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Resultados da pesquisa por "Marisa Monte"

Marisa Monte transforma palco em cinema no novo show Verdade, uma Ilusão

08 de junho de 2012 2

Marisa Monte estreou sua nova turnê Verdade, uma Ilusão ontem à noite, no Teatro do Sesi, em Porto Alegre. O show que será apresentado até o dia 10 de junho na Capital gaúcha, dedicado ao novo disco O que Você Quer Saber de Verdade, praticamente transforma o teatro em um cinema, com projeções de imagens que muitas vezes extrapolam os limites do palco e atingem a estrutura do auditório.

Fotos: Lucas Cunha, Divulgação Opus Promoções

A cantora estava claramente à vontade em seu universo particular. Leve e solta como nem sempre a vemos, parecia muito feliz com o espetáculo que estava apresentando. E há motivos para isso. Com direção precisa de Leonardo Netto e Claudio Torres, o show coordena de forma notável som cristalino, cenografia elaborada, direção de luz afinada e inventivas projeções de artistas visuais contemporâneos como Tunga, Thiago Rocha Pitta, Luiz Zerbini, Cao Guimarães, José Damasceno, Marilá Dardot e outros.

O cenário é composto por uma tela de filtro bem fina que toma conta da boca de cena (lembrando a que foi usada por Gerald Thomas na peça Carmem com Filtro, em 1986, e no show O Sorriso do Gato de Alice, de Gal Costa, em 1994), e leves cortinas laterais sobre as quais são projetas obras e ilustrações, muitas delas em preto e branco. A cenografia também conta com uma tela horizontal móvel e peças verticais retangulares metalizadas, como espelhos.

A qualidade de som excelente permitiu ao público perceber a voz impecável de Marisa. A ótima equalização do sistema sonoro também ajudou a destacar o trabalho de um quarteto de cordas, que pela primeira vez acompanha a cantora em um palco, e do power trio Pupilo (bateria), Dengue (baixo) e Lúcio Maia (guitarra), instrumentistas da Nação Zumbi com ampla experiência de palco e que ajudam a dar ao som um caráter mais robusto.

Marisa alternou guitarra e violão para defender novas canções e hits incontestáveis de sua carreira. O repertório focou esforços em músicas do novo álbum, como O Que Você Quer Saber de Verdade, Descalço no Parque, Depois, O que se Quer, Amar Alguém, Ainda bem, Verdade, uma ilusão e Hoje eu não saio não.

Outro destaque do show foi a canção Sono come tu me vuoi, conhecida na voz da cantora italiana Mina Mazzini, que gravou em seu último disco uma versão em português de Ainda bem – parceria musical que Marisa comenta durante o show.

Entre seus maiores sucessos, foram escolhidas Beija Eu, Eu Sei (Na Mira), Diariamente, Infinito Particular (momento em que há uma linda projeção mapeada sobre o vestido da cantora, criando um momento realmente mágico), De Mais Ninguém, Velha Infância, Gentileza, A Sua e Amor I Love You, entre outras. Também rolou uma bela homenagem a Cássia Eller com a música E.C.T., composta por Marisa, Nando Reis e Carlinhos Brown, mas que ficou famosa na voz da cantora carioca.

Repertório do show

Blanco
O que Você Quer Saber de Verdade
Descalço no Parque
Arrepio
Ilusion
Depois
Amar Alguém
Diariamente
Infinito Particular
E.C.T.
De Mais Ninguém
Beija Eu
Eu Sei
Sono Come Tu Mi Vuoi
Ainda Bem
Verdade, uma Ilusão
A Sua
O que se Quer
Gentileza
Tema de Amor
Não Vá Embora
Carnavália

Bis
Amor I Love You
Velha Infância
Hoje Eu Não Saio Não

Marisa Monte se apresenta até o dia 10 de junho no Teatro do Sesi, sendo de sexta a sábado às 21h e domingo às 20h. A turnê é mais uma promoção da Itapema FM. Veja todos os detalhes do show no calendário de eventos da rádio.

>>>>> Mais Marisa Monte


O Universo de Marisa

06 de dezembro de 2007 0

Site oficial
Uma atmosfera intimista, com efeitos visuais, luzes sombras e todo o brilho de diferentes sonoridades compõem a turnê que Marisa Monte traz nos dias 7 e 8 de dezembro a Porto Alegre. Universo Particular seria um pequeno vestígio do mundo de Marisa, dedicado à arte e a música brasileira. O nome da turnê vem da união de dois trabalhos lançados de modo simultâneo pela cantora, Universo ao meu Redor e Infinito Particular.

Após ficar quase dois anos na estrada com a turnê Memórias Crônicas e Declarações de Amor, em 2001, Marisa aproveitou seu tempo para descansar e dedicar-se a outros projetos. Daí surge a união com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, os Tribalhistas, e na mesma época, seu primeiro filho. Marisa teve mais tempo para ficar em casa e aproveitou para fazer várias coisas que seriam impossíveis se estivesse viajando, e que se tornariam depois, fonte de inspiração para esse dois projetos.

A Origem

Seu contato com a Velha Guarda da Portela despertou ainda mais sua curiosidade para o repertório de samba que tinham, e que estava aos poucos sendo esquecido. Orientada por Paulinho da Viola e Monarco, Dona Yvone Lara e seu pai Carlos Monte, que pertenceu a diretoria da Portela, Marisa iniciou diversas pesquisas e ouviu compositores e sambistas antigos,  figuras como Argemiro, Casemiro, Moraes e Galvão. Tudo isso uniu ao trabalho contemporâneo de Arnaldo, Carlinhos e Adriana Calcanhoto.

Surge então o Universo ao meu Redor, um disco de samba que fala sobre amor, natureza, a condição humana, produzido por Mario Caldato Jr., que já trabalhou com o Beastie Boys. Já, Infinito Particular surge do instante em que Marisa começa a digitalizar seu acervo de fitas cassetes, onde encontra canções que viraram hits no país e outras, que não estavam prontas ou até mesmo esquecidas. Quase cem fitas! Ouvindo composições suas de várias épocas, parcerias com Carlinhos, Nando Reis, Dadi e canções novas como Seu Jorge, Rodrigo Campelo nasce um novo trabalho.

Como Marisa escreve em seu site “são dois discos de repertório inédito, gerados ao mesmo tempo, como gêmeos bivitelinos (…), mas são muito diferentes. Cada um com a sua história. Cada um falando por si. Como duas fotos”.

Confira a programação do show no Hagah!

Postado por Raquel Carneiro

Otto libera audição e download da nova música Ela Falava

26 de setembro de 2012 0

O cantor e compositor Otto lançou hoje a audição e o download da música Ela Falava, do novo disco The Moon 1111. Fofa, a faixa com participação discreta da atriz gaúcha Tainá Muller nos vocais está disponível no site www.naturamusical.com.br.

The Moon 1111 tem produção e bateria de Pupillo e participações de Dengue (ambos da Nação Zumbi, e também instrumentistas do novo show de Marisa Monte), Fernando Catatau e Kassin. O disco deveria ter sido lançado no dia 11 de novembro do ano passado (11/11/11, dia do histórico show do Pearl Jam em Porto Alegre), mas não ficou pronto. Agora, deverá chegar às lojas no próximo dia 11 de novembro. O show de lançamento será no dia 12 de outubro, a partir das 18h, na Praça Vitor Civita, em São Paulo.

Para criar o disco, o músico pernambucano se inspirou no personagem Guy Montag, do filme Farenheit 451, de François Truffaut, na psicodelia do disco The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, e no afrobeat de Fela Kuti. Os diretores Cláudio Assis e Camila Valença registraram parte do processo de criação do álbum. Veja:

O último disco de Otto foi Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranqüilos (2009).

Red Hot + Rio 2, sobre a Tropicália, já está online

27 de junho de 2011 2

A compilação Red Hot + Rio 2, com novas versões para totens da Tropicália, está online no NPR Music. O disco será lançado dia 28 de junho pela Red Hot (organização que levanta fundos para a luta contra o HIV e a Aids) 15 anos depois da compilação que recriou clássicos da bossa nova.

O álbum duplo produzido pelo brasileiro Béco Dranoff também lança novas luzes sobre faixas de uma MPB mais ampla, que dialogam com o gênero criado por Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968. Há participações de Beirut, of Montreal + Mutantes, Apollo 9 + Céu + N.A.S.A., CuruminDavid Byrne, Orquestra Contemporânea de Olinda, o rapper Emicida


Para ir direto ao assunto, escute Tropicália (Mario C 2011 Remix) com Beck e Seu Jorge, Um Girassol da Cor do Seu Cabelo com Mia Doi Todd e José González, Baby (Ol Dirty Baby Dub Version) com Aloe Blacc e Alice Smith, Nú Com A Minha Música com Marisa Monte, Devendra Banhart e Rodrigo Amarante, Leãozinho com Beirut, Panis et Circensis com Tha Boogie, Freak Le Boom Boom com Marina Gasolina e SecousseRoda com Orquesta Contemporânea de Olinda e Emicida e Berimbau com Mayra Andrade e Trio Mocotó.

A tracklist:

Disco 1 (Red)

1 – Alice Smith e Aloe Blacc – “Baby”

2 – Beck e Seu Jorge – “Tropicália (Mario C 2011 Remix)”

3 – Mia Doi Todd e José González – “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”

4 – Quadron – “Samba de Verão”

5 – Vanessa da Mata, Seu Jorge e Almaz – “Boa Reza”

6 – John Legend – “Love I’ve Never Known”

7 – Aloe Blacc e Clara Moreno – “Nascimento (Rebirth) – Scene 2″

8 – Curumin – “Ela (Ticklah Remix)”

9 – Aloe Blacc e Alice Smith – “Baby (Old Dirty Baby Dub Version)”

10 – Superhuman Happiness e Cults – “Um Canto de Afoxé Para o Bloco do Ilê”

11 – Om’Mas Keith – “Mistérios”

12 – Forró in the Dark, Brazilian Girls e Angelique Kidjo – “Aquele Abraço”

13 – Mia Doi Todd – “Canto de Iemanjá”

14 – Caetano Veloso – “Terra (Prefuse 73 ’3 Mellotrons in a Quiet Room’ Version)”

15 – Marisa Monte, Devendra Banhart e Rodrigo Amarante – “Nú Com a Minha Música”

16 – Bebel Gilberto – “Acabou Chorare”

17 – David Byrne e Caetano Veloso – “Dreamworld: Marco de Canaveses”


Disco 2 (Hot)

1 – Beirut – “O Leãozinho”

2 – Tha Boogie – “Panis et Circensis”

3 – of Montreal e Os Mutantes – “Bat Macumba”

4 – Phenomenal Handclap Band + Marcos Valle: “Tudo o Que Você Podia Ser”

5 – Madlib e Joyce Moreno – “Banana [ft. Generation Match]“

6 – Marina Gasolina E Secousse – “Freak le Boom Boom”

7 – Money Mark, Thalma de Freitas e João Parahyba – “Tropical Affair”

8 – Los Van Van e Carlinhos Brown – “Soy Loco Por Ti, América”

9 – Orquestra Contemporânea de Olinda e Emicida – “Roda”

10 – Mayra Andrade e Trio Mocotó – “Berimbau”

11 – Apollo Nove, Céu e N.A.S.A. – “It’s a Long Way”

12 – DJ Dolores, Eugene Hütz, Otto, Fred 04 e Isaar – “A Cidade”

13 – Javelin e Tom Zé – “Ogodô, Ano 2000″

14 – Atom e Toshiyuki Yasuda – “Águas de Março [part. Fernanda Takai e Moreno Veloso]“

15 – Twin Danger – “Show Me Love”

16 – Rita Lee – “Pistis Sophia”

Brasileiro assina direção de arte de Madonna

13 de dezembro de 2008 0

Brasileiro assina looks e capas de CD da cantora/Reprodução, G1

Impossível não babar pelo visual do novo disco da popstar Madonna, concordam? Pois o responsável pelo trabalho é o carioca Giovanni Bianco, tão encantado por trabalhar com a diva quanto qualquer mortal ficaria.

“Madonna é a maior trabalhadora do mundo”, diz o cara em entrevista ao G1.

Tudo começou naquele famoso ensaio para a revista W em 2004, quando a diva foi clicada por ele em poses de ioga e mostrou uma elasticidade fora de série. Desde então, Bianco assinou o design gráfico dos shows Re-Invention Tour, Confessions e Sticky and Sweet  e dá o OK final no visual das turnês, looks de shows da cantora e capas dos CDs. Tudo de babar, obviamente. Atire a primeira pedra quem não curte!

- É maravilhoso ser parceiro de uma pessoa tão icônica. É uma escola incrível. Quando disseram que ela iria fazer o show no Brasil, para mim foi uma festa – afirmou Bianco ao site.

Além de estar hospedado no Copacabana Palace, o diretor de arte vai assistir aos dois shows no Rio e em São Paulo com todo o familião de arrasto. Por contrato, ele não pode revelar muitos segredos sobre a musa, mas não faltam declarações elogiando Madonna.

“No trabalho com Madonna você é o instrumento. De todas as artistas com quem tive uma relação profissional, ela e a Marisa Monte têm um controle total de tudo que elas querem, do que elas são e do que elas fazem.”

Sobre Hard Candy:
“A mensagem é `estou aqui, estou vencendo em cada ringue`. Ela está sempre se reinventando de maneira original. Sabe também que parte do sucesso do trabalho dela está na força corporal. É uma artista completa”.

Madonna workaholic:
“Madonna trabalha muito. Já me dediquei noites e noites seguidas, madrugadas e madrugadas. Tanto na pesquisa como na apresentação final, com Madonna sabemos que o importante é a rapidez e a precisão. Depois disso posso enfrentar qualquer tipo de desafio profissional porque talvez ela seja a pessoa mais exigente de todo o mercado. Às nove é às nove ou talvez cinco para as nove. Nove e um já é um desastre”.

Leia mais:

> Madonna no Rio + fotos dos shows em Buenos Aires
> Blog N9ve: Madonna aparece na janela do hotel
> Fãs fazem plantão na frente do Copacabana Palace

Postado por Camila Saccomori

A viola de Paulinho

07 de março de 2008 1

Marcos Hermes
O melhor do samba e do choro soa há mais de 40 anos de uma viola muito especial. O dono dela é um carioca, nascido em 1942 e que atende pelo nome de Paulinho. Herdeiro do legado de músicos brasileiríssimos como Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola vem a Porto Alegre no dia 18 de abril, às 21h, no Teatro do Sesi, para mostrar seu novo feito, o disco Acústico MTV- Paulinho da Viola, um evento que faz parte do projeto bacana Samba no Teatro.

No show, o artista apresentará um repertório com 21 músicas que mesclam canções marcantes e inéditas ao longo de sua carreira. O público poderá conferir Vai dizer ao Vento, Bela Manhã, Ainda Mais, Talismã, um canção de autoria de Arnaldo Antunes e Marisa Monte e as já clássicas Timoneiro, Dança da Solidão, Foi Demais, Só o Tempo, a inesquecível Foi um Rio que Passou em Minha Vida, entre outras.

Paulinho da Viola é um dos artistas de maior importância no cenário musical e na história da cultura brasileira. Nos anos 70, o artista chegou a gravar em média um disco por ano. Percorreu o país e o mundo com nosso samba na ponta de seus dedos. Nos anos 80 gravou mais quatro álbuns e na década seguinte lançou dois de seus mais importantes trabalhos da carreira: Bebadosamba e dois discos ao vivo, intitulados Bebadachama e Sinal Aberto, em parceria com Toquinho.

Paulinho hoje é nome-referência para o nosso %22samba-esquema-novo%22, composto por figuras da nova safra musical tupiniquim e que têm o samba como fiel escudeiro. A lista não termina: Teresa Cristina, Marisa Monte, Mariana Aydar, Roberta Sá, Arnaldo Antunes, Leandro Sapucahy…


>>>>>>>Veja a programação do show no hagah

Postado por Raquel Carneiro

A cara do som brasileiro

10 de fevereiro de 2008 3

Divulgação/Site oficial
A revista britânica MOJO, deste mês, destaca o trabalho de uma figura importante na música brasileira. Errou quem imaginou que se tratava de Maria Rita, Marisa Monte, Los Hermanos ou Nando Reis…A figura da revista atende pelo nome de Vinicius Cantuária, um cantor, compositor, percussionista e guitarrista. Todos em um.

Nascido em Manaus, Vinicius tornou-se um grande percussionista, tocou música portuguesa e até indiana antes. Formou um grupo de chamado O Terço, uma banda de rock progressivo nos anos 80, que segundo ele “tinha elementos da música brasileira, porém queria mesmo ser como Crosby Stills, Nash and Young”.

O Terço foi um desafio para o músico, após ter passado oito anos de sua carreira tocando percussão com Caetano Veloso. Em 1983, Cantuária resolveu explorar a música eletrônica de Nova Iorque, e nos anos 90 retornou para São Paulo inspirando assim, o movimento new wave e músicos como Bebel Gilberto.

Seu novo álbum, Cymbals celebra os 50 anos da Bossa Nova com guitarras e efeitos e conta com a colaboração de ninguém menos que David Byrne, Tom Waits, Marc Ribot e do pianista Brad Mehldau. Mas o time que o acompanha não para por aí. Conta ainda com Paul Socolow no baixo, Michael Leonhart, no trompete, os percussionistas Nany Assis e Mauro Refosco, e o lendário Paulo Braga.

Cantuária é o exemplo de que o artista, com o passar dos anos, tem a tendência a reinventar e criar coisa boas cada vez mais. Sua obra já faz parte da nova leva da Bossa do século 21…

Postado por Raquel Carneiro

# PODCAST 4 # Nelson Motta

22 de janeiro de 2008 0

Divulgação
Jornalista, escritor, compositor e produtor musical, Nelson Motta estará em Porto Alegre nesta quarta-feira para falar sobre seu livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia. A palestra é uma promoção da Rádio Itapema e vai rolar às 20h no Espaço Cultural Guaíba Car, na Av. Sertório, 2499.

>>>>>> Ouça o podcast com Nelson Motta 

>>>>>> Nesta quarta-feira, dia 23, às 14h30min, Motta fará um chat com os internautas do clicRBS; clique aqui! 

Atualmente, Motta tem uma coluna na Folha de S. Paulo e edita o site e comanda o programa Sintonia Fina – que vai ao ar no programa Aboadica Itapema, de segunda a sexta das 10h às 13h e aos sábados das 11h às 14h em Porto Alegre (102.3), Caxias do Sul (102.7) e Santa Maria (105.7). Em Santa Catarina, as veiculações rolam dentro da programação normal de segunda a sexta às 08h40, 12h40 e 21h40 (sábados às 20:40).

O escritor participou da bossa nova junto com ilustres músicos do quilate de Edu Lobo e Dori Caymmi e, no anos 80, ajudou a estruturar o rock brasileiro por meio de seu trabalho como jornalista em O Globo e no programa Sábado Som, da Globo. No final daquela década, foi responsável pelo lançamento de Marisa Monte e pela produção do festival Hollywood Rock.

Autor de sucessos como Dancing Days (com Ruban Barra), Como uma Onda e Tudo Azul(com Lulu Santos), Tardes de Verão (com Ed Motta), Perigosa (Bonita e Gostosa) (com Rita Lee) e a versão em português de Bem que se Quis (de Pino Daniele, na voz de Marisa), Motta já dirigiu espetáculos no Brasil e no exterior e produziu discos de estrelas como Elis Regina, Gal Costa, Daniela Mercury, entre outros.

O escritor foi diretor artístico da gravadora Warner Music, produtor da Polygram e também participou do programa Manhattan Connection, do canal GNT, por oito anos. Escreveu vários livros, entre eles Noites Tropicais, que vendeu mais de 75 mil cópias, O Canto da Sereia, Nova York é aqui, Memória Musical, entre outros.

Nesta entrevista, Motta fala sobre sua amizade com Tim Maia, comenta o processo criativo para escrever o livro, fala sobre suas lembranças de Elis Regina e Paulo Francis e comenta o atual cenário da música brasileira.

>>>>> Ouça o podcast aqui! (13MB, 28:20min)

Postado por Danilo Fantinel

Universo infinito ao nosso redor

08 de dezembro de 2007 1

Danilo Fantinel/clicRBS

O primeiro show de Marisa Monte na volta da turnê Universo Particular a Porto Alegre, na noite desta sexta-feira, no Teatro Bourbon Country, foi no mínimo, maravilhoso. Sim, é difícil falar algo que não isso do espetáculo mágico de uma das maiores cantoras do Brasil.

>>>>> Veja fotos!

>>>>> Leia sobre a passagem de som de Marisa!

A cenografia estupenda alia design e luz com precisão. Blocos móveis gigantes de luz recriavam os espaços do palco a todo momento. A iluminação criativa, resumida em tons amarelos e intimistas, com raras exceções, e calcada em elementos diferenciados, como gruas de seis lâmpadas, globos com iluminação interna e telões de alta definição, merece aplausos. Acima dos músicos, uma luminária gigante em forma de tablado se movia lentamente, dando amplidão ou reduzindo o foco da cena conforme a ocasião.

O aparato high tech e a disposição dos músicos no palco reforçou a idéia de “universo particular”. O cosmo de Marisa Monte é composto por instrumentistas ao seu redor, ela no centro da situação, como uma estrela solar. Este espaço quase sideral se expande entre o público e torna-se infinito para os fãs a partir da música.

Feliz da vida, Marisa e banda realizaram um show telúrico, repleto de doces canções. Sucessos da cantora de vários álbuns se sucediam numa espécie de constelação brilhante e gigantesca. O início se deu com Infinito Particular em completa escuridão, seguida por Universo ao meu Redor.

Veja o início do show abaixo:



Foram tocadas também Eu não sou da sua rua, Aconteceu, Maria de Verdade, Alta Noite (linda, com o globo iluminado fazendo às vezes de lua), Dança da solidão, Meu Canário (cômica, Marisa estimula o público a cantar vários ui ui uis, ai ai ais, leva a inusitada obra de arte “levitação cúbica” ao palco e dialoga com os fãs em um vídeo “real time”), O Bonde do Dom, Beija Eu (quando brinca dizendo “vamos ver se vocês têm boa memória…”), Fica me Pedindo (em clima mariachi, romanesca), Eu sei (na mira), Segue o Seco, entre outras músicas.

Além dessas, Passe em Casa, Carnalismo, Velha Infância e Já sei Namorar (todas dos Tribalistas, sempre muito aplaudidas). O show foi encerrado em perfeita harmonia entre Marisa, músicos e público, e, mais uma vez, com som e escuridão no palco.

Veja o final do show abaixo:

Postado por Danilo Fantinel

Making off: Universo Particular

08 de dezembro de 2007 3

Jéferson Güntzel
O auditório do Teatro Bourbon Country, na tarde de sexta-feira dia 7, estava vazio. No palco, Marcus Ribeiro ensaiava só com seu cello. Além dele, alguns técnicos faziam os ajustes finais no som e na iluminação, na companhia de instrumentos, gruas, telas, o que tornava o cenário parecidíssimo com um set de filmagem. Dentro de instantes, Marisa Monte estaria ali, para a passagem de som de seu Universo Particular.

Na platéia um pequeno grupo acompanha a movimentação. São fãs atentos a todos os movimentos, a qualquer pessoa que chegava, ou porta que abria. Marisa surgiria a qualquer momento.  De repente, os músicos da Senhora Monte entram no palco, e cada um com seu instrumento vão produzindo seus sons e sua concentração. E logo vem ela…

Sorridente, Marisa cumprimenta do palco, os oito fãs que a esperavam na platéia. Num vestido verde discreto, e com um colar de pérolas, ela pega o violão e começa a cantarolar Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda, de Lamartine Babo, e brinca com os tons de suas canções. Para testar os timbres, os técnicos ligavam e desligavam o microfone de Marisa a todo instante. Mesmo assim, não parava de cantar, e costurando uma música na outra, se ouvia sua voz e continuava com a mesma expressão de sentimento e dedicação.

Veja a passagem de som abaixo:



Um rosto que não estava ali para agradar ninguém, muito menos provar alguma coisa. Era apenas Marisa aos montes, com o seu melhor e o seu pior, trabalhando e se preparando para mostrar aos porto-alegrenses o seu Universo Particular.

VEJA AS FOTOS DO SHOW!

Postado por Raquel Carneiro