar. Aliás, essa cidade parece mais um cenário de um filme de época do que qualquer outra coisa. Incrível! Na janta, vestimos trajes medievais, obviamente, e comemos leitão com as mãos tomando uma bela sangria. Óbidus é a terra da ginja, uma frutinha que dá um delicioso licor, que pode ser tomado em copos de chocolate. Delícia. Na night tocamos para uma platéia divertida que gritava “Ah! Eu To Sem Erva!” e que nos fez voltar duas vezes para o bis.

Ah! Já ia me esquecendo de contar que, na passagem de som, o tiozinho dono do boteco ao lado invade o estabelecimento com as mãos na cabeça, aos gritos de “Abaixem o volume! Minhas prateleiras estão a cair! Minhas garrafas estão a quebrar!”. Hahahaha!

17 de julho, sexta-feira

Chegamos, ainda sem dormir, às 11h em Vila do Conde, cidade que acontece o festival internacional Ollin Kan, que é onde será nossa última apresentação da tour, no sábado 18. Ollin Kan acontece em várias cidades do mundo, é um festival itinerante da contracultura, dos ritmos diferentes e que tem uma estrutura impressionante e lindíssima à beira do rio.

Lá pelas 14h, conseguimos deitar na cama, após o almoço. Eu e Carol acordamos às 20h (bota “fio virado” nisso), fomos jantar, passear pelo evento, comer bolinho de bacalhau e uma excelente torrada com cogumelos e molho de alho. Lá pelas 03h da manhã conseguimos dormir…zzzzzzzz…zzzzzzzzzz…

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 5

15 de julho de 2009 1

11 de julho, sábado

Na virada de sexta pra sábado, toquei no Musicbox com a turma do Batida e a Comunidade Nin-Jitsu entrou com tudo no fim do set tocando Cowboy, Ah! Eu to sem erva! e Funk da Paz para a casa completamente lotada! Vinte minutos depois já estávamos entrando na van pra nossa megaviagem de 12 horas até a Espanha, Santa Pola. 

 

Foto: Show da Comunidade em Santa Pola (crédito: Divulgação)

Muitos vídeos loucos, paisagens com oliveiras, caminhos errados, caminhos certos, estradas calientes, Buraka Som Systema no som, nada de sono, ar-condicionado, calor, água, batata frita, Lei di Dai rezando para Jah e…chegamos!!!!!!

Silvio Esmeraldino nos apanha com sua Harley para guiar até o hotel. Passagem de som, McDonald`s e show. Rolou uma energia violenta em cima do palco, foi um dos melhore shows da nossa vida. Lei di Dai cantou Faze a Cabeça com a gente e o heavy metal pegou em cima do batidão. É nois na Espanha!

12 de julho, domingo

Eu e Carol acordamos às 17h. Tentamos regular o sono que, na verdade, está completamente transtornado. O resto da banda foi conhecer a praia, as tendas com massagens, o seminudismo e a água do mar quente do Mediterrâneo. 22h – a hora que anoitece aqui em Santa Pola, mais especificamente no município de Elche, onde fica o hotel – fomos para nosso boteco predileto que nos servia peixe com batatas e legumes por 3 euros e torta de beringela com alcachofra por 75 centavos. Ali ficamos até a meia-noite…

13 de julho, segunda-feira

0h, aniversário do Nando!!!! A gritaria foi grande e a cantoria de parabéns a você acordou os espanhóis que reclamaram de cima do prédio do bar. Lei di Dai também estava de aniver no mesmo dia! Tivemos uma comemoraçao dupla no Dia Mundial do Rock, que acabou virando do ragga também. Durante o dia 13 rolou praia e planos para pegar a estrada novamente na terça, dia 14, onde nos apresentaremos em Algarve (Albufeira) em Portugal.

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto da Espanha