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Resultados da pesquisa por "Ramones"

Pearl Jam toca com integrantes de Kiss e Ramones

26 de junho de 2008 5

Divulgação
Mais um capítulo do rock foi escrito no dia 25 à noite, no Madison Square Garden, em Nova York, durante um show do Pearl Jam. A banda tocou ao lado dos convidados Ace Frehley, guitarrista do Kiss, e C.J. Ramone, baixista dos Ramones.

Conforme a Billboard, Frehley acompanhou Pearl Jam em Black Diamond.

C.J. mandou ver I Believe in Miracles, dos Ramones. Peal Jam toca essa música ao vivo há anos.

Ainda não achei o vídeo desse show de ontem, mas segue o set list da apresentação em NY do dia 24 e, mais abaixo, um vídeo da banda fazendo cover dos Ramones em São Paulo em 2006.

Set: Hard To Imagine, Save You, Why Go, All Night, Corduroy, Faithfull, Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town, Down, Unemployable, Given To Fly, Who You Are, Whipping, 1/2 Full, Even Flow, Present Tense, Daughter, Do The Evolution.

Bis 1: Love Reign O`er Me, W.M.A., Leash, Spin The Black Circle, Wasted Reprise, Porch.

Bis 2: No More, Crazy Mary, Comatose, I Believe In Miracles, Alive.

Bis 3: All Along The Watchtower, Indifference.

Pearl Jam – I Believe in Miracles (Live São Paulo)

Postado por Danilo Fantinel

CJ Ramone fará shows em Porto Alegre, São Paulo, Goiânia e Brasília em setembro

25 de julho de 2012 3

Atualizado dia 27/08

CJ, o ex-baixista dos Ramones, fará uma turnê pelo Brasil em setembro. Os shows rolam em Porto Alegre Estância Velha (RS) (16 de setembro, no Arena Palco Sete), Curitiba (18), São Paulo (19), Goiânia (20) e Brasília (21).

Conforme o UOL, ele estará acompanhado pelo guitarrista Steve Soto, da banda Adolescents, e pelo baterista Michael Stamberg. O repertório deverá ter faixas do disco Reconquista clássicos do rock.

Até agora, foram definidas apenas as casas de Goiânia (Bolshoi Pub) e Brasília (Arena Futebol Club). Os preços dos ingressos e a data de início das vendas ainda não foram definidos.

> Mais Ramones

Johnny Depp toca guitarra com Black Keys

04 de junho de 2012 0

Johnny Depp tocou guitarra com o Black Keys no MTV Movie Awards ontem. Rolou Gold On The Ceiling e Lonely Boy. O cara mandou bem. Ficou massa!

Johnny Depp, você sabe, além de ser um ator genial toca guitarra há tempos. Na real, a música pegou ele antes do cinema, aos 17 anos. Começou na banda Kids, que abriu shows de Iggy Pop, Ramones, Talking Heads e Pretenders nos anos 80 na Flórida. Só tornou-se ator ao mudar para Los Angeles.

Depp ganhou o troféu Generation Award na premiação da MTV.

Ó:

>>>>> Já viu o clipe de Gold On The Ceiling, dirigido por Harmony Korine?
>>>>> Mais Black Keys

Ouça o segundo disco solo de Joey Ramone

15 de maio de 2012 0


Já está online o segundo disco solo de Joey Ramone. O álbum póstumo …Ya Know? reúne demos e faixas inéditas que o vocalista gravou durante seus últimos 15 anos de vida, e mesmo assim o registro apresenta uma coesão sonora respeitável. A música de abertura simboliza um ideal: Rock N’ Roll is the Answer.

Participam do álbum Joan Jett, Little Steven Van Zandt, Richie Ramone (ex-baterista da banda), Bun E. Carlos (da banda Cheap Trick), Dennis Diken (do grupo The Smithereens), Richie Stotts, Lenny Kaye (do Patti Smith Group), a artista punk Holly Beth Vincent, a banda The Dictators, e os produtores Jean Beauvoir e Joe Blaney. O lançamento está marcado para 22 de maio. A pre-order está rolando aqui. Sorry pelo auto play da Rolling Stone…

O clipe de Rock ‘N Roll Is the Answer já havia sido divulgado:

Marky Ramone vende almôndegas em NY

Nesta semana, foi noticiado que Marky Ramone, ex-baterista da banda, trabalha atualmente vendendo almôndegas com molho de tomate pelas ruas de Nova York.

Ele criou a empresa Cruisin Kitchen, que oferece quatro tipos de pratos com almôndegas em uma caminhonete negra pintada com labaredas de fogo. Em abril, o Cruisin Kitchen faturou vendendo alimentação perto da The Bell House, no Brooklyn, onde o baterista se apresentou com sua nova banda, The Blitzkrieg.

Restaurantes motorizados são febre em NY e até já viraram pauta de um programa de economia na TV brasileira. Também no Brasil, Marky fez turnê e gravou um disco ao vivo com a Tequila Baby entre 2005 e 2006, reunido músicas da banda gaúcha e clássicos dos Ramones.

CBGB

Mais NY punk? Então toma: a lendária casa de shows CBGB vai ganhar um filme sobre sua história. O diretor Randall Miller e o produtor Jody Savin escalaram o ator Alan Rickman para interpretar Hilly Kristal, criador do local nos anos 70. O início das filmagens está previsto para junho.

> Fotos: site 360vr.com/CBGB

O lugar foi fundamental para a consolidação da cena punk e new wave nova-iorquina. Passaram pelo local toneladas de bandas, como Patti Smith Group, Television, Talking Heads, Blondie, The Police, The Cramps, The Dead Boys, Misfits, Bad Brains, The Dictators, os próprios Ramones e muitas outras.

Além disso, O CBGB também vai virar festival de música. O CBGB Festival rola entre 5 e 8 de julho com 300 bandas espalhadas por 30 locais. Parte da maratona de shows será no Summerstage, no Central Park, com Guided By Voices, The Pains of Being Pure at Heart, Cloud Nothings (veja o último clipe dele nas Tracks 30), The Baseball Project (formado por Peter Buck, do R.E.M., e Steve Wynn, do Dream Syndicate), Craig Finn (Hold Steady), David Johansen (New York Dolls) e Cro-Mags.

O CBGB foi tema de outro filme em 2009. O documentário Burning down the house: The story of CBGB, da diretora Mandy Stein, foi exibido no Festival de Cinema de Tribeca. Leia mais aqui. O CBGB fechou em 2006.

>>>>> Mais Ramones
>>>>> Ouça April Fool a nova música de Patti Smith

Tracks Volume #34

02 de março de 2012 0


Wise BloodLoud Mouths
O projeto de new R&B com pegada hip hop cult Wise Blood, do norte-americano Christopher Laufman, lançou esse genial clipe para a música Loud Mouths. A faixa em si é ótima. Piano sobre leves bases sequenciadas e vocal em falsete arranhado fazendo a linha badass. Até o coro, que em geral não curto, se encaixa no todo, dando um clima gangsta. Já o filme, meu amigo, é excelente. Roteiro cinematográfico perfeitamente produzido, captado e editado. Veja agora! A faixa está no EP These Wings, que você escutou nas Tracks 12.

Loud Mouths – Wise Blood from Young Replicant on Vimeo.
Você escutou um remix de Loud Mouths nas Tracks 21.

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Arcade FireAbraham’s Daughter
Acaba de cair na rede Abraham’s Daughter, a nova música do Arcade Fire composta especialmente para a trilha sonora de Hunger Games, filme baseado no livro de mesmo nome escrito por Suzanne Collins e lançado em 2008. No Brasil, a obra ganhou o título de Jogos Vorazes. O livro acompanha a vida de Katniss Everdeen, uma garota de 16 anos que vive em um mundo pós-apocalíptico no país chamado Panem, onde antes era a América do Norte. Na publicação, Jogos Vorazes é um evento anual transmitido ao vivo pela TV para o qual são selecionados um menino e uma menina de cada distrito, com idades entre 12 e 18 anos, que deverão lutar até a morte em uma arena da qual apenas um sairá vitorioso. Lembra um pouco o filme japonês supercult Battle Royale (2000). Enfim, a música do Arcade Fire é delicada, mas sua bateria marcial imprime uma certa austeridade ao som. O frontman Win Butler disse ao site da Entertainment Weekly que a faixa será executada nos créditos finais do filme. A banda também compôs a faixa Horn of Plenty para o longa, mas esta ainda não foi divulgada.

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Terry MaltsI Do
I do é um garage rock de alta voltagem, com aura noise e alma punk-pop. O trio californiano Terry Malts classifica o som como “chainsaw pop”. Alto astral, urgente, viciante e conectada com o hoje, a faixa é como se os Ramones encontrassem os Smiths para uma jam. Daquelas que você implora pra curtir ao vivo. Resumindo: a banda cometeu uma das melhores faixas de 2012! Escute outras aqui.

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FidlarOh
Fidlar é uma banda de garage punk com traços de surf music made in LA, mas a faixa Oh é um rockzinho bem mais leve do que o rótulo pode te fazer imaginar. E o melhor: a faixa ganhou um clipe cinematográfico ótimo!

Escute o EP DIYDUI abaixo:

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Alex WinstonFire Ant
Eu curti muito quando Alex Winston apareceu com Velvet Elvis (você viu o clipe nas Tracks 9 e escutou o som na edição 6). Depois rolaram umas faixas meio chatas (como Choice Notes) e agora temos essa Fire Ant, que é muito, muito boa. A magia entre a voz dela e o andamento duplo pop/marcial da música é especial, épica e (destesto essa palavra, mas vá lá…) lúdica.

Alex Winston – “Fire Ant” from stereogum on Vimeo.


Alex Winston – “Fire Ant” from stereogum on Vimeo.


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ParakeetTomorrow
A baixista Mariko Doi, da banda Yuck, uma das preferidas do Volume em 2011 (veja nas Tracks 13, 16 e neste post sobre os melhores discos de 2011 na opinião da equipe da Itapema FM) tem esse projeto rock paralelo, o Parakeet. O clipe de Tomorrow não tem nada de marcante. Legal mesmo é a música.

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The Horrors + Florence and The MachineStill Life @ NME AWARDS 2012
É tão incrível que eu nem vou comentar mais nada.

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MemoryhouseThe Kids Were Wrong
Fazia tempo que não rolava nada novo dos canadenses do Memoryhouse. A lindíssima The Kids Were Wrong segue o dream pop do EP The Years, que você escutou nas Tracks 13. É incrível como as músicas mais simples são as melhores. Se curtiu, pula nas Tracks 23 pra ver o clipe de Heirloom.

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Allo Darlin’Capricornia
Capricornia é o primeiro single de Europe, o segundo disco da banda Allo Darlin’. Esse pop rock da australiana Elizabeth Morris tem DNA composto por folk, 50′s rock e twee. Tipo rock fofo mesmo.

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Bon IverTowers
Poesia audiovisual.

Bon Iver – Towers (Official Music Video) from Bon Iver on Vimeo.

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GirlsMy Ma
O duo de indie lo-fi e druggy pop etéreo Girls, de São Francisco, lançou esse tocante clipe para a belíssima faixa My Ma. Sentimento em grau máximo. A faixa está no disco Father, Son, Holy Ghost.

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SpiritualizedHey Jane
Hey Jane é o primeiro single do novo disco do Spiritualized, Sweet Heart Sweet Light. Mestre em space-rock, o grupo se mostra mais pé no chão nesta composição cheia de fortes linhas de guitarra e um senso Velvet Underground inconfundível. O disco sai dia 16 de abril.

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Greek van PeixeKommander Data
A banda gaúcha Greek van Peixe liberou seu primeiro clipe. O vídeo da música Kommander Data, que está no disco 8-BIT Wonder, foi gravado ao vivo e deixa bem claras as influências do grupo, como as bandas cult Add N to (X), Man or Astro-man? e Trans Am. Você conheceu Greek van Peixe nas Tracks 17.

Greek van Peixe – Kommander Data from Greek van Peixe on Vimeo.

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Eletrônica

FilastineColony Collapse [ft. Nova]
É basicamente genial o novo som do músico eletrônico norte-americano Grey Filastine, baseado em Barcelona. Grey era integrante das bandas ¡Tchkung! e Infernal Noise Brigade, e também fez parte do coletivo CrimethInc. Em 2006, ele lançou o disco Burn It e, três anos depois, Dirty Bomb. Depois disso, não se teve mais notícias. Colony Collapse, com vocal da cantora Nova, da Indonésia, é tipo quando o dubsted encontra o IDM. São várias camadas e elementos sonoros em uma faixa só. O vocal teria sido gravado em uma selva javanesa, enquanto o Gamelan (conjunto instrumental indonésio tradicional) foi registrado em Bali. Na visão de Filastine, o vídeo registra o encontro/conflito entre Humanidade e natureza. A faixa estará no disco LOOT, marcado para 03 de abril.

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KorallrevenSa Sa Samoa (Elite Gymnastics Remix)
wow!!! Os produtores eletrônicos Elite Gymnastics criaram esse jungle hardcore ácido remixando a faixa Sa Sa Samoa, do duo sueco Korallreven, para a série de discos Acéphale. O som remete ao fim dos anos 80 e início dos 90, em que parte da cena rave era dominada pelo hardcore eletrônico, pelo acid house e pelo jungle, que mais tarde teria continuidade com o drum’n’bass. Ficou manero, mesmo com o sampler de I Wanna Dance With Somebody, de Whitney Houston!

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SSIONMy Love Grows In The Dark
O artista multimídia performático mutha fucka fucking shit SSION liberou o vídeo de My Love Grows In The Dark, o primeiro de uma série de clipes conceituais sobre o novo disco, Bent. O vídeo é tipo drag-queen-dreaming-hell-bagaça. Bem a cara do SSION. Ah, sim, My Love Grows In The Dark é o clipe WTF! da semana.

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DJ Eraz Ben IshayMadam Club
Neste sábado rola a abertura da temporada 2012 do Madam Club com set do DJ israelense Erez Ben Ishay, residente da Revolution em Las Vegas. Tribal e techouse garantidos na festa. Completam o line-up Double S e Leandro Baldi. Ingressos a R$ 25,00 até 0h30min e R$ 30,00 depois. O Madam fica na Plínio Brasil Milano, 137. Abaixo, Eraz toca uma versão techhouse para o super hino Dog Days Are Over, de Florence + The Machine.


Tracks: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10
Tracks: #11, #12, #13, #14, #15, #16, #17, #18, #19, #20
Tracks: #21, #22, #23, #24, #25, #26, #27, #28, #29, #30
Tracks: #31, #32, #33

Show do Pearl Jam em Porto Alegre foi rock em estado de arte

12 de novembro de 2011 40

Atualizado dia 14.11, 12h

Fotos: Jean Schwarz


O show do Pearl Jam Porto Alegre ontem, 11.11.11, foi um espetáculo de rock em estado de arte. Uma das bandas mais coesas do mundo, o grupo de Seattle encerrou a turnê brasileira repassando boa parte de seu repertório de 20 anos de estrada em aproximadamente 2h40min de música – o show mais extenso do giro nacional.

Como se dissesse que não queria ir embora do Brasil, o Pearl Jam abriu a noite com Why Go. E, sabendo que não poderia ficar, encerrou o segundo e último bis com Yellow Ledbetter e seu refrão “I don’t wanna stay”.

Entre o início e o final, a banda apresentou um setlist gigante no Estádio do Zequinha, abrangendo as diversas fases pelas quais os músicos passaram. Assim como a longa discografia, a lista de músicas transitou entre rock puro, grunge, hardcore, hard rock, metal, punk e baladas pop, com mais ou menos intensidade.

Durante todo o show, a banda se entregou ao público sem amarras, mas também sem exageros. Discretos, focados na música e na parceria com os cerca de 20 mil fãs, os caras mostraram que rock’n’roll se faz mais com guitarras, baixo e bateria do que com estrelismo vazio de rock star. It’s all about music, it’s all about art.

Houve momentos grandiosos, como a interpretação visceral na voz rouca de Eddie Vedder, os solos de guitarra verborrágicos de Mike McCready (no melhor estilo Neil Young/Jimmy Page, como em Alive, já no fim do show) e a bateria marcante de Matt Cameron.

Também houve tempo para intervenções de Eddie em um português cômico e adorável, parabéns coletivo a sua mulher, Jill, que estava de aniversário ontem, homenagem à Johnny Ramone, fãs no palco e a tradicional louvação ao público brasileiro: “Este é o nosso último show no Brasil. Foram shows incríveis. Agora vamos lembrar que o público brasileiro é o melhor do mundo”.

Entre os muitos pontos altos da apresentação estiveram Do the Evolution, Got Some, Even Flow, Black, Daughter, Just Breathe, The Fixer, Oceans (de arrepiar), Given to Fly, Light Years, Better Man, Wishlist, I Belive in Miracles (cover dos Ramones), e a parte final com Rearview Mirror (totalmente inesquecível), Last Kiss, Jeremy, Alive, Rockin’ in the Free World (cover da obra de arte de Neil Young) e Indifference. Resultado? Galera vibrando, braços ao alto e garganta ardendo!

Seis anos após sua primeira passagem por Porto Alegre, o Pearl Jam fez indiscutivelmente um dos shows do ano na cidade. Uma noite rock histórica neste histórico 11.11.11. E a banda prometeu voltar em breve. Que seja no 12.12.12!

Setlist

Why Go

Do The Evolution

Severed Hand

Corduroy

Got Some

Low Light

Given To Fly

Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town

Even Flow

Unthought Known

Present Tense

Daughter/Blitzkrieg Bog (cover dos Ramones)/It’s Okay

1/2 Full

Wishlist

Rats

State Of Love And Trust

Black


Bis 1

Just Breathe (para Jill)

Oceans

Comatose

Light Years

I Believe In Miracles (cover dos Ramones)

The Fixer

Rearviewmirror


Bis 2

Last Kiss (cover de Wayne Cochran)

Betterman/Save It For Later (cover de The English Beat)

Crazy Mary (cover de Victoria Williams)

Jeremy

Alive

Rockin’ In The Free World (cover de Neil Young)

Indifference

Yellow Ledbetter/Little Wing-Hendrix


> A imprensa foi proibida de gravar vídeos. Veja o show em POA no Youtube. Agora, o Pearl Jam segue para a Argentina, Chile, Peru, Costa Rica e México.

> Mais fotos do show em POA clicadas pelo Fábio Codevila

> Mais Pearl Jam

Irmãos Rocha! voltam para única apresentação em Porto Alegre

27 de outubro de 2011 0

OMG! Os Irmãos Rocha! (com exclamação!) vão voltar!

Você sabe, eles cansaram de dizer que não sabiam tocar, que não eram músicos, que amavam Troggs, Sonics, Ramones e Cramps, que tocavam rock regressivo e que o objetivo maior era não errar muito na frente dos outros. Tipo a melhor pior banda do mundo. Mas isso tudo nem importava. Puro marketing! Com exclamação! Rock cru, proto-punk, rápido, nonsense com algum senso, que a gente curtia de qualquer forma e sempre queria mais.

O maxi-single independente Quatro Músicas em Cinco Minutos e Trinta e Três Segundos gerou buzz. O EP Mais Vontade que Talento saiu logo depois, junto com o primeiro clipe, para as músicas Meteoro37/Ugabugababy, que levou a banda para o VMB da MTV de 2002 na categoria democlipe. Não ganharam, graças a Deus!

O disco de estreia, Ascensão e Queda Dos Irmaos Rocha! era uma coletânea com todas as gravações da banda até então, além de músicas novas. A banda ganhou boas críticas e rodou festivais, incluindo um em São Paulo, onde tocaram na mesma noite do MC5!

Isso tudo rolou na boa até o dia 1º de abril de 2009, quando a banda fez seu último show. Na época, disseram que o lance não tinha volta. Lembra? O Bel até deu entrevista de finados, aqui.

O fato é que a banda volta para uma única apresentação bombástica no Ocidente, dia 02 de novembro, às 22h. Ingressos a R$ 20,00. Salve-se quem puder!

>>>>> Mais shows em POA no calendário

Beco anuncia shows de Television, Helmet, Metronomy e Yelle em POA

09 de junho de 2011 9

Foto: Television

O Beco segue com seu projeto de dominação global. Responsável por um dos melhores calendários de shows de Porto Alegre nos últimos três ou quatro anos, a casa da Independência anunciou um calendário fortíssimo para as próximas semanas e meses. Television e Helmet (ambos em julho) são os destaques imediadtos. Metronomy (setembro) e Yelle (novembro) também foram confirmados.

Foto: New Young Pony Club

New Young Pony Club, banda londrina de indie electronic com aura neo-new wave e punch pós-punk, abala o Beco SP no dia 16 de junho. Dia 17, a banda desce até o Beco RS. Vai ser massa, principalmente pra quem se liga em CSS, Gang of Four, LCD Soundsystem, Shitdisco, Blondie, Rapture, New Order, Depeche, Ladytron e claro, Le Tigre, a provável maior influência deles. No show, rolam as músicas dos discos Fantastic Playroom e The Optimist.





Darwin Deez, o roqueiro indie de pop solar e atitude mucho loca, toca dia 30 de junho no Beco RS. É tipo um Beck renovado e com a cara do Santana antes do ataque nuclear. Darwin ficou conhecido com a música Radar Detector, faixa um tanto quanto histérica. Mas legal. O som dele já foi descrito como “música alegre para pessoas tristes”. Concordo. As guitarras são bem nítidas, o que me agrada. E a nata hipster do Brooklyn aaaaama. Perder o show não é uma boa opção.


Foto: Television

Já o GIG ROCK rola entre 7 e 13 de julho – e a surpresa é o show dos veteranos do Television no dia 8/07. A banda proto-punk, que abriu os caminhos do CBGB para Ramones, Patti Smith, Iggy Pop e Talking Heads, foi formada em 1973 na turbulenta Nova York de então. Tocaram juntos até 1978, quando se separaram. Voltaram em 1992 com o disco Television, mas pararam pouco tempo depois. Em 2001 rolou um novo get together. Desde então, eles tocam esporadicamente. Neste trajeto, lançaram cinco álbuns (de estúdio e ao vivo), incluindo a bombástica estreia Marquee Moon, e serviram de incluência para uma lista gigante de artistas, incluindo nada menos do que U2, Pixies, Sonic Youth, R.E.M., Smiths, Cure, Jeff Buckley, Yo La Tengo, Guided by Voices, Pavement e mais uma porrada de gente. Tipo imperdível.


Foto: Helmet

E Helmet toca dia 30 de julho, também no Beco RS. A banda de industrial rock e metal alternativo surgiu em 1989 depois que Page Hamilton se mudou para NY para estudar jazz. Mas tudo mudou quando ele tomou contato com bandas como Sonic Youth e Killing Joke. O jazz ficou de lado e o rock ganhou espaço. O Helmet seguiu uma linha paralela a bandas como Ministry, Pantera, Therapy? e White Zombie, e transversal a ícones grunge como Soundgarden, Alice in Chains e L7. Depois de várias formações, apenas o vocalista e guitarrista Hamilton permanece. Abaixo, duas clássicas da banda + Milquetoast, faixa que está na trilha do filme cult The Crow (uma trilha muito boa, por sinal).


E no dia 18 de junho The Cribs toca no Beco SP. Nada deles por aqui. Pena…

Mas quer mais? ENTÃO TOMA:

Foto: Yelle

O quarteto inglês de indie electronic Metronomy toca em POA na primeira semana de setembro e Yelle, a neo-diva francesa de tecktonik que cancelou o show em POA em 2010 (Groove Armada veio no lugar dela) agendou datas na capital gaúcha e em SP em novembro. Tudo confirmado em primeira mão pelo Vitor, o megamaster do Beco. MASSA!


Além disso tudo, Wannabe Jalva, uma das bandas locais prediletas do Volume, lança o aguardado disco de estreia, Welcome to Jalva, neste sábado na Indierokkers. A banda toca o álbum na íntegra + novas faixas e um cover surpresa. Eu já vi alguns shows. É muito bom. Equilíbrio perfeito entre autoria indie e apelo pop.

Ok, ok, ok, mas que porra de Jalva é essa, meu? O guitarrista Rafa Rocha explicou ao site do Beco:

- Jalva pode ser tanto um lugar, como um estado de espírito, como um cometa que passou no céu. É algo como nossa música, que pode partir por guitarras à la Raconteurs, trechos funkeados como um bom Chili Peppers ou mesmo alguns beats eletrônicos.

Tão tá!

Ah! Há alguns dias eles liberaram o disco no Facebook. Clicaqui.

Então: Indierokkers no Beco com Wannabe Jalva dia 11/06, ingressos a R$ 20,00 na lista do site (www.beco203.com.br) e R$ 30,00 na hora.

Festival transforma praia gaúcha em Meca indie

31 de janeiro de 2011 2

A temporada de shows internacionais começou forte no Rio Grande do Sul. Neste sábado, Vampire Weekend e Two Door Cinema Club fizeram apresentações arrebatadoras na praia de Xangri-lá dentro do M/E/C/A/ Festival. Antecedidos por Wannabe Jalva, Rosie and Me e Copacabana Club, as duas bandas gringas transformaram o local em uma espécie de Meca indie.

Fãs do rock independente tomaram conta do clube Jimbaran a partir das 17h. Se por um lado grande parte do público foi atraído ao local pelo excelente caribbean beat e afropop guitarreiro made in NY do Vampire Weekend, por outro os músicos do Two Door Cinema Club fizeram um show ainda mais contagiante, animadíssimo do início ao fim.

A banda da Irlanda do Norte cresce absurdamente ao vivo. Em cima do palco, o grupo perde o senso de banda indie genérica, se distancia do ‘mais do mesmo’ comum à grande parte do rock britânico atual, e ganha uma estatura grandiosa.

O trio parece estar ligado no 220V durante toda duração do show. É ativo, urgente, enérgico e sonoramente instigante. Indie pop dançante em nível máximo. A banda tem músicas certeiras que funcionam muito mais em live act do que em disco. E a resposta do público veio na mesma intensidade. Surpreendida com o retorno imediato a cada canção executada, um dos músicos cravou quase ao final do show: This is our first time in Brazil and it’s being incredible awesome!

Com o caminho aberto pelos irlandeses, o Vampire Weekend não teve muito trabalho para animar a galera. E a tarefa ficou ainda mais fácil para uma banda que lançou dois ótimos álbuns em um período de apenas dois anos. Ezra Koenig, Chris Baio, Rostam Batmanglij e Chris Tomson começaram a tocar em 2006 na Columbia University, em Nova York. Dois anos depois lançaram o disco debut Vampire Weekend. O álbum roqueiro arejado por linhas caribenhas, afrobeat e NY punk mistura Talking Heads, Ramones, Paul Simon, Clash, Kinks e Rentals. Tornou-se clássico instantâneo na esfera indie de downloads, clubes e festivais. Em 2010 a banda lançou Contra, que segue o mesmo trajeto, mas acelera o passo em termos de produção.

Essa fórmula peculiar foi esmiuçada em um repertório frenético, que ao vivo acentua o worldbeat dos músicos. Faixas como Holiday, White Sky, I Think Ur a Contra, Cape Cod Kwassa Kwassa e Giving Up the Gun deram o tom da noite vampírica. Destaque para as incríveis California English, Cousins, Horchata e Walcott, em encerramento radiante.

Na platéia, danças, mãos para o alto e pulos incessantes, como se um Pelourinho gringo vudu houvesse incorporado em Xangri-lá. As músicas e a sonoridade da banda caíram como uma luva em um festival encravado na praia. Melhor que isso só se fosse à beira-mar – onde alguns fãs se refugiaram após o encerramento do M/E/C/A/ para ver a Lua Minguante.

Infelizmente, cheguei atrasadão ao festival e perdi o sempre bom show da Wannabe Jalva (o Rodrigo Deltoro, ex-baixista da Tequila Baby, disse que foi nota 10) e da banda Rosie and Me, do Paraná. Já os também paranaenses do Copacabana Club agradaram a galera com um show misto, variando entre momentos calmos e espasmos de loucurinha. Foi o meu segundo show deles. No primeiro, em 2009, dentro do Parc Festival, a apresentação linear, sem punch, acabou eclipsada pelo incrível duo Matt and Kim. Neste segundo, a linearidade foi semelhante, apesar do clima geral do show em si ter sido muuuuito mais legal – em parte por causa do séquito de seguidores de Curitiba que esteve presente, o que ajudou a animar a apresentação. Os músicos são competentes, a vocalista Cacá V é linda e simpática, as músicas são boas, mas por algum motivo o show do Copacabana Club não decola como poderia. Pra mim, o hype ainda não se confirmou.

Vídeo: Vampire Weekend

Vídeo: Two Door Cinema Club

Vídeo: Copacabana Club

Green Day elétrico e explosivo em POA

14 de outubro de 2010 82

Por Danilo Fantinel e Felipe Truda

Atualizado às 09h29 O Green Day entrou elétrico e explosivo no palco do Gigantinho, nesta noite, em Porto Alegre. Literalmente. Com pirotecnia rolando solta e constante ode ao Brasil, o trio californiano (que “renegou” a origem e se disse “brasileiro”), abriu o show com roteiro programado e jogo ganho.

Música e “números musicais” (no sentido mais arcaico da expressão, com fogos de artifício e explosivos, Billie Joe falando horrores, chamando fãs para o palco, declarando seu amor ao país, fazendo caras, bocas, piadas…) deram um nocaute na saudade brazuca de 12 anos e derrubaram facinho facinho a ansiedade (do público) pela estréia gaúcha.

A banda punk mais pop do mundo começou os trabalhos com 21st Century Breakdown. Billie Joe incitou a galera com música e palavras de ordem logo no início. O vocalista – um freak entertainer nato – , alternou som e interação no melhor estilo showbizz com regularidade.

A abertura do show ficou com a guitarreira nerd dos Superguidis (veja o vídeo abaixo). A banda era, muito provavelmente, desconhecida da maior parte do público. No entanto, o indie rock pesado, sincero e sônico dos guris de Guaíba esteve à altura de Bille, Tré Cool (bateria) e Mike Dirnt (baixo). Mas o som baixo do microfone prejudicou as boas letras dos caras.

Vídeo: Green Day



Ganhando o público

O Green Day tem no repertório músicas de variados estilos, desde o punk rock que os levou à fama mundial ao pop rock que já há algum tempo vem apresentando em seus trabalhos recentes. Entre este universo de músicas, o grupo poderia ter aberto o show com um som rápido e empolgante. Mas preferiram a melódica 21 Century Breakdown, que dá nome ao álbum mais recente e à turnê. Assim, em vez de empolgar com peso, eles envolveram a galera com uma melodia pegajosa. A empolgação do público mostrou o quanto o novo trabalho vem agradando a garotada.

Billie Joe mostrou ser, além de guitarrista, vocalista e compositor, um grande comunicador. Com muitas brincadeiras, divertiu a galera com piadas e poses engraçadas, chamando garotas e garotos para o palco, os beijando e até dando guitarra de presente. Depois de 12 anos sem vir ao Brasil, declarou seu amor ao país quando, envolto em uma bandeira nacional, decretou:

– Não somos da Califórnia. Somos do Brasil.

A preocupação em ganhar pontos com a galera mostra o quanto Billie mudou em relação ao início da carreira. Ele não estava nem aí. Chegou a provocar um tumulto generalizado no Woodstock 1994 ao ironizar fãs que estavam amontoadas em péssimas condições.

Batida inconfundível

O Green Day realmente mudou, em termos de música e atitude. Mas algo permaneceu. Ao executar a faixa Know Your Enemy, também do novo álbum, Billie Joe mostrou que bate nas cordas da guitarra da mesma maneira há 20 anos. Aquela batida áspera, rude, o movimento de cima para baixo que sugere um soco para baixo. Mike Dirnt e Tré Cool também mostraram estar em grande forma, com um baixo trabalhado e uma bateria que, apesar de não ter a mesma pegada de anos atrás, é cheia de rolos.

Punk rock no Gigantinho

Ainda faltava algo indispensável em um show do Green Day: um punk rock. E a primeira música do estilo que deu sucesso ao trio foi Nice Guys Finish Last, faixa de abertura do Nimrod. Quando Tré deu as oito batidas características, os fãs já sabiam do que estava por vir. A guitarra seca, a batida pegada e o baixo trabalhado estavam de volta. Aquele era o primeiro momento que emocionou o fã porto-alegrense que esperou a vida inteira para ver os californianos no palco. O som cru cujo nome sugere uma das lições que aprendemos ao longo da vida (caras legais se dão mal) contrastou com a interminável e monótona Boulevard of Broken Dreams, que chegou a empolgar no início, mas o longo tempo de duração da faixa acabou acalmando os ânimos.

De volta aos anos 90

A empolgação foi geral quando Billie Joe empunhou uma guitarra semelhante à Blue, seu primeiro instrumento, que ele usa apenas para tocar os clássicos dos anos 90. É impossível sabermos se era ou não a Blue de verdade – segundo relatos de fãs que assistiram ao show perto do palco, o instrumento era aparentemente novo, diferente de uma guitarra que tem mais de 20 anos. Era uma mensagem, usando um código conhecido pelos velhos fãs. Quando ele pega a Blue – sendo ela verdadeira ou apenas uma réplica —, só rola punk rock.

O clima estava todo montado. O pano de fundo mudou, mostrando Green Day escrito como no Kerplunk, o primeiro disco da banda. Billie ainda provocou a galera:

– Onde estão os fãs old school do Green Day?

Old School significa “velha escola”. É um termo norte-americano que, em uma tradução livre, seria algo como o nosso “das antigas”, com uma conotação positiva, de quem há muito tempo curte ou adota um estilo, e conhece o que há de mais antigo em relação ao mesmo. E a galera old school delirou com Burnout, faixa de abertura do Dookie, o disco que deu fama mundial à banda. Punk rock cru, pegado e honesto, com uma letra em tom de desabafo, falando, em primeira pessoa, sobre danos à mente causados pela maconha. É a linha pessimista e auto-destrutiva do Dookie, para a alegria dos fãs. Tré Cool mandou muito bem nos solos de bateria no meio da música. Billie Joe repetiu a pergunta, mas desta vez, adotando um tom como quem diz “agora é sério”:

– Onde estão os fãs old school?

Aí veio o primeiro riff de uma música improvável de ser tocada, mas que seria a realização do sonho de muitos no Gigantinho. Ainda deu tempo de se perguntar “eles vão mesmo tocar isso?” antes de ouvir:

– Here we go again…

Era Going to Pasalacqua, uma faixa lançada pelo Green Day no 39/Smooth, mas que ganhou fama mundial no álbum 1039/Smoothed Out Slappy Hours, uma coletânea do que há de mais antigo da banda, que, na época, vivia uma fase romântica. Em uma música melódica sem perder a pegada, Billie diz a uma garota o quanto ele gostaria de fugir com ela de mãos dadas. Ainda na seção “Anos 90″, os fãs antigos voltaram a se emocionar com 2.000 Light Years Away, faixa de abertura do Kerpluunk. Um clássico do punk rock sobre uma garota inalcançável. Aliás, como o Green Day era bom quando fazia músicas sobre garotas…

O álbum Insomniac foi lembrado com Geek Stink Breath, uma música de ritmo lento, que também aborda a destruição causada por drogas. Deste álbum, ainda rolou Brainstew e Jaded, uma depois da outra como de costume, mas com uma pausa entre as duas para mais palhaçadas de Billie Joe.

Apesar da aceitação do público às músicas novas, o ponto alto do show foram os clássicos do Dookie. O primeiro foi When I Come Around. A balada punk teve o refrão cantado pelo público. A galera ainda pulou e cantou o som que pode ser considerado hino dos adolescentes: Basket Case. Depois, foi a vez de She, um dos primeiros sucessos internacionais da banda. Isso antes de o vocalista chamar uma menina para cantar Longview. Sortuda é pouco para a moça, que, além de cantar com o rostinho colado no de Billie, ainda ganhou a guitarra do músico. Claro, não era a Blue.

A última música dos anos 90 foi a polêmica King for a Day, que aborda a homossexualidade em um tom descontraído, porém nem um pouco homofóbico. Com direito a instrumentos de sopro e ajuda de alguns dos músicos adicionais da banda, além do figurino todo especial de costume – todos eles usavam adornos coloridos, e um deles estava fantasiado de Elvis Presley.

Medley e baladas

Nos momentos finais, rolou um medley com clássicos como Blitzkrieg Bop (Ramones) e Hey Jude (Beatles). O trio da Califórnia voltou à era contemporânea da banda com 21 Guns, mas a galera se empolgou mais com Minority, do álbum Warning.

O primeiro bis veio começou com American Idiot, para a alegria de quem estava pogando perto do palco. Depois, veio Jesus of Suburbia, para acalmar os ânimos. Após uma nova saída, o retorno foi em ritmo lento. Empunhando seu violão, Billie Joe tocou e cantou Wake Me Up When September Ends e Time of Your Life.

Foi um show inesquecível para a nova geração, que cantou os sucessos recentes e os clássicos, e para a antiga, que pôde conferir pelo menos um som de todos os discos. Isso só foi possível graças à vitalidade e a energia dos caras, que não são mais garotos, mas tiveram força para fazerem quase três horas de show. Estão de parabéns. E sim, o setlist abaixo não reflete o que foi o show:

Vídeo: Superguidis



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