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Resultados da pesquisa por "Paul McCartney"

Paul McCartney lança vídeo de My Valentine como prévia do DVD Live Kisses

19 de setembro de 2012 0

Paul McCartney divulgou um trecho de seu novo DVD, Live Kisses, gravado no Capitol Studios, em Hollywood. O repertório tem como base o disco Kisses In The Bottom. Entre os convidados estão Diana Krall e Joe Walsh. O vídeo liberado é da música My Valentine. O DVD será lançado no dia 13 de novembro.

Veja o tracklist:

I’m Gonna Sit Right Down And Write Myself A Letter
Home (When Shadows Fall)
It’s Only A Paper Moon
The Glory Of Love
More I Cannot Wish You
We Three (My Echo, My Shadow And Me)
Ac-Cent-Tchu-Ate The Positive
My Valentine
Always
My Very Good Friend The Milkman
Bye Bye Blackbird
Get Yourself Another Fool
My One And Only Love

E Paul segue bombando. Ontem, foi divulgado que Live And Let Die foi eleita a melhor música-tema dos filmes de James Bond (leia aqui). Há poucos dias, saiu a lista dos vocalistas mais ricos do mundo, tendo Paul no topo do ranking com uma fortuna estimada em cerca de US$ 800 milhões (saiba mais). Já no início do mês, o músico foi condecorado pelo presidente da França, François Hollande, com a Legião de Honra (veja).

> Leia sobre o show de McCartney em POA em 2010 aqui e aqui.
> Mais Paul McCartney

Paul McCartney reproduz parte da história da música pop em POA

08 de novembro de 2010 40

Paul McCartney reproduziu parte da história da música pop na noite deste domingo no seu primeiro show em Porto Alegre, no estádio Beira-Rio, durante a abertura da etapa sul-americana da Up and Coming Tour. Ao longo de três horas de espetáculo, apresentando hit atrás de hit, entre rocks lendários e baladas inesquecíveis, o cantor e compositor britânico deixou claro porque é um dos grandes gênios das artes da atualidade.

É incrível o alto número de clássicos assinados por Paul sozinho ou em parcerias ilustres. É ainda mais incrível o fato deste senhor de 68 anos de idade e cinco décadas de estrada ter energia para tocar por horas, sem intervalo, sempre atencioso e gentil com seus fãs. Mais: recentemente, o músico comentou que vem gostando cada vez mais de tocar ao vivo e por tanto tempo. E nota-se isso durante sua apresentação. A satisfação está em seu rosto, na sua voz e no seu gestual.

Nobre e cordial, McCartney apresentou aos cerca de 50 mil fãs que estiveram no Beira-Rio algumas das obras fundamentais da música pop. Composições lendárias, praticamente eternas, já há muito inseridas no contexto histórico cultural em que vivemos são como instituições sólidas que servem de abrigo para milhões e milhões de pessoas mundo afora. São peças que integram uma vasta região do cenário musical contemporâneo e que dizem muito a fãs de todas as épocas.

Em pouco tempo, o show tornou-se uma experiência sensorial de massa, em que cada música remetia não só à memória individual, mas também a um consciente coletivo que evolui desde os anos 60. Assim, sensações, emoções e sentimentos partem de uma dimensão pessoal à comoção pública, e a energia que rola no palco chega à plateia sem interferências.

Em diversos momentos, a sintonia entre músicos e fãs se fez ainda mais nítida, como ocorreu durante a abertura da noite com Venus and Mars/Rockshow, Jet, All My Loving, Letting Go e Drive My Car – uma das mais esperadas. Um dos marcos do projeto Fireman, Highway surgiu bluseira e cheia de groove, como se estivesse na trilha de um road movie ensolarado.

Ao piano, Paul executou algumas das baladas mais aguardadas da noite, como The Long and Winding Road, Nineteen-Hundred and Eighty Five, Let ‘Em In, My Love (dedicada a sua “gatinha Linda” e a “todos namorados” da plateia). O clima romântico seguiu com And I Love Her (muito aplaudida, o que fez Paul largar um “mas bá, tchê!” fazendo o Beira-Rio quase vir abaixo) e Blackbird.

Here Today, executada apenas ao violão em homenagem a John Lennon, emocionou ainda mais o público. O mesmo rolou com Something, um lindo tributo a George Harrison. Antes dela, a polca roqueira e alegre de Mrs Vandebilt e a faixa Dance Tonight, do disco Memory Almost Full, elevaram os ânimos da mesma forma que Band on the Run, um dos maiores sucessos dos Wings.

Sempre corrigindo ao máximo suas falas em português, anunciou a primeira execução de Ob-La-Di, Ob-La-Da em solo brasileiro – para delírio geral. Back In The USSR, intensa e revivalista, com final anárquico, manteve o clima em alta. E, enquanto Paperback Writer foi tocada com a mesma guitarra usada na gravação original, a dobradinha A Day in the Life/Give Peace a Chance marcou um passeio pelo disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e uma segunda homenagem a Lennon.

Depois, McCartney voltou ao piano para cantar Let it be acompanhado por 50 mil vozes, seguida da clássica Live and Let Die, com direito a explosões e fogos de artifício dourados e vermelhos, marcando o momento alto da noite. Paul até brincou com a plateia, fingindo que o barulho provocado pela pirotecnia era alto demais. O show seguiu com Hey Jude cantada em coro pelos fãs e encerrando a primeira etapa da noite.

No primeiro bis, Paul e os músicos Brian Ray e Rusty Anderson (guitarra), Abe Laboriel Jr (bateria) e Paul “Wix” Wickens (teclado) voltaram ao palco com duas bandeiras gigantes: uma do Brasil e outra do Reino Unido. O músico acompanhou o público cantando o tradicional “ah, eu sou gaúcho” para, na sequência, mandar Day Tripper (dona de um dos riffs mais emblemáticos da história da música), Lady Madonna e Get Back. Por vários momentos, Paul levantava o baixo como quem erguia um troféu. Gesto digno de um campeão.


O segundo bis rolou com a impressionante sequencia Yesterday (sozinho ao violão), Helter Skelter (insana, lisérgica e metálica como poucas músicas conseguem ser), Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e The End.

Ao fim do show, percebe-se que se a esfera da música pop global foi moldada por um grupo repleto de grandes compositores, Sir Paul McCartney certamente está entre eles. Do alto de sua generosidade, gentileza e unanimidade, o inglês remontou momentos valiosos da música mundial com o vigor e com a energia típica de gênios humildes.

Parte do setlist do show:

>>>>> Texto, fotos, vídeos: McCartney em Londres em junho de 2010

>>>>> Texto, fotos, vídeos: McCartney em Atlanta em 2009

>>>>> Paul in POA: tudo sobre o show

Ingressos para Paul McCartney estão esgotados no Beira-Rio

07 de outubro de 2010 1

A pré-venda de ingressos para o show de Paul McCartney está esgotada no estádio Beira-Rio. Quem está na fila já recebeu senha. Quem não recebeu não deve se dirigir ao local. Leia mais no site do Segundo Caderno.

A totalidade da pré-venda de ingressos para o show deverá ser anunciada em breve.

>>>>> Tire dúvidas sobre o show

>>>>> Ingressos variam entre R$ 140,00 e R$ 520,00

>>>>> Leia sobre o show de McCartney em Londres em junho de 2010

>>>>> Também vimos a apresentação dele em Atlanta em 2009

Ingressos para Paul McCartney em Porto Alegre variam entre R$ 140,00 e R$ 520,00

05 de outubro de 2010 10

Os ingressos para o show de Paul McCartney em Porto Alegre variam entre R$ 140,00 e R$ 520, 00. O ex-beatle toca em Porto Alegre no dia 7 de novembro no Estádio Beira-Rio. A pré-venda de ingressos na internet e no Beira-Rio começa no dia 7 de outubro (quinta-feira), a partir das 8h, e segue até o dia até 10 de outubro ou até atingir o limite de 70% de ocupação dos espaços disponíveis.

Valores por setor:

* R$ 210,00 cadeira numerada ímpar no anel superior.

* R$ 330,00 cadeira numerada par, anel superior.

* R$ 140,00 cadeira não numerada, anel superior.

* R$ 220,00 gramado livre e anel inferior.

* R$ 520,00 gramado premium.

* R$ 140,00 cadeirantes.

Cada pessoa portadora de CPF poderá comprar seis ingressos. Serão colocados à venda aproximadamente 50 mil bilhetes. O pagamento poderá ser feito em dinheiro ou em cartão de crédito e débito. Não serão aceitos cheques.

O site para a pré-venda é www.ingresso.com. A bilheteria no Beira-Rio abre às 8h do dia 7. A prioridade de compra é para assinantes dos jornais do Grupo RBS (é preciso apresentar cartão do Clube do Assinante) e para os sócios do Inter.

A venda para o público em geral terá início no dia 11 de outubro, a partir das 8h, nos mesmos locais, podendo ser adiantada caso a pré-venda se encerre antes.

A abertura dos portões do Beira-Rio no dia do show será às 17h30min. O show terá início às 21h. Mais infos no call center: 4003.3222.

As informações foram repassadas no final desta manhã durante uma coletiva de imprensa nos camarotes do Beira-Rio coordenada pelo Grupo RBS, pela DC Set Promoções e pelo Sport Club Internacional. Participaram da coletiva o diretor da DC Set, Cicão Chies, e Flávio Steiner, diretor de eventos do Grupo RBS.

Steiner ressaltou a satisfação de poder viabilizar o evento pois, segundo ele, “não foi fácil trazer o ex-beatle a Porto Alegre”. Já Cicão afirmou que era o sonho da DC Set era trazer Paul McCartney à cidade. Ele garantiu que o espetáculo de Porto Alegre será idêntico ao realizado em outras cidades. A turnê Up and Coming já foi apresentada em 25 shows entre América do Norte, América do Sul e Reino Unido. No Brasil, os shows seguirão o mesmo set list variado com cerca de 36 músicas de diferentes épocas da carreira de Paul, passando pelo período dos Beatles, Wings, carreira solo e material do projeto The Fireman.

Cicão também explicou que o Rio de Janeiro “perdeu” o show de Paul devido às reformas no Maracanã. Cicão também disse que a produção de Paul McCartney gostou muito do Beira-Rio.

RESUMÃO:

* Pré-venda:

- Sócios do Sport Club Internacional.

- Assinantes dos jornais do Grupo RBS (Zero Hora, O Pioneiro, Diário de Santa Maria, Diário Catarinense, A Notícia e Jornal de Santa Catarina). Período: a partir das 8h de 7/10, até 10/10. Limite: 70% de ocupação dos espaços e seis ingressos por CPF.

* Venda para o público em geral:

Período: a partir das 8h do dia 11 de outubro.

* Como comprar:

Site: www.ingresso.com

Call Center: 4003.3222

Pontos de venda: bilheterias do Estádio Beira-Rio — Central de Atendimento ao Sócio (CAS), das 8h às 19h, de 7 a 9 de outubro. A partir de 10 de outubro, nas bilheterias do Gigantinho, das 10h às 19h, diariamente, inclusive sábados e domingos.

* Formas de pagamento: cartões de crédito, débito ou dinheiro. Na internet e call Center apenas cartão de crédito.

* Serviço do show:

Data: 7 de novembro, domingo.

Abertura dos portões: 17h30min.

Início do show: 21h.

Duração: aproximadamente 2h30min.

Capacidade do estádio: cerca de 50 mil pessoas. Veja PDF com o mapa aqui.

Site oficial do evento: www.paulinbrazil.com.br , a partir de quarta-feira, dia 6 de outubro.

>>>>> Leia sobre o show de Paul em Londres em junho de 2010

>>>>> E sobre a apresentação dele em Atlanta em 2009

Paul McCartney confirmado em POA

29 de setembro de 2010 0

Paul McCartney confirmado em Porto Alegre dia 07 de novembro no Beira-Rio em Porto Alegre. A informação rolou do vice-presidente executivo do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, para o Alexandre Fetter, que divulgou a notícia agora na Rádio Atlântida.

A turnê Up and Coming também passará por São Paulo, nos dias 21 e 22, no Estádio do Morumbi, e Buenos Aires, nos dias 10 e 11. A pré-venda de ingressos começa a partir da próxima semana.

>>>>> McCartney fecha turnê com espetáculo em Londres

Paul McCartney nega má relação com John Lennon

25 de agosto de 2009 0

Foto: Divulgação

O ex-beatle Paul McCartney negou ter tido uma relação ruim com John Lennon e atribuiu alguns dos problemas de seu ex-companheiro de banda à tendência a dizer tolices.

– John dizia tanta estupidez que depois dizia que não tinha intenção – disse McCartney em declarações publicadas hoje na revista britânica Radio Times.

Conforme a Agência EFE, o músico completou:

– Eu realmente nunca critiquei John. Eu não sou tão crítico. É uma questão de personalidade. Ele era mais brusco que eu – ressaltou o ex-integrante dos Beatles.

Segundo McCartney, Lennon, assassinado em 1980 em Nova York, não foi um homem tão difícil como as pessoas acreditavam e disse que teve com ele muitas coisas em comum.

– Se John dizia algo ruim de mim, também podia baixar os óculos até a ponta do nariz para dizer `te amo`. Isso é o que conservo dele – ressaltou.

>>>>> 60 mil cantam junto com Paul McCartney nos EUA
>>>>> McCartney poderá tocar no Brasil
>>>>> McCartney libera download gratuito
>>>>> McCartney diz que politizou os Beatles
>>>>> Documentário sobre os Beatles já está online
>>>>> Mais sobre Paul McCartney
>>>>> Mais sobre os Beatles

Postado por Volume

60 mil cantam junto com Paul McCartney nos EUA

20 de agosto de 2009 26

Fotos: Divulgação

São 5h30min e eu estou saindo do meu apartamento com uma mochila nas costas. Tenho que atravessar toda a Downtown Nashville para chegar até a estacao da Greyhound e pegar um ônibus para Atlanta na Georgia. Serão dez quadras num passo apertado. Por mais que eu só veja alguns bebuns saindo dos honk-tonk bars da Boadway, quero evitar contratempos. Na mochila? Uma calça, duas camisetas extras, uma muda de roupa, máquina fotográfica e meu bem mais precioso: o ingresso pra ver Sir Paul McCartney tocar no Piedmont Park em Atlanta.

Viajar de ônibus nos Estados Unidos e uma confusão so. As rodoviárias são desorganizadas, ninguém sabe a que horas o ônibus vai realmente sair (e se vai sair!!!) e muito menos a que hora vai chegar no destino (e se vai chegar!!!). Por isso que aqui se anda muito mais de avião. Além disso, todo mundo tem seu carro. Quando digo para as pessoas que ando de ônibus, todo mundo aqui me olha como se eu tivesse cometido alguma espécie de crime. Os ônibus são desconfortáveis, velhos e sujos. Mas quando eu entro no bus, esqueço disso e penso que tudo vale a pena pra ver o velho Macca em ação.

Quem me conhece, sabe que eu sou um beatlemaníaco xiita (e chato). Não consigo me lembrar da primeira vez que eu ouvi Beatles, mas lembro do primeiro disco que eu ganhei. Aos 7 anos, seu Milton, meu coroa, voltou de viagem não sei de onde e, por algum motivo, me deu o LP The Beatles Ballads. Ouvi aquele disco até literalmente furar (sim, ele furou!!!). Depois, aos 12, eu comprei o disco RAM do Macca e surtei, não aceitei mais a vida como ela era. Há quase 15 anos que eu escuto esse disco pelo menos uma vez por semana. RAM é um disco que toda crianca deveria receber ao nascer. Nasceu, cortou o cordão, conheceu mamãe, papai, tomou um banho, a vacina e mamou ouvindo RAM.

Mas ver o cara ao vivo é diferente. Porque todas aquelas músicas que eu conheço, cantei, toquei e que me acompanham há mais ou menos 20 anos foram escritas pelo cara que estaria ali na minha frente. O cara que me levou a ser músico e aprender a tocar algum instrumento, cantar alguma musica, compor uma melodia.

Cinco desconfortáveis horas depois, chego a Atlanta, pego o metrô, um bus e chego no meu motel para deixar as coisas. Fiquei hospedado num daqueles motéis que a gente vê nos filmes, manja? Com os quartos abertos para o estacionamento. Um lixo. Outro ônibus depois e eu estava em frente ao local do show almoçando e ouvindo a passagem de som do tio Macca. Quer saber o que ele tocou? Coming Up, Blue Suede Shoes, Blue Moon of Kentucky, Let Me Roll It, Dance Tonight, She Came in Through the Bathroom Window, How Kind Of You, Honey Don`t, Peggy Sue e All My Loving. Já dava pra voltar para casa, certo?

Mas ainda tinha mais. Duas horas de espera na fila foram suficientes para saber algumas histórias das pessoas que estavam ali no aguardo assim como eu. Uma senhora com a filha adolescente tinha visto os Beatles ao vivo ali em Atlanta em 1965. Um senhor com os netos tinha visto os Beatles há exatos 45 anos naquele mesmo dia no Shea Stadium. Ele espera que hoje consiga ouvir alguma coisa do que o Paul vai tocar. Uma turma de australianos tinha visto o Paul na turnê de 1975, que gerou o injustiçado e subestimado álbum ao vivo Wings Over America. Um casal de Atlanta tinha visto outros dois shows dele ainda esse ano. Crianças, adolescentes, adultos, idosos. Gente de tudo quanto era idade. Mas, com o perdão do trocadilho infame, nem tudo é um “passeio no parque”. Uma turma numerosa estava revoltada porque tinha comprado ingressos com entrada antecipada e acabaria entrando junto com a gente, meros mortais. 

Com os portoes abertos, 60 mil pessoas se posicionaram para ver o show. Embora as placas lá fora rogassem a contínua proibição ao uso de álcool em público nas cidades americanas, la dentro a cerveja era livremente vendida a quem se dispusesse a pagar US$ 7,00 e mostrar a identidade. Também e interessante notar que, apesar dessa proibição, a Budweiser era uma das patrocinadoras do show.

Um solaço rachava a cabeça de todos. Mas isso nem tinha tanta importância. Duro mesmo foi agüentar o show da banda de abertura, a irlandesa The Script (ou algo do gênero), que em 45 minutos me fez perceber como essas bandas que querem ser como o Coldplay gostam de eco em abundância na voz. O baterista era bom. O melhor da banda, com pegada segura e voz potente. Tocava uma viola de forma competente também, fazendo uma interessante versão de Heroes, do David Bowie, tocando ambos os instrumentos.

Pontualmente às 20h, começou um filme no telão mostrando várias memorabilias e quinquilharias que o Macca guarda para lembrar as diferentes épocas de sua carreira. Botons, bones, cartas, posteres, pele da bateria do Ringo, provas de capas de disco, provas de fotos, lembranças da Linda, John e George, fotos dos filhos, filmes caseiros. Tudo isso passando ao som de um mix de músicas da carreira solo do velho.

Meia hora depois, as luzes se apagam. O parque ruge em silêncio. Um murmuro toma conta de todos e a tensão salta faíscas no ar. De repente, o spotlight acende e Paul McCartney está no meio do palco, com um terno preto justo, sem gola, impecável e a banda tomando seus postos para comecar. 

Mesmo aos 67 anos, Paul exibe uma silhueta esguia e boa forma. Como eu estava na quarta ou quinta fila do show, vi que o tempo deixou marcas no rosto do cantor e que a tinta do cabelo reflete a luz de forma mais forte do que deveria. A voz, obviamente, não exibe mais o vigor de 40 anos atrás, mas ainda assim ele cantou perfeitamente e com emoção todas as músicas do repertório nos tons originais. Mas e o que isso importa? Ele estava ali, a cinco metros de mim, tocando num parque pra 60 mil cabeças como se tivesse num boteco, com a mesma energia e vontade com que provavelmente ele tocou pra 23 bebuns em alguns shows em Hamburgo há 50 anos.

O repertorio? Três (!!!!) horas com: Drive My Car, Jet, Only Mama Knows, Flaming Pie, Got To Get You Into My Life, Let Me Roll It, Highway, The Long And Winding Road, My Love, Blackbird, Here Today, Dance Tonight, Calico Skies, Mrs. Vaderbilt, Eleanor Rigby, Sing the Changes, Band On The Run, Back In The USSR, I’m Down, Something, I’ve Got A Feeling, Paperback Writer, A Day In The Life, Let it Be, Live And Let Die e Hey Jude.

Tá bom? Ah, não? Quer mais? Então, olha o primeiro bis: Day Tripper, Lady Madonna, I Saw Her Standing There.

Nao ficou satisfeito? Então o segundo bis resolve: Yesterday, Helter Skelter, Get Back, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e The End.

Vale ressaltar alguns pontos como a homenagem a George tocando Something no ukelele (espécie de cavaquinho havaiano que o guitarrista adorava), a homenagem a John com Here Today, do étimo album Tug of War. Helter Skelter é capaz de deixar qualquer banda da moda que acha que faz som pesado extremamente depressiva e dependente de medicamentos, tamanha a sua forca e impacto, mesmo tendo sido composta há 41 anos.

Eu? Chorei feito uma chiliquenta. Chorei de soluçar mesmo e não tenho vergonha de admitir isso. E acho que não fui o único. Aposto que até o Paul se emocionou, afinal, por mais que se esteja acostumado com o sucesso, fazer um show para 60 mil pessoas e ouvir cada uma delas cantar todas as músicas do show como se fossem o hino da nação tem que ser emocionante. Um sinal de que alguma coisa que se fez na sua carreira deu certo.

Pode não ter mudado o mundo, pode não ter trazido a paz mundial, pode não ter parado o tempo. Mas, para cada uma daquelas pessoas, uma música que Paul McCartney compos foi trilha sonora de algum momento bacana. Ouvir 60 mil partilhando a mesma trilha sonora deve ser emocionante para ele.

Eu, pelo menos, me emociono só de lembrar.

>>>>> McCartney poderá tocar no Brasil
>>>>> Diego Lopes é baixista da banda Acústicos & Valvulados

Postado por Diego Lopes, direto de Atlanta, EUA

Paul McCartney libera download gratuito

07 de agosto de 2009 0

Foto: Divulgação

Foi liberado hoje o download de Great Day, a música de Paul McCartney que está em Funny People, filme de Judd Apatow com Adam Sandler.

A faixa saiu originalmente no disco Flaming Pie, de 1997, e foi relançada agora para o filme. Em Funny People, Sandler é um comediante que descobre que tem uma séria doença. Great Day toca bem na hora…

O download ficará online por pouco tempo. Corre!

Postado por Danilo Fantinel

Paul McCartney deverá tocar no Brasil em 2010

22 de junho de 2009 15

Divulgação
O colunista Lauro Jardim publicou em seu blog Radar Online, na revista Veja, que é quase certa a vinda do ex-Beatle Paul McCartney ao Brasil em 2010.

Conforme Jardim, o empresário Luiz Oscar Niemeyer praticamente fechou dois shows do músico em abril: um em São Paulo e outro em Brasília, para a comemoração dos 50 anos da Capital federal.

O novo giro de McCartney passará por cerca de 100 cidades, deverá durar dois anos e provavelmente será a última megaturnê de sua carreira.

Jardim foi o primeiro jornalista a informar sobre a vinda de Madonna ao Brasil em 2008. Na época, bem antes de qualquer confirmação oficial, ele foi certeiro ao cravar cinco shows dela no país. 

>>>>> Veja mais vídeos do músico

Postado por Danilo Fantinel

Paul McCartney e Ringo tocam juntos em NY

06 de abril de 2009 3

Stephen Chernin, AP Photo
Os dois beatles fizeram um show no Radio City Music Hall, em Nova York, para arrecadar fundos para que cerca de um milhão de crianças possam aprender técnicas de meditação. O projeto foi coordenado pela Fundação David Lynch, que promove meditação transcendental.

Os dois fizeram uma interpretação de With a little help from my friends. O último show deles juntos foi em novembro de 2002, no Royal Albert Hall, em Londres, num concerto em homenagem a George Harrison, morto aos 58 anos vítima de câncer.

A fundação de Lynch informou que desde 2005 ofereceu bolsas para mais de cem mil jovens em situação de risco, pais e professores em 30 países para ensinar a eles meditação transcendental. Os Beatles ajudaram a popularizar a meditação em 1967, após experiências espirituais com o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi.

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Postado por Danilo Fantinel