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Resultados da pesquisa por "Nin Jitsu"

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 7

22 de julho de 2009 3

18 de julho, sábado

O show acontece exatamente no lugar onde os portugueses montavam as caravelas que desbravaram o mundo. O palco do Ollin Kan é algo mágico na beira do rio em Vila do Conde, com uma caravela modelo iluminado atrás, uma praça e muitos casebres medievais ao redor. Inesquecível. Nossa passagem de som foi ensolarada e o sistema de som era um dos melhores do mundo. Melzinho na chupeta para nosso técnico, o Rafa “Nashville”. Excelentes perspectivas para um show que sentíamos que ia ser excelente.

Foto: Fredi na passagem de som

E foi. Encerramos o festival tocando à 1h com um povo animadíssimo e com a participação das rappers superstars da Argentina. O mais legal, e que parece um sonho, é que na Europa se o público sente que a música é boa, ele reage como se estivesse ouvindo a música de sua vida. Não existe aquela necessidade de aprovação do senso comum que vemos aqui no Brasil. Gostou, pulou, ouviu, curtiu, dançou, pediu bis, etc…e assim foi a Comunidade Nin-Jitsu na sua primeira tour pela Europa.

Valeu a todos da Strike Concert, Olelê Music, Casa da Música, Silvio Ribeiro, Óbidus crew, Batida e a todo povo português e espanhol que nos acolheu com muito carinho.

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 6

20 de julho de 2009 2

14 de julho, terça-feira

Algarve é o lugar de Portugal onde os ingleses e alemães adoram passar as férias de verão. Alguns até vão morar por lá. É comum conversar com atendente de caixa que fala um português com sotaque de inglês (“eu estar maluco”). Nosso show foi na Fnac do shopping center principal de Albufeira, que é uma das praias mais legais de Algarve. Foi divertidíssimo e descontraído. Algumas pessoas que já tinham nos assistido no Porto foram até lá para nos ver de novo. Feitoria. 

 

15 de julho, quarta-feira

 

Comunidade Nin-Jitsu em Cascais. Cidade linda, que fica próxima a Coimbra, Lisboa e da ponta mais ocidental da Europa, o Cabo da Roca. Comemos travesseiro de periquita, pastel de nata, passeamos pelas praias e fomos tocar na nossa última Fnac da tour (é muito importante divulgarmos o disco Atividade na Laje!). A gauchada compareceu em peso, cantou junto, tirou fotos e nós, depois do show, nos mandamos direto para Óbidus.

16 de julho, quinta-feira

Óbidus é uma aldeia medieval, que se mantém como era desde a antiguidade. Estamos na abertura da semana medieval, com batalhas, fantasias, comidas típicas, encenações pelas ruas…tudo muito divertido e mega-ultra-pitoresco. Eu me senti o tempo inteiro como se estivesse na capa de um disco do Saxon ou do Manowar. Aliás, essa cidade parece mais um cenário de um filme de época do que qualquer outra coisa. Incrível! Na janta, vestimos trajes medievais, obviamente, e comemos leitão com as mãos tomando uma bela sangria. Óbidus é a terra da ginja, uma frutinha que dá um delicioso licor, que pode ser tomado em copos de chocolate. Delícia. Na night tocamos para uma platéia divertida que gritava “Ah! Eu To Sem Erva!” e que nos fez voltar duas vezes para o bis.

Ah! Já ia me esquecendo de contar que, na passagem de som, o tiozinho dono do boteco ao lado invade o estabelecimento com as mãos na cabeça, aos gritos de “Abaixem o volume! Minhas prateleiras estão a cair! Minhas garrafas estão a quebrar!”. Hahahaha!

17 de julho, sexta-feira

Chegamos, ainda sem dormir, às 11h em Vila do Conde, cidade que acontece o festival internacional Ollin Kan, que é onde será nossa última apresentação da tour, no sábado 18. Ollin Kan acontece em várias cidades do mundo, é um festival itinerante da contracultura, dos ritmos diferentes e que tem uma estrutura impressionante e lindíssima à beira do rio.

Lá pelas 14h, conseguimos deitar na cama, após o almoço. Eu e Carol acordamos às 20h (bota “fio virado” nisso), fomos jantar, passear pelo evento, comer bolinho de bacalhau e uma excelente torrada com cogumelos e molho de alho. Lá pelas 03h da manhã conseguimos dormir…zzzzzzzz…zzzzzzzzzz…

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 5

15 de julho de 2009 1

11 de julho, sábado

Na virada de sexta pra sábado, toquei no Musicbox com a turma do Batida e a Comunidade Nin-Jitsu entrou com tudo no fim do set tocando Cowboy, Ah! Eu to sem erva! e Funk da Paz para a casa completamente lotada! Vinte minutos depois já estávamos entrando na van pra nossa megaviagem de 12 horas até a Espanha, Santa Pola. 

 

Foto: Show da Comunidade em Santa Pola (crédito: Divulgação)

Muitos vídeos loucos, paisagens com oliveiras, caminhos errados, caminhos certos, estradas calientes, Buraka Som Systema no som, nada de sono, ar-condicionado, calor, água, batata frita, Lei di Dai rezando para Jah e…chegamos!!!!!!

Silvio Esmeraldino nos apanha com sua Harley para guiar até o hotel. Passagem de som, McDonald`s e show. Rolou uma energia violenta em cima do palco, foi um dos melhore shows da nossa vida. Lei di Dai cantou Faze a Cabeça com a gente e o heavy metal pegou em cima do batidão. É nois na Espanha!

12 de julho, domingo

Eu e Carol acordamos às 17h. Tentamos regular o sono que, na verdade, está completamente transtornado. O resto da banda foi conhecer a praia, as tendas com massagens, o seminudismo e a água do mar quente do Mediterrâneo. 22h – a hora que anoitece aqui em Santa Pola, mais especificamente no município de Elche, onde fica o hotel – fomos para nosso boteco predileto que nos servia peixe com batatas e legumes por 3 euros e torta de beringela com alcachofra por 75 centavos. Ali ficamos até a meia-noite…

13 de julho, segunda-feira

0h, aniversário do Nando!!!! A gritaria foi grande e a cantoria de parabéns a você acordou os espanhóis que reclamaram de cima do prédio do bar. Lei di Dai também estava de aniver no mesmo dia! Tivemos uma comemoraçao dupla no Dia Mundial do Rock, que acabou virando do ragga também. Durante o dia 13 rolou praia e planos para pegar a estrada novamente na terça, dia 14, onde nos apresentaremos em Algarve (Albufeira) em Portugal.

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto da Espanha

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 4

10 de julho de 2009 1

08 de julho, quarta-feira

Day off em Madrid: exposição de Annie Lebovitz, museu Reina Sofia (Picasso!!!) e janta no Rustika Café (falafel com cus cus). É mole? 

 

Foto: Carol Teixeira, Kyp Malone, da TV On The Radio, e Fredi Chernobyl Endres

09 de julho, quinta-feira

Day off em Lisboa: Eu e Carol assistimos os shows de Klaxons, Tv On the Radio, Crytal Castles, Delphic, Air Traffic, Metallica e Lamb of God (Festival Optimus Alive). A gente sempre aprende muuuuuuito vendo as grandes bandas mundiais do momento, e as eternas também. Impressionante. Não é a toa que certos grupos se dão bem. Não tenho nada a criticar, só elogios que aqui não caberiam. 

Foto: Fredi no museu

10 de julho, sexta-feira

Hoje eu vou tocar com o projeto Batida no Musicbox, um lugar f*** aqui de Lisboa. Tá ficando cada vez mais difícil de acessar a internet daqui. Amanhã pegaremos a estrada para Santa Pola (Espanha) onde tocaremos à noite depois de umas 15 horas de viagem. Prometo contar tudo assim que possível, e mandar fotos de performances, shows, discotecagens, estradas, etc…

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 3

09 de julho de 2009 0

05 de julho, domingo
Domingo é um saco em qualquer lugar do mundo. Mas aqui não foi. Acordamos em alto astral sabendo que o show tinha sido extremamente positivo. Mandei meias e cuecas para lavar. Como a lavanderia era no shopping, eu e Carol aproveitamos e almoçamos lá com nossas amigas brasileiras, Duda e Thaís.

Desta vez, caímos na brasilidade, pois até o delicioso bacalhau quando é demais cansa. Comemos picanha, arroz, feijao e batata frita. É esse tipo de coisa que faz com que a gente se sinta em casa em Portugal. Nosso Brasil é todo moldado com base no país que nos descobriu (o formato de balcao de padaria, azulejos na cozinha, ruas, construçoes…). Mano Changes segue entocado no quarto lendo tudo sobre a cidade, em um guia que comprou, e não indo a lugar algum. hahaha! E o Calcanhotto segue procurando um bar que toque salsa.

À noite, fomos ver o projeto Batida no festival Mestiços. Os caras fazem um som dance mwangalé (kuduro eletrônico). É uma parada como se fosse o bailefunk da Angola. É pesado, pancadão, mas o ritmo é rápido e os MCs rimam muuuuuuuito bem. E para entender como eles dançam isso basta botar um vídeo de breakdance americano 16x mais rápido. Grande presença, grande integração, que irá acontecer de novo na sexta em Lisboa, no Musicbox. 

 

Fotos de show: Divulgação

06 de julho, segunda-feira

Mano Changes e Tábata saem para um city tour de ônibus com Rafa Hauck (nosso European sound designer), Nando e Calcanhotto vão se hospedar na casa do nosso grande amigo português Pedro, em uma praia que possui uma área para naturistas (nudismo) mais ao norte. Segundo Eron, nosso representante aqui, a casa fica ao sul. Eu e Carol aproveitamos esses três dias de day off para conhecer Madrid, que é incrível. 

07 de julho, terça-feira

O hotel que estou em Madrid oferece tapas (chorinhos) de champagne o dia inteiro na recepção. No café da manhã também nos deparamos com garrafas de champagne, suco de tomate e mini-panquecas. Madrid rules! Madrid é uma das melhores cidades que conheci na vida, o povo é muito acolhedor e a city tem a mescla que mais gosto entre o moderno e o histórico.

Dia inteiro rodando a pé por tudo e eu aproveitando pra baixar as calorias extras adquiridas na abundância de bacalhau delicioso com azeite de Portugal. O Palácio Real é de se arrepiar. Nenhum episódio de Indiana Jones mostrou tanta riqueza quanta a que vi no Salon del Trono. Caramba… imagina quanto ouro essa turma ancestral colonizadora não trouxe da América do Sul e Central na Idade Média, enquanto matava índios nativos e ignorava todo conhecimento evoluído de Incas, Maias, Astecas e o escambau… day off is day off… só alegrias… se é lets go que seja now… ;)

>>>>> Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 1
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Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 2

06 de julho de 2009 5

 

03 de julho, sexta-feira

Dia de acordar tarde para ter energia à noite. Almoço no shopping (bacalhau com nata e feijao com arroz) próximo ao hotel Tuela (eu, Carol, Nando, Mano e Tabata) e muita bobeira pela tarde.

A noite começou bem: papo com o amigo Kassin seguido de show da Orquestra Imperial. O show dos caras é muito divertido, despretencioso e tem uma qualidade musical absurda. Fico pensando: “como eles sao MÚSICOS, como eles tem REPERTÓRIO”.

Amarante do Little Joy (ex- Los Hermanos) rodava pelo palco num clima de chalaça, cantando de vez em quando. E foi nesse clima de farra que a Orquestra Imperial conquistou os portugueses, que fizeram até trenzinho pela Casa da Música.

1h da manhã é hora de ir para o Plano B (club mais legal do Porto; foto ao lado). Carol encontra as amigas brasileiras que aqui estão morando, Duda e Thaís e, junto com a Comunidade, formamos um bonde para minha apresentaçao como DJ Chernobyl, pela segunda vez neste ano em Porto. Muito funk, electro, fidget, maximal, Baltimore, mash-ups, misturebas loucas e dançantes. A galera dançou muito e a casa lotou. Lá pelas tantas, chamei Mano Changes para inserir vocais, rimas e agitar a massa. Acho que toquei umas setenta músicas em uma hora e quarenta. Ritmo megafrenético para os portugueses descerem até o chão. Lá pelas seis da manha voltamos para o hotel e …dormimos.

04 de julho, sábado

Dia de tocar em um dos festivais mais legais da Europa, o festival Mestiço, na renomada Casa da Música, uma das construções mais incríveis que já vi em toda minha vida.

Logo depois do almoço, passamos o som com o técnico do evento, pois atrasou o voo do Rafa Hauck, nosso ex-técnico de monitor no Brasil que hoje mora em Londres e que está nos acompanhando nesta tour na Europa. Primeiro mundo é impressionante mesmo… só pessoas qualificadas e equipamentos de última geração… a energia do palco já estava arrepiante enquanto checávamos o som com Funk da Paz (rebola o resbolah). Lá pelas 21h30min, quando o sol se põe aqui, fomos jantar no restaurante do sétimo andar da Casa da Música e comemos um peixe sensacional, com pimenta piri-piri e vinho branco.

O festival começa com o show da MC de ragga/dancehall brasileira Lei di Dai, que aquece a massa junto com uma cantora norueguesa que ela conheceu pelo Myspace. Grande presença da parceria paulistana zona leste com escandinávia. O público e a Comunidade Nin-Jitsu amaram.


Fotos: Divulgação

Às 23h30min, a Comunidade Nin-Jitsu entra no palco e começa a chalaça européia. 2,5 mil pessoas que lotavam a platéia e que esgotaram os ingressos já no meio da semana passada cantaram e dançaram de forma impressionante o show inteiro. Receptividade incrível. Obviamente fizeram coro em Ah! Eu to sem Erva!, que aqui já veio no começo do show pra ganhar a galera de cara, como um time que faz dois gols nos primeiros dez minutos de uma partida fora de casa. Fora de casa? Não! Em casa! Pois nos sentimos muito a vontade e mandamos ver do começo ao fim com uma reação perfeita do público. De chorar.

Que mais que eu vou dizer? Só temos a agradecer a esse povo que nos recebeu tão bem e desejamos que os próximos shows sejam perfeitos, como este foi. Estamos muito felizes.

Natiruts encerra a noite com uma chuva de hits e com uma jam session com Mano Changes, Lei di Dai e eu. Excelente!

>>>>> Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 1

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Diário da Comunidade Nin-Jitsu na Europa # 1

03 de julho de 2009 10

Começamos a publicar hoje no Volume o Diário de Bordo da turnê da Comunidade Nin-Jitsu na Europa, assinado pelo Fredi Chernobyl Endres com exclusividade pro blog. Valeu, meu velho!

 

 

Fotos: Divulgação

29 de Junho, segunda-feira

Saímos de POA às 13h, chegamos no Rio de Janeiro e fomos direto para a fila da Ibéria para fazer o check-in. O Galeão, aeroporto carioca super anos 80 falido, estava com os computadores fora do ar. Ficamos ali, naquele cantão comendo sanduíches bancados pelo Calcanhotto, tomando Coca Zero e acessando a internet pelo maravilhoso ZTE Connection da Vivo. Ligamos para Rodrigo e Bianca (casal Leela), que iriam voar para Londres (com escala em Paris) no mesmo horário que a gente (!) e eles já estavam chegando. Pra completar a coincidência, o check-in da Air France era do lado do nosso. Mais uma vez, Carol e Fredi encontram Rodrigo e Bianca em uma situação megainusitada. Carol mandava mensagens pelo Twitter e Bianca escrevia no Facebook. Enquanto isso, eu empurrava o carrinho com o note em cima do case da minha guitarra Gibson SG. A fila começa a andar. Lembrei que tinha que sacar os R$ 250 que o DJ Schutz tinha me dado pra eu comprar um fone Wesc pra ele em Lisboa. Saí correndo atrás de um caixa de Itaú, saquei o dinheiro e depois fui trocar por Euros. Fotos no embarque, Rodrigo e Bianca pelo portão 10, Fredi, Carol, Nando e Calcanhotto pelo portão 11.

Descobri porque a Ibéria é barata ao entrar no airbus. Poltronas apertadas sem tela de televisão interativa e… no resto tudo ok. Comida razoável, pão, pão, pão, pão, pão, um vinho tinto excelente e uma lata de Pilsener quente pra me ajudar a dormir.

30 de junho, terça-feira

Depois de 10 horas de vôo, chegamos em Madrid. Na imigração, apenas disse que eu não estava indo pra Espanha e que Madrid fazia parte da conexão que me levara a Porto, Portugal. Ok. Carimbão de entrada pra Carol e para mim. Acho que casais enfrentam menos problemas do que caras sozinhos entrando nesse tipo de país que não tem relações diplomáticas muito legais com o Brasil. Agora, Carol dorme encostada na janela do avião, dopadinha de Rivotril. E eu, digito com os ouvidos entupidos, tomando suco de tomate enquanto o avião desce até Porto para, finalmente, chegarmos na cidade das três primeiras apresentações (duas da Comunidade Nin-Jitsu e uma de Chernobyl).

01 de junho, quarta-feira

Acordamos perto do meio dia e fomos almoçar no restaurante da Casa da Música, que é o lugar onde acontece o Festival Mestiços. Estávamos completamente desregulados do sono, por causa do famoso jet lag. Pois na terça, quando chegamos, dormimos das 14h às 21h e obviamente trocamos a noite pelo dia. Perto da Rotunda da Boa Vista, mandei fazer um cabo que conectasse o computador à mesa de som para disparar as batidas eletrônicas no show. Em qualquer país do mundo isso seria algo complicado, mas quando se está em Portugal é diferente, pois todos falam a nossa língua, e, além de terem a energia parecida com a dos brasileiros, são extremamente simpáticos. Acho que Portugal vê o Brasil como uma espécie de filho, ou melhor, filhão.

Depois de algumas horas na recepção do hotel tomando cafés e Carol acessando internet com muita sagacidade, subo para o quarto do Eron, produtor nosso em Portugal, para traçarmos o cronograma de transporte da tour. Às 19h30min nos mandamos para o primeiro show da Comunidade Nin-Jitsu na Europa. O cabo que mandei fazer não funcionou, me avisa Rafa, nosso técnico de som. Hahaha! Era bom demais pra ser verdade. Mas o mestre do som da Fnac nos emprestou um cabo que funcionava. 

 

O show foi divertido, bem light, como uma espécie de aquecimento para os mais pesados e “responsa” que viriam na sequência da tour. Tocamos superbem e o público diversificado que ali estava adorou e comprou CDs com a gente. Após nosso debut no Velho Mundo, fomos jantar na casa do Fernando, o diretor da Casa da Música, que é um dos grandes responsáveis por estarmos sendo tão bem acolhidos no Porto. Picanha, feijão com arroz, farofa, couve, cerveja, vinho e muito som no toca-discos da sala de sua casa incrível, que fica localizada em uma rua extremamente estreita, que lembra as servidões de Floripa.

Na volta pro hotel, uma carona em um carro igual ao da Quadrilha de Morte da Corrida Maluca, sendo guiado pelo excelente fotógrafo que é sósia de Jesus Cristo, Norberto, ouvindo Tom Waits a milhão.

02 de Julho, quinta-feira

Descemos do táxi no Mercado do Bolhão e caminhamos muito pela parte mais antiga-medieval-com-cara-de-europa da cidade, próximo ao Rio Douro. Atravessamos a ponte, andamos em ruas, ladeiras similares ao centro de Porto Alegre, porem muito mais antigas. Visitamos castelos, igrejas e comemos bolinho de bacalhau à beira do Rio Douro, visualizando as fábricas de vinho do Porto. Uma delícia mesmo foi a porção de berbigões que o dono do restaurantezinho nos deu de cortesia. De noite, show do mestre brasileiro Naná Vasconcelos na primeira noite do festival Mestiço.

>>>>> Saiba como foi a turnê de Chernobyl pela Europa em 2008

Postado por Fredi Chernobyl Endres, direto de Portugal

Novas da Comunidade Nin-Jitsu online

28 de fevereiro de 2008 0

Divulgação
Se Edu K nos deliciava com funk carioca e Miami Bass no início dos anos 90, Comunidade Nin-Jitsu se puxou afú na mistura do pancadão com o rock entre o final daquela década e o início dos anos 2000.

Dae que a Flávia Durante mandou a dica: você pode ouvir online as faixas Sem Vacilar, Ela Tá pagando Mico e Chuva nas Calcinha, que estarão no sexto CD deles, Atividade na Laje.

Confesso: ainda não pude escutar, então me abstenho de comentários. De qualquer forma, confio na Comunidade.

>>>>> Ouça as músicas aqui

>>>>> Visite o site da banda

>>>>> E o MySpace é esse aqui

Postado por Danilo Fantinel

Calendário de shows atualizado

23 de novembro de 2011 0

O calendário de shows indicados pelo Volume em 2011 foi atualizado com Ben Harper (EUA), Richard Rip Lee Pryor (EUA), Israel Vibration (Jamaica) + Slightly Stoopid (EUA), Yelle (França), Passport Green Sunset com Dam-Funk (EUA), DeFalla, Júpiter Apple, Projeto Dragão (Nenung + convidados como Wander Wildner, Gustavo Telles e Dado Villa-Lobos), Comunidade Nin-Jitsu, Racha Cuca + Live Sport Band, Garotos da Rua + Identidade, Vanguart + Dingo Bells, Marcelo D2 + Cachorro Grande no Red Bull Soundclash, Móveis Coloniais de Acaju + Barracuda Project + Aldebaran na Noite Senhor F, Tributo a Tim Maia, Pacha Brasil South American Sessions com o DJ Rafael Yapudjian, Velhas Virgens, Matanza, Dark Funeral e Vanguart + Dingo Bells na festa de 12 anos da Segunda Maluca.

DeFalla DeVolta DeNovo!

25 de maio de 2011 1

Foto: Tadeu Vilani

Volto das férias e recebo a boa notícia sobre o show do DeFalla no Beco, em Porto Alegre, no dia 26 de maio, às 23h. E melhor: com a formação mais conhecida do grupo, reunindo Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria), Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra). E haverá um show extra à 01h30min (para o qual você poderá comprar ingresso em conjunto com o show dos Raimundos no Opinião – saiba mais no fim do post). Oba!

Entrevista: Edu K fala sobre o DeFalla e o show desta quinta

O show rola dentro do projeto Discografia Rock Gaúcho e vai repassar o álbum de estreia, lançado em 1987, que tem Ferida, Não me Mande Flores, Sodomia, Sobre Amanhã, Tinha um Guarda na Porta, Ideias Primais no repertório.

Fotos: Divulgação

O DeFalla, você sabe, sempre foi uma banda muito à frente de seu tempo. Bem como o Volume gosta! A banda misturava pós-punk, rock e hardcore com funk, groove, trash metal, glam, rap e tiques eletrônicos já a partir dos anos 80, quando ninguém sabia que isso era possível. Chegou ao auge da sobreposição sonora com o disco Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1993). Tipo Metallica encontra Pistols e Sigue Sigue Sputnik numa pista acid house pós-show do Bauhaus com participação do Public Enemy.

Anos depois, o DeFalla forçou ainda mais os beats, turbinando faixas com big beat, funk carioca, Miami bass e techno punk. Tudo com muito punch, direto da cabeça orbital e esquizofrênica de Edu K. Com isso, os caras provocaram repulsa entre fãs radicais, mas não comprometeram seu perfil criativo inovador. Normal. O DeFalla sempre foi várias bandas em uma só. E Edu K, como ele mesmo já disse, consegue ser John Lydon e Malcom McLaren ao mesmo tempo.

Então, metamorfose para eles é algo comum. O DeFalla sempre foi antropofágico e mutante – tanto no som quanto em suas formações. Era uma banda globalizada quando o termo nem havia sido cunhado (ou ao menos quando nem tínhamos notícia sobre isso). Sempre de olho no exterior, tinha parabólicas sonoras direcionadas para o horizonte musical planetário quando poucas bandas sabiam o que se passava fora do BRock.

Desde a formação original com Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (guitarra) – e depois na conjunção mais conhecida, com Edu, Biba, Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra) –, os músicos já mastigavam, engoliam e vomitavam referências quando essa mistura de gêneros musicais era nada mais do que heresia mal-educada de um bando de garotos feios, sujos e malvados. Com eles, tivemos contato com uma fórmula musical vanguardista, contracorrente e inspiradora, que sem querer ajudou a compor o novo cenário musical do Brasil nos anos 90.

Não à toa, o DeFalla serviu de influência para bandas como Planet Hemp, Pavilhão 9, Pato FuUltramen, Comunidade Nin-jitsu, Mundo Livre e Chico Science & Nação Zumbi – a provável última grande banda brasileira. Ainda hoje respinga na produção de grupos como CSS, Bonde do Rolê e na produção eletrônica autoral do Fred Endres Chernobyl e do próprio Edu K.

DeFalla é tão à frente que Edu tocou praticamente pelado (vestiu o pau apenas com uma meia) no Hollywood Rock de 1993 muitíssimo antes de Nick Olivieri, o baixista do Queens of the Stone Age, ser preso por tocar nu no Rock in Rio de 2001. E isso importa? ÓBVIO que sim! São quase 30 anos de pé na porta!

Durante os anos 2000, a banda fez shows esporádicos. Em 2004, tocou no Opinião em Porto Alegre. Em 2007, Edu K participou de um show do Ultramen no Ocidente, em POA, cantando DeFalla. Em 2005, rolaram shows em POA, São Paulo e Rio, onde a banda contou com participações de Marcelo D2 e B Negão. E em 2008, nesta entrevista exclusiva pro Volume, Edu já anunciava mais uma volta da banda. Veja abaixo:

>>>>> Se não consegue ver o embed acima clique aqui!

Escute a entrevista com Edu K


Mais vídeos

Em 2010, em pocket na casa do Flu: 


O set list do show deve ser:

Ferida

O que é Isso

Sodomia

Papaparty

Grampo

Não me Mande Flores

Ideias Primais

Sobre Amanhã

Alguma Coisa

Melô do Rust James

Jo Jo

I’m an Universe

Tinha um Guarda na Porta

TrashMan

Gandaia


Te liga:

DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho

Quando: 26 de maio, 23h e show extra à 01h30min.

Onde: Beco (Independência, 936, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 25 com nome na lista (site do Beco) e R$ 30 na hora. ATENÇÃO: há um lote promocional e limitado para a sessão extra do show do DeFalla em parceria com o show dos Raimundos, que rola no Opinião no mesmo dia. Como funciona? Na quinta-feira, a partir das 14h apenas na bilheteria do Opinião, os fãs poderão comprar um ingresso duplo, que dará direito a assistir ao show dos Raimundos (Opinião, às 23h) e depois o show do DeFalla (Beco, à 1h30min). Estes ingressos promocionais duplos custam R$ 50,00.