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Resultados da pesquisa por "Fenx"

Fenx lança novo clipe

20 de agosto de 2009 0

Guffo e Helga se multiplicam neste vídeo para a música Natural. Confere:

>>>>> Leia sobre a turnê deles na Europa

Postado por Danilo Fantinel

Fenx na Europa * 5º e último Volume

13 de agosto de 2009 5

Daqui alguns anos, provavelmente nem eu me lembre mais dos lugares, fatos, conquistas e aventuras dessa turnê da Fenx pela Europa. Mas, sem dúvida alguma, lembrarei das novas amizades feitas e das pessoas. E uma dessas pessoas especiais, é o Gomo.

Assim, o cara é uma das maiores figuras do pop/rock de Portugal, tá bombando mundialmente, tocando em todos os grandes festivais, duas vezes nominado no MTV E.A, tinha tudo pra ser um daqueles tantos egos que se vê por aí. Mesmo assim, é de uma incrível generosidade e querideza, que só conhecendo pra saber. Ele até nos convidou para fazer a turnê dele juntos agora em agosto! No dia do nosso show em Tomar, não tínhamos quem filmasse, e eu pedi se ele não podia filmar um pouquinho, “uma música só”. E ele: “ué pá, e por que não posso filmar o show inteiro?”.

Então, aqui vai a entrevista que fizemos com ele. O papo foi massa, aí ta o filé da conversa. Assistam, conheçam, vejam os clipes, porque vale muito a pena. Inclusive, o Nelson Motta falou dele no seu quadro do Jornal da Globo esses dias, mas vale lembrar que nós apresentamos ele ANTES pra vocês aqui no blog

Dito isso, que tal uma banda alucinada por Paris? Pois não encontro melhor definição para o que foram esses dias lá. A começar que PERDEMOS o vôo de Lisboa, e chegamos em cima da hora do show, tendo que passar o som na frente do público. O Belushi’s estava completamente LOTADO, e digamos que foi o show mais ROCK da história da Fenx.

Muito bacana o lugar. O Belushi’s é uma espécie de Hard Rock Café com albergue da juventude, que tem em vários lugares da Europa. E o sensacional é que é cheio de estudantes do mundo INTEIRO! Conhecemos gente do Camboja, Egito, Alemanha, Canadá, e vários outros cantos. Inclusive, brasileiros. Aliás, muitos brasileiros no show.

O show foi tão visceral que o pessoal da casa nos contratou para outro show, três dias depois. Nem acreditamos! O único probleminha de Paris é que depois das 2h da manhã, é bem complicado achar lugares abertos. Terminado o show, caminhamos horas (com malas e equipamentos!) com uns amigos em busca de algum lugar pra tomar um trago, mas foi em vão.

Nossa segunda apresentação foi bem mais comedida, em um restaurante chamado Mon Oncle, muito bonito e onde comemos “Mûles avec Frites” (ostras com batata frita), típico prato da Bretanha e da Normandia francesa. Nossa, delicioso! 

Fotos: Divulgação

Ainda dentro do tema “amigos”, foi muito legal ter se pechado com o jornalista Gabriel Brust, de quem nós não éramos muito próximos, mas terminamos ficando amigos nessa jornada parisiense. O Gabriel é uma figura, com um senso de humor afinadíssimo, e que, impulsionado com alguns Mojitos, foi capaz de criar o personagem mais hilário da viagem: Le Poete Exotique (veja o vídeo, impagável!!). 

O primeiro dia livre que tivemos foi aproveitado para ir ao Louvre, dar aquele conferes básico nas mais belas e importantes obras de arte da humanidade. Aproveitei o momento para fotografar um encontro histórico: a diva do eletro Helga Kern frente a frente com a musa grega Vênus de Milo!

 

Ainda bem que existe algo chamado “passagem de som”, e para o nosso terceiro show, podemos realizar isso com calma e antecedência. O que rendeu um show tecnicamente impecável, seguro e muito legal de fazer. Como era dia de semana, o Belushi’s não estava tão lotado como no primeiro show, mas mesmo assim, foi muito bom e conseguimos vender muitas camisetas e CDs da banda.

Depois disso, já tínhamos feito uma turma inseparável: Helga e eu, o casal Stephanie (produtora) e Ouaid, e o Gabriel. Fizemos vários passeios juntos, e na última noite, a Steph e o Ouaid nos ofereceram um jantar na casa deles, com um típico Couzcouz marroquino (Ouaid é filho de marroquino com tunisiana), tudo regado a um forte tinto da Borgonha. Foi de subir pelas paredes de tão bom!! 

Voltamos para Lisboa, pois ainda havia o último show da turnê na festa da BumBum de Ipanema, patrocinadora da nossa tour (e a quem estaremos eternamente gratos!). Mas confesso que foi um show com tom de melancolia, já que a despedida era eminente. 

 

 

E se tem algo que eu pessoalmente DETESTO são despedidas. É mais fácil pensar que as coisas entram em um loop circular onde nunca se chega a um final, e sim onde se há uma renovação constante dessa energia contagiante do começo. E assim foi que conseguimos mostrar um pouco do eletro e do rock gaúcho em cenários europeus, com todo o tesão e orgulho do mundo!

 

 

Valeu por terem acompanhado nosso diário de bordo, e não deixem de nos seguir no TWITTER e no MYSPACE. Pra quem mora em Porto Alegre, nessa segunda (17/08) já temos show no Jeckyll, junto com os amigos da Canja Rave. No vídeo que posto aqui, seguem os agradecimentos. É isso aí, let’s take a FENX!

Postado por Gustavo Guffo Fogaça, direto da França

Fenx na Europa * Volume 4

03 de agosto de 2009 3

Tudo começou quando eu deixei o meu transformador no Cassino de Estoril. Eu NUNCA esqueço nada de equipamento, jamais perdi um cabo que seja. Mas, naquela noite, aconteceu. Sem o transformador, não podia usar o POD (emulador de amplis de guitarra). Sem o pod, não há show da Fenx.

Acordei cedo para conseguir um transformador, poder ensaiar antes de pegar a estrada e partir para Tomar, onde teriamos show com a Stereoboy. Ah, que saudades da indústria brasileira!! Comprei um “made in China”, que claro, não funcionou e QUEIMOU meu pod. Pânico e desespero tomando conta da pessoa.

Ainda bem que existe a Helga na banda, que providencialmente achou uma loja na internet, em Lisboa, que vendia pods num sábado de manhã. Então, lá vamos nós em ritmo de urgência para a capital, comprar o bichinho. Na saída de Cascais, paramos pra abastecer e enchi o tanque da CARRINHA de gasolina. 

Fotos: Divulgação

Durante a viagem, o motor dava umas cabeçadas e todas as luzes do painel acendiam em tom de desespero. Mas ok, nosso pensamento estava em chegar a tempo na loja, que fechava ao meio-dia. Estaciono em mão dupla e corro pra loja, onde consigo um pod, inferior ao meu, mas que salvava a lavoura.

Então, era hora de voltar pra Cascais e terminar de arrumar as coisas, pois tinhamos que estar em Tomar às 18h pra passagem de som. Foi quando eu liguei a chave e cadê que a Carrinha funcionava? Nada. Nem tchum. Foi aí que nos demos conta que, no desespero, ERRAMOS o combustível do coitado do carro, que é a diesel, e não gasolina!! 

Lembram dos posters do Bruno e Marrone pelas paredes de Cascais? Pois bem, eles estavam funcionando! E agora, o que fazer?? Presos no meio de Lisboa, sem conhecer ninguém, atrasadíssimos e com um carro de tanque cheio de gasolina, mortinho!?! Consegui ligar para nosso produtor que estava trabalhando no Algarve, a 300 km dali, e ele providenciou um mecânico, que foi até lá e tirou toda a gasolina do tanque. No meio disso, tive que caminhar 8 km até o posto mais perto para conseguir dez litros de diesel. E “voilá”, tudo certo, pé na estrada! Claro que toda essa brincadeira custou o olho da cara, mas enfim, bola pra frente que tínhamos um compromisso superimportante. E o show em Tomar foi sensacional! Tocamos no THEATRO (foto ao lado), um lugar novo com uma baita estrutura de palco e som. Casa cheia, a galera veio junto, e depois vendemos um monte de camisetas e CDs.

Abre parêntese para a janta, onde comemos as famosas “Bruxas”, prato típico da região, que consiste de uma carne com temperos inexplicáveis e diferentes. Nos acompanhou na janta o Gomo (abaixo), um dos principais nomes da nova cena do pop português, com quem criamos uma sintonia imediata e nos divertimos muito. No próximo post, não perca a entrevista com ele! 

Depois de uns dias de descanso, praia e turismo, chegou o dia de um dos shows de mais RESPONSA da nossa turnê: o Tamariz de Estoril (abaixo). Essa casa que já tem quase 2 décadas, é um dos lugares mais importantes da cena electro européia. Por ali passaram nomes como Fat Boy Slim, Aphex Twin, os brazucas Marky e Patife, entre outros. 

Na passagem de som já deu pra sentir que seria uma grande noite. O lugar é à beira-mar, com uma vista maravilhosa e uma vibe impressionante. Quando voltamos para o show, a casa já estava lotada, e havia aquela energia no ar que te contagia. E novamente, conseguimos fazer um show impecável (apesar de eu ter estourado uma corda da guitarra!). A resposta da galera foi inesquecível, veja no vídeo!!

Tenho que falar isso do público português: eles são sensacionais. O fato de escutarem e respeitarem uma banda que não é conhecida para eles, que toca músicas próprias, e que à medida que vão conhecendo entram na proposta do show, é de tirar o chapéu. Toda essa energia vamos carregar conosco para sempre! 

Agora, é preparar as malas e partir para a França, onde temos dois shows em Paris. Confesso que estou com aquele frio na barriga gostoso, pois sempre foi um dos meus grandes sonhos tocar na Cidade Luz. Nesses meus 20 anos de carreira musical, foi algo que nunca consegui antes com nenhuma outra banda. Daí vocês podem medir minha felicidade.

A única coisa que eu espero – e vou rezando o vôo Lisboa/Paris INTEIRO para isso – é que não haja posters de nenhuma banda sertaneja pela Champs Elysée!!

Postado por Gustavo Guffo Fogaça, direto de Portugal

Fenx na Europa * Volume 3

27 de julho de 2009 4

Uma bela manhã de verão em Cascais, com o sol a pino e a temperatura louca pra chegar aos 35ºC. Acordei bem cedo para preparar tudo para a nossa ida a Tomar, onde fariamos mais um show da turnê. Tinha tudo para ser um dia perfeito…Mas, quando dei minha primeira pisada na rua, vi os muros da cidade repletos de posters do Bruno & Marrone, que tocarão aqui em setembro.

 

Fotos: Divulgação

Meu corpo imediatamente viu-se invadido de sensações inenarráveis para um blog que se preze como este. Medo. Pânico. Algo iria acontecer. E aconteceu. Uma sucessão de fatos de azar fizeram dessa jornada quase um grande pesadelo. Eu disse “quase”… Quer saber o que aconteceu? Não perca o próximo volume do nosso diário de bordo, onde vou contar TUDO.

Mas hoje vou fazer algo que aprendi em casa: promessa é dívida. Então, aqui vai a entrevista que fizemos com os caras da Dapunksportif, banda rocker de Peniche, meca dos surfistas de toda Europa. Antes de tudo, quero pedir desculpas ao pessoal da banda e a todos que acompanham este blog pela qualidade questionável da filmagem. Como eu disse no post anterior, nossa câmera é muito chinelona.

O importante é que vocês poderão conhecer um pouco mais de uma das bandas mais importantes de Portugal, sem falar que os caras são muito gente fina e grandes músicos.

Entrevista: Dapunksportif

Além da entrevista, também assistam ao clipe de Private disco, corte do último disco dos caras. Para entrar em contato com eles, vá direto ao MySpace da banda.

Dapunksportif * Private disco

E continuando com esse jornalismo colaborativo que estamos fazendo (atenção galera do Pulitzer, queremos prêmios!!), apresentamos para vocês duas bandas muito legais: U-Clic e Stereoboy. As duas são da belíssima cidade de Tomar, fundada em 1167, e onde existe um castelo dos Templários, patrimônio da humanidade.

Pois é nesse ambiente medieval que explode uma cena eletro instigante! Nada mais que 12 bandas locais se juntaram e fizeram um disco, C:\>_thomar, lançado este ano. Visite o MySpace do projeto e conheça a variedade que a cidade oferece. 

O bate-papo foi com o Salgado, guitarrista, compositor e produtor. Ele toca na U-Clic, que é uma mistura interessante de Kraftwerk com Sonic Youth, e também tem a Stereoboy, seu projeto pessoal. Conversamos no Theatro, lugar SENSACIONAL em Tomar onde compartilhamos o palco no sábado, 25 de julho (foto ao lado). Além da entrevista, vai o post do clipe de Robot’n’Roll da U-Clic (o clipe da entrevista é de Like).

Entrevista: U-Clic

U-clic * Robot`nRoll

Sábado fatídico, mas que terminou tudo bem, apesar da invasão sertaneja pelas ruas de Cascais. Por isso, no próximo post, além de contar os perrengues, também vou contar como foi nosso show em Tomar e sobre o que vai rolar na quinta (30/07) no Tamariz de Estoril.

Até lá, vocês podem curtir as quatro músicas do nosso disco que já estão disponíveis em nosso MySpace. Na volta da turnê, voltaremos ao estúdio da Radioativa em Porto Alegre para finalizar as sete músicas que faltam. Ok? Valeu!

Postado por Gustavo Guffo Fogaça, direto de Portugal

Fenx na Europa * Volume 2

20 de julho de 2009 9

Ter uma banda independente significa, antes de QUALQUER coisa, ter muita “cara-de-pau”. E isso não nos faltou na hora que surgiu a oportunidade de filmar um clipe em Lisboa.

Aproveitando que nossa amiga e diretora gaúcha Mocita Fagundes estava de banda por aqui, pentelhamos o nosso produtor Renatinho, e a Exemplos Talentosos, produtora dele que está cuidando dos nossos shows aqui, colocou toda a estrutura.

De repente, invadimos as ruas do Bairro Alto em plena madrugada, com Eu nunca olhei pra trás soando a todo volúme e acordando a vizinhança.

 

Fotos: Divulgação

Uma hora, eu estava sentado em uma praça e vejo a Helga com seu longo de haute couture à frente de toda a equipe, devidamente uniformizados com a camiseta da Fenx, e penso: “Nossa, que loucura estamos a fazer, ô pá!”. 

 

Sim, meu inconsciente já tá falando como os gajos portugueses. Tenho que tirar o chapéu porque ninguém é mais criativo pra nome de cidade que nossos patrícios. Na sexta-feira (17/07), fomos a Peniche para o segundo show da turnê. Não sem antes passar por Linda-a-velha, Atolaias Baleias e Freguesia do Cabeçudo e, finalmente, CREL, onde imagino que cada habitante tenha sua própria velocidade da famosa dancinha funkeira.

Chegando em Peniche, fomos direto passar o som no Gamboa, um bar muito bacana à beira da praia, com uma vista maravilhosa. Fomos recebidos pelos guris da Dapunksportif, banda rocker daqui, bastante conhecida, pra quem abrimos o show. E olha, os caras foram super gente fina! Ficamos horas conversando, comendo iguarias locais e tomando aquele tinto indispensável. 

 

Inclusive, filmamos uma entrevista com eles que será publicada aqui no próximo post, pois eu tive problemas com minha filmadora chinelona e não consegui capturar pro computador essas imagens. Mas já tenho a solução e vocês poderão conhecer uma das bandas mais legais de Portugal. Enquanto isso, dá uma passada no MySpace dos caras, curtam o som e os clipes. 

 

Nem preciso dizer que o show (foto acima) foi sensacional!! Estávamos empolgadíssimos, a galera dançou, respeitou muito e aplaudiu bastante. O que percebemos é que sempre esperam de uma banda brasileira um som mais brazuca, com alguma referência de samba, MPB ou bossa nova. E a Fenx não tem nada disso, né. Um francês veio me dizer depois do show que a gente parecia uma banda inglesa, pelo som. Até agora não sei se isso é bom ou ruim.

Pé na estrada de volta pra Cascais, pois no sábado tinha show no Cassino de Estoril (foto abaixo). E olha, foi uma das experiências mais incríveis da minha vida! Aquele lugar de puro estilo Las Vegas (inclusive, era onde Elvis Presley vinha passar suas férias), com um bando de tiozinhos bêbados dançando e gastando seus euros nas máquinas e roletas, e a gente ali, como extra terrestres do planeta do eletrorock. Preza! 

A segurança do local não permite que se tirem fotos dentro do Cassino, mas nós somos brasileiros, e não desistimos nunca, hehehe… Dá uma olhada no video bizarro da galera fazendo uma homenagem ao Michael Jackson.

Foi aí que percebemos que era hora de picar a mula. Atravessamos o belo jardim do Cassino e fomos ao Tamariz (foto abaixo), disco de eletro na beira do mar, onde faremos um show semana que vem. Lugar sensacional, música de primeira, casa lotada de locais e muitos estrangeiros, principalmente alemães e ingleses. 

 

Um detalhe bizarro, que cheguei a comentar com os amigos Machuca e Pancho via internet, é que, no meio do set eletrônico da casa, o DJ soltou Viva la vida do Coldplay, versão original do disco mesmo, e a galera simplesmente veio ABAIXO, como eu nunca tinha visto na vida antes em uma pista. Será que fazemos esse cover, hein? Hehe..brincadeira.

Domingo foi dia de visitar a bela cidade de Sintra e seus castelos e palácios místicos. Mas como estava tudo MEGALOTADO de turistas, resolvemos voltar durante a semana. Era dia de Gre-Nal, e eu precisava conferir ao vivo. Fiz meu chimarrão, rádio pela internet (tradução: sofrimento online), e vi meu tricolor servir ao seu cliente preferido, só pra manter a tradição da freguesia nesses últimos 100 anos. Nunca tinha ido dormir tão feliz em Portugal em toda a minha vida!

Postado por Gustavo Guffo Fogaça, direto de Portugal

Fenx na Europa * Volume 1

15 de julho de 2009 17

 

Pessoal, estamos dando início hoje a mais uma parceira legal aqui no Volume. Agora, o lance é com o duo mezzo indie mezzo eletrônico Fenx, de Porto Alegre, que também está em turnê pela Europa. Um papo com eles você já leu aqui, lembra? Então… a Fenx fará sete shows em Portugal e também devem rolar apresentações na Espanha e na França.

O Guffo contou que, além das notícias da turnê, ele também enviará ao Volume um panorama de coisas interessantes da cultura e da noite dos países que ele e a vocalista Helga Kern visitarão. Recado do cara:

– Vai valer a pena seguir isso aqui para descobrir coisas que não chegam ao Brasil MESMO.

Agora, confere o que o Guffo mandou hoje: 

 

Fotos: Divulgação

“A viagem Porto Alegre-Lisboa foi agitadíssima, principalmente porque no terminal 2 do Galeão não existe Receita Federal, e tivemos que CORRER até o antigo terminal pra declarar os equipamentos. Maratona! O vôo até Portugal foi tranquilo, passou realmente muito rápido.

Ao chegarmos em Lisboa, fomos recebidos pelo nosso produtor, o artista plástico Renato Rodyner. Aliás, mais na frente vou falar bastante desse grande artista que é o Renato, gaúcho que já mora há mais de 20 anos aqui e é muito reconhecido. Pra nossa surpresa, Renato estava virado da balada, tomando um energético pra ficar aceso. Isso já nos deu a FEBRE da parada.

Nosso QG é em Cascais, cidade a 25 quilômetros de Lisboa. Aqui, temos apartamento e carro à disposição, o que é uma tranquilidade pra turnê. Ao chegar, Helga foi dormir pra se recuperar, e eu fui dar uma caminhada pra conhecer a cidade. A maresia constante e cálida me fez lembrar do Mediterrâneo, quando morava em Castelldefels, Barcelona. Me senti em casa. Excelente começo! 

O primeiro show foi uma aventura. A festa se chama Electropool, e se trata de um evento com DJs de electro. Entre eles, DJ Anthony White, mais conhecido como Modrocker. Até aí tudo bem. Mas rolava em uma chácara chamada “Quinta da Bela Vista”, no meio do NADA! E nós sem GPS…bom, nos atrasamos quase DUAS horas pra chegar. Mas o lugar é sensacional, com uma vista maravilhosa de Lisboa e do rio Tejo.

Modrocker mandou um set bem bacana, que me fez lembrar dos meus amigos Cevallos e Kahara, da Neon. E nossa gig foi animada, com a galera se atirando na piscina e curtindo o sol a pino do verão português. Uma estréia bem com a cara da Fenx: gente se divertindo em um lugar bacana. 

 

O segundo dia foi de descanso. Final da tarde, fomos conhecer o centro histórico de Cascais, que é simplesmente maravilhoso. Ruelas vão se entrelaçando como um labirinto, e sempre há algo interessante pra ver e conhecer.

Depois, fomos ao super fazer o “rancho”. Claro, VÁRIAS garrafas de tinto nacional, à módicos dois euros a unidade. Recomendo o Alentejo Embuçado 2005 e o Dão Torre de Ferro Reserva 2007. 

À noite, hora de descobrir o famoso Bairro Alto, reduto da boêmia lisboeta. E começamos pelo indescritível Pavilhão Chinês (foto ao lado), na Rua Dom Pedro V. Só indo e entrando para poder saber o que é este lugar. Lá, regados a mais tinto nacional, fizemos a primeira reunião de pré-produção do clipe de Eu nunca olhei pra trás, que será filmado nesta quinta, com direção de Mocita Fagundes.

Tudo acertado, pés nas estreitas ruas, em busca de movimento. E mesmo sendo uma segunda-feira – e quase duas da manhã – os barzinhos sempre lotados. Na Rua do Atalaia, terminamos na frente de um boteco, trocando idéias com um travesti equatoriano que fugiu de seu país sonhando em morar na França e trocar de sexo. Claro, tava na hora de pegar a estrada de volta pra Cascais.”

>>>>> MySpace da banda

Postado por Gustavo Guffo Fogaça, direto de Portugal

Entrevista: Fenx quer conquistar o mundo

15 de abril de 2009 8

Helga e Guffo, da Fenx/Caco Santana e Arlise Cardoso, Divulgação
Neste final de semana, o festival Electroshock reunirá alguns dos principais produtores, Djs e bandas de música eletrônica no Porão do Beco, em Porto Alegre. O lance rola em dois dias, como eu já te disse aqui.

Entre o line-up, figuras bombadas na mída nacional e muito requisitadas no exterior, como The Twelves (RJ), Database (SP), Boss in Drama (PR) e Killer on the Dancefloor (SP). No meio deles, o duo gaúcho Fenx, do multi-instrumentista e cineasta Guffo e da designer e jornalista Helga Kern, tenta se firmar com um live act de força a partir de boa performance e intensa produção electrorock. 

Duos eletrônicos não são novidade no Rio Grande do Sul. A Spleen, do Otávio Mastroberti e do Nando Barth, emitia ecos de Joy Division e New Order em 1993. Sob produção deles, a Sideral explorava garage dance music poucos anos depois. Hoje, Nando produz a Superluxo (Joy Division + electro + New Order + The Cure) e Otávio toca na banda Volantes e produz a electro bitch Blush. E antes da Spleen e da Sideral, a cantora Cristiane F já desenvolvia um projeto que misturava sons eletrônicos com vocais finos misturados a trechos de vocal hip hop, num clima total Snap. 

Mas, enquanto Spleen, Sideral e Cris F ficaram dentro das fronteiras gaúchas e acabaram encerrando suas atividades, a Fenx acumula planos. Conquistar o mundo é um deles. Bom, Guffo e Helga estão no caminho. Já fizeram show em Buenos Aires, conseguiram emplacar Natural na Sky FM, de Londres, estão finalizando o primeiro álbum agora em abril e já gravaram o primeiro clipe (de Natural, em stop motion). Além disso, está para sair uma turnê na Europa, com shows em vários locais, incluindo um no Favela Chic, em Paris. No MySpace tem vídeos de shows e gravações. Confere! 

 

Como e quando vocês começaram a tocar?

Helga: Começamos como Fenx em abril de 2008 e a estréia foi no GIG ROCK V, em junho do ano passado. 

Como vocês criam música? Vocês dividem todas as atividades? A composição é conjunta?

Helga: As músicas são todas do Guffo. Letras e melodias que estavam engavetadas, pois não se encaixavam a nenhum projeto anterior. É claro que sempre rola algum ajuste feito em conjunto. Tenho escrito algumas letras também.

Guffo: Eu componho compulsivamente. É algo que faço desde criança, e em todas as bandas que tive (confira no site dele) sempre fui o principal compositor. Claro que, quando se compõe em grande quantidade nem sempre se tem muita qualidade. E eu sei que componho muita porcaria, mas que às vezes servem como ponte para outra coisa.

No caso da Fenx, começou com algumas canções que eu tinha na gaveta, e só coloquei o traje que nós vestimos pra ficar a nossa cara. Um exemplo é a música Nunca olhei pra trás, que está no MySpace. Eu compus essa música pro primeiro disco do Leela, banda carioca de amigos meus (morava no Rio nessa época). Eles chegaram a gravar e tudo, mas não entrou no primeiro disco deles. Agora, eu revivi a música pra Fenx.

E há também músicas que nasceram agora, durante o processo da banda mesmo, caso de Natural ou Egoísta.

Os arranjos e as programações sou eu que faço também. Tenho cobrado da minha amada colega de banda que me passe algumas das letras que ela está escrevendo, e tenho certeza que pro segundo disco da Fenx teremos maiores parcerias entre nós.

A velha pergunta: quais as principais influências da Fenx? E como vocês fazem para ter um som próprio e não soar como uma mera repetição do que já foi feito por eles?

Helga: O Marcelo Figueiredo, nosso produtor, quando escutou pela primeira vez uma de nossas músicas disse “se Joy Division existisse hoje eles estariam tocando isso”. Na hora foi uma grande honra ouvir aquilo porque Joy é uma das minhas bandas preferidas e do Guffo também! Mas não nos preocupamos se o som é parecido com algo que já feito, porque ele nunca sai parecido, não no nosso caso. Acho que isso acontece porque nossas influências não ficam só na música, passam pelo cinema, literatura… e até por nossas experiências pessoais. O fato de cantarmos em várias línguas (português, inglês, espanhol e em breve francês) remete um pouco a isso também. Então fica complicado citar outras bandas como influências, mas sempre que nos pedem falamos de Joy Division, Garbage, Mutantes, Massive Attack, Soda Stereo, New Order, Bloc Party… e o público também sempre nos associa a bandas como The Kills e The Ting Tings pelo fato óbvio de sermos dois.

Como têm sido os shows?

Helga: Os shows têm sido maravilhosos. O de Buenos Aires nos surpreendeu, bar lotado e um público supercaloroso.

Guffo: Cara, tem uma coisa que eu quero dizer nessa pergunta. Eu tenho banda desde os meus 15 anos. Ou seja, estou a 18 anos nessa função. Já tive banda de sucesso, banda desconhecida, banda boa, banda ruim, banda pop, jazz, instrumental…de tudo….e posso afirmar COM CERTEZA que de todas essas bandas, a Fenx é a que tem a melhor resposta de público, e de maneira imediata. É incrível como as pessoas gostam da banda de entrada, de primeira. Isso nunca tinha me acontecido.

O que vocês pretendem apresentar no Electroshock? Alguma faixa nova?

Helga: Pretendemos apresentar todas as faixas que vão entrar no cd que estamos gravando.

Vocês têm shows marcados na Europa. Onde vão tocar e como surgiram esses convites?

Helga: Temos shows marcados na França e em Portugal.

Guffo: Eu sempre soube que a Fenx tem vocação internacional, até porque a gente sabe que no Brasil o que funciona é o pagode, o axé, o funk e o sertanejo. O pop e o rock são cada vez mais renegados.

 

E essas respostas se percebem primeiro no nosso Myspace. A maioria das pessoas e bandas que nos adicionam são estrangeiras. E geralmente, elogiam bastante o trampo.

 

Depois, a resposta do público na Argentina no nosso show lá. Sold out pra uma banda nova e desconhecida, sem divulgação. Voltamos 3 vezes pro bis, foi inesquecível.

E em terceiro lugar, a inclusão da música Natural na programação da Sky FM, uma das principais rádios indie de Londres. Sendo que nas rádios daqui, às vezes é até difícil que te recebam pra conversar.

Tudo isso aconteceu naturalmente, sem um esforço maior da nossa parte.

A Europa é um objetivo pra gente. Os festivais, a cena, o público. Tenho certeza que lá seremos muito mais reconhecidos e entendidos do que aqui. E não há nada de errado nisso, é apenas uma questão de identidade.

Tenho um tio em Portugal, reconhecido artista plástico, chamado Renato Rodyner. Ele é fã da banda e sempre me incentivou pra irmos tocar lá. Levou nosso demo e fechou três shows pra gente, dois em Lisboa e um em Cascais. O dono do Favela Chic, de Paris, escutou o som e já nos contratou para uma noite lá também. E aproveitando que estaremos lá e tudo é tão perto, quero fechar outras datas também, em outros lugares.

Estou agora tentando conseguir patrocínio para as passagens. Lá temos transporte e lugar para ficar, e com a grana dos shows vai dar pra outros gastos. Mas não queríamos gastar com a passagem. Então, to correndo atrás. Se não conseguir, bom, vamos desembolsar mesmo.

Planos para um CD? Clipe? Ou novos projetos?

Helga: No início de março deste ano gravamos nosso primeiro vídeo clipe, da música Natural, pela TGD Filmes, com direção do Rafa Ferretti. Está em fase de finalização. O CD começamos a gravar ainda no final do mês.

Guffo: Estamos em plena gravação do disco. Já terminei de passar todas as bases e de gravar as guitarras. Esperamos terminar tudo em abril.

O disco está sendo gravado no estúdio da Radioativa e também no sitio do Marcelo Figueiredo, onde vamos gravar guitarras e vozes.

Nossa idéia é fazer algumas cópias em vinil do disco. Ele estará em mp3 no site e em vinil. Não vamos fazer CD. O clipe de Natural é um stop motion com fotos nossas, bem divertido.

 

>>>>> Veja a programação do Electroshock no calendário do Volume
>>>>> E o roteiro cultural completo no hagah

Postado por Danilo Fantinel

Disco Virtual Volume #2 is in da house

26 de janeiro de 2011 3

A nova edição do Disco Virtual do Volume é dedicada à música eletrônica. O recorte feito enquadra alguns dos primeiros produtores de dance music do Rio Grande do Sul, como Nando Barth e OTA, músicos e criadores que transitam entre beats há algum tempo, como Fabrício Peçanha, Posnormal, Jarrier Modrow, Panatron e Two Boffins, e novos criadores como Brave the Elements, Projeto CCOMA, Madblush, Superluxo e L.A.B.

Além disso, o Disco Virtual Volume #2 está sendo uma espécie de plataforma de lançamento para Hang out with me, música do novíssimo duo Crash Bum Bang, projeto que concretiza a parceria entre Rossano Snel e Caio Britto, dois caras que se destacam no novo clã eletrônico do Estado.

Ouça todas faixas aqui ou separadamente abaixo

Crank up the volume!

Brave The Elements: o duo Brave The Elements retorna ao garage dos anos 90 ao compor faixas dançantes e leves, estruturadas em beats cadenciados, ambientes etéreos, vocais femininos doces, groove e harmonia. Yuri comanda instrumentos e programação aplicando elementos de progressive e electro enquanto Gisa canta sobre as músicas, que variam entre cinco e sete minutos. O som lembra o que o duo eletrônico Sideral fazia com a vocalista Chris F circa 1997 em Porto Alegre. Apesar de ser um projeto recente, de outubro de 2009, Brave The Elements já lançou o álbum independente Balance In Your Mind, com sete músicas. Uma delas, Leave Your Fears Behind, ganhou um ótimo clipe feito em time lapse em Berlim pelo fotógrafo Luis Veiga. Veja aqui!

Mirrors of Life

> My Space

> Site


Crash Bum Bang: o DJ e produtor Caio Brito curte rock, house  e dirty disco. Tocou em bandas de garagem e virou DJ. Já o compositor Rossano Snel vai do samba ao jazz e do cinema aos games sempre com muito groove. Aqui no Disco Virtual Volume #2, lançam o Crash Bum Bang, duo eletrônico com influências de jazz, world music, MPB, rock e pop. O projeto surgiu da parceria que rola entre eles desde que ficaram amigos (via Lucio Kahara). Criaram as festas Hustler, Lick! e Selva, reunindo figuras do novo núcleo eletrônico de POA, e depois entraram em estúdio para finalmente compor juntos. Estão finalizando o SoundCloud do CBB e devem lançar um EP com músicas e remixes no primeiro semestre de 2011. A faixa Hang out with me, masterizada na Alemanha, alterna vocais robóticos, piano house, processed beats e clima de noite. Ouça alto e sinta cada batida como uma pancada.

Hang Out with Me

> SoundCloud do Caio

> MySpace do Rossano


Fabrício Peçanha: o Fabrício é o maior fenômeno da cultura eletrônica do Rio Grande do Sul EVER, – e certamente é um dos caras de maior destaque no Brasil há anos. Na metade dos anos 90, quando o conheci, era figura fácil na pista do Fim de Século (o clube eletrônico mais importante de Porto Alegre de todos os tempos) e alvo maior das meninas da primeira geração efetivamente clubber do Estado. Em pouco tempo, passou pro lado de lá das pick-ups, dividindo espaço com outro ícone do FDS, o DJ Double S, residente da casa. Enfrentando preconceito considerável por ser boa pinta e tendo que se desvincular ao máximo do rótulo de DJ “fácil”, suou a camiseta na noite para se tornar o melhor DJ do Estado e um dos melhores do país, com amplo destaque internacional. Criou a produtora Re:Existência e a rave Fulltronic com amigos, ganhou páginas das revistas XLR8RDJ MagazineHouse Mag e abriu o clube Spin em POA. O reconhecimento profissional foi traduzido em convites: Fabrício integrou line-ups de raves e festivais ao lado de Carl CoxFatboy SlimDanny TenagliaWestbanLouis VegaJohn DigweedDeep DishRitchie HawtinGroove ArmadaLayo & BushwakaGreen VelvetDerrick MayDave ClarkeDave the DrummerHernan CattaneoSatoshi TommieChris LiberatorTechnasia e outros. Ele também tocou no Skol Beats, na MegAvonts e no Recife Beats, além de ter sido chamado para discotecar em Ibiza, Majorca, Acapulco, Miami, Barcelona, LA, San Diego, Hong Kong, Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Zurique e outras –sozinho ou ao lado dos parceiros LeozinhoRodrigo Paciornik, do projeto Life is a Loop. O gaúcho já lançou faixas no EP Cordel e no álbum Hypno Series 1. Neste Disco Virtual do Volume #2, Fabrício liberou um remix de Sem Vacilar, da Comunidade Nin-Jitsu. Ele entrou legal na onda do CNJ, ressaltando as guitarras em meio a batidas rápidas, mas não muito aceleradas, ampliando a força da música original sem remodelar a faixa por inteiro.

CNJitsu Sem Vacilar Radio Remix

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Jarrier Modrow: não é dos caras mais conhecidos por quem curte música eletrônica, o que é estranho. Apontado por alguns músicos como um dos melhores compositores da atualidade no que diz respeito à dance music, Jarrier já lançou discos e EPs por selos nacionais e internacionais. Entre eles estão Rare SoulNebula e a coletânea Unreleased Grooves – Grooveland Brazil, álbuns interessantes que ficaram restritos ao nicho de produtores musicais, com pouca inserção entre o público. Em breve, deverá lançar seu próprio netlabel, com novas composições e projetos. O início dos trabalhos de Jarrier na música rolou da mesma forma como ocorre com muitos outros produtores: experimentações em teclados no final dos anos 90 e gravações em fita cassete. No entanto, diferentemente de muitos, Jarrier não se tornou DJ. Em vez disso, prefere escrever e postar suas impressões sobre música e tecnologia em seu site oficial e na revista House Mag. Neste ano, Jarrier participou de duas edições de coletâneas online do selo/coletivo capixaba Smoke Island. Aqui no Disco Virtual do Volume #2, o músico liberou a faixa Let’s Boogie, um deep house tranquilo, desacelerado e elegante, com muito groove, melodia e harmonia. O tipo de som capaz de nos fazer perder em pensamentos ou nos guiar no vazio da mente.


Let’s Boogie

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L.A.B.: o lance com Less a Bullshit (L.A.B.) está sendo urgente. A banda de rock eletrônico lo-fi se formou em Novo Hamburgo no verão de 2009. No inverno, o EP de estreia de Dan Schneider (vocal, baixo, guitarra, synths e programação), Fe Fischer (guitarra, baixo, vocal) e Moa Jr. (bateria, percussão, vocal) estava pronto, mixado e produzido por Dan e masterizado por Lukas Dulawa no Reino Unido. No final daquele ano, o trio assinou com a Curve Music, de Londres. O primeiro disco sai no começo de 2011, após masterização em Roma. Nesse meio tempo, L.A.B. foi indicado como uma das 10 bandas de rock mais promissoras do Brasil em 2010 pela MTV e se tornou uma das apostas da Billboard de fevereiro do mesmo ano. Pouco depois, tocou no megafestival indie SXSW, nos Estados Unidos. Descendente direta da histórica banda santista de rock eletrônico Harry e parente não muito distante de FelliniThe GilbertosVioleta de OutonoGrenade, o L.A.B. utiliza sintetizadores e guitarras para criar uma aura shoegaze eletrônica soturna que sintetiza My Bloody Valentine, Cure e Depeche Mode. A música Segundo Andar, lançada no EP de estréia, você escuta abaixo.

Segundo Andar

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MadBlush: há mais de 10 anos, MadBlush percorre a noite gaúcha com shows performáticos e DJ sets. Ativista do underground, vem turbinando a produção de suas músicas com a ajuda de Nando Barth, que toca bateria em alguns de seus shows, OTARicardo Severo. Ao vivo, a guitarra fica com Gabiko.

O apelo visual de MadBlush remete à montaria de Boy GeorgeSigue Sigue SputnikMarilyn MansonPeachesLady Gaga. Fora dos padrões de conduta básicos, MadBlush ganha pontos por ousar em uma cena que já foi vanguarda, irônica e debochada, mas que cada vez mais é corrompida pelo mainstream esteticamente pobre e sonoramente inocente.

Ímpetos de auto-afirmação pessoal e artística se espalham por faixas electro rock como Blush in the Face I wanna be real.


Blush in the face

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Nando Barth: o DJ e produtor Nando Barth foi um dos primeiros gaúchos a trabalhar com música eletrônica. Começou a criar em 1987, uma época em que o superclube visionário Taj Mahal, o Ocidente, o Fim de Século e o Porto de Elis davam as cartas na noite de Porto Alegre. Um ano depois, assumiu a residência do Oci ao lado do DJ Eduardo Herrera, então maior nome da vanguarda sonora da noite gaúcha. Em 1994, formou a Splee’n, uma das primeiras bandas eletrônicas do Brasil, com Otávio Mastroberti. Depois disso, foi residente da fase inicial e realmente underground do Beco, tornou-se o mentor criativo das bandas Superluxo,Quit the make up e criou a Cadela Records. Na faixa Cuicass Raga Vox, Nando propõe um retorno ao jungle e ao drum’n’bass clássico, unindo a brasilidade do vocal de Yeshua Jahmiliano, da banda reggae Santíssima Trindade, ao estilo gringo de batidas aceleradas e graves linhas de baixo. O simbolismo brazuca da faixa fica claro em uma sonoridade tipicamente nacional imposta pela cuíca.

Cuicass – Raga Vox

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OTA: é o incansável Otávio Mastroberti, parceiro do Nando Barth na banda Splee’n durante os primórdios da produção autoral de música eletrônica no Rio Grande do Sul, por volta de 1994. Lançaram demos e, em 1999, foram escolhidos um dos quatro grupos brasileiros que participariam do projeto The Whole Cure In The Mirror, uma caixa com todas as faixas do Cure regravadas por bandas de todo o mundo. Com o fim da Splee’n, em 2005, Otávio reativou seu projeto solo OTA, mas como uma banda, numa pegada mais rock. Na época, a música I’ll Become Your God virou trilha de um seriado virtual da RBS e do curta metragem Tudo Que Não É Espelho, de Daniel Alfaya (veja aqui). Depois, produziu o som de MadBlush. Em 2007, tornou-se tecladista do The Cure Cover, projeto do Guffo, músico que hoje toca na Fenx. No final de 2008, entrou pra banda Volantes, que participou do Disco Virtual Volume #1. Em 2009, produziu o single Our Planet para K-Tea e tocou na Polainas, banda cover de anos 80, e no Back 2 the Future, dedicada a covers de musicas pop/dance atuais, ambas do músico Tchê Gomes. Em 2010, se aventurou no hip hop produzindo uma faixa para Maia Rimador. Nesta segunda edição do Disco Virtual do VolumeOTA liberou a vigorosa faixa 1, 2, 3, 4, Stand Up!, um maximal festivo, praticamente puro, perfeitinho pras pistas.

1, 2, 3, 4, Stand Up!

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Panatron: Laufe BitencourtChris AmorettiRoger Kichalowsky fazem com Panatron o som mais robótico, frio e asséptico deste Disco Virtual Volume #2. Apesar da voz afinada e reconfortante de Chris, a música Casio Love parece ter sido criada por vida baseada em silício, e não em carbono. Não parece uma banda de humanos compondo uma obra eletrônica. Parece mais como se um autômato tivesse composto uma faixa sintética utilizando instrumentos digitais e algum vocal humano aleatório, pré-gravado e ripado de algum banco de dados online. A própria expressão “Casio Love” remete a uma inteligência artificial emotiva, reforçando a idéia de um compositor replicante. Mas não é nada disso! LaufeRogerChris se dividem entre guitarra, baixo, sintetizador, sampler, drum machine, fxs e vocais para compor eletronices pop, rocks eletrônicos e psycho beats alternativos e livres. A prova está no SoundCloud da bandaSupernova, por exemplo, é pura experimentação digital acelerada e descompassada. A kraftwerkiana Fliperama 87 é digna de uma trilha sonora de games. Poderia estar em Tron Legacy. En La Luna Caliente e Strip & Tango são mais aquecidas, com maior elaboração acústica. Robotika Kamarada abusa de um sampler de Ladytron. Já Robotizado, mais suja, é inteligente e inesperada. No geral, são faixas que passam longe do óbvio. Isso deve ter agradado ao selo Midsummer Madness, com quem Panatron já lançou um EP com nove faixas.

Casio Love

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Posnormal: Dani ficou bem ligado ao drum’n’bass de POA nos anos 90 e 2000, quando era residente da Full Moon, no Garagem Hermética, e da Quarta Quebrada, no Ocidente. Tocou direto com MarkPatifeAndy, os “três mais” do gênero no Brasil, que ganharam destaque no mundo e deram ao país uma nova dimensão no plano global de música eletrônica. Mesmo com o d’n’b rachando pistas, Dani nunca deixou de lado suas outras referências musicais. Deu início a uma produção mais experimental, com referências soul, jazz, hip hop, pós-rock e eletrônica.

Como Posnormal, lançou um disco independente com 14 faixas e participou de um álbum do selo paulistano Si no puedo bailar no es mi revolución. As composições são delicadas e há um certo ar cômico e infantil, porém muito longe de ser piegas ou auto-indulgente. Ao contrário. Dani aposta na simplicidade de harmonias, na beleza de sons incidentais, em melodias serenas e em experimentos IDM como forma inteligente de mostrar que indie também é pop. É tipo um Looper dos trópicos sem vocais.

Guaraná

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Projeto CComa: há cinco anos, o projeto CCOMA (lê-se “Coma”), composto por Swami SagaraBeto Scopel, cria música misturando jazz, música brasileira e dance music. O resultado é uma eletrônica de caráter orgânico, que varia entre climas chill-in e temas dançantes, e na qual o trompete de Beto se sobressai. Mesmo assim, o leque instrumental do duo é variado. Na gravação de An Elephant Crossing the Room, por exemplo, os músicos utilizaram címbalos tibetanos, pá de pedreiro e apitos. Como o duo contou nesta entrevista ao Volume no início do ano passado, o CCOMA mistura “saravá eletrônico com Miles Davis” para matar sua (nossa) sede por experimentação sonora. O resultado é positivo. A banda fez temporada em Londres e shows em festivais e eventos de arte e publicidade. No final do ano passado, o duo lançou o álbum Incoming Jazz, de onde saiu a faixa Dogs are Gods, que você escuta abaixo.

Dogs are Gods

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Rossano Snel: Rossano samba. Electronic samba. Groove samba. Jazz samba. Disco samba. Bossa samba. Samba samba! Com a desenvoltura cool de um neo-malandro tropical digital, pilotando drives, programas e teclados gringos, o compositor desmonta o easy listening (what?!), reescreve o lounge (whaaaaat?!?!?!) e implode a bossa eletrônica (afe!) com toscos 8 bits, elegantes synths progressivos, pianos estudados (a linda Tumpah merece ser ouvida na praia ao sabor de vinho branco), drum machines límpidas e instrumentos acústicos, elétricos, eletrônicos e virtuais. No ano passado, criou trilha sonora do curta 27 Janela, de Fábio Rangel. No mesmo ano, lançou Gallery, um EP digital editado pela One Cell Records, de Los Angeles, e o EP Landscape pelo selo EBS Diggin, do DJ paulista (e gente finíssima) Tahira. Mais: cravou a música Nossa Conversa na trilha do filme BearCity, que estreou em Nova York recentemente, e foi o músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres. O prêmio é a gravação conjunta de um EP em NY. Abaixo, você escuta o samba beat de Nossa Conversa.

Nossa Conversa

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Superluxo: a banda de synth pop e alma rocker liderada pelo Nando Barth desde 2008 cria algumas preciosidades sonoras inventivas, baseadas em guitarras, bateria e sequenciadores. Bubble GumDon’t leave me alone competem em simplicidade e bom gosto, com vocal doce e trilhas vigorosas. Vicio – Ver 2010, fundada sobre beats atualizados, presta sincera homenagem a Joy DivisionNew Order. Já Shaking all alone pisa ainda mais fundo em sintetizadores e guitarras. Give a Damm, que entrou no Disco Virtual Volume #2, segue um caminho semelhante. Nando (guitarra & synths), Léo Zamper (guitarra e voz), Dani Maria (vocal) e Ronaldo Sabin (bateria) criaram um instrumental bem estruturado, aplicaram vocal gostoso e montaram uma faixa de apelo pop. Potencial hit radiofônico – se este tipo de som tocasse em rádios. Como não toca, você escuta abaixo:

Give a Damm

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Two Boffins: noite e hedonismo. É disso que você lembra quando escuta Night Cravin’, a música que o duo Two Boffins liberou para o Disco Virtual Volume #2. O lance é bem específico. Seria como se Fischerspooner encontrasse Giorgio MoroderDepeche Mode na festa de encerramento do Studio 54 com DJ set de Human League, AdamskiDead or Alive, New Order e OMD. Teclados analógicos e drum machines 808 e 909 dão o tom das músicas da dupla. Apesar disso, o som é bem early 90′s. Como se aquela fase inicial da era clubber e raver voltasse em um flahsback de ácido. Algumas faixas do Two Boffins tratam sobre diversão noturna, clubes, pista de dança, amigos… Outras têm uma pegada mais existencial e filosófica, sempre com uma visão otimista. O Chris e o Ale explicaram que “boffin”, em inglês, é a gíria que define pesquisadores científicos. Com essa habilidade técnica, eles nos jogam entre sintetizadores quentes, batidas regulares e grooves virtuais em faixas como Stop Talkin. Além da música, Two Boffins converge moda, fotografia e vídeo para alinhavar seu poder criativo. No início de 2011, deve rolar um show em São Paulo, onde eles moram, e o lançamento de um EP online. Os clipes de Stop Talkin’ e de Night Cravin’ estão a caminho.

Night Cravin’

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>>>>> Escute o Disco Virtual Volume #1 – Especial Rock

GIG ROCK terá Mallu Magalhães e Marcelo Camelo

22 de outubro de 2009 12

Mallu Magalhães e Marcelo Camelo/Divulgação

Acaba de ser confirmado que a 7ª edição do GIG ROCK, em Porto Alegre, terá show de Mallu Magalhães com participação especial de Marcelo Camelo. Pato Fu e Graforréia Xilarmônica também foram escalados. O festival rola no dia 7 de novembro, a partir das 15h, na Casa do Gaúcho, lá no Parque Harmonia (rua Otávio F. Caruso da Rocha, 301).

Além deles, tocam as bandas uruguaias Dante Inferno e Hablan por la espalda. Esses dois shows inauguram uma parceria entre a Beco 203 e a LIGA Produção, que resultará na realização de um GIG ROCK em Montevidéu em março de 2010.

Programação: 

15h – Todo Rock, debate sobre a cena roqueira independente nacional, com curadoria de Marcelo Ferla, gerente artístico da Oi FM Porto Alegre

17h – Abertura

17h40min – banda Oi Novo Som

18h – Gullivers

18h30min – Valentinos

19h – Hablan por la espalda (Uruguai)

19h40min – Walverdes

20h20min – FENX

20h40min – Dante Inferno (Uruguai)

21h20min – Tonho Crocco

22h10min – Mallu Magalhães com participação de Marcelo Camelo

23h10min – Pato Fu

0h10min – Graforreia Xilarmônica

1h10min – Os Efervescentes

1h50min – Bidê ou Balde

2h50min – Tenente Cascavel

 

Pato Fu. Foto: Divulgação

Como em outras edições, rola o debate Todo Rock, sobre a cena roqueira independente nacional, e o Mercado B.

Os ingressos antecipados a R$ 20,00 já estão à venda nas lojas Oi do Centro (Rua dos Andradas, 1273 loja 05/06) e do Iguatemi e na loja King 55 (Dona Laura, 78). Clientes Oi tem 50% de desconto em 2 ingressos por pessoa.

>>>>> 6º Gig Rock reúne promessas, mas deixa a desejar

Postado por Danilo Fantinel

Entrevista: Killer on the Dancefloor vai te pegar!

17 de abril de 2009 0

Divulgação

Cuidado! Assassinos estarão à solta no Porão do Beco, em Porto Alegre, neste sábado (18). São os caras do Killer on the Dancefloor, de São Paulo, que fecham a primeira edição do Electroshock prometendo matar a todos de tanto dançar.

O festival começa hoje, como você já está cansado de saber. Serão dois dias de sets e live acts com alguns dos melhores nomes do maximal e do electrorock nacional. A programação você já viu aqui (além deles, foi confirmado o set de Mind) e a entrevista com o duo gaúcho Fenx, aqui.

Se Fenx está apenas começando a tocar, o Killer on the Dancefloor já pode dizer que tem uma certa história na cena brazuca e uma boa inserção internacional. Phillip A. e Fatu deram início ao Killer numa onda de electrorock, discopunk e mash-ups, na linha de 2ManyDJs e Soulwax. Hoje, transitam entre o tropical, o crunk, e o fidget house de A-Trak, CrookersEdu K. Abriram o coletivo Crew, que gerou a festa de mesmo nome, considerada a melhor de 2008 pela imprensa de São Paulo, e lançaram o selo Maximize.

Além disso, fizeram remixes para Larry Tee, Digitalism, The Qemists, Mixhell e Turbo Trio e tocaram em festas e festivais com Jus†ice, So Me, Pendulum, The Go Team!, Fujiya & Miyagi e outros.

Agora, Phillip A e Fatu ganharam o apoio do produtor Ali Disco B. para o Killer lançar seu primeiro álbum. Haverá uma turnê de divulgação. Na entrevista abaixo, Phillip disse que eles devem apresentar uma nova música no Electroshock, com parceria de “um vocalista bem conhecido” – só não disse qual. É esperar para ouvir!

No MySpace, não perca as faixas TFAR – Presta Atenção, Gringo OBA OBA, I Love U e a porrada Lost Weekend. Você vai querer se jogar na pista mais próxima!

A entrevista é longa, então chega de blá blá blá. 

 

   

Quando e por que vocês criaram o Killer On The Dancefloor? Estavam de saco cheio da música que rolava nos clubes?

Phillip A.: Lembro que eu era residente do Clash e do Vegas nessa época e eu tocava discopunk e electro, e as outras noites de todos os clubs so tocavam o combo minimal, prog., techno!! E eu e o Fatu decidimos criar o Killer, logo em seguida criamos o Crew… e ai começou uma reviravolta na cena!

Hoje, como vocês vêem a cena (se é que podemos chamar assim) maximal no Brasil? Vários produtores brazucas estão bombando, principalmente entre DJs, artistas e a mídia internacional. Mas e como está a coisa aqui no Brasil na visão de vocês?

Phillip A.: Acho que esta caminhando para um lado bem legal. Hoje, você vê vários artistas desse segmento em festivais pelo Brasil, em revistas, em blogs, jornais e por ai vai. Acho que tem muita pedra pra rolar, mas estamos no caminho certo!

Se vocês tivessem que definir maximal em palavras, como seria?

Phillip A.: Lots of fun and party music!

Como o próprio nome diz, maximal é diretamente oposto ao minimal, que dominou as pistas de dança por algum tempo nestes anos 2000. Porém, há anos vivemos a quebra total de barreiras e a unificação de gêneros diversos por gente que há décadas consome todas as vertentes musicais. A diferença é que esse fenômeno é, agora, percebido por um maior número de pessoas. O que você acha que será da música para as pistas daqui para frente. Ou seja, o que virá depois do maximal e desta fusão de gêneros?

Phillip A.: Não dá pra saber o que virá depois disso. Eu lembro que quando o Killer começou agente estava numa onda mais electrorock e discopunk com mash-ups. Hoje, estamos numa onda mais tropical, crunk, e fidget house. Tipo, no começo o nosso set tinha muito Gossip, Hot Chip, LCD Soundsystem, Justice, Simian e hoje esta muito mais pra A-Trak, Crookers, Edu K, Switch, Jesse Rose, Sinden, acho que tudo muda. Tem muita gente migrando pro Dub Step. Enfim!

Como vocês criam música? Como fazem para compor e quais equipamentos usam?

Phillip A.: A ente cria música em dias inspirados com bastante Todinho, heheheheh. Usamos um mini-moog, cubase alguns plugins e controladores.

Como foi tocar no mesmo palco pelo qual passaram Jus†ice, Digitalism, Steve Slingeneyer (Soulwax), So Me, Pendulum, The Go Team!, Fujiya & Miyagi e Squeak E. Clean (N.A.S.A.)?

Phillip A.: Ter dividido o palco com o Jus†ice foi uma coisa de louco, sou muito fan deles o legal que eles vieram junto com o DVNO, que já é amigo meu de alguns anos. Daí ele me apresentou os caras. Dividimos camarim e etc. Foi muito legal, o Steve do Soulwax também acabamos tocando juntos no casamento do Iggor, cada um tem uma historia legal!!!

Vocês já fizeram remixes para Larry Tee, The Qemists, Mixhell, Digitalism e Turbo Trio. Além destes, quais outros remixes foram assinados por vcs? Estão preparando algo neste momento? Alguma novidade e/ou convite?

Phillip A.: Tem o novo remix que agente fez pro The Fire and Reason. É uma banda de NY que o Larry Tee é o empresário e ele me chamou pra fazer um remix pra eles, daí agente fez o remix da musica Presta Atenção e foi um super hit no Winter Music Conference agora em Miami. Vários DJs como LaidBack Luke, Steve Aoki, MSTRKRFT, Erol Alkan já tem essa musica. Ela vai ser lançada pelo label DJS ARE NOT ROCKSTARS do Alexander Tecnique. Tem mais coisas por vir também.


O que levou vocês a criarem o coletivo de maximal e freestyle CREW?

Phillip A.: O Crew surgiu de uma troca de mail que eu mandei pra todos que hoje sao residentes da Crew e foi uma festa que cresceu sem pretensão nenhuma. Hoje, ganhamos pelo Guia da Folha de S.Paulo como a melhor festa de 2008 pelos jurados e pelo público. Já tivemos como convidados na cabine da Crew Tittsworth, Larry Tee, Steve Soulwax, Flosstradamus, Designer Drugs, DJ Fisk e também algumas personalidades que passaram só pra curtir a festa – DVNO & FAR do Scenario Rock, Yuksek, VHS or Beta, Bronques do site 

lastnightparty.com (veja fotos do Brasil aqui) e varios outros amigos!!!

Como é gerenciar o selo Maximize? Sem dúvida, vocês estão sempre ligados na nova música, mas como são as negociações para lançar DJs e produtores? Quais o selo já lançou?

Phillip A.: Sem dúvida é muito legal mexer com esse lado da música de selo e etc. Já lançamos um EP do Database, lançamos também o EP do Y?? (Why???) que é um projeto do produtor Ali Disco B., que também é o nosso produtor no Killer, junto com o DJ Marco Hanna. Também lançamos o EP do Sexystalk de Belo Horizonte e agora vamos lançar o nosso primeiro single, A Square, que vem com remixes do Database, Mixhell, Sexystalk e Tchorta Borato.

Como têm sido os shows de vocês pelo Brasil?

Phillip A.: As gigs por aqui têm sido muito legais. Todos os lugares que agente toca tem uma resposta muito boa!!! Pelo exterior ainda não começou, mais assim que rolar todo mundo vai ficar sabendo.

O que vocês pretendem apresentar no Festival Electroshock, em Porto Alegre? Alguma faixa nova?

Phillip A.: Vamos tocar no mesmo formato que tocamos no Skol Beats, com bateria eletrônica, teclados e laptops!!! Vai ser insano. Pode se preparar pra dançar pois o show vai ser hot!!!! acho que ate o dia da apresentação vamos estar com a nossa faixa nova com uma parceria muito boa de um vocalista bem conhecido!!!

Planos para um CD? Clipe? Ou novos projetos?

Phillip A.: Sim, estamos montando nosso álbum. Assim que ele ficar pronto vamos fazer a tour de lançamento fazendo shows com nossas próprias músicas. Pra isso, o Killer já tem o seu terceiro integrante, o Ali Disco B., que tem produzido com agente o nosso álbum. Na tour do álbum será os 3 killers!!!!

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Postado por Danilo Fantinel