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Resultados da pesquisa por "volantes"

Volantes liberam novo clipe

06 de julho de 2011 1

Os caras da banda Volantes acabam de liberar o clipe da música No Corredor Ali.

O vídeo entra hoje na programação da MTV.

>>>>> Mais Volantes aqui

PROMO: Volantes

18 de novembro de 2009 2

Volantes durante show no Maquinária Festival em SP/Tatu, Divulgação

Quer ganhar CDs e ingressos para o show de lançamento de Sobre Gostar e Esperar, o primeiro EP dos Volantes? Então pula aqui na promoção que tá rolando! O show é no dia 22/11, domingo, a partir das 18h, no Long Play (Sarmento Leite, 880), em POA.

Para participar você terá que responder a uma pergunta, as usual. Os donos das três melhores respostas levam dois pares de ingressos cada + esse EP legal, sobre o qual você já leu aqui. Eu rrrrecommmmmeeeeeeiiiiinnnnndo! Ouça no MySpace.

Se você não levar os prêmios, pode comprar ingressos antecipados a R$ 15,00 e ganhar o EP. Mais infos pelo fone (0 xx 51) 9696.7015 ou pelo e-mail volantes.volantes@gmail.com

Foto: Tatu, Divulgação

A banda acaba de voltar de São Paulo, após show no Maquinária Festival, que teve Faith No More, Jane’s Adiction, Sepultura, Duff McKagan, Nação Zumbi, Evanescence, Panic! at the Disco, Danko Jones e outros. Diz que o público que acompanhou a apresentação curtiu muito e que várias pessoas foram até o camarim para comprar a bolachinha e trocar uma ideia com os músicos. Manero!

Postado por Danilo Fantinel

Volantes liberam primeiro EP no MySpace

19 de outubro de 2009 6

Volantes/Reprodução

O Otávio Mastroberti mandou a dica e eu repasso a vcs: os Volantes lançaram hoje seu primeiro EP via MySpace. O rock da banda é leve e desencanado, com linhas de guitarra límpidas e batera cadenciada, que às vezes entram numa espiral crescente e dão ao som um certo tom épico, mas sem ser pedante ou grandioso ao extremo.

A veia pop deles ganha contornos radiofônicos contemporâneos em faixas como Vitória, Meu Samba, Um Pouco Disso e As Ruas. A voz de Arthur Teixeira e as referências a Killers, Pulp, Echo, Smiths e Blur ajudam. 

>>>>> Escute o EP Sobre Gostar e Esperar aqui

Postado por Danilo Fantinel

MySpace confirma Volantes no Secret Show em POA

25 de abril de 2008 3

Volantes/Giovani Paim
O MySpace informou com exclusividade ao blog Volume que Volantes venceu a disputa de bandas promovida pelo portal para o terceiro Secret Show Brasil, que será realizado em Porto Alegre no dia 28 de abril.

A disputa foi acirrada! Os Volantes conquistaram a vaga com 43% dos votos – apenas algumas dezenas a mais que o segundo colocado. Sem informar os números totais da votação, o MySpace garantiu que o público gaúcho participou da votação em peso!

Glênio Guimarães, colaborador da banda, celebrou o trabalho de mobilização do pessoal que conhece e gosta do grupo, o que, para ele, foi fundamental para a vitória.

– Se formou uma rede muito bacana pra fazer com que isso acontecesse – comentou Glênio logo após ficar sabendo do resultado.

As outras duas bandas selecionadas para o show são Superguidis e Pato Fu, como anunciamos aqui. Quem quiser participar do Secret Show deve adicionar o perfil do evento a sua rede de amigos. No dia do show, basta apresentar seu perfil pessoal impresso com o Secret Show entre seus principais amigos. A entrada só é permitida para maiores de 14 anos.

O local do show deve ser divulgado ainda hoje. Fica ligado!

Postado por Danilo Fantinel

PROMOÇÃO: Noite Senhor F

16 de junho de 2011 0

Eae, quer ir na 5ª Noite Senhor F em POA para ver os shows de Catavento de Bolso, O Curinga e Volantes de barbada? Então os cinco primeiros que pedirem ingresso pelo twitter do Volume (@blogvolume) levam 2 bilhetes cada. Só vale pelo twittter!

O lance rola dia 19 de junho, domingo, no Opinião, a partir das 21h. Ingressos antecipados nas Lojas Trópico por R$ 10,00.Na hora, custam R$ 15,00.

Conheça as bandas:

O Curinga

Catavento de Bolso

Volantes

>>>>> Mais Noite Senhor F aqui
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Disco Virtual Volume #2 is in da house

26 de janeiro de 2011 3

A nova edição do Disco Virtual do Volume é dedicada à música eletrônica. O recorte feito enquadra alguns dos primeiros produtores de dance music do Rio Grande do Sul, como Nando Barth e OTA, músicos e criadores que transitam entre beats há algum tempo, como Fabrício Peçanha, Posnormal, Jarrier Modrow, Panatron e Two Boffins, e novos criadores como Brave the Elements, Projeto CCOMA, Madblush, Superluxo e L.A.B.

Além disso, o Disco Virtual Volume #2 está sendo uma espécie de plataforma de lançamento para Hang out with me, música do novíssimo duo Crash Bum Bang, projeto que concretiza a parceria entre Rossano Snel e Caio Britto, dois caras que se destacam no novo clã eletrônico do Estado.

Ouça todas faixas aqui ou separadamente abaixo

Crank up the volume!

Brave The Elements: o duo Brave The Elements retorna ao garage dos anos 90 ao compor faixas dançantes e leves, estruturadas em beats cadenciados, ambientes etéreos, vocais femininos doces, groove e harmonia. Yuri comanda instrumentos e programação aplicando elementos de progressive e electro enquanto Gisa canta sobre as músicas, que variam entre cinco e sete minutos. O som lembra o que o duo eletrônico Sideral fazia com a vocalista Chris F circa 1997 em Porto Alegre. Apesar de ser um projeto recente, de outubro de 2009, Brave The Elements já lançou o álbum independente Balance In Your Mind, com sete músicas. Uma delas, Leave Your Fears Behind, ganhou um ótimo clipe feito em time lapse em Berlim pelo fotógrafo Luis Veiga. Veja aqui!

Mirrors of Life

> My Space

> Site


Crash Bum Bang: o DJ e produtor Caio Brito curte rock, house  e dirty disco. Tocou em bandas de garagem e virou DJ. Já o compositor Rossano Snel vai do samba ao jazz e do cinema aos games sempre com muito groove. Aqui no Disco Virtual Volume #2, lançam o Crash Bum Bang, duo eletrônico com influências de jazz, world music, MPB, rock e pop. O projeto surgiu da parceria que rola entre eles desde que ficaram amigos (via Lucio Kahara). Criaram as festas Hustler, Lick! e Selva, reunindo figuras do novo núcleo eletrônico de POA, e depois entraram em estúdio para finalmente compor juntos. Estão finalizando o SoundCloud do CBB e devem lançar um EP com músicas e remixes no primeiro semestre de 2011. A faixa Hang out with me, masterizada na Alemanha, alterna vocais robóticos, piano house, processed beats e clima de noite. Ouça alto e sinta cada batida como uma pancada.

Hang Out with Me

> SoundCloud do Caio

> MySpace do Rossano


Fabrício Peçanha: o Fabrício é o maior fenômeno da cultura eletrônica do Rio Grande do Sul EVER, – e certamente é um dos caras de maior destaque no Brasil há anos. Na metade dos anos 90, quando o conheci, era figura fácil na pista do Fim de Século (o clube eletrônico mais importante de Porto Alegre de todos os tempos) e alvo maior das meninas da primeira geração efetivamente clubber do Estado. Em pouco tempo, passou pro lado de lá das pick-ups, dividindo espaço com outro ícone do FDS, o DJ Double S, residente da casa. Enfrentando preconceito considerável por ser boa pinta e tendo que se desvincular ao máximo do rótulo de DJ “fácil”, suou a camiseta na noite para se tornar o melhor DJ do Estado e um dos melhores do país, com amplo destaque internacional. Criou a produtora Re:Existência e a rave Fulltronic com amigos, ganhou páginas das revistas XLR8RDJ MagazineHouse Mag e abriu o clube Spin em POA. O reconhecimento profissional foi traduzido em convites: Fabrício integrou line-ups de raves e festivais ao lado de Carl CoxFatboy SlimDanny TenagliaWestbanLouis VegaJohn DigweedDeep DishRitchie HawtinGroove ArmadaLayo & BushwakaGreen VelvetDerrick MayDave ClarkeDave the DrummerHernan CattaneoSatoshi TommieChris LiberatorTechnasia e outros. Ele também tocou no Skol Beats, na MegAvonts e no Recife Beats, além de ter sido chamado para discotecar em Ibiza, Majorca, Acapulco, Miami, Barcelona, LA, San Diego, Hong Kong, Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Zurique e outras –sozinho ou ao lado dos parceiros LeozinhoRodrigo Paciornik, do projeto Life is a Loop. O gaúcho já lançou faixas no EP Cordel e no álbum Hypno Series 1. Neste Disco Virtual do Volume #2, Fabrício liberou um remix de Sem Vacilar, da Comunidade Nin-Jitsu. Ele entrou legal na onda do CNJ, ressaltando as guitarras em meio a batidas rápidas, mas não muito aceleradas, ampliando a força da música original sem remodelar a faixa por inteiro.

CNJitsu Sem Vacilar Radio Remix

> Site


Jarrier Modrow: não é dos caras mais conhecidos por quem curte música eletrônica, o que é estranho. Apontado por alguns músicos como um dos melhores compositores da atualidade no que diz respeito à dance music, Jarrier já lançou discos e EPs por selos nacionais e internacionais. Entre eles estão Rare SoulNebula e a coletânea Unreleased Grooves – Grooveland Brazil, álbuns interessantes que ficaram restritos ao nicho de produtores musicais, com pouca inserção entre o público. Em breve, deverá lançar seu próprio netlabel, com novas composições e projetos. O início dos trabalhos de Jarrier na música rolou da mesma forma como ocorre com muitos outros produtores: experimentações em teclados no final dos anos 90 e gravações em fita cassete. No entanto, diferentemente de muitos, Jarrier não se tornou DJ. Em vez disso, prefere escrever e postar suas impressões sobre música e tecnologia em seu site oficial e na revista House Mag. Neste ano, Jarrier participou de duas edições de coletâneas online do selo/coletivo capixaba Smoke Island. Aqui no Disco Virtual do Volume #2, o músico liberou a faixa Let’s Boogie, um deep house tranquilo, desacelerado e elegante, com muito groove, melodia e harmonia. O tipo de som capaz de nos fazer perder em pensamentos ou nos guiar no vazio da mente.


Let’s Boogie

> Site

> MySpace

> Sound Cloud


L.A.B.: o lance com Less a Bullshit (L.A.B.) está sendo urgente. A banda de rock eletrônico lo-fi se formou em Novo Hamburgo no verão de 2009. No inverno, o EP de estreia de Dan Schneider (vocal, baixo, guitarra, synths e programação), Fe Fischer (guitarra, baixo, vocal) e Moa Jr. (bateria, percussão, vocal) estava pronto, mixado e produzido por Dan e masterizado por Lukas Dulawa no Reino Unido. No final daquele ano, o trio assinou com a Curve Music, de Londres. O primeiro disco sai no começo de 2011, após masterização em Roma. Nesse meio tempo, L.A.B. foi indicado como uma das 10 bandas de rock mais promissoras do Brasil em 2010 pela MTV e se tornou uma das apostas da Billboard de fevereiro do mesmo ano. Pouco depois, tocou no megafestival indie SXSW, nos Estados Unidos. Descendente direta da histórica banda santista de rock eletrônico Harry e parente não muito distante de FelliniThe GilbertosVioleta de OutonoGrenade, o L.A.B. utiliza sintetizadores e guitarras para criar uma aura shoegaze eletrônica soturna que sintetiza My Bloody Valentine, Cure e Depeche Mode. A música Segundo Andar, lançada no EP de estréia, você escuta abaixo.

Segundo Andar

> My Space


MadBlush: há mais de 10 anos, MadBlush percorre a noite gaúcha com shows performáticos e DJ sets. Ativista do underground, vem turbinando a produção de suas músicas com a ajuda de Nando Barth, que toca bateria em alguns de seus shows, OTARicardo Severo. Ao vivo, a guitarra fica com Gabiko.

O apelo visual de MadBlush remete à montaria de Boy GeorgeSigue Sigue SputnikMarilyn MansonPeachesLady Gaga. Fora dos padrões de conduta básicos, MadBlush ganha pontos por ousar em uma cena que já foi vanguarda, irônica e debochada, mas que cada vez mais é corrompida pelo mainstream esteticamente pobre e sonoramente inocente.

Ímpetos de auto-afirmação pessoal e artística se espalham por faixas electro rock como Blush in the Face I wanna be real.


Blush in the face

> MySpace



Nando Barth: o DJ e produtor Nando Barth foi um dos primeiros gaúchos a trabalhar com música eletrônica. Começou a criar em 1987, uma época em que o superclube visionário Taj Mahal, o Ocidente, o Fim de Século e o Porto de Elis davam as cartas na noite de Porto Alegre. Um ano depois, assumiu a residência do Oci ao lado do DJ Eduardo Herrera, então maior nome da vanguarda sonora da noite gaúcha. Em 1994, formou a Splee’n, uma das primeiras bandas eletrônicas do Brasil, com Otávio Mastroberti. Depois disso, foi residente da fase inicial e realmente underground do Beco, tornou-se o mentor criativo das bandas Superluxo,Quit the make up e criou a Cadela Records. Na faixa Cuicass Raga Vox, Nando propõe um retorno ao jungle e ao drum’n’bass clássico, unindo a brasilidade do vocal de Yeshua Jahmiliano, da banda reggae Santíssima Trindade, ao estilo gringo de batidas aceleradas e graves linhas de baixo. O simbolismo brazuca da faixa fica claro em uma sonoridade tipicamente nacional imposta pela cuíca.

Cuicass – Raga Vox

> Site oficial

> MySpace



OTA: é o incansável Otávio Mastroberti, parceiro do Nando Barth na banda Splee’n durante os primórdios da produção autoral de música eletrônica no Rio Grande do Sul, por volta de 1994. Lançaram demos e, em 1999, foram escolhidos um dos quatro grupos brasileiros que participariam do projeto The Whole Cure In The Mirror, uma caixa com todas as faixas do Cure regravadas por bandas de todo o mundo. Com o fim da Splee’n, em 2005, Otávio reativou seu projeto solo OTA, mas como uma banda, numa pegada mais rock. Na época, a música I’ll Become Your God virou trilha de um seriado virtual da RBS e do curta metragem Tudo Que Não É Espelho, de Daniel Alfaya (veja aqui). Depois, produziu o som de MadBlush. Em 2007, tornou-se tecladista do The Cure Cover, projeto do Guffo, músico que hoje toca na Fenx. No final de 2008, entrou pra banda Volantes, que participou do Disco Virtual Volume #1. Em 2009, produziu o single Our Planet para K-Tea e tocou na Polainas, banda cover de anos 80, e no Back 2 the Future, dedicada a covers de musicas pop/dance atuais, ambas do músico Tchê Gomes. Em 2010, se aventurou no hip hop produzindo uma faixa para Maia Rimador. Nesta segunda edição do Disco Virtual do VolumeOTA liberou a vigorosa faixa 1, 2, 3, 4, Stand Up!, um maximal festivo, praticamente puro, perfeitinho pras pistas.

1, 2, 3, 4, Stand Up!

> MySpace


Panatron: Laufe BitencourtChris AmorettiRoger Kichalowsky fazem com Panatron o som mais robótico, frio e asséptico deste Disco Virtual Volume #2. Apesar da voz afinada e reconfortante de Chris, a música Casio Love parece ter sido criada por vida baseada em silício, e não em carbono. Não parece uma banda de humanos compondo uma obra eletrônica. Parece mais como se um autômato tivesse composto uma faixa sintética utilizando instrumentos digitais e algum vocal humano aleatório, pré-gravado e ripado de algum banco de dados online. A própria expressão “Casio Love” remete a uma inteligência artificial emotiva, reforçando a idéia de um compositor replicante. Mas não é nada disso! LaufeRogerChris se dividem entre guitarra, baixo, sintetizador, sampler, drum machine, fxs e vocais para compor eletronices pop, rocks eletrônicos e psycho beats alternativos e livres. A prova está no SoundCloud da bandaSupernova, por exemplo, é pura experimentação digital acelerada e descompassada. A kraftwerkiana Fliperama 87 é digna de uma trilha sonora de games. Poderia estar em Tron Legacy. En La Luna Caliente e Strip & Tango são mais aquecidas, com maior elaboração acústica. Robotika Kamarada abusa de um sampler de Ladytron. Já Robotizado, mais suja, é inteligente e inesperada. No geral, são faixas que passam longe do óbvio. Isso deve ter agradado ao selo Midsummer Madness, com quem Panatron já lançou um EP com nove faixas.

Casio Love

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> SoundCloud


Posnormal: Dani ficou bem ligado ao drum’n’bass de POA nos anos 90 e 2000, quando era residente da Full Moon, no Garagem Hermética, e da Quarta Quebrada, no Ocidente. Tocou direto com MarkPatifeAndy, os “três mais” do gênero no Brasil, que ganharam destaque no mundo e deram ao país uma nova dimensão no plano global de música eletrônica. Mesmo com o d’n’b rachando pistas, Dani nunca deixou de lado suas outras referências musicais. Deu início a uma produção mais experimental, com referências soul, jazz, hip hop, pós-rock e eletrônica.

Como Posnormal, lançou um disco independente com 14 faixas e participou de um álbum do selo paulistano Si no puedo bailar no es mi revolución. As composições são delicadas e há um certo ar cômico e infantil, porém muito longe de ser piegas ou auto-indulgente. Ao contrário. Dani aposta na simplicidade de harmonias, na beleza de sons incidentais, em melodias serenas e em experimentos IDM como forma inteligente de mostrar que indie também é pop. É tipo um Looper dos trópicos sem vocais.

Guaraná

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Projeto CComa: há cinco anos, o projeto CCOMA (lê-se “Coma”), composto por Swami SagaraBeto Scopel, cria música misturando jazz, música brasileira e dance music. O resultado é uma eletrônica de caráter orgânico, que varia entre climas chill-in e temas dançantes, e na qual o trompete de Beto se sobressai. Mesmo assim, o leque instrumental do duo é variado. Na gravação de An Elephant Crossing the Room, por exemplo, os músicos utilizaram címbalos tibetanos, pá de pedreiro e apitos. Como o duo contou nesta entrevista ao Volume no início do ano passado, o CCOMA mistura “saravá eletrônico com Miles Davis” para matar sua (nossa) sede por experimentação sonora. O resultado é positivo. A banda fez temporada em Londres e shows em festivais e eventos de arte e publicidade. No final do ano passado, o duo lançou o álbum Incoming Jazz, de onde saiu a faixa Dogs are Gods, que você escuta abaixo.

Dogs are Gods

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> Blog


Rossano Snel: Rossano samba. Electronic samba. Groove samba. Jazz samba. Disco samba. Bossa samba. Samba samba! Com a desenvoltura cool de um neo-malandro tropical digital, pilotando drives, programas e teclados gringos, o compositor desmonta o easy listening (what?!), reescreve o lounge (whaaaaat?!?!?!) e implode a bossa eletrônica (afe!) com toscos 8 bits, elegantes synths progressivos, pianos estudados (a linda Tumpah merece ser ouvida na praia ao sabor de vinho branco), drum machines límpidas e instrumentos acústicos, elétricos, eletrônicos e virtuais. No ano passado, criou trilha sonora do curta 27 Janela, de Fábio Rangel. No mesmo ano, lançou Gallery, um EP digital editado pela One Cell Records, de Los Angeles, e o EP Landscape pelo selo EBS Diggin, do DJ paulista (e gente finíssima) Tahira. Mais: cravou a música Nossa Conversa na trilha do filme BearCity, que estreou em Nova York recentemente, e foi o músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres. O prêmio é a gravação conjunta de um EP em NY. Abaixo, você escuta o samba beat de Nossa Conversa.

Nossa Conversa

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Superluxo: a banda de synth pop e alma rocker liderada pelo Nando Barth desde 2008 cria algumas preciosidades sonoras inventivas, baseadas em guitarras, bateria e sequenciadores. Bubble GumDon’t leave me alone competem em simplicidade e bom gosto, com vocal doce e trilhas vigorosas. Vicio – Ver 2010, fundada sobre beats atualizados, presta sincera homenagem a Joy DivisionNew Order. Já Shaking all alone pisa ainda mais fundo em sintetizadores e guitarras. Give a Damm, que entrou no Disco Virtual Volume #2, segue um caminho semelhante. Nando (guitarra & synths), Léo Zamper (guitarra e voz), Dani Maria (vocal) e Ronaldo Sabin (bateria) criaram um instrumental bem estruturado, aplicaram vocal gostoso e montaram uma faixa de apelo pop. Potencial hit radiofônico – se este tipo de som tocasse em rádios. Como não toca, você escuta abaixo:

Give a Damm

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Two Boffins: noite e hedonismo. É disso que você lembra quando escuta Night Cravin’, a música que o duo Two Boffins liberou para o Disco Virtual Volume #2. O lance é bem específico. Seria como se Fischerspooner encontrasse Giorgio MoroderDepeche Mode na festa de encerramento do Studio 54 com DJ set de Human League, AdamskiDead or Alive, New Order e OMD. Teclados analógicos e drum machines 808 e 909 dão o tom das músicas da dupla. Apesar disso, o som é bem early 90′s. Como se aquela fase inicial da era clubber e raver voltasse em um flahsback de ácido. Algumas faixas do Two Boffins tratam sobre diversão noturna, clubes, pista de dança, amigos… Outras têm uma pegada mais existencial e filosófica, sempre com uma visão otimista. O Chris e o Ale explicaram que “boffin”, em inglês, é a gíria que define pesquisadores científicos. Com essa habilidade técnica, eles nos jogam entre sintetizadores quentes, batidas regulares e grooves virtuais em faixas como Stop Talkin. Além da música, Two Boffins converge moda, fotografia e vídeo para alinhavar seu poder criativo. No início de 2011, deve rolar um show em São Paulo, onde eles moram, e o lançamento de um EP online. Os clipes de Stop Talkin’ e de Night Cravin’ estão a caminho.

Night Cravin’

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>>>>> Escute o Disco Virtual Volume #1 – Especial Rock

Paul Di’Anno volta ao Brasil

30 de julho de 2010 1

Divulgação
Paul Di’Anno volta ao Brasil entre agosto e setembro para shows de 30 anos de lançamento do primeiro álbum do Iron Maiden em 20 cidades brasileiras. No Rio Grande do Sul o lance rola no dia 08 de agosto no Porão do Beco.

O primeiro vocalista do Iron gravou os dois primeiros discos da banda, Iron Maiden e Killers. Depois, montou os grupos Battlezone e Killers, e gravou o álbum Nomad com músicos brasileiros.

O show deverá ter todas as músicas do primeiro álbum + algumas faixas de Killers. A banda Scelerata acompanha Di’Anno nesta tour brasileira. Em POA, também tocam It’s All Red (metalcore), Daydream IX (prog) e Exilium (thrash/heavy).

Ingressos antecipados a R$ 20,00 (para os 100 primeiros), R$ 30,00 após e R$ 40,00 no dia e local do show. Venda: A Place (Voluntários da Pátria, 294/150), Back in Black (shopping Total) e Zeppelin (Marechal Floriano, 185 – loja 209).

Cronograma:

19h – abertura da casa
19h30min – Exilium
20h20min – Daydream XI
21h10min – It’s All Red
22h – Scelerata
23h – Paul Di’Anno

A turnê passará por vários Estados brasileiros, de Santa Catarina ao Amazonas. Veja as datas no site oficial.

Di’Anno passou pelo Brasil em 2009, quando fez três shows no RS. Scelerata abriu os shows.

E o calendário de shows em Porto Alegre está atualizado. Daqui pra frente rolam Rock`n`Bira Open Bar, Volantes, Renato Godá, Tiê, Vive La Fête, Darma Lóvers, Júlio Reny, Toy Dolls, Jello Biafra, Miike Snow e Green Day. Confere:

Postado por Danilo Fantinel

Disco Virtual Volume # 1

13 de julho de 2010 37

Neste Dia Mundial do Rock, Volume lança o primeiro disco virtual de bandas do Rio Grande do Sul. No recorte feito, 25 grupos compõem um espectro variado, de diferentes gerações e estilos. São bandas antigas, novas e outras que estão no meio do caminho, sempre tendo o rock como ponto de partida.

Todos escolhidos são especiais por algum motivo, por isso foram convidados para participar dessa joint venture cultural. No entanto, vale destacar a nova música dos Walverdes, Spray, a faixa inédita de Mess (Don’t mess with my heart), as ilustres participações dos Replicantes e da Pata de Elefante, as revelações Volantes e Procura-se Quem Fez Isso, a nova banda mais cool destas plagas globais, Wannabe Jalva, e a nova gravação feita por Diablo Fuck Show especialmente para este primeiro disco virtual. Sim, primeiro. Outros virão, certamente.

Abaixo, um raio-x básico de cada banda. Mas o melhor mesmo é escutar. E não esqueça: play it loud!

Apanhador Só: do indie ao folk, do rock à MPB, da psicodelia universal à raiz folclórica, da furadeira à máquina registradora, do pato de borracha ao projetor Super-8. Pega tudo, joga no liquidificador e aperta o play. O resultado é o refinado som da banda surgida em 2006, mas que lançou seu elogiado disco de estreia apenas neste ano. O nome do quarteto remete a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, e à música Marinheiro Só, de Caetano Veloso. O download do disco segue bombando no site oficial.

Um Rei e o Zé, Apanhador Só

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A Red So Deep: não é uma banda engraçadinha, não tem nome engraçadinho nem letras engraçadinhas. Desde 2004, A Red So Deep revê o que de melhor foi realizado no rock alternativo dos anos 90, sem nostalgia, com ímpeto e a partir de uma ótica celebratória fator 2000.

Guilt + Persecution, A Red So Deep

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Brollies & Apples: a banda dos casais Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (Leela) e Carol Teixeira e Fredi Chernobyl Endres (Comunidade Nin-Jitsu, produtor do Bonde do Rolê) começou com a amizade das meninas e deu o primeiro passo efetivo no verão de 2009, em Londres. Na orgia organizada da banda, todos integrantes trocam de instrumentos e cantam a toda hora. No som, guitarras pesadas e tons eletrônicos, no que já foi descrito por eles como electro-grunge. Brollies & Apples nasceu cult.

Roller Coaster, Brollies & Apples

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Dating Robots: banda de rock eletrônico sujo dos incansáveis Edu Normann e Mari Kircher + Fabio Gabardo (produção e programação de bateria). O projeto, que começou em outubro de 2008 (na época chamava-se Chiclé Demência), é o mais legal de Edu e Mari desde a Space Rave. Influências de Primal Scream, The Kills, New Order e Sonic Youth. O clipe da música Movement Talk mostra a que Dating Robots veio.

My Friend, Dating Robots

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Damn Laser Vampires: Ron Selistre, Francis K e Michel Munhoz são impossíveis. Ninguém segura a surf-polka-punk satânica do trio. A partir de 2005, a banda passou a tocar o terror na nossa Gotham imaginária. Pouco depois. o disco Gotham Beggars Syndicate (2006) extrapolou fronteiras reais com facilidade, sendo relançado nos EUA, no Canadá e na Argentina. No cinema, o trio atacou nas trilhas de Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, do novo filme underground Trantastic, da ScUMBAG Movies, e do documentário Day By Day, sobre o surfista top Adriano de Souza, o Mineirinho. Mais: atuam como artistas visuais, ilustradores, produtores e diretores de seus clipes. Santa versatilidade, Batman! Melhor que isso só o show da banda – um dos mais legais há alguns anos, basta perguntar para público e organizadores dos festivais dos quais participaram. O segundo disco, Three-Gun Mojo, sai em breve pela Devil’s Ruin Records.

I Wanna Be an Old Bitch, Damn Laser Vampires

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Diablo Fuck Show: A banda é de longe uma das mais legais que surgiram no Rio Grande do Sul desde… 2009! Vocal rouco e doidão de Bruno Mattos, letras divertidas, bem sacadas e irônicas, e um som psycho-country-core porrada, autêntico e robusto que nos leva a um Velho Oeste punk, bêbado e empoeirado, não muito distante daquele que habita nosso imaginário. Ouça enchendo a cara – e antes de morrer!

Enganando a Morte, Diablo Fuck Show

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Funkalister: 2002 viu surgir a superbanda mais cool do Estado, quando Chico Paixão, Everton Velásquez, Vicente Guedes e Junior Ribeiro se reuniram para gravar músicas instrumentais próprias. A ordem era criação e improvisação sem muitos limites. Atingir o objetivo ficou mais fácil quando um naipe de metais foi integrado ao grupo. O som gira em torno de funk, jazz, samba e rock, emulando groove safra 70 e elegância black. Já foram lançados dois discos (Volume 1 e 2) e algumas faixas já se tornaram trilhas de programas de rádio e do filme Andes Crossing.

Tem Coragem?, Funkalister

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Gulivers: Cristiano, Thiago, Rodrigo e Fabricio curtem música e futebol. Não sei como eles jogam, mas tem uma galera que já sabe como eles tocam. E você? O cartão de visitas da banda é Ausente, que está no disco Em Boas Mãos, lançado neste ano, e que teve clipe dirigido pelo cinesta Lufe Bollini, do Coletivo Inconsciente, com Marcos Contreras no papel principal. Bom pra quem se liga em rock inglês e indie americano.

Ausente, Gulivers

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Identidade: uma banda versátil, de rock clássico inspirado nos Stones, mas com senso contemporâneo. Varia entre faixas agressivas, músicas dançantes e composições mais tranqüilas, cheias de groove. Os caras já tocaram tanto em eventos independentes quanto em festivais mainstream nos dez anos de carreira. Ativos na cena, já lançaram três discos, sendo Antiguidades x Modernidades o último deles, via Marquise 51, o selo/produtora comandado por Lucas Hanke (guitarra).

Não para de dançar, Identidade

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Lautmusik: orbita os ruidosos mundos do pós-punk 80 e do shoegaze 90, transitando entre a névoa do submundo musical e apostando em melodias soturnas, climas sufocantes e ambientações melancólicas pouco óbvias – mas sempre com muito punch e com uma carga pop nítida – o que surpreende em meio a um ambiente majoritariamente sombrio. Uma das melhores bandas do RS, Lautmusik se aproxima de Joy Division, My Bloody Valentine, Cure, Mogwai e Jesus & Mary Chain, mas consegue manter identidade própria.

Bury my Heart in Warsaw, Lautmusik

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Maria Elvira e os Suprassummos do Swing (MESS): o perfil da banda no MySpace indica muito bem o que se passa. “Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso”. Rock’n’roll na veia, recheado por guitarra, baixo e bateria marcantes e vocal grave. Simples assim.

Don’t mess with my heart, Maria Elvira e os Suprassummos do Swing

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Musical Amizade: mais que uma banda, o Musical Amizade é um acontecimento à base de guitarra, sintetizador, projeções audiovisuais e filosofia. Nos shows, um baterista virtual surge projetado em um telão, tocando em sincronia com o grupo. Nas letras, teorizações pop acerca da vida, do universo e tudo mais. No som, uma liberdade que os leva do rock cabeça ao funk safado. Um lance conceitual para ouvidos aguçados. O Musical começou em 2007 e hoje, com Patricia Spier vivendo em São Paulo, aguarda a agenda dos *integrantes integrados* para dar novos passos.

Applehead, Musical Amizade

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Os Replicantes: E a maior banda punk do Brasil precisa de apresentação? Basta dizer que a ótima De Sul a Norte está no novo disco, 2010, lançado pela Marquise 51. O resto é história.

De Sul a Norte, Os Replicantes

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Pata de Elefante: a banda gaúcha mais conceituada da atualidade também não é mistério pra ninguém há anos. Instrumentistas de primeira linha, o trio Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles destilam rock 60-70, groove, melodia e surf music ao sabor de Stones, Beatles, George Clinton e Hendrix. Até parece big band! Bom, eles são big mesmo!

Marta, Pata de Elefante

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Procura-se Quem Fez Isso: a nova psicodelia gaúcha tem uma nova cor (a preta), mas não um novo rosto. O quarteto Procura-se Quem Fez Isso mantém o anonimato a todo custo, disfarçando-se com meia-calca, cartola e lanterna de minerador. Mas o segredo restringe-se à identidade dos músicos, já que a música é uma open source de referências e bom gosto. Lounge music dos 60, rock dos 70, brasilidade, ambient, Burt Bacharach, letras muito bem sacadas [a singela Bagdá (She's My Baby) é um primor da concisão], experimentalismos e mutantismos abrem um novo caminho no som feito no Sul.

Bagdá (She’s My Baby), Procura-se Quem Fez Isso

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Superguidis: É praticamente impossível você que curte música não conhecer a banda de Guaíba que há uns quatro anos consegue cada vez mais espaço entre público e mídia. Com um indie lúcido, autoral, livre de referências castradoras e dona de um senso radiofônico efetivo, a banda cria composições arrebatadoras, que atraem fãs entusiasmados aos shows. É um lance meio messiânico, de culto mesmo, que toma forma em apresentações tanto em bares pequenos quanto em festivais no Brasil e no exterior. E por falar em fãs, Robert Pollard e Doug Gillard, da supercult Guided By Voices, já disseram que adoram…

Não fosse o bom humor, Superguidis

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Transmission: No som do quarteto há espaço para guitarras. Muitas guitarras. Altas guitarras. Guitarras marcantes, cortantes, sujas, distorcidas e metálicas. Assim, o foco da banda é instrumental, com vocais (masculino e feminino, em inglês) marcando presença de forma discreta, despreocupada, basicamente complementar. O som do grupo não é o mais fácil do mundo. Quem tem medo de Transmission?

Missing, Transmission

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Urso: O projeto instrumental ainda está em fase de crescimento, mas pela estatura do filhote é bem provável que se torne um gigante. O som da banda é forjado em jam sessions austeras, registradas em vídeos, textos e áudios publicados no blog do grupo liderado por Valmor Pedretti Jr. (Worldengine). Pós-rock contundente de alma metal. O primeiro show será dia 20 de agosto, no Dr. Jekyll, ao lado da MESS.

All Black, Urso

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Walverdes: Há mais ou menos 17 anos o trio de Porto Alegre cria pancadas sonoras com o que há de mais básico no rock: baixo, guitarra e bateria. Mas a crueza simples do som é inversamente proporcional ao esporro criativo de Mini, Marcos e Patrick. Foi com essa vitalidade underground, e a partir de demos, fitas K7, singles, EPs, discos e MUITOS shows, que os Walverdes se consolidaram frente à crítica e ao público como uma das bandas independentes mais importantes do país em todos os tempos. Neste primeiro disco virtual, eles lançam a nova Spray, faixa explosiva que estará no próximo disco. Walverdes se move lenta e bravamente ao som de rocks rápidos, autênticos e em volume máximo. Aumenta o som antes de dar o play!

Spray, Walverdes

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Wannabe Jalva: quando escutei o som da banda pela primeira vez não acreditei. Parecia pegadinha, tipo um perfil fake com faixas incríveis e obscuras de algum grupo desconhecido de alguma megacapital cosmopolita. Som coeso, inteligente e conectado com seu tempo. Experimentações sonoras que resultam em gemas pop do mais alto quilate, que poderiam ter sido feitas por qualquer banda indie britânica atual.

Come and Go, Wannabe Jalva

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Yesomar: esse trio é um tapão na orelha. Rock em alta voltagem testosterônica, pancadas sonoras viscerais furiosas, riffs feios, sujos e malvados, altos berros no vocal e nada de nhenhenhém musical. É rock, é simples, é cru e é direto. No espírito da Yesomar eu diria que se gostou, gostou, se não gostou que se %&#&¨*!!! Ah, e diz que a turnê argentina (ao lado de Los Lotus, Satan Dealers, Silverados e Motosierra) foi devastadora. Normal!

Ao Contrário, Yesomar

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Valentinos: rock britânico, melodias, letras e arranjos cuidadosos são os alicerces que sustentam a banda. Os trabalhos começaram em 2008 e, neste 2010, os caras lançaram Avante, o álbum de estreia com 11 faixas masterizadas na Carolina do Norte (EUA) por Dave Locke. Impossível escutar sem lembrar de Oasis, principalmente devido à voz de Jonts.

Mais Que Nunca, Valentinos

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Velocetts: a banda de Farroupilha também cultua o rock inglês (mas não apenas) tanto das antigas (anos 60) quanto do passado recente (anos 90) e da atualidade (2000). Rock fofo, fácil, pop, fresco e com poder radiofônico garantido por meio de guitarras leves, bateria redodinha e vocal ‘amigo’ de Maria Carolina Brites. Em 2008, os Velocetts gravaram um EP com três músicas e, em 2009, saiu o single A Cura, com produção de Ray-Z.

A Cura, Velocetts

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Viana Moog: indie sujo, distorcido, alterado e no wave. Rock 60, 70, 90. Poesia pulp, bossa under, jazz rock canalha e literatura beat corroída. Vocal rasgado, rouco, grave, químico. Boemia, insanidade, barulho e urgência. Isso é apenas parte do que forma o quinteto de São Leopoldo. O resto você precisa descobrir por conta própria.

Fleck, Viana Moog

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Volantes: Quando o Otávio Mastroberti me passou o disco da nova banda dele eu não me surpreendi. Ele é músico há anos, então era normal que estivesse metido em algo novamente. Como curto boa parte do que ele faz, imaginei que deveria ser bom. Mas quando escutei Volantes pela primeira vez caí pra trás! A banda tem a liberdade criativa dos autores independentes, o frescor de novas ideias, uma sonoridade atual e uma carga pop de boas referências que fazem a banda aliar os ideários do pós-punk, da eletrônica, e do novo rock a letras em português (voz de Arthur Teixeira), com alma brasileira, de poesia urbana, cotidiana e existencial (Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Los Hermanos são referências).

Vitória, Volantes

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>>>>> Agradecimento ao Márcio Ventura, da Rei Magro Produções, que deu a maior força no projeto!

Entrevista: Placebo

13 de abril de 2010 0

Divulgação

O Placebo volta a Porto Alegre nesta terça-feira para um show da turnê do disco Battle for the Sun, a partir das 21h30min, no Pepsi On Stage. Com a batalha pelo astro-rei vencida desde o lançamento do excelente álbum, em 2009, a banda britânica chega à capital gaúcha mais ensolarada, com a alma um pouco mais leve e com outra novidade: o baterista Steve Forrest, que em 2008 assumiu o posto deixado por Steve Hewitt um ano antes.

Na época do lançamento de Battle for the Sun, o líder Brian Molko disse que estava em uma fase positiva e que o grupo havia feito um disco sobre “escolher viver, dar um passo além da escuridão e em direção à luz”. O novo álbum é certamente um disco do Placebo, com guitarras marcantes, bateria presente, baixo pulsante, cheio de canções radiofônicas, mas é diferente dos demais por ser mais colorido, relaxado e otimista.

Em entrevista por telefone diretamente de Londres, Forrest concordou com o diagnóstico e explicou o motivo da mudança de humores:

– Nós três viemos de lugares muito obscuros. Tudo o que queríamos era fazer música novamente. Estávamos loucamente apaixonados por isso. A música rolou por conta própria. Claro, teve muito trabalho duro, suor, sangue e lágrimas neste disco, como em qualquer outro, mas nada foi forçado. Ocorreu tudo de forma muito orgânica. Nós nos divertimos muito fazendo. Por isso essas referências coloridas e otimistas.

O Placebo surgiu em 1994, longe da estética britpop, cantando sexo, drogas (lícitas ou não), paranoia, inadequação e rejeição social embalado por peso sonoro e muita maquiagem. São glams da virada de milênio que, desde o início, dialogam com o que há de melhor no rock independente, como Sonic Youth, Pixies, Smashing Pumpkins e Nirvana e ecoam tarjas pretas do receituário glitter e punk da linha David Bowie, T.Rex, New York Dolls, Sex Pistol e Roxy Music.

O show do grupo na capital gaúcha em 2005 foi marcante. A banda dopou o público com pílulas clássicas como Every You Every Me, Protege Moi, Without You I`m Nothing, Special Needs, Special K, 36 Degrees, Pure Morning e Nancy Boy, todas com chances de serem ministradas novamente amanhã, após a abertura das bandas Volantes (20h15min) e Superdose (21h).


Entrevista: Steve Forrest, baterista

Em 2007 o baterista Steve Hewitt deixou a banda e foi substituído por você em 2008. Como ocorreu este convite para você integrar a banda? Você conhecia Brian (vocalista, guitarrista) e Stefan (baixista) antes disso?

Eu tipo os persegui. Eu tinha uma banda que abriu para Placebo algumas vezes quando eles vieram aos Estados Unidos. A primeira vez que vi e ouvi Placebo foi em 2006, na época do álbum Meds. Daí passei a conhecer a música, comprei alguns discos. No meio de 2007 deixei minha banda, ouvi que eles estavam sem baterista, consegui o contato do empresário e mandei um vídeo. Brian viu, me reconheceu e disse que adorava meu trabalho. Ele me ligou, me chamou para Londres em janeiro de 2008. Estou lá desde então.

Você tocava com a banda Evaline, certo?

Isso mesmo. Estivemos juntos desde os 16 anos. Foi minha primeira banda. Crescemos juntos.

E sobre o novo disco? Acho que houve uma mudança de humor na banda comparando Battle for the Sun aos outros discos. No meu ponto de vista, o disco tem um ótimo senso rítmico ao mesmo tempo em que tem guitarras pesadas e distorcidas. É certamente um álbum do Placebo, mas é diferente dos outros de certa maneira porque, acredito, é mais colorido, relaxado e otimista. Você vê o disco assim? O que houve com o Placebo nos últimos anos?

Acho que você descreveu perfeitamente, meu. Eu não poderia descrever melhor. Concordo com tudo o que você disse sobre o álbum e isso foi causado por uma espécie de renascimento da banda, um novo começo para todos nós. Nós três viemos de lugares muito obscuros, mesmo não estando juntos. Tudo o que queríamos era fazer música novamente. E amar fazer música novamente. E fazer o que as pessoas esperavam. Estávamos loucamente apaixonados por isso. Estarmos juntos era tão bom. A música rolou por conta própria. Claro, teve muito trabalho duro, suor, sangue e lágrimas neste disco, como em qualquer outro, mas nada foi forçado. Ocorreu tudo de forma muito orgânica. Nós nos divertimos muito fazendo. Por isso essas referências coloridas e otimistas.

Entendo. Então acho que foi legal para você trabalhar com Brian e Stefan, já que o último disco é o primeiro com você como membro do Placebo… como foi essa experiência?

Bem, foi um ‘mundo de primeiras experiências’ cara. Para começar, foi o primeiro álbum completo que eu fiz. Fiz vários EPs e demos passando tempos em estúdio, mas nunca havia realmente sentado e escrito um. Nunca houve meu nome em um disco propriamente dito. O primeiro foi esse, o que é incrível. Acho que gravamos 18 ou 19 faixas. Usamos apenas 12 ou 13 no disco. Foi ótimo estar com Brian e Stefan, aprendi muito. Mas o verdadeiro aprendizado foi fazer promoções, coletivas de imprensa… tudo além de tocar bateria no palco foi um novo aprendizado (…) com muitos altos e baixos.

Você toca bateria na banda, mas sei que você também toca muitos instrumentos, certo? Você curte compor música também? E como a banda trabalha a composição?

Claro, componho músicas. Sempre tenho um violão comigo. Sempre estou compondo músicas para alguns projetos que tenho fora do Placebo, nos quais canto e toco. Quanto ao Placebo, fico na bateria e faço alguns vocais e harmonias. Prefiro que fique assim. É engraçado porque você é o primeiro que menciona isso. Nem todo mundo sabe que eu toco mais do que um instrumento. Não sei por que, mas todos acham que bateristas tocam apenas um.

Também não sei cara. Bom, o que você pode dizer sobre esta nova turnê brasileira? O que a banda está preparando para os shows? Talvez alguma música nova?

Será ótimo, fantástico. Não quero parecer arrogante, mas uma coisa que tenho muito orgulho é como esta banda sabe fazer rock em um show. Ame ou odeie as novas músicas, me ame ou me odeie, sei que todos vão ficar muito satisfeitos. Teremos muitas coisas do novo álbum, muito material dos outros discos. É um balanço de tudo. É algo para todos. Esperamos que os brasileiros aproveitem.

Vocês têm planos para um novo álbum após esta turnê?

Sempre haverá músicas sendo feitas e disco sendo lançados. Já fizemos algumas faixas. Obviamente, temos ideias por aí e haverá um novo disco após isto. Quando não posso te dizer, mas espero que você curta quando sair.

Ouça a entrevista com o Steve Forrest:
Edição de som: Cristiane Marçal

>>>>> Leia uma entrevista com o baixista Stefan Olsdal em Zero Hora

>>>>> Durante a turnê de 2009, o baixista Stefan Olsdal gravou diversos vídeos e publicou tudo no www.vimeo.com/placeboworld.

>>>>> Leia sobre o show do Placebo em Londres em 2009

>>>>> Mais sobre Placebo

Postado por Danilo Fantinel

Good Music Rock Festival anuncia programação

01 de maio de 2009 0

Reprodução
Os organizadores do 4º Good Music Rock Festival divulgaram a programação do evento, que rola nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2009, no Teatro de Arena, em Porto Alegre.

22/05 – Sexta – Xalaman, Ghaya e Steel Grinder
23/05 – Sábado – Trilha do Sol, CSD e Raio Choque
24/05 – Domingo – Sonora Fundação, Volantes e Maquinados

Para mais informações, vá ao Portal do Rock Gaúcho ou ao site oficial do festival.

Postado por Danilo Fantinel