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Resultados da pesquisa por "Foster The People"

Robert Smith regrava Witchcraft, famosa na voz de Frank Sinatra, para o filme Frankenweenie, de Tim Burton

27 de setembro de 2012 0

Robert Smith fez uma regravação jazzística de luxo da música Witchcraft, composta por Cy Coleman e Carolyn Leigh e famosa na voz Frank Sinatra, para a trilha sonora de Frankenweenie, a nova animação de Tim Burton. O filme estreia dia 05 de outubro nos Estados Unidos e 02 de novembro no Brasil.

O líder do The Cure realizou uma interpretação inspiradíssima da canção, variando entre uma espécie de melancolia dopada e êxtase bêbado. A voz ficou perfeita com o andamento lento da música. Clima de big band em fim de festa. Delícia.

A trilha Frankenweenie Unleashed também tem participações de Karen O (do Yeah Yeah Yeahs, ouça abaixo), Mark Foster (do Foster The People), Flaming Lips, Kimbra, Neon Trees, Passion Pit, Winona Ryder, Grouplove, Plain T White e outros. O disco já foi lançado em CD e no iTunes.

No filme em 3D stop-motion e preto e branco, o cão de um garoto cientista morre atropelado e volta à vida pelas mãos de seu dono.

> Robert Smith diz que Cure volta ao Brasil em 2013
> Mais The Cure

Lollapalooza Brasil é marcado por Arctic Monkeys, Skrillex, Peaches, Manchester Orchestra, Foo Fighters e Joan Jett

10 de abril de 2012 5

A primeira edição do Lollapalooza no Brasil teve pontos positivos no que diz respeito à música e negativos na parte de serviço. O ponto alto foi o acerto na escolha do local: o Jockey Club, perto do centro de São Paulo, barbadinha de chegar de metrô e com estrutura adequada, já havia sido palco de outros eventos bem-sucedidos, como o último Free Jazz Festival, em 2001.

O grande problema mesmo foi a volta para quem dependia do metrô. Total absurdo a estação Butantã fechar por volta da meia-noite, já que os shows acabavam pelas 23h, e taxistas cobrarem valores  acima da tabela. Não sei se existe fiscalização em SP, mas se existe está falha. Isso rola sempre, seja em turnês próprias de bandas ou em festivais de grande porte. Sem noção!

Já dentro do evento, apesar da grande quantidade de caixas por todo Jockey, as filas para compra de bebidas eram quilométricas no primeiro dia. No segundo, o lance melhorou. O público (cerca de 135 mil pessoas entre sábado e domingo) deve ter aprendido a lição e comprado toneladas de PillaPaloozas (a moeda do evento) já ao chegar no local. Havia funcionários “avulsos” vendendo pillas durante a tarde (e quebrando o maior galho), mas à noite era quase impossível achá-los. Merecem uma equipe maior.

Outro ponto fraco: os banheiros, como sempre um desastre horroroso. Insalubre. Uma falta de respeito com o público. E isso, claro, não é exclusividade do Lollapalooza. Banheiro químico é o fim do mundo em qualquer lugar. Enfim…

Mesmo assim, a organização do Lolla ganhou muitos pontos no que diz respeito à música – o que, apesar dos contratempos acima, é o que realmente importa. Com um sistema de som praticamente perfeito (MGMT teve problemas, é verdade, mas a banda ao vivo é um problema em si…), o festival teve, no geral, som nítido e alto. Não pude conferir todos os shows, mas lembro de pelo menos um espetáculo vazando e prejudicando outro: o som do Pretty Lights, projeto do norte-americano Derek Vincent Smith, incomodou parte do público do Friendly Fires.

Comments sobre os shows que vi:

07/04


Daniel Belleza e os Corações em Fúria
Garage rock cortante, furioso, com alto teor glitter punk. Quando a banda surgiu no início dos anos 2000 ficou claro o poder de performance de Daniel, agora atenuado, mas ainda garantindo um bom rock show. A banda ganhou aplausos merecidos.

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Rhythm Monks
O trio eletrônico mascarado de Berlim parecia ter descido de alguma nave espacial. Com um figurino tipo messias das galáxias, os caras tocaram um hardcore trance não muito inspirado e abusaram de coreografias minimalistas toscas. Não foi muito legal. Parecia uma paródia pobre do clipe de Around the World, do Daft Punk. Com tanta gente legal podendo ganhar espaço a programação eletrônica do Palco do Perry, Rhythm Monks foi um erro de casting.

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O Rappa
Os cariocas estavam espertos e fizeram um grande show no Palco Cidade Jardim. Já vi algumas apresentações da banda, inclusive em festivais, mas nunca encontrei os caras com tanta energia. Conseguiram reunir quase todo público presente naquela tarde. O resultado foi um poderoso espetáculo que teve como climax Homem Amarelo e o discurso de Falcão a favor do multirracialismo e multiculturalismo. O palco quase veio abaixo com o cover de Killing in the name, do Rage Against the Machine, e seu riff perfeito. Falcão sugeriu que a banda toque no Lolla. A banda foi acompanhada por um quinteto de violinistas.

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Perryetty x Chris Cox
Enquanto o Rappa bombava, Perry Farrel tentava levantar seu pequeno público do seu projeto eletrônico no palco que leva seu nome dentro do seu próprio festival. Tipo incrível. Cantava e gritava palavras de ordem sobre bases pré-gravadas e discotecagem de Cox. Dançava fora do ritmo e atravessava beats na pilotagem do soundsystem. A todo momento, perguntava “are you happy São Paulo?”. No som, farofada eletrônica para quem entende pouco do assunto. A animação e a energia provaram que Perry é mesmo um dos caras mais carismáticos do rock, mas que na eletrônica ainda precisa ser equalizado.

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Band of Horses
Logo ao lado, no palco Butantã, a banda de Ben Bridwell apresentava de folk rock tatuado. Os longos duelos autorais de guitarra, baixo e bateria que não me chamaram muita atenção, apesar do grande público presente estar curtindo muito. E a culpa foi da Peaches e minha expectativa pelo show dela. Fiquei totalmente bloqueado para qualquer outra coisa. Antes do espetáculo, na área de imprensa, a cantora que eu havia entrevistado em 2003 me disse que, muito melhor do que tentar explicar o show seria eu vê-lo. Canadense maldita, me deixou no suspense, kkkkk! Enfim, Band of Horses fica pra próxima!

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Peaches
A cantora canadense provou que é uma das grandes artistas do século 21. Depois de ter feito um grande show em Porto Alegre em 2004, no qual fez de tudo entre cantar, dançar e escalar a estrutura do teatro, Peaches apresentou um espetáculo focado não só em electro beats sujos, mas também em liberdade sexual e em performance teatral cômica. Cantando, comandando pick-ups e sequenciadores e com o apoio de duas dançarinas (e muita champanhe), a canadense subiu ao palco usando um colante cor da pele adornado com seios cenográficos de diversos tamanhos. A imagem resume o conceito por trás do show: ativismo feminista eletrônico festivo e sem pudores. Nenhuma novidade, e mesmo assim atual. Peaches decadente? Jamais! No set, não faltaram músicas potentes e dançantes, que ao vivo ganharam ainda mais peso para reforçar o poder hedonista das canções. Do electroclash tradicional ao dubstep aliado a techno beats experimentais, Peaches é diversão garantida.

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TV on the Radio
Só peguei o final do show, que contou com a participação do guitarrista Dave Navarro, do Jane’s Addiction, em Repetition. Você sabe, culpa da Peaches

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Joan Jett & The Blackhearts
Foi ótimo ver ao vivo uma das grandes figuras do rock mundial. O espetáculo de Joan Jett não se destacou apenas por seu valor histórico, mas também pela energia da banda e pelo rock’n’roll tradicional. A abertura explosiva foi com Bad Reputation (reconfigurada por Peaches no disco Fatherfucker), seguida da clássica Cherry Bomb, de sua antiga banda, The Runaways. Joan também arrancou aplausos para You drive me wild, sua primeira canção escrita, e apresentou duas novas composições, T.M.I. e Hard To Grow Up. Outros pontos altos? I Love Rock and Roll, óbvio, e I Hate Myself For Loving you.

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Foo Fighters
O Lollapalooza trouxe ao Brasil uma das maiores bandas do rock contemporâneo em uma de suas melhores fases. A turnê de Wasting Light vem rodando o mundo desde há tempos e causando muito em todos lugares pelos quais passa. A fórmula da banda é simples: rock instantâneo, bombástico, eficaz e extremamente energético liderado por um vocalista carismático aliado a um baterista foda (Taylor Hawkins). Fácil. Mas nem isso libera a banda para fazer um show curto ou descompromissado. Muito pelo contrário – até porque era a principal banda do line-up do evento. Por isso, os caras fizeram um show de quase três horas lotado por toneladas de hits roqueiros e baladas de sucesso, assim como no Rock in Rio 3, em 2001. Entraram no set list All my life, Times like these, Rope, Breakout, Long road to ruin, Big me, Everlong, The Pretender, Cold Day in the Sun e White Limo, entre outras. O show teve a participação de luxo de Joan Jett em Bad Reputation e I Love Rock ‘n’ Roll. A não ser em faixas mais obscuras, a banda obteve resposta imediata do gigantesco público. Sim, porque a banda reuniu praticamente todas pessoas que estavam no evento. E a voz de Dave Grohl? Falhou sim. Afinal, o cara não é de ferro, pô.

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Calvin Harris
Quem não viu Foo Fighters optou por conferir o set de Calvin Harris, queridinho da eletrônica gringa. Abusando do deep house e de techno beats, o produtor eletrônico levantou mesmo a galera ao tocar um remix poderoso de Never Be Alone, de Justice vs. Simian Mobile Disco.

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08/04

Thievery Corporation
O trip hop/downbeat elaborado com elementos exóticos da banda norte-americana atraiu um bom público no palco Cidade Jardim, no segundo dia de shows do Lolla. Com banda completa, composta por guitarra, baixo, bateria, percussão, cítara, trompete e sax, além dos sequenciadores de Rob Garza (cabeça da banda ao lado do guitarrista Eric Hilton) e de um time de cantores, o grupo confirmou sua groove reputation despejando um set inspirado por dub, reggae, dance hall e até música brasileira – com apoio de berimbau eletrônico e de uma cantora nacional que, por sinal, não se apresentou ao subir no palco e deixou as pessoas com cara de “quem é essa?”. Apesar da bela voz, não foi ela quem levantou a galera, mas sim uma dupla de vocalistas rastaman e um rapper vestido no melhor estilo gangsta. Thiervery fez um show de altíssima qualidade musical, apostando em música dançante orgânica sem fórmulas fáceis ou padrões estipulados.

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Friendly Fires
O indie rock dançante da banda britânica é bastante dependente do animado vocalista Ed Macfarlane. Dançando muito e requebrando o quanto podia, ao melhor estilo desengonçado britânico, Ed e banda bombaram com Jump In The Pool, Skeleton Boy, Paris e o superhit Hawaiian Air. Friendly Fires nunca me chamou muito a atenção, mas é inegável a entrega da banda ao vivo e a paixão que provoca sobre seus fãs – alguns deles muito de cara com o vazamento do som Pretty Lights, que tocava logo ao lado, no Palco do Perry. Leia mais sobre isso abaixo.

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Pretty Lights
O produtor eletrônico despejava beats robóticos com DNA hip hop no Palco do Perry enquanto o Friendly Fires se apresentava no palco Butantã, ao lado. O set do norte-americano foi tão pesado que o som vazou, atrapalhando parte do público da banda britânica. Por outro lado, vi muita gente deixando a platéia do Friendly Fires para ver o que estava ocorrendo na pista eletrônica, o que pode ser considerado algo positivo para Pretty Lights. Afinal, roubar público dos britânicos não é pra qualquer um.

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Manchester Orchestra
A banda britânica foi a grande surpresa do Lollapalooza Brasil. O rock pesado, posicionado entre o pós-rock estridente e o indie metal livre de clichês, cheio de guitarras altas e bateria galopante, foi uma pancada sonora de primeira. Manchester Orchestra é como se Mogwai e Mastodon dessem origem a uma banda híbrida. Teve gente correndo do Palco Butantã, onde Friendly Fires havia acabado seu show, até o Palco Cidade Jardim, do oooooutro lado do Jockey, para ver de perto o explosivo espetáculo dos caras. Não devem ter se arrependido. Foi algo realmente especial. O som, cristalino, estava tão alto e nítido que deve ter sido ouvido nos Jardins. Nota 10.

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MGMT
Show fraco do duo que lançou um dos melhores discos de 2008, Oracular Spectacular. Sem inspiração, sem tesão, sem saco total e com alguns problemas de som. Claro que a chuva que caiu desanimou a todos, mas a banda não pode se deixar levar por isso. De qualquer forma, a banda nunca faz um show 100% mesmo. Os melhores momentos foram os três maiores hits da banda: Electric Feel, Time to Pretend e Kids, todos de Oracular. A inédita Alien Days, baseada em violão, passou batida. Verdade: os relâmpagos ganharam mais gritos e aplausos que a banda. Lamentável.

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Skrillex
O DJ mais celebrado do mundo hoje fez sua estréia no Brasil já ocupando um posto de super estrela dentro de um megafestival. Foi o cara que, pela primeira vez no evento, realmente lotou o Palco do Perry. O ex-roqueiro emo norte-americano começou seu set com uma faixa experimental e quebrada, nada convencional. Em seguida, sob poderosos canhões de laser (guardados especialmente para ele e utilizados pela primeira vez pela produção do evento, ampliando ainda mais a experimentação sensorial) mandou ver em um dubstep mais degustável, inspirado por dirty beats em geral e remodelado por diversas vertentes como techno, jungle, drum’n’bass, reggaeton, dub e gangsta hip hop. Os sons jamaicanos, por sinal, estiveram em alta no Lollapalooza, presentes também (em maior ou menor grau) nos shows do Rappa, do Jane’s Addiction e do Thievery Corporation. Os pontos mais altos do show foram um remix maluco de Internet Friends (You blocked me on Facebook) e o superhit Ruffneck, momento em que a bandeira do Brasil surge no telão atrás de Skrillex, causando histeria coletiva (veja abaixo). O show do cara já está marcado na história eletrônica brasileira. Quem viu viu, que não viu… pode ver a íntegra do set aqui.

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Foster the People
Ao mesmo tempo em que Skrillex botava abaixo o Palco do Perry, Foster the People entregava seu rock básico aditivado por discretos elementos eletrônicos no Palco Cidade Jardim. Trocar Skrillex por Foster the People sempre foi algo impensável por mim. Por isso, cheguei no final e vi apenas o megahit Pumped Up Kicks com seu magnífico loop final, criando uma ótima versão overextended da faixa. Como ainda considero Foster the People uma banda de um hit só, pra mim foi o que bastou.

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Jane’s Addiction
A psicodelia roqueira independente e compulsiva da histórica banda de Perry Farrel é algo para poucos, definitivamente. Que o diga o discreto e silencioso público que acompanhou o show do grupo. Sem muita animação, a plateia viu Perry, o guitarrista Dave Navarro (na foto, ao fundo) e cia executarem alguns clássicos do indie rock global como Jane Says, Ocean Size, Mountain Song e Been Caught Stealing. E pior: não era comum Perry encerrar suas vocalizações xamânicas fazendo pose de superstar esperando ovação e amargar um silêncio constrangedor. Uma pena. Algumas músicas novas do disco The Great Escape Artist (2011) ganharam apoio de performers no palco, mas também não levantaram a galera.

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Arctic Monkeys
Uma das bandas mais esperadas do festival entregou um rock show praticamente perfeito. Composições autorais de primeira, guitarras e bateria incríveis (Alex Turner e Matthew Helders são foda), presença de palco, postura rock e parceria com o público. Ao que parece, nada deu errado pra eles. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair, Brianstorm, When the Sun Goes Down, I Bet You Look Good on the Dancefloor, The View From the Afternoon, Crying Lightning, R U Mine? e a ótima Brick by Brick (com Matt no vocal) jogaram a animação lá pra cima. Fluorescent Adolescent (incrível) e 505 fecharam os trabalhos. O show no Lollapalooza mostrou que a banda amadureceu muito desde a primeira passagem deles pelo Basil, em 2007, durante o Tim Festival. Deixaram de lado a insegurança de moleques para protagonizar um dos grandes momentos do festival. Que voltem logo!

* Todas fotos deste post: Divulgação Lollapalooza Brasil

Tracks Volume #36

30 de março de 2012 0

Dum Dum GirlsComing Down
Uma das mais belas músicas lançadas no ano passado, Coming Down, das Dum Dum Girls, ganhou clipe. Noise pop lento, aquecido pela deliciosa voz de Dee Dee (já comparada a Chrissie Hynde) e pelo clima 50′s rock e 60′s lo-fi. A música está no ótimo disco Only in Dreams, produzido por Richard Gottehrer e Sune Rose Wagner, do Raveonettes – o que explica muito.

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ShearwaterYou As You Were
Shearwater lançou um ótimo clipe para a épica e atmosférica música You As You Were, do disco Animal Joy. Som perfeitinho pro outono! Ideal pra quem curte composições com letras inspiradas e climas dramáticos estilo Arcade Fire, Leonard Cohen, Nick Drake, Will Oldham

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Retribution Gospel ChoirThe Stone (Revolution!)
Manero esse som. Loud quiet loud como a gente curte.

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The CoathangersGo Away
Som legalzinho, clipe bem legal.

The Coathangers – Go Away from J Trav on Vimeo.

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Feist & M. WardSometimes Always (The Jesus And Mary Chain Cover)
Feist e M. Ward fizeram esse cover manero de Sometimes Always, do Jesus And Mary Chain, em um show no Royal Albert Hall, em Londres, no último dia 25. Digno.

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The WalkmenHeaven Trailer
A banda de NY lança em junho o novo disco Heaven. Abaixo, um drops do que vai rolar.

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Eletrônica

JMSNJameson
A música é boa demais, um R’n’B fazendo a linha trip hop, mas passando perto da breguice. O clipe é excelente, provavelmente inspirado no filme Anticristo, mas excessivamente melodramático. A produção é incrível, mas beira o exagero. Há algo errado ou sou eu?

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GrimesKEXP Session
A KEXP FM de Seattle liberou o vídeo da sessão ao vivo da cantora e produtora eletrônica canadense Grimes gravado em fevereiro. É ela + equipamentos fazendo música. A menina tem voz doce com algumas variações interessantes, como as vocalizações rítmicas e o vocal que lembra um lamento islâmico na faixa de abertura do vídeo abaixo, Symphonia IX (My wait is u). A seguinte, Genesis, tem um momento experimental seguido de beats agitados. Já Be A Body rola bem pras pistas. O interessante em Grimes é o fato de ela não ter formação alguma em música e não tocar instrumentos convencionais. É apenas uma menina que canta, assimila e reproduz dezenas de referências musicais. Suas boas canções, assim como as de toneladas de artistas desde Karlheinz Stockhausen, dependem de máquinas. A faixas estão no disco Visions.

Há algum tempo ela lançou o ótimo clipe de Oblivion. No vídeo, ela parece aquela sua amiga maluca do colégio, que faz música, atua e colore os cabelos. É mega sem noção e genial!

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iamamiwhoamiPlay
iamamiwhoami, o projeto eletrônico da cantora e compositora sueca Jonna Lee, lançou um novo clipe com aquele personagem do vídeo Sever, que você viu nas Tracks 32.

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Bloquinho Remix

BjörkCrystalline (Current Value Remix)
O DJ berlinense Current Value robotizou Crystalline, da Björk, com um dubstep forte. A faixa tem alma drum’n’bass, corpo techno e cérebro jungle. Muito bom! E proibida para quem sofre de vertigem!! A faixa faz parte do projeto de remixes do disco Biophilia, do qual participam King Cannibal, El Guincho, Matthew Herbert, Death Grips, 16-Bit, Alva Nota, These New Puritans e Hudson Mohawke. A primeira parte das oito etapas dessa série será lançada no dia 16 de abril pelo selo One Little Indian.

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GrindermanEvil (The Michael Cliffe House Remix) by Factory Floor’
Michael Cliffe joga neblina e sombras sobre Evil no remix que fez para a faixa do Grinderman, a banda do Nick Cave. O que era artsy-garage-punk virou um espasmo eletrônico doloroso, soturno e desacelerado. É um lance para poucos.

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Foster The People – Don’t Stop (Color On The Walls) (Futurecop Remix)
Nada de novo no remix de Futurecop para o som do Foster The People. Ficou ok.

Você escutou o remix de St. Lucia para a mesma faixa nas Tracks 32.

Tracks: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10
Tracks: #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20
Tracks: #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30
Tracks: #31, #32, #33, #34, #35

Tracks Volume #32

17 de fevereiro de 2012 0

The DrumsDays
Os caras do The Drums, donos de dois dos meus discos preferidos tanto em 2010 quanto em 2011, apresentaram Days ao vivo no Jimmy Fallon. Foi massa! O clipe da música, com participação da modelo transexual Amanda Lepore, também acaba de ser lançado. Days está em Portamento (2011) e The Drums estará de volta à América do Sul em abril. Tragam para Porto Alegre, pelo amor de Deus! The Drums, você sabe, é tipo Smiths + Cure + Joy Division + surf music + 50′s rock melancólico em uma banda só. É tipo perfeito! Só não cancelem depois alegando problemas de logística!!

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The Black KeysBBC Radio 1 Live Lounge
Black Keys tocou no Maida Vale Studios para o programa do Zane Lowe na BBC Radio One. How cool is that?

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Lee RanaldoOff the Wall
Longe do Sonic Youth, Lee Ranaldo dá vazão as suas composições mais íntimas. Em Off the Wall, o músico monta um frame simples e eficaz não apenas de seu momento atual, mas também dos Estados Unidos como um todo.

Lee Ranaldo OFF THE WALL Official Video from Lee Ranaldo on Vimeo.

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Hooded FangClap
Psychedelic pop-rock sessentista maluquinho, com vocal manero e alma festiva. Excelente pra chutar a cadeira e dançar na sala!

Hooded Fang – Clap by HoodedFang

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K-HolesRats
O punk guitar noise Rats, da banda de mulheres K-Holes, de NY, é visceral e contagiante. Cuidado para não bater com a cabeça contra a parede! A faixa estará no disco Dismania, marcado para 1º de maio.

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ChromaticsInto The Black
Chromatics, a banda indie rock lo-fi que você conheceu nas Tracks 18, liberou o vídeo de Into The Black, segundo single do disco Kill For Love. Into The Black é, na verdade, um cover muito livre de Hey Hey, My My, do super ícone rock Neil Young. O vídeo é assinado por Alberto Rossini, o atual rei dos clipes vintage.

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Lana Del Rey x Lizzy GrantNo Kung Fu Demo 2007
Depois do lançamento do irregular Born To Die, caiu na rede No Kung Fu, o EP demo de Lizzy Grant (aka Lana Del Rey) gravado em 2007 antes do lançamento de Kill Kill (2009). São faixas lo-fi bem no estilo Cat Power, mostrando Lizzy/Lana em busca de identidade, mas serviram para o produtor David Kahne decidir trabalhar com a cantora. No Kung Fu está abaixo, na íntegra, com imagens do clássico Bonequinha de Luxo (1961).

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The Gay BladesJust Kids
O duo nova-iorquino The Gay Blades se declara trash pop, mas a singela faixa Just Kids não dá nem sinal disso. Baladinha indie gostosa.

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RhyeOpen
O duo Rhye criou a música mais delicada e sexy lançada até agora em 2012.

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TwerpsThrough the Day
Gostosa baladinha indie guitar. Mas é provável que você se esqueça dela ao fim destas Tracks.

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Black BananasTV Trouble
Black Bananas lançou o clipe WTF! da semana e eu nem preciso dizer porquê. Total NSFW.

A Danny Perez Video: Black Bananas “TV Trouble” from Drag City on Vimeo.

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Eletrônica

DiploExpress Yourself feat. Nicky Da B
Diplo, um dos preferidos do Volume EVER, se supera novamente. A faixa Express Yourself é uma pancada eletrônica que ultrapassa o Miami bass com auxílio de electro breaks, hip-hop feelings, beats supersônicos supervelozes superespertos e o vocal manero de Nicky Da B. Really fucking sick! O EP Express Yourself sai em breve. O trash é que o áudio do SoundCloud ainda está bloqueado para embed. Para escutar, clicabaixo!

Escute Express Yourself aqui

A última jogada de Diplo havia sido o clipe supercool da música supercool Original Don, do Major Lazer (você viu nas Tracks 24)

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iamamiwhoamiSever
iamamiwhoami, o projeto eletrônico da cantora e compositora sueca Jonna Lee, lançou mais uma peça de vídeoarte enigmática com música incrível. Desta vez, com um novo personagem: um ser peludo amigo. iamamiwhoami lançará o álbum audiovisual Kin no dia 11 de junho. Se você perdeu os outros vídeos do projeto pule no no Youtube.

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Labyrinth EarAmber
O duo eletrônico Labyrinth Ear pode alterar suas trilhas entre trip hops viajandões, houses contidos e ambients fofos, mas o vocal doce é sempre o mesmo. A faixa Amber, que ganhou este lindo clipe, está no recém-lançado EP Apparitions.

Labyrinth Ear – Amber from oof video on Vimeo.

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ScubaThe Hope
The Hope é uma excelente composição funky-groovy eletrônica futurista de aura robótica que realinha a genética sonora de mestres como Kraftwerk, Orbital e Underworld a partir do dubstep e do garage. Scuba é o projeto do DJ e produtor Paul Rose, que bombou em 2010 com o lançamento do disco Triangulation. The Hope está no álbum Personality, que acaba de ser lançado. Olho nele! Mais faixas no Facebook.

SCUBA – THE HOPE (official video) from Hotflush Recordings on Vimeo.

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Sun GlittersHigh
Ambient denso, hipnótico e charmoso composto por loops e vocais extraterrestres. A faixa do Sun Glitters, que está no EP High, ganhou este lindo clipe.

Sun Glitters – “High” from stereogum on Vimeo.

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ReidVer
O que dizer de uma faixa quando ela é perfeita?

Ver by REID

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Gorillaz x James Murphy x Andre 3000 – Preview de DoYaThang
30 segundos da parceria deles pro projeto Three Artists, One Song da Converse.

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Bloquinho Remix

Roxy MusicLove Is the Drug (Todd Terje Disco Dub)
O norueguês Todd Terje atualizou Love Is the Drug, do Roxy Music. O som ficou foda e o clipe, bem legal!

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Foster The PeopleDon’t Stop (St. Lucia Remix)
Jean-Philip Grobler, aka St. Lucia, é um músico sul-africano que conseguiu deixar o som de Foster The People ainda mais pra cima. Mas a real é que, a não ser pelo sax, não há muita diferença do remix pro original.

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YuksekOff The Wall (Brodinski Remix)
Brodinski eletrifica o electropop Off The Wall, de Yuksek.


Tracks: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10
Tracks: #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20
Tracks: #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30
Tracks: #31

Surfin' USA

23 de agosto de 2010 0

Há alguns dias saiu a lista das 50 bandas novas mais legais segundo o NME. Nas duas primeiras posições, grupos com forte influência surf.

Em primeiro lugar ficou com a fraquinha Best Coast, que tem como líder Bethany Cosentino, ex-atriz nascida em Los Angeles que caiu no gosto fácil da descolândia.

O indie low-fi praiano da banda carrega na sonoridade do rock californiano dos anos 60, mas eles juram que não querem se prender ao passado. O som é bem cru, tem gravação tosca, boas guitarras (às vezes distorcidas) e, em alguns momentos, não é muito distante de Galaxie 500, Raveonettes e Cramps. Bethany já disse que Ramones é influência, mas a real é que o som dela parece um encontro suspeito de grupos vocais femininos dos anos 60 (The Shangri-Las, The Ronettes) com My Bloody Valentine e Beach Boys. Bom, pensando bem Best Coast não é assim tãããão ruim, mas também não é tudo isso que você lê por aí.

The Drums ficou em segundo lugar. A banda de Miami com base no Brooklyn é bem mais legal – ao menos pra mim.

Como eu já falei aqui, eles são o exato subproduto da alquimia entre a ensolarada surf music norte-americana e o sombrio pós-punk britânico. Parecem ser, ao mesmo tempo, boa praça e alegres como músicos californianos dos 60 e arrogantes e sombrios como roqueiros ingleses de 30/40 anos atrás. Muito bom. Leia mais sobre The Drums aqui.

A lista completa:

50. Everything Everything

49. Kindness

48. Clare Maguire

47. Funeral Party

46. Active Child

45. Magic Kids

44. Warpaint

43. Gayngs

42. Glasser

41. Avi Buffalo

40. Kisses

39. Wild Nothing

38. Delphic

37. Mona

36. Chapel Club

35. Frankie & The Heartstrings

34. Trash Talk

33. Perfume Genius

32. Veronica Falls

31. Jay Electronica

30. Wilder

29. MNDR

28. jj

27. Flats

26. Freelance Whales

25. James Blake

24. Pure Ecstasy

23. Foster The People

22. Cerebral Ballzy

21. DOM

20. Katy B

19. Mount Kimbie

18. Diamond Rings

17. The Middle East

16. Cults

15. Summer Camp

14. Hurts

13. Giggs

12. Zola Jesus

11. Egyptian Hip Hop

10. Grouplove

09. Yuck

08. Magnetic Man

07. Darwin Deez

06. Marina & The Diamonds

05. The Smith Westerns

04. Sleigh Bells

03. Wu Lyf

02. The Drums

01. Best Coast


50 Best New Bands Of 2010 by Tim Chester NME