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Resultados da pesquisa por "Ultramen"

Ultramen toca dia 30 no Ocidente

09 de novembro de 2009 4

Zé Darcy e Tonho Crocco no show da Ultramen em abril de 2008/Liziane Cordeiro
A Rei Magro Produções confirmou há pouco um show da Ultramen no Ocidente no próximo dia 30, às 22h.

O produtor Márcio Ventura disse que isso NÃO É uma volta da banda. Eles farão apenas este show no momento para matar a saudade do público. Depois disso, seguem as férias da Ultramen.

A discotecagem da noite é com VOODOO, projeto de funky old school, afro-beat, soul e rare-grooves formado por Rafa Rubim, Juliano Oster e Stéfanis Caiaffo.

Ingressos antecipados a R$ 20 na Lancheria do Parque para os primeiros 150. Depois, R$ 30.

E antes que eu me esqueça: o Volume anda meio parado desde a semana passada porque eu tô editando o site da Feira do Livro de Porto Alegre. Ou seja, tempo zero. Se vc curte literatura, pula aqui!

>>>>> Leia sobre o último show da banda
>>>>> Ultramen: o fim antes do tempo

Postado por Danilo Fantinel

Ultramen gravará DVD ao vivo em março

16 de janeiro de 2008 1

Divulgação
Vai ser no dia 06 de março a gravação do DVD ao vivo da banda Ultramen. O evento também marca a reabertura do Bar Opinião, que entrará em férias no final de janeiro.

E você viu que agora o Opinião tem blog?

Olha aqui

Postado por Danilo

DeFalla DeVolta DeNovo!

25 de maio de 2011 1

Foto: Tadeu Vilani

Volto das férias e recebo a boa notícia sobre o show do DeFalla no Beco, em Porto Alegre, no dia 26 de maio, às 23h. E melhor: com a formação mais conhecida do grupo, reunindo Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria), Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra). E haverá um show extra à 01h30min (para o qual você poderá comprar ingresso em conjunto com o show dos Raimundos no Opinião – saiba mais no fim do post). Oba!

Entrevista: Edu K fala sobre o DeFalla e o show desta quinta

O show rola dentro do projeto Discografia Rock Gaúcho e vai repassar o álbum de estreia, lançado em 1987, que tem Ferida, Não me Mande Flores, Sodomia, Sobre Amanhã, Tinha um Guarda na Porta, Ideias Primais no repertório.

Fotos: Divulgação

O DeFalla, você sabe, sempre foi uma banda muito à frente de seu tempo. Bem como o Volume gosta! A banda misturava pós-punk, rock e hardcore com funk, groove, trash metal, glam, rap e tiques eletrônicos já a partir dos anos 80, quando ninguém sabia que isso era possível. Chegou ao auge da sobreposição sonora com o disco Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1993). Tipo Metallica encontra Pistols e Sigue Sigue Sputnik numa pista acid house pós-show do Bauhaus com participação do Public Enemy.

Anos depois, o DeFalla forçou ainda mais os beats, turbinando faixas com big beat, funk carioca, Miami bass e techno punk. Tudo com muito punch, direto da cabeça orbital e esquizofrênica de Edu K. Com isso, os caras provocaram repulsa entre fãs radicais, mas não comprometeram seu perfil criativo inovador. Normal. O DeFalla sempre foi várias bandas em uma só. E Edu K, como ele mesmo já disse, consegue ser John Lydon e Malcom McLaren ao mesmo tempo.

Então, metamorfose para eles é algo comum. O DeFalla sempre foi antropofágico e mutante – tanto no som quanto em suas formações. Era uma banda globalizada quando o termo nem havia sido cunhado (ou ao menos quando nem tínhamos notícia sobre isso). Sempre de olho no exterior, tinha parabólicas sonoras direcionadas para o horizonte musical planetário quando poucas bandas sabiam o que se passava fora do BRock.

Desde a formação original com Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (guitarra) – e depois na conjunção mais conhecida, com Edu, Biba, Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra) –, os músicos já mastigavam, engoliam e vomitavam referências quando essa mistura de gêneros musicais era nada mais do que heresia mal-educada de um bando de garotos feios, sujos e malvados. Com eles, tivemos contato com uma fórmula musical vanguardista, contracorrente e inspiradora, que sem querer ajudou a compor o novo cenário musical do Brasil nos anos 90.

Não à toa, o DeFalla serviu de influência para bandas como Planet Hemp, Pavilhão 9, Pato FuUltramen, Comunidade Nin-jitsu, Mundo Livre e Chico Science & Nação Zumbi – a provável última grande banda brasileira. Ainda hoje respinga na produção de grupos como CSS, Bonde do Rolê e na produção eletrônica autoral do Fred Endres Chernobyl e do próprio Edu K.

DeFalla é tão à frente que Edu tocou praticamente pelado (vestiu o pau apenas com uma meia) no Hollywood Rock de 1993 muitíssimo antes de Nick Olivieri, o baixista do Queens of the Stone Age, ser preso por tocar nu no Rock in Rio de 2001. E isso importa? ÓBVIO que sim! São quase 30 anos de pé na porta!

Durante os anos 2000, a banda fez shows esporádicos. Em 2004, tocou no Opinião em Porto Alegre. Em 2007, Edu K participou de um show do Ultramen no Ocidente, em POA, cantando DeFalla. Em 2005, rolaram shows em POA, São Paulo e Rio, onde a banda contou com participações de Marcelo D2 e B Negão. E em 2008, nesta entrevista exclusiva pro Volume, Edu já anunciava mais uma volta da banda. Veja abaixo:

>>>>> Se não consegue ver o embed acima clique aqui!

Escute a entrevista com Edu K


Mais vídeos

Em 2010, em pocket na casa do Flu: 


O set list do show deve ser:

Ferida

O que é Isso

Sodomia

Papaparty

Grampo

Não me Mande Flores

Ideias Primais

Sobre Amanhã

Alguma Coisa

Melô do Rust James

Jo Jo

I’m an Universe

Tinha um Guarda na Porta

TrashMan

Gandaia


Te liga:

DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho

Quando: 26 de maio, 23h e show extra à 01h30min.

Onde: Beco (Independência, 936, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 25 com nome na lista (site do Beco) e R$ 30 na hora. ATENÇÃO: há um lote promocional e limitado para a sessão extra do show do DeFalla em parceria com o show dos Raimundos, que rola no Opinião no mesmo dia. Como funciona? Na quinta-feira, a partir das 14h apenas na bilheteria do Opinião, os fãs poderão comprar um ingresso duplo, que dará direito a assistir ao show dos Raimundos (Opinião, às 23h) e depois o show do DeFalla (Beco, à 1h30min). Estes ingressos promocionais duplos custam R$ 50,00.

PROMOÇÃO: SubPop + Noventera

20 de outubro de 2010 4

Tá sabendo que a banda Noventera estreia nos palcos hoje na festa SubPop, no Verde Club, em Porto Alegre, né? Então te liga: o Volume vai liberar dois ingressos com um acompanhante cada para os dois leitores que pedirem primeiro aqui nos comentários do post! Basta enviar nome completo.

Mas o que é Noventera?? É um combo de cover de som anos 90 formado por músicos de algumas das bandas mais legais do RS: Claus Pupp (ex-Os Massa e atual Supergatas no vocal), Pedro Porto (ex-Ultramen, ex-Pedrada Afú, ex-Good Morning Kiss e atual Bidê ou Balde no baixo), Nando Endres (Comunidade Nin-Jitsu na guitarra) e Marcos Rubenich (Walverdes, Bidê ou Balde, Viana Moog e Sandinistas na bateria).

No set, Faith no More, Red Hot Chilli Peppers, Pixies, Breeders, Elastica, Supergrass, Beck, Weezer, Cake, Smashing Pumpkins, Sonic Youth, EMF, Deee Lite, Júpiter Maçã, Raimundos e mais.

O show rola a partir das 23h, no Verde (Av. Goethe, 200). Sound selector com Rafa Rubim e Jamer, da SubPop. Ingressos a R$ 15,00 ou a R$ 10,00 com nome na lista quarta@verdeclub.com.br .

Walverdes liberam duas músicas novas

26 de junho de 2009 0

Walverdes/Divulgação

Atualizado às 16h

No início de junho publiquei aqui um post sobre o concurso de música da Diesel. Nele, também comentei a rádio online da marca, que suporta perfil de bandas. Hoje, o Marcos Rubenich disse que acabam de entrar duas músicas novas no canal dos Walverdes criado no player da grife.

Diagonal e Cérebro Embrio estarão no disco que o trio gravou no final do ano passado com o Júlio Porto (Ultramen). Os caras definirão o lançamento do álbum até o final do ano.

Ouvi. É legal. É Walverdes. Duvida? Escuta lá!

As duas bandas vencedoras do concurso da Diesel são Terror Pigeon Dance Revolt! e Heartsrevolution. Confere aqui.

Postado por Danilo Fantinel

Retrospectiva * 2008

29 de dezembro de 2008 13

R.E.M. fez um dos melhores shows do ano em POA/Diego De Carli, Especial
2008 chegando ao fim!

Hora de fazer aquele tradicional balanço do que de melhor rolou na música.

No ano em que o Guns N’ Roses tentou (e, por alguns momentos, conseguiu) voltar para si o foco do jornalismo de música com o lançamento do controverso Chinese Democracy, duas duplas despretensiosas roubaram a cena: MGMT, emulando David Bowie e Eltohn John dos anos 70 com o tropicalismo high-tech do novo-milênio contido em Oracular Spectacular, e Ting Tings, que em We Started Nothing consome, regurgita e bota pra fora a seu modo tudo que de mais legal foi feito na música pop a partir dos anos 60.

Entre eles, um fato comum: são bola dentro pra quem tem a cabeça aberta para a música e bola fora para quem parou de escutar novas bandas em 1982.

Correndo por fora entre os melhores álbuns estão os discos de Beck, Verve, Weezer, Glasvegas, TV on the Radio, Oasis, Metallica, Santogold, The Last Shadow Puppets, Vampire Weekend e a grande supresa do ano: Little Joy.

Já no quesito show (enquete limitada apenas aos que rolaram em Porto Alegre), a briga entre Ben Harper, Chuck Berry, Cyndi Lauper, Iron Maiden, José González, Jorge Drexler, R.E.M. e Hives é forte!

E, com o auxílio do especialista Diogo Nunes, editor do Portal do Rock Gaúcho, selecionamos abaixo alguns dos mais destacados lançamentos de bandas do Estado para você votar no mais legal.

Sem muito blábláblá, clique nos links abaixo e ajude a escolher os melhores de 2008! As enquetes seguem ativas até o dia 07 de janeiro de 2009, quarta-feira. Os resultados saem depois.

>>>>> Qual a melhor música internacional de 2008?

>>>>> Qual o melhor álbum internacional de 2008?

>>>>> Qual o melhor show internacional realizado em Porto Alegre em 2008?

>>>>> Qual o melhor disco de banda gaúcha em 2008?

>>>>> Qual a notícia mais quente de 2008?

Relembre as notícias aqui:

-> Noel Gallagher é atacado durante show no Canadá
-> Amy Winehouse ganha cinco prêmios Grammy
-> Guns N` Roses finaliza Chinese Democracy
-> Blur voltará em 2009
-> AC/DC fará turnê mundial em 2009
-> A volta dos irmãos Cavalera
-> DeFalla pode voltar aos palcos
-> Bowie lançará Ziggy Stardust ao vivo
-> Jagger, Bowie e Elton John podem formar banda
-> Ringo Starr não quer mais saber dos fãs
-> Bandas e artistas criam grupo contra gravadoras
-> Bloc Party faz playback no VMB
-> Série de shows cancelados em Porto Alegre
-> Deep Purple tem o melhor riff de guitarra EVER
-> Bohemian Rhapsody é escolhida a melhor música pop
-> Billie Jean é a melhor música dance desde sempre

Leia sobre alguns shows realizados neste ano em Porto Alegre (ou em outro local -> quando indicado):

-> Andina, Tom Bloch e Turbo Trio
-> Ben Harper
-> Björk em Portugal
-> Chernobyl na Europa
-> Cyndi Lauper
-> CSS em Londres
-> Dado Villa-Lobos e Nenung
-> Echo & the Bunnymen
-> Fernanda Takai
-> Fruet & Os Cozinheiros no South by Southwest
-> Jorge Drexler
-> José González
-> Joss Stone
-> Judas Priest
-> Iron Maiden em Porto Alegre
-> Iron Maiden em São Paulo
-> Karl Bartos (ex-Kraftwerk)
-> Korn
-> Leonard Cohen na Romênia
-> Madonna em Cardiff (UK)
-> Madonna em NY
-> Madonna em Buenos Aires
-> Madonna em São Paulo
-> Mallu Magalhães
-> Marcelo Camelo
-> Millencolin
-> Owen Pallet
-> Paul McCartney em Tel Aviv
-> Pearl Jam com Kiss e Ramones em NY
-> Portishead em Milão
-> Radiohead em Berlim
-> R.E.M. em Madri
-> R.E.M. em Porto Alegre
-> Steve Aoki
-> Titãs e Paralamas – 25 anos
-> The Beats
-> The Cult
-> The Cure nos EUA
-> The Doors – Riders on the Storm
-> The Hives
-> Ultramen
-> Woody Allen em Barcelona

Resenhas, fotos e vídeos sobre festivais:

-> Coachella
-> GIG ROCK POA
-> Glastonbury 1
-> Glastonbury 2
-> Prog Metal Fest
-> Rock in Rio Lisboa
-> T in the Park
-> V Festival em Toronto
-> Wacken Open Air
-> Infos gerais sobre festivais (divulgação de lin-ups e outros anúncios)

Postado por Danilo Fantinel

Foo Fighters vai dar um tempo

17 de setembro de 2008 2

Divulgação

Pô, essa é chata. Depois de Red Hot Chilli Peppers (e Ultramen e Engenheiros e Los Hermanos), Foo Fighters anunciou que fará “uma longa pausa” e disse que os fãs não devem esperar por novos lançamentos até segunda ordem.

Dave Grohl disse a Radio 1 da BBC que a banda fará este intervalo para voltar mais tarde com “novos objetivos”. Dave também falou que a banda nunca fez uma grande pausa – e que essas férias já estavam na hora.

O ex-baterista do Nirvana lembrou os recentes shows em Wembley (em junho, quando a banda reuniu 165 mil pessoas!) e brincou que o grupo não deve voltar lá por “uns 10 anos” porque “tocou para todo mundo”.

O site dos caras ainda não indicou esta pausa e ainda fala em shows: dias 25 e 26 de setembro em Las Vegas, dia 28 em Austin e no dia 26 de outubro em um evento da Harley Davidson em Pomona (Califórnia) ao lado de ZZ Top.

Para nós brazucas o preju também é grande, porque a Opus e a Time For Fun fizeram pesquisas recentes para saber se o público tinha interesse em ver Foo Fighters no Brasil. Shit…

>>>>> Ouça o set Foo Fighters hiatus no perfil do Volume no BLIP.fm!

>>>>> Foo Fighters lança coletânea e DVD
>>>>> Batera do Foo Fighters canta para Dennis Wilson

Postado por Danilo Fantinel

Chernobyl; Rússia

08 de maio de 2008 2

Marcelo Nunes, especial
Fredi Endres, o bombado DJ e produtor Chernobyl, está a caminho de mais uma turnê na gringa. Depois de visitar Suécia e Japão no ano passado, agora ele segue para Rússia, Ucrânia e Alemanha para DJ sets nucleares tão quentes quanto este ótimo “DJ Chernobyl neo bailefunk 2008”, que já teve mais de 14,3 mil downloads. Já escutou? Demorô!

Durante o giro por Moscou, Kiev e Berlim, Chernobyl vai apavorar em bares, clubes e também no Ukraine Festival. Além disso, fará um DJ set ao vivo para toda a Alemanha na Fritz FM. Legal!

Fredi é figura forte no distante Japão e, via selos internacionais antenados, já chegou aos Estados Unidos e à Inglaterra. Em terras japas, lançou a série de vinis Bailectro, em que mixa funk com electro e rock – especialidade do cara desde 1995 na Comunidade Nin-Jitsu.



O cara vem trabalhando muito desde o ano passado, produzindo faixas, EPs, álbuns e remixes para gente igualmente bombada como Bonde do Role (produziu oito das 12 faixas de With Lasers), Turbo Trio, Deize Tigrona,

Cansei de Ser Sexy, entre outros. Mais: Chernobyl foi o único brazuca a tocar no Fuji Rock Festival de 2007, onde estavam

The Cure, Simian Mobile Disco,

Justice, Beastie Boys,

Iggy Pop

Especialista na cruza entre riffs do rock e pancadão do morro, Fredi Chernobyl manobra

Arctic Monkeys, RQM,

M.I.A., AC/DC, A-Trak, George Clinton, Princess Superstar, BDR, Sinden & Count Monte Cristal, Canessinha do Pikachu, Salt ‘N’ Pepa,

Edu K e Diplo (na foto abaixo, Fredi, Marina Ribatski e Diplo gravando juntos) com facilidade e muito groove. E assim vai se firmando como uma dos produtores mais visionários e importantes do país.



Fora isso, o novo CD da Comunidade Nin-Jitsu, Atividade na Laje, o sexta da banda, vai junto no case de Fredi para uma divulgação básica na Europa. No Brasil, o álbum será lançado no final de maio.

Leia uma entrevista exclusiva como o cara:  

Como pintaram esses convites para Rússia, Ucrânia e Alemanha?

Já faz quase um ano que uma dupla de DJs que organizam festas em Kiev (Zighuli Party) vem perguntando quando estarei por perto para armarmos uma data, já que os sons que produzi realmente fazem parte da noite de lá e são muito executados pelos DJs, tanto Bonde do Role, meus remixes para artistas variados e, hoje em dia, o som novo, inédito ainda aqui, da Comunidade com a Marina (ex-Bonde) Funkstein. O pessoal também simpatizou muito com meu nick “Chernobyl” afinal tocarei a 200km do desastre nuclear. Na Rússia, o americano DJ Diplo me indicou, pois viu que os caras lá se amarram no estilo que faço. Já na Alemanha, estou lançando um EP com produção minha para o artista RQM, pelo selo de lá Exploited Records. Viva a globalização, a internet e o myspace…

“Chernobyl” tocando na Rússia é, no mínimo, curioso. Você está preparando algo especial para essa etapa moscovita da turnê?

Estou preparando um set de 2 horas com muita produção minha, que é a característica principal, pois acho que sou o único produtor que vem lançando remixes que misturam electro com “bailefunk” (lá chamam assim) no mundo. Vou passear desde o miami-bass, que é a raíz de tudo que eu faço, até bootlegs de Créu com Alter Ego, MSTRKRFT com o pancadão e Beastie Boys com Mãe Loira.

Esses dias eu estava falando com o Edu K que ele, assim como você na Comunidade Nin-Jitsu, captou o poder explosivo da mistura entre funk carioca, Miami bass e heavy metal há mais de dez anos. Apesar de os bailes serem fortes no Rio há mais tempo, só agora a maior parte do público começa a curtir esse som – e especialmente o híbrido com o rock em vez do funk “puro”. Como tu te sente sendo um dos desbravadores nesse segmento? E por que rolou esse delay com o público mainstream?

Eu fico muito honrado de ser desbravador de um som que misturou algo oriundo da periferia carioca com o rock classe-média gaúcho. Acho que sempre alguém que não vive dentro do gueto pode fazer isso, vê de fora. A bossa-nova é baseada no samba mas não foi feita no morro. Acreditei que o funkarioca tinha um lado bom, muito original, que era a primeira música eletrônica produzida no terceiro mundo. Em 2005 o mundo viu isso, e só a partir da aprovação dos estrangeiros é que o povo indie começou a aceitar o que fazíamos, e já vivíamos a era myspace, Bonde do Role (que eu produzi), etc. Todos os lugares em que tenho tocado, sou visto como precursor de um estilo, juntamente com minha banda, Comunidade Nin-Jitsu. No Japão, um repórter sabia até que o Mano Changes era deputado e me perguntou se nossas letras tinham mensagens políticas de protesto (!!!). O povo que não questiona estilos, que apenas curte som, pula e dança, já aprovou Comunidade desde o comecinho, nos 90s.

Hoje fala-se em “pós-baile-funk”, porque a sonoridade “original” foi modificada por mil interseções com gêneros variados como pop, rock, hip hop, new rave, electro, house, mashups diversos… Mas no início dos anos 2000 vários bootlegs que faziam essas misturas ficaram bombados, até porque tinham bases de Nirvana, White Stripes e até Smiths (lembra do “Funk do Dermite”?). Pós-baile-funk é só um novo rótulo para algo que já existia ou é real? Você consegue definir pós-baile-funk como algo realmente novo?

Acho que o pós-bailefunk, que chamo de Neo Funk, é algo que a Comunidade e o Edu K já haviam feito nos 90s, mas depois de Bonde do Role e M.I.A. (com apenas Bucky Done Gun nesse estilo) a coisa se espalhou em nível mundial por causa da internet e o mundo, inclusive São Paulo que odiava funk, aprovou. Os funks que samplearam The Smiths, etc, são considerados algo ímpar, exceção, nada proposital, não foram feitos por quem viveu o rock e o eletrônico como eu e o DJ Gorky do Bonde. O movimento realmente existe e acontece mais no exterior do que no Brasil. Quando me solicitam um remix sou obrigado a fazer no estilo que chamo “bailectro” ou “neo-funk”, até porque em termos de electro/house, etc.. os europeus são bem melhores que a gente, o segredo é se diferenciar para obter destaque.

Desde 2007 você produziu álbuns e EPs no Brasil e no exterior, como With Lasers, do Bonde do Rolê (Domino Records, UK), Spunk Scat and Politics, uma coletânea com Cansei de Ser Sexy, Deize Tigrona e outros (KSR Records, Japan), a série Bailectro (Chateaudisc, Japan), DJ Chernobyl presents: Neo Funk (Som Livre, Brasil) e até Pancadão do Caldeirão do Huck (Som Livre, Brasil). Como foi realizar estes e outros trabalhos? Como funciona teu sistema de criação? Você tem livre autonomia para gerenciar o som dessa galera? Ou tudo depende de muito papo e “negociação” com bandas e artistas para definir as direções da música?

Depende de cada artista, no caso da Deize Tigrona eu tive carta branca dela. Com o Bonde do Role somos democráticos, se faço uma base sozinho, sempre lapidamos juntos depois. Na minha série de vinis “Bailectro”, fui briefado para transformar em funk sons de bandas que o selo japonês acreditava, como a francesa Rinocerose e Tim Deluxe. Os trabalhos com a Som Livre ocorreram por causa do ex-presidente Gustavo Ramos, que tava muito ligado nas minhas coisas que saíam para fora do país e então ele me solicitou remixes no estilo que faço para o popular CD do Caldeirão do Huck. Como ele gostou do resultado, ele disse: “ faça o que quiser nessa vibe e bote no seu disco de produções compiladas”, que intulei de Neo Funk. Historicamente falando, foi muito importante a Som Livre botar em seu catálogo algo desse “funk exportação”, pois fiquei lado a lado com os tradicionais, como DJ Marlboro. A gravadora mostrou algo novo, mesmo que de difícil assimilação.

A repercussão de Chernobyl, Edu K, Bondê do Rolê e DJs como Sany Pitbull, Edgar e Sandrinho é muito maior no exterior do que no Brasil. Por que os gringos curtem tanto o som dessa galera? E qual a extensão da influência de vocês sobre outros DJs e produtores pelo mundo?

Acho que os gringos assimilam nossa misturas porque colocamos elementos da cultura deles, como o rock, pop, electro, house junto com a batida brasileira. Se um DJ brasileiro tocar funkarioca puro, vai se segmentar como “world music”, provavelmete se apresentará em casa de turista. A gente toca em clubs importantes para públicos exigentes. Já influenciamos muito o DJ americano Diplo, pois produziu M.I.A. enquanto trocava emails comigo e adquiria batidas do Marlboro. Tem também o Sinden (UK) que vem colocando batidas de tamborzão em várias produções. Mas o ideal mesmo é que os artistas gringos solicitem pra gente, pois nos vivemos a parada, criamos e sabemos qual é a medida certa para a mistura do funk da favela ficar boa com outros elementos, e isso botará a cultura brasilira de DJs em um estágio que os tradicionais estilos eletrônicos não chegaram.

Com Chernobyl Brothers, teu projeto junto com teu irmão, que assina como Infernando, você cunhou o termo Heavy Funk Electro, o que é bastante apropriado ao som de vocês. Como anda esse projeto? Alguma data revista para Porto Alegre depois do set no Beco, há poucos dias?

É um projeto bem electro mesmo, com computador, sintetizador (inserimos Leo Boff, ex-Ultramen), guitarra e baixo. Fica um electro rock groovado, pois as levadas do baixo sao bem inspiradas em Funkadelic. Nao boto nada de tamborzão nunca. Nos apresentamos mixando um set e tocando instrumentos em cima, nada fake. Queremos se apresentar bastante, até para mostrar algo eletrônico vindo da galera do rock, pois normalmente quem é DJ não toca instrumentos e vice-versa. Nossa intenção é botar uma vibe humana no mecânico, bem tocada, e fazer o povo fritar na pista como de fosse um DJ tradicional de electro/house. A apresentaçao no Beco foi boa, mas ainda vamos melhorar para o próximo show que será em Floripa. A correria tá grande, Chernobly lá fora, CNJ lançando CD e Chernobyl Brothers montando um bom live set.


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Postado por Danilo Fantinel

O último dos Ultramanos

25 de abril de 2008 4

Zé Darcy e Tonho Crocco no show da Ultramen/Liziane Cordeiro

Um Ocidente lotado dançou e cantou ao som de Ultramen na noite da última quinta-feira. Durante quase duas horas de show, músicas dos quatro discos lançados fizeram o público passear por cada momento dos 17 anos de história da banda.

>>>>> Veja fotos!

A tradicional temporada de shows da Ultramen no Bar Ocidente terminou, este ano, um pouco diferente. Não se sabe quando e nem se haverá uma próxima. No mês de março, a banda anunciou uma parada nos trabalhos por tempo indeterminado.

Os Ultramanos Tonho Crocco, Zé Darcy, Marcito, Malásia, Pedro Porto, Julio Porto e DJ Anderson, junto com o músico convidado Leonardo Boff, mostraram a energia de sempre e a afinidade que só a Ultramen tem para reunir tantos músicos e mesclar ritmos tão variados.

Começando com Alto e Distante, o repertório contou com as clássicas Bico de Luz, Preserve e General, além de músicas do mais recente álbum, como Amiga, Tubarãozinho e Bang-Bang à Brasileira. Du e Curumim, dos Manos do Rap, fizeram participação em Erga Suas Mãos. Em O Lugar Mais Lindo do Mundo, foi a vez de Gustavo %22Prego%22 Telles, baterista da Pata de Elefante, contribuir com esse show histórico. Porã, da Rádio Atlântida, também arriscou alguns improvisos na percussão.

Iron Man, de Black Sabath, encabeçou o pout-pourri de covers, entoado pelas guitarras de Julio Porto e acompanhado pelos outros instrumentos. Enquanto isso, Tonho Crocco assistia a tudo sentado no chão, esperando sua vez de fazer todo mundo pular com Amigo Punk.

Para finalizar, Peleia, com direito a Malásia e Tonho Crocco cantando no meio da galera.

Na despedida:
- Até a próxima! – disse Tonho

Assim esperamos!

Veja o vídeo de Amigo Punk

Confira um trecho de Peleia

Postado por Liziane Cordeiro

A jovem maturidade do Vanguart

15 de março de 2008 3

Camila Mazzini, Divulgação
O Porão do Beco foi cenário para uma apresentação irrepreensível da banda Vanguart. O show começou tarde, quase 2h da madrugada, e quem esperava já se mostrava ansioso. Quando os integrantes estavam a postos, ocorreu o que normalmente ocorre: um grupo numeroso de groupies se amontoou em frente ao palco para ver de perto aqueles rostos que saíram há pouco da adolescência. A partir daí, desfilaram pelo palco quase todas as canções do aclamado disco Vanguart, aquelas composições que embasbacam os ouvintes com suas letras melancólicas e até mesmo sombrias, embaladas por melodias folk, rock, fazendo todo mundo dar uma dançadinha, mas ao mesmo tempo trazem uma maior profundidade ao se diz.

Faz quarenta dias que eu estou no meu barco a vela / E não me sinto tão sozinho, eu tenho meus amigos / Que só aparecem quando eu bebo

O rock, desde sempre, teve uma ligação muito forte com uma estética do frio como os mods em londres e seus terninhos. Se em Porto Alegre isso já se complica um pouco pela temperatura, em Cuiabá a situação fica ainda mais crítica. Mas na música e estilo tudo se dá um jeito – A gente põe terninho… e sua – diz Hélio, vocalista da banda. A junção de influências como a música country americana, dá o tom mais quente das canções.

Uma das características do Vanguart, é que a banda tem músicas em inglês e espanhol, além do português. E elas são concebidas assim, direto nessas línguas, sem nenhuma tradução. Hélio diz que é muito natural no processo de composição. – A sonoridade pede o inglês ou o espanhol, acontece naturalmente.

Sobre as influências visíveis de monstros como Bob Dylan e Beatles, Hélio conta que elas não são muito objetivas. – A gente nunca pensa em Bob Dylan quando está compondo, acho que a gente tem uma verve pessoal muito forte. Para ele, quem mais sente isso é quem ouve.

Como a gente é bairrista mesmo, puxamos a brasa pro lado do Rio Grande do Sul. Nosso Estado, apesar de ter uma tradição no rock, foi um dos últimos em que a banda se apresentou. Antes disso, eles já tocaram em quase todo o país, em especial nos grandes festivais de música independente que estão rolando há bastante tempo nas regiões mais ao norte do Brasil profundo. – Esses festivais acabam sendo vitrines para as bandas que estão começando, mas tinha uma certa cobrança pra gente vir tocar aqui em Porto Alegre – confessa Luiz, responsável pelos teclados do Vanguart. Eles contam também que no resto do país, existe a visão de que o RS é um estado auto-sustentável musicalmente.

O show teve dois finais. Um, o esperado, com a canção Semáforo, um clássico estabelecido e cantado aos berros pela maioria dos presentes. O músico e jornalista Arthur de Faria fez uma bela participação nas 3 últimas músicas do show tocando gaita. Mas não parou por aí. Quando tudo parecia terminado, o “mais um” do povo trouxe para o palco os integrantes da banda gaúcha Pública, Guri, Gui e Pedro, o baterista da Stratopumas Gui Netto e Malásia, da em extinção Ultramen, além de Arthur que seguiu na gaita quando Hélio deu os primeiros acordes de Sgt. Pepper%27s Lonely Heart%27s Club Band seguida (emendada) por With a Little Help From My Friends, dos Beatles. É preciso dizer mais alguma coisa?

>>>>>Leia o Meu h com o Vanguart

Postado por Ana Luiza Bazerque