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Entrevista: Killer on the Dancefloor vai te pegar!

17 de abril de 2009 0

Divulgação

Cuidado! Assassinos estarão à solta no Porão do Beco, em Porto Alegre, neste sábado (18). São os caras do Killer on the Dancefloor, de São Paulo, que fecham a primeira edição do Electroshock prometendo matar a todos de tanto dançar.

O festival começa hoje, como você já está cansado de saber. Serão dois dias de sets e live acts com alguns dos melhores nomes do maximal e do electrorock nacional. A programação você já viu aqui (além deles, foi confirmado o set de Mind) e a entrevista com o duo gaúcho Fenx, aqui.

Se Fenx está apenas começando a tocar, o Killer on the Dancefloor já pode dizer que tem uma certa história na cena brazuca e uma boa inserção internacional. Phillip A. e Fatu deram início ao Killer numa onda de electrorock, discopunk e mash-ups, na linha de 2ManyDJs e Soulwax. Hoje, transitam entre o tropical, o crunk, e o fidget house de A-Trak, CrookersEdu K. Abriram o coletivo Crew, que gerou a festa de mesmo nome, considerada a melhor de 2008 pela imprensa de São Paulo, e lançaram o selo Maximize.

Além disso, fizeram remixes para Larry Tee, Digitalism, The Qemists, Mixhell e Turbo Trio e tocaram em festas e festivais com Jus†ice, So Me, Pendulum, The Go Team!, Fujiya & Miyagi e outros.

Agora, Phillip A e Fatu ganharam o apoio do produtor Ali Disco B. para o Killer lançar seu primeiro álbum. Haverá uma turnê de divulgação. Na entrevista abaixo, Phillip disse que eles devem apresentar uma nova música no Electroshock, com parceria de “um vocalista bem conhecido” – só não disse qual. É esperar para ouvir!

No MySpace, não perca as faixas TFAR – Presta Atenção, Gringo OBA OBA, I Love U e a porrada Lost Weekend. Você vai querer se jogar na pista mais próxima!

A entrevista é longa, então chega de blá blá blá. 

 

   

Quando e por que vocês criaram o Killer On The Dancefloor? Estavam de saco cheio da música que rolava nos clubes?

Phillip A.: Lembro que eu era residente do Clash e do Vegas nessa época e eu tocava discopunk e electro, e as outras noites de todos os clubs so tocavam o combo minimal, prog., techno!! E eu e o Fatu decidimos criar o Killer, logo em seguida criamos o Crew… e ai começou uma reviravolta na cena!

Hoje, como vocês vêem a cena (se é que podemos chamar assim) maximal no Brasil? Vários produtores brazucas estão bombando, principalmente entre DJs, artistas e a mídia internacional. Mas e como está a coisa aqui no Brasil na visão de vocês?

Phillip A.: Acho que esta caminhando para um lado bem legal. Hoje, você vê vários artistas desse segmento em festivais pelo Brasil, em revistas, em blogs, jornais e por ai vai. Acho que tem muita pedra pra rolar, mas estamos no caminho certo!

Se vocês tivessem que definir maximal em palavras, como seria?

Phillip A.: Lots of fun and party music!

Como o próprio nome diz, maximal é diretamente oposto ao minimal, que dominou as pistas de dança por algum tempo nestes anos 2000. Porém, há anos vivemos a quebra total de barreiras e a unificação de gêneros diversos por gente que há décadas consome todas as vertentes musicais. A diferença é que esse fenômeno é, agora, percebido por um maior número de pessoas. O que você acha que será da música para as pistas daqui para frente. Ou seja, o que virá depois do maximal e desta fusão de gêneros?

Phillip A.: Não dá pra saber o que virá depois disso. Eu lembro que quando o Killer começou agente estava numa onda mais electrorock e discopunk com mash-ups. Hoje, estamos numa onda mais tropical, crunk, e fidget house. Tipo, no começo o nosso set tinha muito Gossip, Hot Chip, LCD Soundsystem, Justice, Simian e hoje esta muito mais pra A-Trak, Crookers, Edu K, Switch, Jesse Rose, Sinden, acho que tudo muda. Tem muita gente migrando pro Dub Step. Enfim!

Como vocês criam música? Como fazem para compor e quais equipamentos usam?

Phillip A.: A ente cria música em dias inspirados com bastante Todinho, heheheheh. Usamos um mini-moog, cubase alguns plugins e controladores.

Como foi tocar no mesmo palco pelo qual passaram Jus†ice, Digitalism, Steve Slingeneyer (Soulwax), So Me, Pendulum, The Go Team!, Fujiya & Miyagi e Squeak E. Clean (N.A.S.A.)?

Phillip A.: Ter dividido o palco com o Jus†ice foi uma coisa de louco, sou muito fan deles o legal que eles vieram junto com o DVNO, que já é amigo meu de alguns anos. Daí ele me apresentou os caras. Dividimos camarim e etc. Foi muito legal, o Steve do Soulwax também acabamos tocando juntos no casamento do Iggor, cada um tem uma historia legal!!!

Vocês já fizeram remixes para Larry Tee, The Qemists, Mixhell, Digitalism e Turbo Trio. Além destes, quais outros remixes foram assinados por vcs? Estão preparando algo neste momento? Alguma novidade e/ou convite?

Phillip A.: Tem o novo remix que agente fez pro The Fire and Reason. É uma banda de NY que o Larry Tee é o empresário e ele me chamou pra fazer um remix pra eles, daí agente fez o remix da musica Presta Atenção e foi um super hit no Winter Music Conference agora em Miami. Vários DJs como LaidBack Luke, Steve Aoki, MSTRKRFT, Erol Alkan já tem essa musica. Ela vai ser lançada pelo label DJS ARE NOT ROCKSTARS do Alexander Tecnique. Tem mais coisas por vir também.


O que levou vocês a criarem o coletivo de maximal e freestyle CREW?

Phillip A.: O Crew surgiu de uma troca de mail que eu mandei pra todos que hoje sao residentes da Crew e foi uma festa que cresceu sem pretensão nenhuma. Hoje, ganhamos pelo Guia da Folha de S.Paulo como a melhor festa de 2008 pelos jurados e pelo público. Já tivemos como convidados na cabine da Crew Tittsworth, Larry Tee, Steve Soulwax, Flosstradamus, Designer Drugs, DJ Fisk e também algumas personalidades que passaram só pra curtir a festa – DVNO & FAR do Scenario Rock, Yuksek, VHS or Beta, Bronques do site 

lastnightparty.com (veja fotos do Brasil aqui) e varios outros amigos!!!

Como é gerenciar o selo Maximize? Sem dúvida, vocês estão sempre ligados na nova música, mas como são as negociações para lançar DJs e produtores? Quais o selo já lançou?

Phillip A.: Sem dúvida é muito legal mexer com esse lado da música de selo e etc. Já lançamos um EP do Database, lançamos também o EP do Y?? (Why???) que é um projeto do produtor Ali Disco B., que também é o nosso produtor no Killer, junto com o DJ Marco Hanna. Também lançamos o EP do Sexystalk de Belo Horizonte e agora vamos lançar o nosso primeiro single, A Square, que vem com remixes do Database, Mixhell, Sexystalk e Tchorta Borato.

Como têm sido os shows de vocês pelo Brasil?

Phillip A.: As gigs por aqui têm sido muito legais. Todos os lugares que agente toca tem uma resposta muito boa!!! Pelo exterior ainda não começou, mais assim que rolar todo mundo vai ficar sabendo.

O que vocês pretendem apresentar no Festival Electroshock, em Porto Alegre? Alguma faixa nova?

Phillip A.: Vamos tocar no mesmo formato que tocamos no Skol Beats, com bateria eletrônica, teclados e laptops!!! Vai ser insano. Pode se preparar pra dançar pois o show vai ser hot!!!! acho que ate o dia da apresentação vamos estar com a nossa faixa nova com uma parceria muito boa de um vocalista bem conhecido!!!

Planos para um CD? Clipe? Ou novos projetos?

Phillip A.: Sim, estamos montando nosso álbum. Assim que ele ficar pronto vamos fazer a tour de lançamento fazendo shows com nossas próprias músicas. Pra isso, o Killer já tem o seu terceiro integrante, o Ali Disco B., que tem produzido com agente o nosso álbum. Na tour do álbum será os 3 killers!!!!

>>>>> Entrevista: Fenx quer conquistar o mundo
>>>>> Electroshock define programação por dia
>>>>> Electroshock trará a nata do maximal a POA em abril
>>>>> Veja a programação de shows no calendário do Volume

Postado por Danilo Fantinel

Lollapalooza Brasil é marcado por Arctic Monkeys, Skrillex, Peaches, Manchester Orchestra, Foo Fighters e Joan Jett

10 de abril de 2012 5

A primeira edição do Lollapalooza no Brasil teve pontos positivos no que diz respeito à música e negativos na parte de serviço. O ponto alto foi o acerto na escolha do local: o Jockey Club, perto do centro de São Paulo, barbadinha de chegar de metrô e com estrutura adequada, já havia sido palco de outros eventos bem-sucedidos, como o último Free Jazz Festival, em 2001.

O grande problema mesmo foi a volta para quem dependia do metrô. Total absurdo a estação Butantã fechar por volta da meia-noite, já que os shows acabavam pelas 23h, e taxistas cobrarem valores  acima da tabela. Não sei se existe fiscalização em SP, mas se existe está falha. Isso rola sempre, seja em turnês próprias de bandas ou em festivais de grande porte. Sem noção!

Já dentro do evento, apesar da grande quantidade de caixas por todo Jockey, as filas para compra de bebidas eram quilométricas no primeiro dia. No segundo, o lance melhorou. O público (cerca de 135 mil pessoas entre sábado e domingo) deve ter aprendido a lição e comprado toneladas de PillaPaloozas (a moeda do evento) já ao chegar no local. Havia funcionários “avulsos” vendendo pillas durante a tarde (e quebrando o maior galho), mas à noite era quase impossível achá-los. Merecem uma equipe maior.

Outro ponto fraco: os banheiros, como sempre um desastre horroroso. Insalubre. Uma falta de respeito com o público. E isso, claro, não é exclusividade do Lollapalooza. Banheiro químico é o fim do mundo em qualquer lugar. Enfim…

Mesmo assim, a organização do Lolla ganhou muitos pontos no que diz respeito à música – o que, apesar dos contratempos acima, é o que realmente importa. Com um sistema de som praticamente perfeito (MGMT teve problemas, é verdade, mas a banda ao vivo é um problema em si…), o festival teve, no geral, som nítido e alto. Não pude conferir todos os shows, mas lembro de pelo menos um espetáculo vazando e prejudicando outro: o som do Pretty Lights, projeto do norte-americano Derek Vincent Smith, incomodou parte do público do Friendly Fires.

Comments sobre os shows que vi:

07/04


Daniel Belleza e os Corações em Fúria
Garage rock cortante, furioso, com alto teor glitter punk. Quando a banda surgiu no início dos anos 2000 ficou claro o poder de performance de Daniel, agora atenuado, mas ainda garantindo um bom rock show. A banda ganhou aplausos merecidos.

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Rhythm Monks
O trio eletrônico mascarado de Berlim parecia ter descido de alguma nave espacial. Com um figurino tipo messias das galáxias, os caras tocaram um hardcore trance não muito inspirado e abusaram de coreografias minimalistas toscas. Não foi muito legal. Parecia uma paródia pobre do clipe de Around the World, do Daft Punk. Com tanta gente legal podendo ganhar espaço a programação eletrônica do Palco do Perry, Rhythm Monks foi um erro de casting.

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O Rappa
Os cariocas estavam espertos e fizeram um grande show no Palco Cidade Jardim. Já vi algumas apresentações da banda, inclusive em festivais, mas nunca encontrei os caras com tanta energia. Conseguiram reunir quase todo público presente naquela tarde. O resultado foi um poderoso espetáculo que teve como climax Homem Amarelo e o discurso de Falcão a favor do multirracialismo e multiculturalismo. O palco quase veio abaixo com o cover de Killing in the name, do Rage Against the Machine, e seu riff perfeito. Falcão sugeriu que a banda toque no Lolla. A banda foi acompanhada por um quinteto de violinistas.

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Perryetty x Chris Cox
Enquanto o Rappa bombava, Perry Farrel tentava levantar seu pequeno público do seu projeto eletrônico no palco que leva seu nome dentro do seu próprio festival. Tipo incrível. Cantava e gritava palavras de ordem sobre bases pré-gravadas e discotecagem de Cox. Dançava fora do ritmo e atravessava beats na pilotagem do soundsystem. A todo momento, perguntava “are you happy São Paulo?”. No som, farofada eletrônica para quem entende pouco do assunto. A animação e a energia provaram que Perry é mesmo um dos caras mais carismáticos do rock, mas que na eletrônica ainda precisa ser equalizado.

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Band of Horses
Logo ao lado, no palco Butantã, a banda de Ben Bridwell apresentava de folk rock tatuado. Os longos duelos autorais de guitarra, baixo e bateria que não me chamaram muita atenção, apesar do grande público presente estar curtindo muito. E a culpa foi da Peaches e minha expectativa pelo show dela. Fiquei totalmente bloqueado para qualquer outra coisa. Antes do espetáculo, na área de imprensa, a cantora que eu havia entrevistado em 2003 me disse que, muito melhor do que tentar explicar o show seria eu vê-lo. Canadense maldita, me deixou no suspense, kkkkk! Enfim, Band of Horses fica pra próxima!

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Peaches
A cantora canadense provou que é uma das grandes artistas do século 21. Depois de ter feito um grande show em Porto Alegre em 2004, no qual fez de tudo entre cantar, dançar e escalar a estrutura do teatro, Peaches apresentou um espetáculo focado não só em electro beats sujos, mas também em liberdade sexual e em performance teatral cômica. Cantando, comandando pick-ups e sequenciadores e com o apoio de duas dançarinas (e muita champanhe), a canadense subiu ao palco usando um colante cor da pele adornado com seios cenográficos de diversos tamanhos. A imagem resume o conceito por trás do show: ativismo feminista eletrônico festivo e sem pudores. Nenhuma novidade, e mesmo assim atual. Peaches decadente? Jamais! No set, não faltaram músicas potentes e dançantes, que ao vivo ganharam ainda mais peso para reforçar o poder hedonista das canções. Do electroclash tradicional ao dubstep aliado a techno beats experimentais, Peaches é diversão garantida.

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TV on the Radio
Só peguei o final do show, que contou com a participação do guitarrista Dave Navarro, do Jane’s Addiction, em Repetition. Você sabe, culpa da Peaches

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Joan Jett & The Blackhearts
Foi ótimo ver ao vivo uma das grandes figuras do rock mundial. O espetáculo de Joan Jett não se destacou apenas por seu valor histórico, mas também pela energia da banda e pelo rock’n’roll tradicional. A abertura explosiva foi com Bad Reputation (reconfigurada por Peaches no disco Fatherfucker), seguida da clássica Cherry Bomb, de sua antiga banda, The Runaways. Joan também arrancou aplausos para You drive me wild, sua primeira canção escrita, e apresentou duas novas composições, T.M.I. e Hard To Grow Up. Outros pontos altos? I Love Rock and Roll, óbvio, e I Hate Myself For Loving you.

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Foo Fighters
O Lollapalooza trouxe ao Brasil uma das maiores bandas do rock contemporâneo em uma de suas melhores fases. A turnê de Wasting Light vem rodando o mundo desde há tempos e causando muito em todos lugares pelos quais passa. A fórmula da banda é simples: rock instantâneo, bombástico, eficaz e extremamente energético liderado por um vocalista carismático aliado a um baterista foda (Taylor Hawkins). Fácil. Mas nem isso libera a banda para fazer um show curto ou descompromissado. Muito pelo contrário – até porque era a principal banda do line-up do evento. Por isso, os caras fizeram um show de quase três horas lotado por toneladas de hits roqueiros e baladas de sucesso, assim como no Rock in Rio 3, em 2001. Entraram no set list All my life, Times like these, Rope, Breakout, Long road to ruin, Big me, Everlong, The Pretender, Cold Day in the Sun e White Limo, entre outras. O show teve a participação de luxo de Joan Jett em Bad Reputation e I Love Rock ‘n’ Roll. A não ser em faixas mais obscuras, a banda obteve resposta imediata do gigantesco público. Sim, porque a banda reuniu praticamente todas pessoas que estavam no evento. E a voz de Dave Grohl? Falhou sim. Afinal, o cara não é de ferro, pô.

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Calvin Harris
Quem não viu Foo Fighters optou por conferir o set de Calvin Harris, queridinho da eletrônica gringa. Abusando do deep house e de techno beats, o produtor eletrônico levantou mesmo a galera ao tocar um remix poderoso de Never Be Alone, de Justice vs. Simian Mobile Disco.

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08/04

Thievery Corporation
O trip hop/downbeat elaborado com elementos exóticos da banda norte-americana atraiu um bom público no palco Cidade Jardim, no segundo dia de shows do Lolla. Com banda completa, composta por guitarra, baixo, bateria, percussão, cítara, trompete e sax, além dos sequenciadores de Rob Garza (cabeça da banda ao lado do guitarrista Eric Hilton) e de um time de cantores, o grupo confirmou sua groove reputation despejando um set inspirado por dub, reggae, dance hall e até música brasileira – com apoio de berimbau eletrônico e de uma cantora nacional que, por sinal, não se apresentou ao subir no palco e deixou as pessoas com cara de “quem é essa?”. Apesar da bela voz, não foi ela quem levantou a galera, mas sim uma dupla de vocalistas rastaman e um rapper vestido no melhor estilo gangsta. Thiervery fez um show de altíssima qualidade musical, apostando em música dançante orgânica sem fórmulas fáceis ou padrões estipulados.

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Friendly Fires
O indie rock dançante da banda britânica é bastante dependente do animado vocalista Ed Macfarlane. Dançando muito e requebrando o quanto podia, ao melhor estilo desengonçado britânico, Ed e banda bombaram com Jump In The Pool, Skeleton Boy, Paris e o superhit Hawaiian Air. Friendly Fires nunca me chamou muito a atenção, mas é inegável a entrega da banda ao vivo e a paixão que provoca sobre seus fãs – alguns deles muito de cara com o vazamento do som Pretty Lights, que tocava logo ao lado, no Palco do Perry. Leia mais sobre isso abaixo.

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Pretty Lights
O produtor eletrônico despejava beats robóticos com DNA hip hop no Palco do Perry enquanto o Friendly Fires se apresentava no palco Butantã, ao lado. O set do norte-americano foi tão pesado que o som vazou, atrapalhando parte do público da banda britânica. Por outro lado, vi muita gente deixando a platéia do Friendly Fires para ver o que estava ocorrendo na pista eletrônica, o que pode ser considerado algo positivo para Pretty Lights. Afinal, roubar público dos britânicos não é pra qualquer um.

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Manchester Orchestra
A banda britânica foi a grande surpresa do Lollapalooza Brasil. O rock pesado, posicionado entre o pós-rock estridente e o indie metal livre de clichês, cheio de guitarras altas e bateria galopante, foi uma pancada sonora de primeira. Manchester Orchestra é como se Mogwai e Mastodon dessem origem a uma banda híbrida. Teve gente correndo do Palco Butantã, onde Friendly Fires havia acabado seu show, até o Palco Cidade Jardim, do oooooutro lado do Jockey, para ver de perto o explosivo espetáculo dos caras. Não devem ter se arrependido. Foi algo realmente especial. O som, cristalino, estava tão alto e nítido que deve ter sido ouvido nos Jardins. Nota 10.

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MGMT
Show fraco do duo que lançou um dos melhores discos de 2008, Oracular Spectacular. Sem inspiração, sem tesão, sem saco total e com alguns problemas de som. Claro que a chuva que caiu desanimou a todos, mas a banda não pode se deixar levar por isso. De qualquer forma, a banda nunca faz um show 100% mesmo. Os melhores momentos foram os três maiores hits da banda: Electric Feel, Time to Pretend e Kids, todos de Oracular. A inédita Alien Days, baseada em violão, passou batida. Verdade: os relâmpagos ganharam mais gritos e aplausos que a banda. Lamentável.

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Skrillex
O DJ mais celebrado do mundo hoje fez sua estréia no Brasil já ocupando um posto de super estrela dentro de um megafestival. Foi o cara que, pela primeira vez no evento, realmente lotou o Palco do Perry. O ex-roqueiro emo norte-americano começou seu set com uma faixa experimental e quebrada, nada convencional. Em seguida, sob poderosos canhões de laser (guardados especialmente para ele e utilizados pela primeira vez pela produção do evento, ampliando ainda mais a experimentação sensorial) mandou ver em um dubstep mais degustável, inspirado por dirty beats em geral e remodelado por diversas vertentes como techno, jungle, drum’n’bass, reggaeton, dub e gangsta hip hop. Os sons jamaicanos, por sinal, estiveram em alta no Lollapalooza, presentes também (em maior ou menor grau) nos shows do Rappa, do Jane’s Addiction e do Thievery Corporation. Os pontos mais altos do show foram um remix maluco de Internet Friends (You blocked me on Facebook) e o superhit Ruffneck, momento em que a bandeira do Brasil surge no telão atrás de Skrillex, causando histeria coletiva (veja abaixo). O show do cara já está marcado na história eletrônica brasileira. Quem viu viu, que não viu… pode ver a íntegra do set aqui.

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Foster the People
Ao mesmo tempo em que Skrillex botava abaixo o Palco do Perry, Foster the People entregava seu rock básico aditivado por discretos elementos eletrônicos no Palco Cidade Jardim. Trocar Skrillex por Foster the People sempre foi algo impensável por mim. Por isso, cheguei no final e vi apenas o megahit Pumped Up Kicks com seu magnífico loop final, criando uma ótima versão overextended da faixa. Como ainda considero Foster the People uma banda de um hit só, pra mim foi o que bastou.

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Jane’s Addiction
A psicodelia roqueira independente e compulsiva da histórica banda de Perry Farrel é algo para poucos, definitivamente. Que o diga o discreto e silencioso público que acompanhou o show do grupo. Sem muita animação, a plateia viu Perry, o guitarrista Dave Navarro (na foto, ao fundo) e cia executarem alguns clássicos do indie rock global como Jane Says, Ocean Size, Mountain Song e Been Caught Stealing. E pior: não era comum Perry encerrar suas vocalizações xamânicas fazendo pose de superstar esperando ovação e amargar um silêncio constrangedor. Uma pena. Algumas músicas novas do disco The Great Escape Artist (2011) ganharam apoio de performers no palco, mas também não levantaram a galera.

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Arctic Monkeys
Uma das bandas mais esperadas do festival entregou um rock show praticamente perfeito. Composições autorais de primeira, guitarras e bateria incríveis (Alex Turner e Matthew Helders são foda), presença de palco, postura rock e parceria com o público. Ao que parece, nada deu errado pra eles. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair, Brianstorm, When the Sun Goes Down, I Bet You Look Good on the Dancefloor, The View From the Afternoon, Crying Lightning, R U Mine? e a ótima Brick by Brick (com Matt no vocal) jogaram a animação lá pra cima. Fluorescent Adolescent (incrível) e 505 fecharam os trabalhos. O show no Lollapalooza mostrou que a banda amadureceu muito desde a primeira passagem deles pelo Basil, em 2007, durante o Tim Festival. Deixaram de lado a insegurança de moleques para protagonizar um dos grandes momentos do festival. Que voltem logo!

* Todas fotos deste post: Divulgação Lollapalooza Brasil

Tracks Volume #18

28 de outubro de 2011 0

M83Midnight City
Nada menos do que espetacular este clipe da banda francesa de indie electronic e ambient M83, liderada por Anthony Gonzalez e Nicolas Fromageau, para a música Midnight City. No limite entre o introspectivo e o exuberante, a faixa ganha ares cinematográficos e paranormais na direção de Fleur & Manu. Timing perfeito com o remake da animação japa cult Akira (leia sobre isso  aqui e aqui).

M83 – Midnight City from naiverecords on Vimeo.

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We Were Promised JetpacksHuman Error
Bebedeira, muita festa, gente linda se pegando, entrando em crise, e se acabando geral na noite gringa neste clipe da música Human Error, da banda escocesa We Were Promised Jetpacks. O som é nota 10. Fast dirty rock como se o mundo fosse acabar hoje. E é nisso que o diretor Michael Sherrington deve ter pensado na hora de criar o vídeo. Imperdível.

We Were Promised Jetpacks – “Human Error” from stereogum on Vimeo.

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Jane’s AddictionUnderground
Guitarreira glitter-laser em pleno Late Show With David Letterman. O que mais dizer sobre eles além de “mestres”?

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Mazzy StarCommon Burn
A banda Mazzy Star é um dos grandes nomes do dream pop psicodélico dos anos 90, e está há 15 anos sem lançar um disco de inéditas. Agora, no dia 31 de outubro, eles lançam o single Common Burn, uma faixa muito calma, com guitarra etérea próxima ao country e o vocal-sonho de Hope Sandoval. Lembra muito alguns momentos do Cowboy Junkies. O novo disco deve sair em 2012.

Mazzy Star – Common Burn by weallwantsome1
O single vem com o b-side Lay Myself Down, que você escuta no Pitchfork.

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Nada SurfWhen I Was Young
A nova do Nada Surf, When I Was Young, que estará no disco The Stars Are Indifferent To Astronomy, previsto para o início de 2012, começa acústica e ganha corpo e peso aos poucos. Som legal, sem firulas.

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The HorrorsI Can See Through You
Quem acompanha o Volume há algum tempo sabe que eu curto MUITO Horrors. A ótima I Can See Through You toca geral nas rádios gringas, e há poucos dias saiu esse clipe caleidoscópico maneraço. Veja abaixo e leia mais sobre a banda neste link

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Guided By VoicesThe Unsinkable Fats Domino
Os heróis do indie 90 voltam com o single The Unsinkable Fats Domino, que virá com o lado-B We Won’t Apologize For the Human Race no dia 22/11. O som é puro rock lo-fi tradicional do Guided By Voices, nem mais nem menos. As faixas estarão em Let’s Go Eat the Factory, disco marcado para 01/01/2012.

Escute The Unsinkable Fats Domino aqui

> Faça o download do som no site da Matador

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FriendsI’m His Girl
A melhor homenagem/referência aos anos 80 que eu vejo em anos, autêntica e discreta. A faixa I’m His Girl tem origem onde o indie rock encontra o hip hop cool nova-iorquino. O clipe é pura volta a um passado ghetto street não muito distante. Saudades de NY. Saudades, saudades, saudaaaaadeeeeeeeees! A banda Friends você conheceu nas Tracks #4.

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Lana Del ReyVideo Games (Live)
Lana, Lana, Lana… você me mata. O vídeo de Video Games você viu faz tempo nas Tracks #11. Agora, veja ao vivo.

Você pode ver Blue Jeans, também ao vivo no Premises, neste link. E abaixo, Lana quando ainda era Lizzy Grant cantando Kill Kill, do EP homônimo lançado em 2009 -> e já com a mesma estética retrô-sexy-acabada. Marilyn Monroe feelings. Cool.

Mais uma antiga: a jazzy The End of the World, também de Kill Kill, ao vivo em NY em 2008. E ainda tem gente achando que Lana é fake. Por Deus!

Bom, ela no Jools Holland você já deve ter visto (aqui). Rolou quando eu estava em férias. E no último dia 24, Lana ganhou o prêmio Next Big Thing da revista Q. No vídeo abaixo, gravado após a premiação, a cantora fala sobre o sucesso de Video Games, carreira, a produção do primeiro disco (está pela metade, deve sair em janeiro), hype e críticas.

Ok, ok, chega de Lana Del Rey por hoje! Mas se você quiser saber mais, pula neste link.

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Chromatics - Kill For Love
Rockinho lo-fi sincero, delicioso, com base em sintetizadores e vocal-veludo. Me lembrou Still Corners, que você escutou nas Tracks 12. O disco homônimo, Kill For Love, sai em janeiro pelo selo Italians Do It Better.

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Orbital - Never
Se você sentia falta do Orbital, um dos duos mais importantes da música eletrônica dos 90, que não lançava nada desde Blue Album (2004), agora já tem motivo pra comemorar. Eles acabam de liberar a nova faixa, Never, com um clipe bem legal e muito simples: uma viagem muitíssimo bem editada pelas ruas de Londres, na linha Open Your Eyes, do Snow Patrol (veja aqui). Conhece Londres? Não? Então aproveita e dá um rolê por lá com o Orbital! Saudades de Londres. Saudades, saudades, saudaaaaadeeeeeeeees! E o ponto de fuga das imagens???? Quase sempre fixo! Massa! A música? Ambient techno cool, que é o que eles melhor sabem fazer. Play it loud!

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Anika - Yang Yang e No one’s there
Tô chapado com o som da alemã Anika. Bom para quem curte experimentações pós-punk-eletrônicas gélidas e fantasmagóricas. Anika vive entre Berlim e Bristol e é parceira de Geoff Barrow (Portishead e Beak>), o que por si só já diz muito. Saudades de Berlim. Saudades, saudades, saudaaaaadeeeeeeeees! Ela é tipo como se Nico, Beth Gibbons e Karin Dreijer Andersson (aka Fever Ray) fossem uma única pessoa que cantasse no Stereolab com produção de Trent Reznor fase How To Destroy Angels. Muito confuso? Então te liga na definição do MySpace dela pro som: uneasy easy listening. Ahan! Ah, Yang Yang é um cover de Yoko Ono.

Escute o disco na íntegra:

Se você não consegue ver o embed acima clique aqui para escutar o álbum.

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Stay+Fever
Clipe pesado, meio baixo astral, e bem mais trash do que o da música Human Error, da banda We Were Promised Jetpacks, que você viu acima. Faz a linha Smack My Bitch Up, do Prodigy. Noite forte dá nisso… De qualquer forma, a música de Stay+ é muito boa. Começa calma e segue para um synth poderoso, dançante, com beats acelerados. Nas palavras dele, é “fictional dance” – seja lá o que isso quer dizer. Veja o clipe de Fever abaixo e um set de remixes na sequência, com destaque para a incrível remistura de You’re A Woman, do Death From Above 1979.

Ouça um EP de remixes:


Se não consegue ver o embed de remixes acima, clicaqui.

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Jesse RuinsA Bookshelf Sinks Into The Sand
Pancada electro-industrial das boas criada por Jesse Ruins. As outras faixas do EP (Inner Ambient, Sofija e Dream Analysis) são bem mais calmas, estilo bedroom-pop. Ouça A Bookshelf Sinks Into The Sand abaixo e as outras três neste link

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#ficadica @MarcosTesser

Lissi Dancefloor DisasterPop Musiiic
O Lissi Dancefloor Disaster é um experimento de electro pop indie sueco numa perfeita mistura da atitude do Le Tigre com os toques sombrios da banda The Knife. Formado por Josefin Lindh e Johan Tilli, eles cultuam o “art pop movement”: música pop com mensagens engajadas em prol da arte e da música. A banda, dona da deliciosa track 8-bit Oh My God (veja aqui) lançou ontem seu primeiro EP, As We Plz. A primeira faixa deste trabalho se chama Pop Musiiic, uma canção realmente digna de um hit do Le Tigre. É um pop enérgico, com vocais e temática intensos e loopings viciantes.

Lissi Dancefloor Disaster – Pop Musiiic by Lissi Dancefloor Disaster

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Bloquinho remix

Noel Gallagher’s High Flying BirdsLet The Lord Shine A Light On Me (UNKLE Remix)
E segue a avalanche de material novo do Noel. Depois de singles e vídeos (veja aqui), agora caiu na rede esse remix bacaninha assinado pelo supercult UNKLE. É legal, mas nada mais que isso. Mais Noel Gallagher’s High Flying Birds aqui

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Cut Copy Tour Mix Pt2Noise In My Head
Cut Copy liberou esse mix para bombar a turnê mundial que passou pelo Brasil. Mas eu sou retardado e não vi isso antes do show deles em Porto Alegre. Dããã! Leia sobre o show em POA neste post.

Cut Copy Tour Mix Pt2 – Noise In My Head by cutcopymusic


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Little BootsShake Until Your Heart Breaks
O mixtape lançado por Little Boots tem Metronomy na abertura, Classix, Oh Land e mais. Ótimo chill in com final incrível – a própria Shake Until Your Heart Breaks, que deve ser o próximo lançamento dela.

SHAKE UNTIL YOUR HEART BREAKS MIXTAPE by LittleBoots

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Death Cab For CutieSome Boys (RAC Maury Mix)

Death Cab for Cutie – Some Boys [RAC Maury Mix] by Death Cab for Cutie

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Tracks Volume #10

19 de agosto de 2011 0

Fucked UpThe Other Shoe
Fucked Up, o grupo canadense pancada que curte um pós-hardcore barulhento e um punk hipster situado muito além dos três acordes é também um dos live acts mais fodásticos da atualidade. O lance é radical mesmo. Não é raro o vocalista Damian Abraham se ferir (propositalmente ou não) até sangrar durante shows. O fato é que a banda acaba de lançar este lindo clipe para a música The Other Shoe. O diretor Matt Eastman criou um triângulo enigmático de dar inveja a muito cineasta colocado. A faixa está no disco duplo conceitual David Comes to Life. O primeiro clipe é igualmente marcante – aquele da professora from hell (veja aqui).


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WeekendHazel
Quando Joy Division, Cure, Echo, Smiths e My Bloody Valentine se encontram na mesma música é porque você está escutando Hazel, da banda Weekend, de San Francisco.

Weekend – Hazel by Slumberland Records

Pra ficar na mesma onda, escute Breathe Deep, do Echo Lake

Echo Lake – Breathe Deep from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

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TV GirlBaby You Were There
Você que não viveu nos anos 50 nem 60 pode ser transportado diretamente pra lá com Baby You Were There, uma canção pop perfeita, leve, harmônica, romântica. Tipo grupo vocal dos Anos Dourados, mas ainda assim contemporânea, com uma batida atualizada por sequenciadores. A vida parece extraordinariamente boa e simples quando se escuta algo assim. Pena que o clipe é fraco. Enfim, o já essencial EP Benny and the Jetts, do TV Girl, você escuta e baixa aqui.

TV Girl – “Baby You Were There” from stereogum on Vimeo.


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LotusThe Surf
A banda de electro jazz e indie rock, que curte instrumental e jam sessions, extrapola seus limites em The Surf, uma pequena pérola pop à base de ótimas guitarras, teclados disco e elementos eletrônicos bem de canto. Alto atral. O álbum homônimo sai dia 13/09.

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WidowspeakHarsh Realm
Cowboy Junkies e Cat Power feelings nesta Harsh Realm, da nova banda Widowspeak (do Brooklyn, NY). Guitarras doloridas, bateria cadente, voz de veludo. Tipo perfeito. O álbum de estreia, homônimo, já tá na área.

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NirvanaNevermind
Lembra do disco gravado em tributo a Nevermind, promovido pela Spin para celebrar os 20 anos do álbum? Você já pode baixar na íntegra aqui!

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CSSLa Liberación

Os nacionais preferidos do Volume liberaram La Liberación nesta semana. O novo disco veio turbinado. Mais guitarra (até baiana, ou do algo tipo…), mais eletrônica, mais vocal cool de Lovefoxxx, mais mistura latina, espanhol capenga, indie descolex, sax, piano, teclados vintage, technobrega e segue a lista… Tem boas parcerias também: o single Hits Me Like a Rock, com Bobby Gillespie no vocal, é um reggae-calipso-eletrônico que poderia tocar em um karaokê trash qualquer. Saiu em junho e foi destaque das Tracks #2. Além de Bobby, tem Cody Critcheloe (da banda norte-americana SSion) na faixa City Grrrl, e o duo de música eletrônica Ratatat na música Red Alert. La Liberación será lançado dia 29 de agosto, mas caiu inteiro no site da Spin.

Ouça La Liberación aqui

E o Primal Scream toca em POA dia 26 de setembro, lembra? Como esquecer? Fala sério!

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pattenBlush Mosaic
Sabe Underworld?
É tipo assim.
Mas mais nervoso.
Uma hora meio que cansa…
O disco GLAQJO XAACSSO, do patten, sai dia 26/09.

patten – Blush Mosaic from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

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Little DragonGypsy Woman (She’s Homeless)
É massa esse cover que a banda Little Dragon fez para Gypsy Woman (She’s Homeless), o superclássico clubber da cantora Crystal Waters, de 1991, que bombou forte na noite de POA na época.

Little Dragon – Gypsy Woman (La Da Dee) (Crystal Waters Cover) (BBC Radio 1) by twelvemajorchords

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NinjasonikMoshpit (feat. The Partysquad)
Pra quem curte festa disco-rock-maximal-break-descolex, um som tipo esse Mosh Pit, do Ninjasonik, não é nenhuma novidade. Se você já viu Edu K, Chernobyl, The Twelves, Killer on the Dancefloor então, pffff. Na real, muito DJ de vinil faz isso ao vivo sem menores problemas. Mas o caso não é esse. O lance sobre Moshpit é simples: MUITO bom! So play it loud!!

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#ficadica @MarcosTesser

The Naked And FamousThe Sun
A banda neo-zelandesa The Naked and Famous, uma das “Sound of 2011″ da BBC, lançou nesta semana o vídeo para a música The Sun, do seu álbum de estreia, Passive Me, Agressive You. O clipe, um dos mais sensuais do ano, é dirigido pela dupla Joel Kefali e Campbell Hooper (assim como todos os outros clipes da banda). O electro doce e hypado do hit Young Blood passa longe dessa faixa, a mais lenta e intimista das quatro músicas lançadas até agora. O vídeo mostra um casal no maior clima, em slow motion, e em meio a uma explosão de sentimentos e nudez, explorando sobreposições, cores, texturas, contrastes e brilhos.

The Naked And Famous – The Sun from The Naked And Famous on Vimeo.


> Tracks #1
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> Tracks #9

Produtor gaúcho concorre em remix challenge

21 de outubro de 2010 1

O produtor de música eletrônica William Huang, aka Syntheger, de Porto Alegre, está concorrendo no remix challenge promovido pelo DJ e produtor canadense Deadmau5 e pelo BeatPortal.

O lance é o seguinte: foi liberado o download da música SOFI Needs A Ladder para remixagem. Feito isso, os participantes enviaram suas versões. O período de votação pública já está aberto e segue até o dia 26 de outubro neste link. Para votar vc precisa fazer seu registro no BeatPortal. Veja o passo a passo da votação aqui .

O som criado pelo William é massa e muito conectado com o nosso tempo. Tem beats fortes e orientação de maximal, fidget house e breaks. Perfeito pras pistas e bom pra quem gosta de 2ManyDJs, Crookers, Simian Mobile Disco, Killer on the Dancefloor, Edu K, Turbo Trio, The Twelves, Boss in Drama, Chernobyl e segue…

O resultado sai no dia 23 de novembro. O remix escolhido vai entrar no próximo álbum do Deadmau5 e o vencedor abrirá um show do canadense.

Ouça o som no embed abaixo ou aqui e saiba mais sobre a competição aqui.

deadmau5 – SOFI Needs A Ladder (Syntheger Remix) by Syntheger

Músicas do Oasis são eleitas as 3 melhores no UK

04 de maio de 2010 17

Reprodução

Os ouvintes da XFM elegeram músicas do Oasis como as três melhores do Reino Unido em todos os tempos. Na ordem: Live Forever, Don`t Look Back in Anger e Wonderwall. Mais: Champagne Supernova ficou em nono lugar no ranking das 10 mais. Veja:

1. Live Forever – Oasis
2. Don`t Look Back in Anger – Oasis
3. Wonderwall – Oasis
4. Love Will Tear Us Apart – Joy Division
5. I Am The Resurrection – The Stone Roses
6. London Calling – The Clash
7. I Bet you Look Good On The Dancefloor – Arctic Monkeys
8. My Generation – The Who
9. Champagne Supernova – Oasis
10. Bittersweet Symphony – The Verve

500

Ok, Oasis é legal. Mas quatro sons entre as 10?? A própria Bittersweet Symphony poderia ter ficado mais bem posicionada. E Beatles? Rolling Stones? Led? Kinks? Bowie? Cure? Smiths? Radiohead? Sex Pistols? Clash? New Order?

There Is A Light That Never Goes Out (12ª) e How Soon is Now? (15ª), ambas dos Smiths, ficaram de fora do grupo das 10. Common People, do Pulp, ficou em 14º lugar e Song 2, do Blur, foi a 16ª. Enquanto Gimme Shelter, dos Stones, ficou em 19ª, Hey Jude, dos Beatles, foi eleita a 20ª.

Na mesma votação, Creep, do Radiohead, ficou na 23ª posição, Blue Monday, do New Order, na 27ª, Another Brick In The Wall, do Pink Floyd, na 87ª, I Can`t Get No (Satisfaction), dos Stones, ficou em 83º lugar e Everyday Is Like Sunday, do Morrissey, 80º. Já Life On Mars, do Bowie, amargou o 35º lugar.

>>>>> Relembre o show do Oasis em Porto Alegre
>>>>> Londres: Oasis faz barraco e Kasabian, espetáculo

Postado por Danilo Fantinel

Música do Killers é a melhor da década na XFM

30 de novembro de 2009 9

Brandon Flowers, do Killers/Divulgação
Mr Brightside, do Killers, entrou no topo da lista das 100 melhores músicas da primeira década do século XXI segundo a votação da audiência da XFM (lembra quando anunciei aqui?). Pois é, a rádio britânica ignorou legal 2010 e abriu a votação para os ouvintes.
A banda de Brandon Flowers também conquistou a nona posição, com Somebody Told Me. As duas faixas são do melhor álbum dos caras, Hot Fuss. Já Human, do opulento Day & Age, ficou no 94º lugar.

As 20 mais foram:

1. Mr Brightside – The Killers
2. I Bet That You Look Good On The Dancefloor – Arctic Monkeys
3. Sex On Fire – Kings Of Leon
4. Knights Of Cydonia – Muse
5. One Day Like This – Elbow
6. Seven Nation Army – The White Stripes
7. F.E.A.R. – Ian Brown
8. Last Nite – The Strokes
9. Somebody Told Me – The Killers
10. Kids – MGMT
11. Don`t Look Back Into The Sun – The Libertines
12. Take Me Out – Franz Ferdinand
13. Plug In Baby – Muse
14. Club Foot – Kasabian
15. No One Knows – Queens Of The Stone Age
16. Grounds For Divorce – Elbow
17. Yellow – Coldplay
18. Can’t Stand Me Now – The Libertines
19. L.S.F. – Kasabian
20. Supermassive Black Hole – Muse

Os últimos colocados foram:

91. Jump In The Pool – Friendly Fires
92. Little By Little – Oasis
93. Go With The Flow – Queens Of The Stone Age (deveria ficar entre as 10 mais!)
94. Human – The Killers
95. California Waiting – Kings Of Leon
96. Brianstorm – Arctic Monkeys
97. Love Is Noise – The Verve (também poderia ter ficado numa posição bem mais perto do topo)
98. Buck Rogers – Feeder
99. Processed Beats – Kasabian (idem)
100. Golden Skans – Klaxons (foto ao lado)

Veja a lista competa aqui.  

Curiosidades: Last Nite, dos Strokes, pegou o oitavo lugar nas 100 maiores músicas da década via XFM poucos dias depois de a banda ter encabeçado a lista dos 100 melhores álbuns da década do NME. Aliás, nenhum disco do Killers entrou no top 10 dessa mesma lista do semanário inglês. Na verdade, os norte-americanos não figuram entre os 100 melhores! Mais: nenhuma música da banda de Las Vegas entrou no top 20 da lista das 100 melhores músicas da década segundo o NME, que saiu no último dia 25.

Outro lance estranho: Golden Skans, do Klaxons, ficou na última posição da lista das melhores músicas da década da XFM, mas foi a sétima nas 100 músicas da década do NME. Crítica e público não se entendem mesmo.

E a votação do Volume? Calma! Ainda não…

>>>>> Rádio faz enquete sobre os melhores da década
>>>>> NME libera lista dos 100 melhores álbuns da década
>>>>> Música da Beyoncè é nº 1 da década pelo NME
>>>>> Site seleciona as 20 piores bandas dos anos 2000
>>>>> Show: Cantando na chuva com The Killers

Postado por Danilo Fantinel

Rádio faz enquete sobre os melhores da década

13 de outubro de 2009 5

Kasabian é um dos destaques da rádio/Divulgação
A XFM lançou essa votação para escolher as 100 melhores músicas da primeira década do século XXI – e olha que 2010 nem começou! É o tipo de histeria que eu gosto, huehue!

Pra agilizar a galera, eles fizeram uma retrospectiva de cada ano (mas claro que o internauta pode votar em quem quiser). Veja um resumo da ópera feito por eles:

2000 – Coldplay (Yellow, da fase boa da banda), Avalanches (Since I Left You, essa faixa nem é a melhor, mas adoro os australianos!), Oasis (Go Let It Out, leia sobre o show em POA), Queens Of The Stone Age (Feel Good Hit of The Summer, nota 10), Radiohead (Pyramid Song).

2001 – Ash (Shining Light, a banda tem coisas bem mais legais como Jesus Says – mas essa é de 98), Strokes (Last Nite, wow!), Feeder (Just A Day), Hives (Hate To Say I Told You So, leia aqui sobre o show em POA), White Stripes (Fell In Love With A Girl, quem não curte?).

2002 – Black Rebel Motorcycle Club (com a incrível Spread Your Love), Coldplay (In My Place, sono), Doves (There Goes The Fear), Oasis (Stop Crying Your Heart Out), Queens Of The Stone Age (No One Knows, megacool), Libertines (Up The Bracket, nunca curti muito…).

2003 – Foo Fighters (Times Like These), Jet (Are You Gonna Be My Girl?, legalzita), Kings Of Leon (California Waiting, legalzita 2), Muse (Time Is Running Out), White Stripes (Seven Nation Army, é legal, mas alguém ainda suporta ouvir?).

2004 – The Killers (Mr. Brightside, de quando eles eram legais), Snow Patrol (Run, muito cool), Razorlight (Golden Touch), Franz Ferdinand (Take Me Out, indefectível), Kasabian (LSF, maaaaaassa, leia sobre o show em Londres aqui).

2005 – no ano mais fraco eles destacaram Gorillaz (Dirty Harry, *r*), Editors (Blood), Maximo Park (Apply Some Pressure), Kaiser Chiefs (Oh My God), The Futureheads (Hounds Of Love).

2006 – talvez seja o ano mais forte, com Arctic Monkeys (I Bet That You Look Good On The Dancefloor, 10), Jose Gonzalez (Heartbeats, 10, leia sobre o show em POA aqui), Kasabian (Empire, 10), Peter, Bjorn And John (Young Folks, 10), The Zutons (Why Won`t You Give Me your Love?, 10).

2007 – CSS (Let`s Make Love And Listen To Death From Above, legalzinha, vai! Leia entrevista com Lovefoxxx aqui), Klaxons (Gravity`s Rainbow, afudê!), The Enemy (Away From Here, igual a outras mil músicas de outras mil bandas), The Wombats (Kill The Director, outra banda genérica), The Fratellis (Flathead, é a mais legalzinha das genéricas).

2008 – Elbow (One Day Like This), Friendly Fires (Jump In The Pool, darlings do mundinho, leia sobre o show deles em Londres aqui), Kings Of Leon (Sex On Fire, trimassa, mas nem é a melhor deles), MGMT (Kids, uma das ótimas do duo hippie hi-tech), The Ting Tings (That`s Not My Name, duo mistura várias referências para criar um electro-indie anos 2000 bem autoral), Ladyhawke (Paris Is Burning, chatinha), The Verve (Love Is Noise, tipo perfeita).

2009 – Prodigy (Omen, mais um tapão eletrônico nota 10 no ouvido), Kasabian (Where Did All The Love Go?, faixa boa do elogiado West Ryder Pauper Lunatic Asylum), Marmaduke Duke (Rubber Lover), White Lies (Death, pós-pós-punk dos bons), Yeah Yeah Yeahs (Heads Will Roll, art rock incontestável).

>>>>> Balanço: notou que nessa lista de destaques da XFM o Kasabian apareceu três vezes? Coldplay, Oasis, Queens Of The Stone Age, White Stripes e Kings Of Leon apareceram duas.

>>>>> Para ler mais sobre as bandas no Volume faça a busca no campo ao lado.

Postado por Danilo Fantinel

Basement Jaxx lança Scars

25 de setembro de 2009 1

Conhece Basement Jaxx só por vinhetinha da MTV? Pois foi dia 22 o lançamento do seu quinto trabalho, entitulado Scars. O duo britânico bem sucedido por trazer à grande massa um pouco de house music conta até com participação de Sam Sparro no seu novo álbum.


Reprodução

O single e vídeo de Raindrops já tem rolado pela web há algum tempo, e é de tamanha psicodelia que chega a arder os olhos. Pelos ótimos beats eu arrisco dizer que promete ser um dos tracks mais contagiantes nas dancefloors esse ano.

Destaque pra Gimme Somethin’ True (uma coisa meio Jamaica meets Santana, com participação de Jose James), My Turn (mini batidão sintético featuring Lightspeed Champion), TwerkYo! Majesty entra com todo o yo! do tipo mais mal encarado ever) e Saga (que traz vocal e batidas deliciosas bem à la maestria Santigold).

Day Of The Sunflowers (We March On) tem vocal japa bem irritante que no fim você descobre que é de Yoko Ono (oi?).

E Feelings Gone é a faixa com participação do Sr. Sparro, que ganhou um vídeo fantástico e é a coisa mais pop que eu já ouvi na vida, com direito a ir agora praquelas compilações top hits da Jovem Pan.

O disco todo é uma fritação sem sentido algum (bom, é Basement Jaxx né gente, o que vocês queriam?). Com pitadas de reggae, hip hop, Hawaii feelings, r&b, disco, rap e qualquer outra coisa que você possa imaginar, Scars é uma verdadeira viagem de cogumelo, daquelas mais coloridas possíveis.

Recomendo, se a ideia for mudar um pouco os ares.

Postado por Barbara Mattivy, direto de Londres

Novo álbum do Calvin Harris é meia boca

22 de agosto de 2009 2

My Cool

Calvin Harris, príncipe britânico nervosinho das dancefloors, meteu o pau, através do twitter, na galera que falou mal do seu novo álbum, Ready For The Weekend. Chamou todo mundo de filinho de papai e ficou passado com o fato de alguém ter tido a coragem de falar mal de um álbum que ele demorou dois anos pra finalizar. 

Fotos: Divulgação

Bom, eu não temo o Calvin e resolvi resenhar o novo disco dele também. Se sou fucking rich people’s kids? Talvez até sim, mas ainda sei o que é música boa. Vamoaí:

Os singles que saíram antes do álbum – Dance Wiv Me, I’m Not Alone e Ready For The Weekend – te fazem pensar que o vem em seguida será fantástico, porque essas três músicas são supercontagiantes e têm melodias perfeitas pra se jogar muito na pista. Foi meio o mesmo que aconteceu com o disco da La Roux, que tava todo mundo louco pra ouvir e, quando saiu, que grande porcaria! A única coisa que se salvava ali eram os singles que já tinham sido lançados há eras.

Mas voltando ao Mr. Harris, tudo o que tinha de bom e catchy acabou não sendo repassado para o resto de Ready For The Weekend, fazendo o álbum como um todo soar bem… amador. Letras nunca foram o seu forte, todo mundo sabe que a música dele é música bestinha feita pra dançar, então o mínimo que podia rolar era um investimento maior nos beats. 

Siliconeator e Burns Night são duas instrumentais que dá até pra dormir sentado. E de resto, do que se salva, comentarei em poucas palavras:

Flashback: é tipo a Celebration, da Madonna. Não que seja BOA, mas dá pra por no repeat e só tirar uma semana depois, de tão cativante e dançante que é. Sucesso na buatchy certo!

Limits: tá perfeita pra correr na esteira ou para aquela aula de aeróbica cafona.

The Rain: rolou até uns sopros ali no começo, depois voltou pro sintetizador generalizado. Dá pra dizer que é gracinha assim.

Worst Day vai além do pop. Já tem nome pra isso?

Caso você esteja com viagem marcada pra Ibiza, eu recomendo a compra!

Postado por Barbara Mattivy, direto de Londres