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Dating Robots e Walverdes tocam em POA dia 11

06 de novembro de 2009 0

Edu e Mari, da Dating Robots/Divulgação
Las Locas Quartas Del Dr. Jekyll terá dois shows massa no dia 11 novembro. Walverdes dispensa apresentações. Você só não conhece se esteve passando férias em Marte nos últimos 16 anos. A outra banda é a Dating Robots, novo lance rock eletrônico dos incansáveis Edu Normann (baixo, slideguitar e backing) e Mari Kircher (vocais e guitarra) + Fabio Gabardo na produção e na programação de bateria.

O casal toca esse novo projeto desde outubro de 2008, mas na época se chamava Chiclé Demência. O nome Dating Robots passou a ser usado a partir de abril deste ano. No último dia 31, eles lançaram no Ocidente o vídeo da música Movement Talk, dirigido por Banditsgraphiks e que será relançado no Jekyll durante o show.

Sempre curti muito Space Rave, a banda “original” do Edu e da Mari, e as outras 250 mil paradas dos dois. Mas, sinceramente? Dating Robots me parece a mais legal (tirando Space Rave dessa conta…). Talvez seja pelas influências deles: Primal Scream (uma das cinco mais, pra mim), The Kills (adoro), New Order (sem palavras), Sonic Youth (essencial).

Dating Robots já tem umas 30 músicas gravadas no Dubstudio, em Porto Alegre. Mas chega de blábláblá:

E Walverdes? Devem lançar seu quinto disco, Breakdance, até o final do ano. E os caras participaram do programa Experimente, do Multishow, agora em novembro. Confere:

Eles colocaram duas músicas do novo disco lá no MySpace.

Os shows no Jekyll (Travessa do Carmo, 76, Cidade Baixa, POA) rolam a partir das 22h. Ingressos a R$ 12 na hora e R$ 10 com nome na lista.

Postado por Danilo Fantinel

Programação GIG ROCK 2011

04 de julho de 2011 1

A edição 2011 do GIG ROCK rola no Beco entre os dias 07 e 13 de julho simultaneamente em Porto Alegre e em São Paulo. O destaque é o show do Television (você já leu sobre isso aqui) dia 07 em SP com abertura da Pública e dia 08 em POA com abertura da Dingo Bells. Veja a programação gaúcha:


Quinta, 7 de julho

OH! (RS)

Sargento Malagueta (RS)

Damn Laser Vampires (RS)

Wannabe Jalva (RS)

Preços: R$ 20,00 (antecipado) e R$ 30,00 (na porta).


Sexta, 8 de julho

Television

Dingo Bells (RS)

Preços: R$ 80,00 (1º lote) e R$ 100,00 (2° lote)


Sábado, 9 de julho

Telecines (RS)

Dating Robots (RS)

Gulivers (RS)

Big Richards (RS)

Soundays (Montevidéo)

Preços: R$ 20,00 (antecipado) e R$ 30,00 (na porta)


Domingo, 10 de julho

Diego Lopes &Bepop (RS)

Redheads Outdoors (RS)

Walverdes (RS)

Identidade (RS)

Preços: R$ 10,00 (antecipado) e R$ 20,00 (na porta)


Segunda – feira, 11 de julho – 22h

Sandálias (RS)

Plato Dvorak e os Exciters (RS)

Frank Jorge

Egisto Dal Santo (RS)

Preços: R$ 10,00 (antecipado) e R$ 20,00 (na porta)


Terça – feira, 12 de julho – 22h

Nunca mais Brigite (RS)

Loomer (RS)

Juli Manzi e o Coletivo Absoluto (RS)

Julio Reny e os Irish Boys (RS)

Preços: R$ 10,00 (antecipado) e R$ 20,00 (na porta).


Quarta – feira, 13 de julho -22h

Badhoneys (RS)

Pata de Elefante (RS)

Tonho Crocco (RS)

Cartolas (RS)

Preços: R$ 20,00 (antecipado) e R$ 30,00 (na porta)


> Veja a programação de São Paulo aqui


Ingressos  nas lojas Chilli Beans da Galeria Ouro Fino e do Shopping Morumbi, em São Paulo, no Iguatemi e Barra Shopping Sul, em Porto Alegre, ou pela internet no site www.divirto.com.br.


Pontos de venda:


* www.divirto.com.br (cartões Visa e Mastercard)

* Chilli Beans: Iguatemi (João Waling, 1800) – Telefone: (51) 32097405

* Chilli Beans BarraShoppingSul: (Diário de Notícias, 300) – Telefone: (51) 32579017


Vive La Fête é rock'n'roll

09 de agosto de 2010 3

Impressionante como Vive La Fête ao vivo ganha uma dimensão rocker intensa não percebida por mim nos discos do duo belga. Claro, há 10 anos os álbuns assinados por Danny Mommens e Els Pynoo promovem diálogos acirrados entre beats e riffs, mas os discos sempre têm uma aura dance e festiva bem maior do que podem sugerir as linhas de guitarra criadas por Danny em estúdio. Ao contrário disso, no palco, o formato rocker se sobrepõe às eletronices da dupla.

Óbvio que o som deles não pode ser enquadrado assim, de forma tão reducionista. Não se pode dizer que é apenas isso ou aquilo. Vive La Fête é rock, electro, gótico, kraut, chanson, new wave, new rave, new awesome fucking shit. As referências estão em camadas, assim como a make-up de Els. O fato é que o rock triunfa ao vivo em uma banda composta por quatro instrumentistas clones de Robert Smith (Danny + 3). E a semelhança com The Cure não para por aí. Em diversos momentos do show eu podia fechar os olhos e jurar que estava com Cure tocando na minha frente. Isso ficou ainda mais claro em faixas como Je sui la e na super-mega-extended jam orquestrada por Danny ao fim dos dois shows (nos dias 06, em festa fechada no Beco, e 07 na Sociedade Hebraica), devidamente emendadas com uma boa versão para I Wanna Be Your Dog, dos Stooges – o que, por sinal, deixou clara a pouca potência vocal de Danny. Realmente, o belga não é Iggy. Já Els é uma legítima show woman. Garantindo vocais fortes, aveludados, quentes e sensuais, a cantora divide com Danny a tarefa de conduzir a apresentação. Mesmo sem falar muito (em nenhum dos dias), foi querida com a plateia. Extremamente ágil, exibiu um gestual comparável ao de Denise Stoklos – a mestre brazuca do Teatro Essencial e da expressão corporal. O show de sexta, no lançamento do projeto Becólatra de Carteirinha, foi mais intimista, mais contido. No sábado, o lance foi mais aberto e livre. Mesmo assim, a platéia não transformou o show numa festa. A galera foi mais pra assistir do que pra se jogar. De qualquer forma, a festa no palco rolou solta. Danny é um bon vivant rocker, um enfant terrible hedonista, um guitar hero insaciável. Els é uma rock clubber mother fucker. Se o povo não faz festa para Vive La Fête, Vive La Fête faz festa por conta própria e se realiza ao vivo. Mesmo superando um problema técnico que interrompeu o show do dia 06, ficou claro: Vive é composto por 24 Hour Party People. No sábado, o show dos belgas foi aberto pelo digníssimo Dating Robots. Edu Normann e Mari Kircher são a perfeita personificação do rocker way of life no Rio Grande do Sul. Porém, se as músicas são boas e o show é coeso e sujo, pode ser ainda mais eletrônico e dançante se a banda perder um pouco a sisudez rock e forçar mais os beats. A catarse eletrônica pode ser ainda maior.

Vive La Fête rivaliza com o incediário set de Steve Aoki com o melhor espetáculo já realizado no Beco ever. Agora, para uma banda idolatrada entre fashionistas e incensada por Karl Lagerfeld e outros totens do mundinho da moda, não há explicação para o fato Els usar o mesmo figurino um dia após o outro. Uó. >>>>> Mais Vive La Fête

PROMO: Vive la Fête

30 de julho de 2010 0

Divulgação
Quer ingresso para ver o show do Vive la Fête em Porto Alegre no dia 07 na Sociedade Hebraica (João Telles, 508)? Então pula na promoção para concorrer. A promo rola até 04/08. A abertura será com Dating Robots.

O duo belga também fará show no dia 06 de agosto em uma festa fechada no Beco apenas para quem tem o cartão do bar. Esse cartão é resultado de um novo programa de fidelidade do Beco.

O cartão está sendo distribuído nas festas ou por intermédio dos DJs residentes da casa. O lance é pras pessoas que frequentam o Beco desde sempre, que são amigas do complexo e que, de alguma forma, fazem parte da história becólatra.

O objetivo é valorizar quem é do núcleo, dando exclusividade e prioridade pra nata da casa. Entre os benefícios, o cartão possibilitará compra de ingressos a preços mais acessíveis. Para festas fechadas, os tkts terão valor único de R$ 45,00. A compra será feita nos pontos de venda mediante apresentação do cartão.

Em festas normais, há preço fixo com desconto: R$ 10,00 na entrada do titular e R$ 15,00 para acompanhante. Em shows especiais ou atrações gringas, o ingresso com desconto vai variar conforme o valor dos tkts para o público comum.

Outras novidades relacionadas aos benefícios do cartão serão divulgadas em breve.

>>>>> Mais Vive la Fête

Postado por Danilo Fantinel

Disco Virtual Volume # 1

13 de julho de 2010 37

Neste Dia Mundial do Rock, Volume lança o primeiro disco virtual de bandas do Rio Grande do Sul. No recorte feito, 25 grupos compõem um espectro variado, de diferentes gerações e estilos. São bandas antigas, novas e outras que estão no meio do caminho, sempre tendo o rock como ponto de partida.

Todos escolhidos são especiais por algum motivo, por isso foram convidados para participar dessa joint venture cultural. No entanto, vale destacar a nova música dos Walverdes, Spray, a faixa inédita de Mess (Don’t mess with my heart), as ilustres participações dos Replicantes e da Pata de Elefante, as revelações Volantes e Procura-se Quem Fez Isso, a nova banda mais cool destas plagas globais, Wannabe Jalva, e a nova gravação feita por Diablo Fuck Show especialmente para este primeiro disco virtual. Sim, primeiro. Outros virão, certamente.

Abaixo, um raio-x básico de cada banda. Mas o melhor mesmo é escutar. E não esqueça: play it loud!

Apanhador Só: do indie ao folk, do rock à MPB, da psicodelia universal à raiz folclórica, da furadeira à máquina registradora, do pato de borracha ao projetor Super-8. Pega tudo, joga no liquidificador e aperta o play. O resultado é o refinado som da banda surgida em 2006, mas que lançou seu elogiado disco de estreia apenas neste ano. O nome do quarteto remete a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, e à música Marinheiro Só, de Caetano Veloso. O download do disco segue bombando no site oficial.

Um Rei e o Zé, Apanhador Só

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A Red So Deep: não é uma banda engraçadinha, não tem nome engraçadinho nem letras engraçadinhas. Desde 2004, A Red So Deep revê o que de melhor foi realizado no rock alternativo dos anos 90, sem nostalgia, com ímpeto e a partir de uma ótica celebratória fator 2000.

Guilt + Persecution, A Red So Deep

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Brollies & Apples: a banda dos casais Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (Leela) e Carol Teixeira e Fredi Chernobyl Endres (Comunidade Nin-Jitsu, produtor do Bonde do Rolê) começou com a amizade das meninas e deu o primeiro passo efetivo no verão de 2009, em Londres. Na orgia organizada da banda, todos integrantes trocam de instrumentos e cantam a toda hora. No som, guitarras pesadas e tons eletrônicos, no que já foi descrito por eles como electro-grunge. Brollies & Apples nasceu cult.

Roller Coaster, Brollies & Apples

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Dating Robots: banda de rock eletrônico sujo dos incansáveis Edu Normann e Mari Kircher + Fabio Gabardo (produção e programação de bateria). O projeto, que começou em outubro de 2008 (na época chamava-se Chiclé Demência), é o mais legal de Edu e Mari desde a Space Rave. Influências de Primal Scream, The Kills, New Order e Sonic Youth. O clipe da música Movement Talk mostra a que Dating Robots veio.

My Friend, Dating Robots

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Damn Laser Vampires: Ron Selistre, Francis K e Michel Munhoz são impossíveis. Ninguém segura a surf-polka-punk satânica do trio. A partir de 2005, a banda passou a tocar o terror na nossa Gotham imaginária. Pouco depois. o disco Gotham Beggars Syndicate (2006) extrapolou fronteiras reais com facilidade, sendo relançado nos EUA, no Canadá e na Argentina. No cinema, o trio atacou nas trilhas de Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, do novo filme underground Trantastic, da ScUMBAG Movies, e do documentário Day By Day, sobre o surfista top Adriano de Souza, o Mineirinho. Mais: atuam como artistas visuais, ilustradores, produtores e diretores de seus clipes. Santa versatilidade, Batman! Melhor que isso só o show da banda – um dos mais legais há alguns anos, basta perguntar para público e organizadores dos festivais dos quais participaram. O segundo disco, Three-Gun Mojo, sai em breve pela Devil’s Ruin Records.

I Wanna Be an Old Bitch, Damn Laser Vampires

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Diablo Fuck Show: A banda é de longe uma das mais legais que surgiram no Rio Grande do Sul desde… 2009! Vocal rouco e doidão de Bruno Mattos, letras divertidas, bem sacadas e irônicas, e um som psycho-country-core porrada, autêntico e robusto que nos leva a um Velho Oeste punk, bêbado e empoeirado, não muito distante daquele que habita nosso imaginário. Ouça enchendo a cara – e antes de morrer!

Enganando a Morte, Diablo Fuck Show

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Funkalister: 2002 viu surgir a superbanda mais cool do Estado, quando Chico Paixão, Everton Velásquez, Vicente Guedes e Junior Ribeiro se reuniram para gravar músicas instrumentais próprias. A ordem era criação e improvisação sem muitos limites. Atingir o objetivo ficou mais fácil quando um naipe de metais foi integrado ao grupo. O som gira em torno de funk, jazz, samba e rock, emulando groove safra 70 e elegância black. Já foram lançados dois discos (Volume 1 e 2) e algumas faixas já se tornaram trilhas de programas de rádio e do filme Andes Crossing.

Tem Coragem?, Funkalister

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Gulivers: Cristiano, Thiago, Rodrigo e Fabricio curtem música e futebol. Não sei como eles jogam, mas tem uma galera que já sabe como eles tocam. E você? O cartão de visitas da banda é Ausente, que está no disco Em Boas Mãos, lançado neste ano, e que teve clipe dirigido pelo cinesta Lufe Bollini, do Coletivo Inconsciente, com Marcos Contreras no papel principal. Bom pra quem se liga em rock inglês e indie americano.

Ausente, Gulivers

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Identidade: uma banda versátil, de rock clássico inspirado nos Stones, mas com senso contemporâneo. Varia entre faixas agressivas, músicas dançantes e composições mais tranqüilas, cheias de groove. Os caras já tocaram tanto em eventos independentes quanto em festivais mainstream nos dez anos de carreira. Ativos na cena, já lançaram três discos, sendo Antiguidades x Modernidades o último deles, via Marquise 51, o selo/produtora comandado por Lucas Hanke (guitarra).

Não para de dançar, Identidade

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Lautmusik: orbita os ruidosos mundos do pós-punk 80 e do shoegaze 90, transitando entre a névoa do submundo musical e apostando em melodias soturnas, climas sufocantes e ambientações melancólicas pouco óbvias – mas sempre com muito punch e com uma carga pop nítida – o que surpreende em meio a um ambiente majoritariamente sombrio. Uma das melhores bandas do RS, Lautmusik se aproxima de Joy Division, My Bloody Valentine, Cure, Mogwai e Jesus & Mary Chain, mas consegue manter identidade própria.

Bury my Heart in Warsaw, Lautmusik

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Maria Elvira e os Suprassummos do Swing (MESS): o perfil da banda no MySpace indica muito bem o que se passa. “Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso”. Rock’n’roll na veia, recheado por guitarra, baixo e bateria marcantes e vocal grave. Simples assim.

Don’t mess with my heart, Maria Elvira e os Suprassummos do Swing

>>>>> MySpace

Musical Amizade: mais que uma banda, o Musical Amizade é um acontecimento à base de guitarra, sintetizador, projeções audiovisuais e filosofia. Nos shows, um baterista virtual surge projetado em um telão, tocando em sincronia com o grupo. Nas letras, teorizações pop acerca da vida, do universo e tudo mais. No som, uma liberdade que os leva do rock cabeça ao funk safado. Um lance conceitual para ouvidos aguçados. O Musical começou em 2007 e hoje, com Patricia Spier vivendo em São Paulo, aguarda a agenda dos *integrantes integrados* para dar novos passos.

Applehead, Musical Amizade

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Os Replicantes: E a maior banda punk do Brasil precisa de apresentação? Basta dizer que a ótima De Sul a Norte está no novo disco, 2010, lançado pela Marquise 51. O resto é história.

De Sul a Norte, Os Replicantes

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Pata de Elefante: a banda gaúcha mais conceituada da atualidade também não é mistério pra ninguém há anos. Instrumentistas de primeira linha, o trio Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles destilam rock 60-70, groove, melodia e surf music ao sabor de Stones, Beatles, George Clinton e Hendrix. Até parece big band! Bom, eles são big mesmo!

Marta, Pata de Elefante

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Procura-se Quem Fez Isso: a nova psicodelia gaúcha tem uma nova cor (a preta), mas não um novo rosto. O quarteto Procura-se Quem Fez Isso mantém o anonimato a todo custo, disfarçando-se com meia-calca, cartola e lanterna de minerador. Mas o segredo restringe-se à identidade dos músicos, já que a música é uma open source de referências e bom gosto. Lounge music dos 60, rock dos 70, brasilidade, ambient, Burt Bacharach, letras muito bem sacadas [a singela Bagdá (She's My Baby) é um primor da concisão], experimentalismos e mutantismos abrem um novo caminho no som feito no Sul.

Bagdá (She’s My Baby), Procura-se Quem Fez Isso

>>>>> MySpace

>>>>> Site

Superguidis: É praticamente impossível você que curte música não conhecer a banda de Guaíba que há uns quatro anos consegue cada vez mais espaço entre público e mídia. Com um indie lúcido, autoral, livre de referências castradoras e dona de um senso radiofônico efetivo, a banda cria composições arrebatadoras, que atraem fãs entusiasmados aos shows. É um lance meio messiânico, de culto mesmo, que toma forma em apresentações tanto em bares pequenos quanto em festivais no Brasil e no exterior. E por falar em fãs, Robert Pollard e Doug Gillard, da supercult Guided By Voices, já disseram que adoram…

Não fosse o bom humor, Superguidis

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Transmission: No som do quarteto há espaço para guitarras. Muitas guitarras. Altas guitarras. Guitarras marcantes, cortantes, sujas, distorcidas e metálicas. Assim, o foco da banda é instrumental, com vocais (masculino e feminino, em inglês) marcando presença de forma discreta, despreocupada, basicamente complementar. O som do grupo não é o mais fácil do mundo. Quem tem medo de Transmission?

Missing, Transmission

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Urso: O projeto instrumental ainda está em fase de crescimento, mas pela estatura do filhote é bem provável que se torne um gigante. O som da banda é forjado em jam sessions austeras, registradas em vídeos, textos e áudios publicados no blog do grupo liderado por Valmor Pedretti Jr. (Worldengine). Pós-rock contundente de alma metal. O primeiro show será dia 20 de agosto, no Dr. Jekyll, ao lado da MESS.

All Black, Urso

>>>>> Blog

Walverdes: Há mais ou menos 17 anos o trio de Porto Alegre cria pancadas sonoras com o que há de mais básico no rock: baixo, guitarra e bateria. Mas a crueza simples do som é inversamente proporcional ao esporro criativo de Mini, Marcos e Patrick. Foi com essa vitalidade underground, e a partir de demos, fitas K7, singles, EPs, discos e MUITOS shows, que os Walverdes se consolidaram frente à crítica e ao público como uma das bandas independentes mais importantes do país em todos os tempos. Neste primeiro disco virtual, eles lançam a nova Spray, faixa explosiva que estará no próximo disco. Walverdes se move lenta e bravamente ao som de rocks rápidos, autênticos e em volume máximo. Aumenta o som antes de dar o play!

Spray, Walverdes

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>>>>> TramaVirtual

Wannabe Jalva: quando escutei o som da banda pela primeira vez não acreditei. Parecia pegadinha, tipo um perfil fake com faixas incríveis e obscuras de algum grupo desconhecido de alguma megacapital cosmopolita. Som coeso, inteligente e conectado com seu tempo. Experimentações sonoras que resultam em gemas pop do mais alto quilate, que poderiam ter sido feitas por qualquer banda indie britânica atual.

Come and Go, Wannabe Jalva

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Yesomar: esse trio é um tapão na orelha. Rock em alta voltagem testosterônica, pancadas sonoras viscerais furiosas, riffs feios, sujos e malvados, altos berros no vocal e nada de nhenhenhém musical. É rock, é simples, é cru e é direto. No espírito da Yesomar eu diria que se gostou, gostou, se não gostou que se %&#&¨*!!! Ah, e diz que a turnê argentina (ao lado de Los Lotus, Satan Dealers, Silverados e Motosierra) foi devastadora. Normal!

Ao Contrário, Yesomar

>>>>> MySpace

Valentinos: rock britânico, melodias, letras e arranjos cuidadosos são os alicerces que sustentam a banda. Os trabalhos começaram em 2008 e, neste 2010, os caras lançaram Avante, o álbum de estreia com 11 faixas masterizadas na Carolina do Norte (EUA) por Dave Locke. Impossível escutar sem lembrar de Oasis, principalmente devido à voz de Jonts.

Mais Que Nunca, Valentinos

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Velocetts: a banda de Farroupilha também cultua o rock inglês (mas não apenas) tanto das antigas (anos 60) quanto do passado recente (anos 90) e da atualidade (2000). Rock fofo, fácil, pop, fresco e com poder radiofônico garantido por meio de guitarras leves, bateria redodinha e vocal ‘amigo’ de Maria Carolina Brites. Em 2008, os Velocetts gravaram um EP com três músicas e, em 2009, saiu o single A Cura, com produção de Ray-Z.

A Cura, Velocetts

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Viana Moog: indie sujo, distorcido, alterado e no wave. Rock 60, 70, 90. Poesia pulp, bossa under, jazz rock canalha e literatura beat corroída. Vocal rasgado, rouco, grave, químico. Boemia, insanidade, barulho e urgência. Isso é apenas parte do que forma o quinteto de São Leopoldo. O resto você precisa descobrir por conta própria.

Fleck, Viana Moog

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Volantes: Quando o Otávio Mastroberti me passou o disco da nova banda dele eu não me surpreendi. Ele é músico há anos, então era normal que estivesse metido em algo novamente. Como curto boa parte do que ele faz, imaginei que deveria ser bom. Mas quando escutei Volantes pela primeira vez caí pra trás! A banda tem a liberdade criativa dos autores independentes, o frescor de novas ideias, uma sonoridade atual e uma carga pop de boas referências que fazem a banda aliar os ideários do pós-punk, da eletrônica, e do novo rock a letras em português (voz de Arthur Teixeira), com alma brasileira, de poesia urbana, cotidiana e existencial (Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Los Hermanos são referências).

Vitória, Volantes

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

>>>>> Agradecimento ao Márcio Ventura, da Rei Magro Produções, que deu a maior força no projeto!

Vive la Fête fará dois shows em POA

06 de julho de 2010 0

Divulgação
Vive la Fête confirmou dois shows em Porto Alegre. O duo belga toca dia 06 de agosto em uma festa fechada no Beco (apenas para quem tem o cartão do bar) e no dia 07 na Sociedade Hebraica (João Telles, 508). Ingressos pro dia 07 a R$ 60 (1º lote), R$ 70 (2º lote) e R$ 80 (3º lote). A abertura é com Dating Robots (conheça aqui e aqui).

Antes disso, eles passam por Belo Horizonte (Roxy, dia 04) e por São Paulo (Comitê, dia 05).

Você já tinha lido a dica do show aqui no Volume no início de junho.

Postado por Danilo Fantinel

PROMO: Décalage

10 de dezembro de 2009 0

Noblesse Oblige/Divulgação
Quer ir no Festival Décalage nesta sexta, em Porto Alegre, de barbada? Então cola na promoção relâmpago que sorteará dois convites para os donos das duas melhores respostas pra pergunta que está aqui.

Sobre o festival que encerra o Ano da França no Brasil aqui em POA você já leu antes, mas segue novamente: tocam os franceses Neonbirds (electro mínimo com muitos synths analógicos), Clearcom (também é electro, também é minimal, e se puxa nas referências a New Order, Kraftwerk e DJs dos 80), DJ Dunwich (experiente, prefere sons elegantes/calmos e cita influências tão incríveis quanto distintas: Bowie, NEU!, Cure, The Hacker, Yo La Tengo, Velvet, Sonic Youth, Autechre, My Bloody Valentine, Gang of Four, Boards of Canada…) e Noblesse Oblige (o grande nome do festival, que tocou na festa de dois anos da Orgasmo em 2007, em POA, mistura electro rock discreto, nouvelle chanson française e ironia) e os brazucas Damn Laser Vampires, Les Responsables, Dating Robots, Bandinha Di Da Dó e Hotel Santa Clara.

A noite começa às 21h e vai ser assim:

DJs Lili e Bruna (Movie Fight!)
Damn Laser Vampires
DJ set – Juli Baldi
Hotel Santa Clara
DJ set – Daniel Galera
Bandinha Di Dá Dó
DJ set – Yog Mars
Les Responsables
DJ set – Anne Fernandes e Letícia Rodrigues
Dating Robots
DJ set – Cereal
NEONBIRDS
DJ set – Roger Lerina
NOBLESSE OBLIGE
DJ Dunwich
Clearcom

Ingressos: na Central de Vendas do Jardim Europa (av. Antônio Carlos Berta, 255 – em frente ao Iguatemi – das 12h às 20h)

>>>>> www.decalage.com.br

Postado por Danilo Fantinel

Rolling Stone EUA lista melhores álbuns da década

10 de dezembro de 2009 2

Reprodução
Já viu a lista dos 100 melhores álbuns da década liberada ontem pela Rolling Stone dos Estados Unidos? Radiohead não só abre e fecha os 30 mais com Kid A e In Rainbows como também chegou à 25ª posição com Amnesiac!

1. Radiohead: Kid A
2. The Strokes: Is This It
3. Wilco: Yankee Hotel Foxtrot
4. Jay-Z: The Blueprint
5. The White Stripes: Elephant
6. Arcade Fire: Funeral
7. Eminem: The Marshal Mathers LP
8. Bob Dylan: Modern Times
9. M.I.A.: Kala
10. Kanye West: The College Dropout
11. Bob Dylan: Love and Theft
12. LCD Soundsystem: Sound of Silver
13. U2: All That You Can`t Leave Behind
14. Jay-Z: The Black Album
15. Bruce Springsteen: The Rising
16. OutKast: Stankonia
17. Beck: Sea Change
18. MGMT: Oracular Spectacular
19. Amy Winehouse: Back to Black
20. The White Stripes: White Blood Cells
21. Coldplay: A Rush of Blood to the Head
22. Green Day: American Idiot
23. D`Angelo: Voodoo
24. Bruce Springsteen: Magic
25. Radiohead: Amnesiac
26. Cat Power: The Greatest
27. The Flaming Lips: Yoshimi Battles the Pink Robots
28. Yeah Yeah Yeahs: Fever to Tell
29. Sigur Rós: Ágaetis Byrjun
30. Radiohead: In Rainbows

E a lista das 100 melhores músicas da década pela revista?

1. Crazy – Gnarls Barkley
2. 99 Problems- Jay-Z
3. Crazy in Love – Beyoncé
4. Hey Ya! – Outkast
5. Paper Planes – M.I.A.

Claro, Crazy é ótima, mas pra ser a melhor música da década? Uma do Jay-Z em segundo? Uma da Beyoncé em terceiro? Oh, Lord… veja a lista completa aqui.

Postado por Danilo Fantinel

Móveis Coloniais de Acaju voltam a POA amanhã

02 de dezembro de 2009 1

Móveis Coloniais de Acaju/Divulgação
A banda Móveis Coloniais de Acaju, responsável por um dos melhores shows do Brasil atualmente, volta a tocar em Porto Alegre nesta quinta (03/12), às 23h, no Porão do Beco. Ingressos a R$ 20 na loja King 55 (Dona Laura, 78). Os caras de Brasília devem focar a noite no álbum C_mpl_te, o segundo deles, lançado depois de Idem (2005).

O grupo surgiu em 1998 e, há algum tempo, experimenta o sucesso nacional a partir de uma sonoridade brasileiríssima, recheada por cordas, metais, batera eficiente, letras humoradas/desencanadas e shows incandescentes. Eles já se apresentaram em POA (no GIG ROCK de 2008) e em festivais europeus.

O nome da banda? É uma referência à propalada (…) Revolta do Acaju, citada pelos músicos em várias entrevistas e que, por sinal, nunca existiu! Sim, a piada foi reproduzida religiosamente por vários veículos de imprensa, como você sabe. Informação falsa digna de guerrilha cultural. Até virou piada nas internets. So fucking funny!

Buenas, um dia depois, na sexta (04/12), os Móveis se apresentam na Praça Saldanha Marinho, em Santa Maria, com as bandas Sálvia e Subtropicais dentro da programação do festival de arte independente Macondo Circus – Música & Cultura Urbana. Leia mais sobre isso e veja a programação completa aqui. Ouça o som da banda na Trama ou abaixo:

Calendário de shows atualizado:

Ahan, o mês de dezembro tá lotado de shows legais – e o calendário do Volume te dá as barbadas abaixo.

Tem os metaleiros da Obituary (EUA) e da Belphegor (Áustria) hoje mesmo no Opinião, Hellbelicos e Podias ErPior também hoje no Dr. Jekyll, The Congos (“reggae roots power” da Jamaica), Wander Wildner (em várias datas e cidades), Arnaldos, Matanza, Pública, Lautmusik e Loomer (tocando juntas na estreia da Badhoneys), show duplo com Damn Laser Vampires (tocando Cramps!!!) e com os ingleses da Black Mekon (depois, ambas seguem para Cachoeirinha e Sapiranga) e Funkalister.

Além disso tudo, o megafestival Décalage (mega fica por minha conta, huehue) comemora o fim do Ano da França no Brasil com os franceses Neon Birds, Clearcom, DJ Dunwich e Noblesse Oblige e os brazucas Damn Laser Vampires, Les Responsables, Dating Robots, Bandinha Didadó e Hotel Santa Clara). Tipo imperdível mesmo!

Para saber os endereços dos bares e das casas de shows vá no hagah.

Para divulgar seu show, escreva para volume@clicrbs.com.br.

Postado por Danilo Fantinel

Radiohead experimenta a idolatria em São Paulo

24 de março de 2009 13

Thom York no início do show do Radiohead/Marcos Hermes, Divulgação

Um rito de fé se deu em São Paulo na noite de 22 de março, data do segundo show do mítico Radiohead em solo brasileiro (o primeiro foi no Rio, dia 20), em um festival que também reuniu os igualmente messiânicos Kraftwerk e Los Hermanos em um mesmo altar. As bandas atraíram 30 mil devotos, conforme suas crenças e costumes.

Desde a chegada, em que hordas subiram o monte da Chácara do Jockey para chegar ao palco do Just a Fest – em uma espécie de romaria bíblica -, até os espetáculos em si, tudo parecia ter aura litúrgica.

>>>>> Veja fotos!

Os ingleses do Radiohead, muito esperados no Brasil nos últimos 15 anos, realizaram uma apresentação quase religiosa, segundo seu próprio evangelho. Entoaram hinos, salmos e orações contemporâneas desesperadas de um tom quase agnóstico. 

Essa contradição de visões de mundo, no entanto, esteve bem de acordo com a história de músicos que renegaram a louvação pop provocada há anos entre seus seguidores para dar início a uma nova fase criativa, na qual o rock inglês tradicional do início da banda foi corroído por novos parâmetros sonoros e ímpetos criativos. Thom York já revelou que não se sente confortável tocando guitarra desde Kid A, e que prefere o piano para compor. Mais que isso, o Radiohead se lançou aos limites da Intelligent Dance Music (IDM) de artistas como Aphex Twin e Autechre para vislumbrar novos tempos para seu próprio som – alcançando, ironicamente, um caráter profético irremediavelmente maior entre seus fãs. 

No palco, os músicos emanam carisma sonoro baseada no apuro vocal de Thom e na técnica cármica do grupo. Se o semblante é fechado e o contato com o público é contido, foi pela música que a catarse coletiva se deu. Eles visitaram boa parte da carreira em um set nada óbvio, no qual clássicos instantâneos eram permeados por composições mais obscuras, sempre ampliando condições para que a banda pudesse se superar.

Tanto nas músicas mais agitadas e roqueiras quanto nas canções mais intrincadas e desestruturadas, os britânicos demonstram domínio absoluto sobre seus fiéis. Em performances viscerais e mediúnicas, o Radiohead foi capaz de exorcismos constantes, provocando ondas de êxtase entre os mais fanáticos. Demonstrações efusivas de adoração e um certo descontrole emocional de fãs ardorosos eram comuns. Algumas vezes, a música acabava, mas o bonito coro dos seguidores continuava.

Alguns entre vários momentos inesquecíveis do show que teve 3 bis: a lindíssima House of Cards, a hipnótica Karma Police, Paranoid Android épica (com coro do público ao final), o concretismo kraftwerkiano de Idioteque e a catarse final, em Creep, com banda e público tomados por uma emoção indescritível em explosões de cores e som de detonar o coração (veja vídeos abaixo).


Já o Kraftwerk voltou ao Brasil para mais uma celebração robótica da era da informação. A ópera midiática eletrônica foi praticamente a mesma apresentada em 2004, no Tim Festival (eles também tocaram no Brasil no Free Jaz Festival de 1998). A repetição do espetáculo não chegou a ser um problema (era bem esperada, na verdade, ainda mais depois que Florian Schneider deixou a banda), mas foi uma pena os alemães não terem apresentado algo novo. 

Apesar de ser sempre impactante acompanhar as doutrinas do Kraftwerk ao vivo, faltou Electric Café, Elektro Kardiogramm e Vitamin – e isso, pra mim, é heresia.


E Los Hermanos arrastou milhares de fãs para perto do palco no primeiro show desde o hiato anunciado em 2007. A irmandade da banda é ampla, com milhares de seguidores – todos com os dogmas elaborados pelos cariocas na ponta da língua, como de costume. O show foi longo, recheado por alguns dos rocks de alma nacional mais místicos da atualidade. 

Ao fim da noite, a certeza inexorável de que a música é uma instituição sagrada, uma espécie de divindade sônica que se faz mais poderosa quando semideuses como os citados fazem aparições com hora e data marcada.

Passado o transe coletivo, a romaria fez o caminho de volta na Chácara do Jockey, monte abaixo, para, então, espalhar a palavra.

Vídeos:

Creep – Radiohead – São Paulo

Radiohead – Creep Live in São Paulo 2009 – Just a Fest Chácara do Jóckey – Incomplete

Radiohead – Creep (Live in São Paulo 2009)

Radiohead – Fake Plastic Trees – Live in São Paulo 2009 – Just a Fest Chácara do Jockey

Radiohead – Karma Police – São Paulo (22/03/09)

Radiohead – Paranoid Android – Just A Fest – Chácara Jockey São Paulo Brasil 22/03/09

Radiohead – Idioteque – São Paulo (22/03/09)

Radiohead – Pyramid Song (Live In Sao Paulo, 22/03/2009)

Kraftwerk – The Man-Machine @ São Paulo 2009

Kraftwerk – The Robots (2009/3/22, São Paulo, Brazil)

Kraftwerk – Music Non Stop @ Just a Fest / SP (22.03.2009)

Kraftwerk – Radioactivity @ just a fest /SP (22.03.2009)

Los HermanosTodo carnaval tem seu fim Just a Fest SÃO PAULO

Los Hermanos – Sentimental Just A Fest (São Paulo 22-03-09)

Los Hermanos – Cher Antoine – Just A Fest – São Paulo – 22/03/2009

Los Hermanos – A Flor – Just A Fest – São Paulo – 22/03/2009

>>>>> Saiba como foi o show do Radiohead em Berlim

Postado por Danilo Fantinel, direto de São Paulo