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Posts na categoria "Festivais"

Planeta Terra estaria negociando com Suede

15 de agosto de 2012 0

O line-up do Planeta Terra 2012, marcado para o dia 20 de outubro no Jockey Club, em São Paulo, segue sendo montado. Já foram confirmados Kings of Leon, Gossip, Garbage, Best Coast, The Maccabees e Azealia Banks. Agora, o Popload informou que o Suede estaria sendo negociado. Além da banda britânica de Brett Anderson, Kasabian, anunciado para a versão peruana do festival, que acontece uma semana antes, em Lima, também poderá ser confirmado no Brasil.

Veja Suede tocando Sabotage, que ainda não saiu em disco:

Os dois primeiros lotes de ingressos para o festival acabaram em apenas três dias de vendas. Ainda há ingressos no 3º lote, com valores de R$ 330,00 (inteira) e R$ 165,00 meia (meia). Veja os pontos de venda aqui ou compre no livepass.com.br.

As portas do Jockey serão abertas às 11h. Os shows começam às 13h e devem seguir até depois das 23h. São dois palcos: o Sonora Main Stage e o Claro Indie Stage.

Pearl Jam poderá tocar no Lollapalooza Brasil 2013

03 de agosto de 2012 4

O Pearl Jam deverá ser um dos headliners do Lollapalooza Brasil 2013, que rola em São Paulo entre os dias 29 e 31 de março. A informação é do Jornal Destak, que vem se destakando (!) como boa fonte sobre shows futuros no Brasil…

Se a banda vier, será a terceira tour do grupo pelo Brasil desde 2005. A última passagem deles por Porto Alegre foi no dia 11 de novembro passado. Você com certeza lembra daquele espetacular show de 2h40min. Leia sobre e veja fotos neste link.

Em julho, Eddie Vedder disse que queria voltar ao Brasil em 2013 com o Pearl Jam ou com seu show solo, que divulga o disco Ukelele Songs. Antes disso, no fim de junho, o guitarrista Mike McCready havia dito que a banda já estaria negociando para voltar à América do Sul no ano que vem. Leia mais sobre isso aqui.

A primeira edição do Lollapalooza Brasil foi realizada em 2012, com Foo Fighters e Arctic Monkeys fechando as duas noites. Leia sobre os shows do festival na cobertura do Volume. As infos sobre bandas e ingressos do Lolla Brasil 2013 saem em breve.

Lollapalooza EUA

O Lollapalooza Chicago começa nesta sexta e segue até domingo no Grant Park com ilustres como Tame Impala, The Shins, Die Antwoord e Black Keys (hoje), Alabama Shakes, Washed Out, tUnE-yArds, Bloc Party, Red Hot Chili Peppers (amanhã) e The Walkmen, Franz Ferdinand, Gaslight Anthem, Toro Y Moi, At the Drive-In, Miike Snow e Jack White (domigo) + meia tonelada de artistas. Parte destes shows será transmitida ao vivo pelo canal do Lollapalooza no YouTube.

> Mais Pearl Jam

> Lollapalooza Brasil 2013 rola nos dias 29, 30 e 31 de março em SP

> Lollapalooza Brasil 2012 é marcado por Arctic Monkeys, Skrillex, Peaches, Manchester Orchestra, Foo Fighters e Joan Jett

Lollapalooza Brasil 2013 rola nos dias 29, 30 e 31 de março em SP

31 de julho de 2012 0


A segunda edição brasileira do Lollapalooza ganhou um dia a mais com relação ao evento deste ano. O festival rola entre 29 e 31 de março no Jockey Club de São Paulo. As bandas e as infos sobre a venda de ingressos serão divulgadas em breve.

> Leia sobre o Lolla 2012 aqui
> Coachella no Brasil em 2014?
> Robert Smith diz que The Cure volta ao Brasil em 2013

Festival Marquise 51 rola entre 9 e 13 de julho com mostras, oficinas e shows em Porto Alegre

28 de junho de 2012 0

Para marcar o Dia Mundial do Rock no próximo dia 13, a Marquise 51 Produtora programou um festival com shows, mostra de fotografia, exposição de esculturas, oficinas e shows entre 9 e 13 de julho em Porto Alegre.

Além disso, durante todo o mês do rock, serão sorteados kits com produtos de artistas da cena sulista no programa Área 51, que vai ao ar toda segunda-feira das 20h às 22h pela Rádio Web Putzgrila. Os sorteios serão realizados no Twitter da rádio no decorrer do programa.

Programação:

09/07- Segunda-Feira

15h- Transmissão do programa de TV Web Eixo 51, uma parceria entre a Marquise 51 e a Casa Fora do Eixo.

19h – Abertura da mostra de fotografia “Treze”, de Giovani Paim, e exposição de esculturas “Criaturas do Cinema”, de Beto Silva, no Sótão da Marquise.

10/07- Terça-Feira

Programação Casa Fora do Eixo na Marquise 51.

11/07- Quarta-Feira

10h – Oficina Fundo de Apoio a Cultura, com Santiago Neto do IEM e Economia da Cultura, no Sótão da Marquise.

12/07- Quinta-Feira

14h – Transmissão via rádio web e twitcam de pocket-shows com artistas do rock gaúcho na Rádio Putzgrila Enquanto rolam os shows acontecerá a segunda edição do mini-campeonato de futebol no Playstation.

22h- Show da Clarissa Mombelli e convidados no Dhomba.

13/07- Sexta-Feira

22h – Show de encerramento no Carlitu’s Bar com as bandas Os Replicantes, Walverdes, Guff e som com os DJs da Rádio Putzgrila.

>>>>> Saiba mais sobre o festival

Gig Rock traz A Place to Bury Strangers a POA e SP

20 de junho de 2012 0

A nova edição do Gig Rock traz A Place to Bury Strangers, The Whip e The Virgins para o Beco em São Paulo e Porto Alegre em julho, mês do rock! A abertura dos shows será com bandas nacionais.

Os new yorkers do A Place To Bury Strangers farão o show mais esperado. Deverá ser uma celebração noisy shoegaze, com alguns momentos dream pop com clima dark e outros mais pesados, envoltos em guitarras ácidas supersônicas e bateria bem presente. Não à toa eles se dizem “the loudest band in NY”. The Whip, de Manchester, fará um show mais leve, dançante e melódico. Já The Virgins, também  made in NY, foca esforços no indie rock experimental.

Em POA:

12/07/2012
A Place to Bury Strangers
R$ 30,00
Venda www.ticketjam.com.br

13/07/2012
The Virgins
R$ 30,00
Venda www.ticketjam.com.br

14/07/2012
The Whip
R$ 30,00
Venda www.ticketjam.com.br


O novo e ótimo clipe do A Place To Bury Strangers, You Are The One, você viu nas Tracks 42.

Escute Worship, o novo disco da banda:

>>>>> Mais A Place to Bury Strangers

Coachella no Brasil?

28 de maio de 2012 0

Coachella no Brasil em 2014? Conforme Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, sim!

O festival que rola em Indio, na Califórnia, com foco em bandas indie e na nova música, poderá ser realizado na Arena Palmeiras, em São Paulo. O estádio está em construção. Veja o line-up de 2012:

Lollapalooza, Sónar e Ultra já fazem suas edições brasileiras. Quem vem mais? Glastonbury? Leeds/Reading? ATP? SXSW? T in the Park? Rock en Seine? *r*

>>>>> Leia sobre o Lollapalooza Brasil aqui

Sónar São Paulo 2012 terá transmissão ao vivo

09 de maio de 2012 0

O Youtube e a MTV transmitirá ao vivo os principais shows do Sónar São Paulo 2012 neste final de semana, nos dias 11 e 12 de maio. Oba! A edição paulista é a maior realizada fora da Espanha, com 48 artistas, sala de cinema e debates sobre arte e tecnologia.

A etapa brasileira desse que é um dos principais eventos de música do mundo terá shows de Kraftwerk (substituindo Björk), Cee Lo Green, Justice, Chromeo, Mogwai, James Blake, Squarepusher, Modeselektor, Jeff Mills, Four Tet, Austra, Flying Lotus, além dos brasileiros Gui Boratto, Marky, Patife, Criolo, Emicida, The Twelves, Zegon, M.Takara e do meu amigo Tahira, entre outros.

O lance rola na TV e no site. No dia 11, terá início às 19h. No dia 12, a programação começa às 16h. Saiba mais no site oficial. E a MTV tá fazendo um aquece. Veja aqui.

Pixies libera faixas gravadas ao vivo no Coachella 2004

18 de abril de 2012 0

O Pixies liberou o download de quatro faixas gravadas ao vivo no Coachella 2004. Tem U-Mass, Monkey Gone To Heaven, Hey e Caribou.

2004 marcou a volta da banda após 11 anos de separação, e a apresentação liberada no EP foi a primeira em um festival desde então. A turnê passou pelo Brasil com um histórico show em Curitiba.

Line-up Coachella 2004:

A banda vem liberando vários downloads há tempos. Veja aqui.

>>>>> Mais Pixies

Lollapalooza Brasil é marcado por Arctic Monkeys, Skrillex, Peaches, Manchester Orchestra, Foo Fighters e Joan Jett

10 de abril de 2012 5

A primeira edição do Lollapalooza no Brasil teve pontos positivos no que diz respeito à música e negativos na parte de serviço. O ponto alto foi o acerto na escolha do local: o Jockey Club, perto do centro de São Paulo, barbadinha de chegar de metrô e com estrutura adequada, já havia sido palco de outros eventos bem-sucedidos, como o último Free Jazz Festival, em 2001.

O grande problema mesmo foi a volta para quem dependia do metrô. Total absurdo a estação Butantã fechar por volta da meia-noite, já que os shows acabavam pelas 23h, e taxistas cobrarem valores  acima da tabela. Não sei se existe fiscalização em SP, mas se existe está falha. Isso rola sempre, seja em turnês próprias de bandas ou em festivais de grande porte. Sem noção!

Já dentro do evento, apesar da grande quantidade de caixas por todo Jockey, as filas para compra de bebidas eram quilométricas no primeiro dia. No segundo, o lance melhorou. O público (cerca de 135 mil pessoas entre sábado e domingo) deve ter aprendido a lição e comprado toneladas de PillaPaloozas (a moeda do evento) já ao chegar no local. Havia funcionários “avulsos” vendendo pillas durante a tarde (e quebrando o maior galho), mas à noite era quase impossível achá-los. Merecem uma equipe maior.

Outro ponto fraco: os banheiros, como sempre um desastre horroroso. Insalubre. Uma falta de respeito com o público. E isso, claro, não é exclusividade do Lollapalooza. Banheiro químico é o fim do mundo em qualquer lugar. Enfim…

Mesmo assim, a organização do Lolla ganhou muitos pontos no que diz respeito à música – o que, apesar dos contratempos acima, é o que realmente importa. Com um sistema de som praticamente perfeito (MGMT teve problemas, é verdade, mas a banda ao vivo é um problema em si…), o festival teve, no geral, som nítido e alto. Não pude conferir todos os shows, mas lembro de pelo menos um espetáculo vazando e prejudicando outro: o som do Pretty Lights, projeto do norte-americano Derek Vincent Smith, incomodou parte do público do Friendly Fires.

Comments sobre os shows que vi:

07/04


Daniel Belleza e os Corações em Fúria
Garage rock cortante, furioso, com alto teor glitter punk. Quando a banda surgiu no início dos anos 2000 ficou claro o poder de performance de Daniel, agora atenuado, mas ainda garantindo um bom rock show. A banda ganhou aplausos merecidos.

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Rhythm Monks
O trio eletrônico mascarado de Berlim parecia ter descido de alguma nave espacial. Com um figurino tipo messias das galáxias, os caras tocaram um hardcore trance não muito inspirado e abusaram de coreografias minimalistas toscas. Não foi muito legal. Parecia uma paródia pobre do clipe de Around the World, do Daft Punk. Com tanta gente legal podendo ganhar espaço a programação eletrônica do Palco do Perry, Rhythm Monks foi um erro de casting.

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O Rappa
Os cariocas estavam espertos e fizeram um grande show no Palco Cidade Jardim. Já vi algumas apresentações da banda, inclusive em festivais, mas nunca encontrei os caras com tanta energia. Conseguiram reunir quase todo público presente naquela tarde. O resultado foi um poderoso espetáculo que teve como climax Homem Amarelo e o discurso de Falcão a favor do multirracialismo e multiculturalismo. O palco quase veio abaixo com o cover de Killing in the name, do Rage Against the Machine, e seu riff perfeito. Falcão sugeriu que a banda toque no Lolla. A banda foi acompanhada por um quinteto de violinistas.

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Perryetty x Chris Cox
Enquanto o Rappa bombava, Perry Farrel tentava levantar seu pequeno público do seu projeto eletrônico no palco que leva seu nome dentro do seu próprio festival. Tipo incrível. Cantava e gritava palavras de ordem sobre bases pré-gravadas e discotecagem de Cox. Dançava fora do ritmo e atravessava beats na pilotagem do soundsystem. A todo momento, perguntava “are you happy São Paulo?”. No som, farofada eletrônica para quem entende pouco do assunto. A animação e a energia provaram que Perry é mesmo um dos caras mais carismáticos do rock, mas que na eletrônica ainda precisa ser equalizado.

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Band of Horses
Logo ao lado, no palco Butantã, a banda de Ben Bridwell apresentava de folk rock tatuado. Os longos duelos autorais de guitarra, baixo e bateria que não me chamaram muita atenção, apesar do grande público presente estar curtindo muito. E a culpa foi da Peaches e minha expectativa pelo show dela. Fiquei totalmente bloqueado para qualquer outra coisa. Antes do espetáculo, na área de imprensa, a cantora que eu havia entrevistado em 2003 me disse que, muito melhor do que tentar explicar o show seria eu vê-lo. Canadense maldita, me deixou no suspense, kkkkk! Enfim, Band of Horses fica pra próxima!

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Peaches
A cantora canadense provou que é uma das grandes artistas do século 21. Depois de ter feito um grande show em Porto Alegre em 2004, no qual fez de tudo entre cantar, dançar e escalar a estrutura do teatro, Peaches apresentou um espetáculo focado não só em electro beats sujos, mas também em liberdade sexual e em performance teatral cômica. Cantando, comandando pick-ups e sequenciadores e com o apoio de duas dançarinas (e muita champanhe), a canadense subiu ao palco usando um colante cor da pele adornado com seios cenográficos de diversos tamanhos. A imagem resume o conceito por trás do show: ativismo feminista eletrônico festivo e sem pudores. Nenhuma novidade, e mesmo assim atual. Peaches decadente? Jamais! No set, não faltaram músicas potentes e dançantes, que ao vivo ganharam ainda mais peso para reforçar o poder hedonista das canções. Do electroclash tradicional ao dubstep aliado a techno beats experimentais, Peaches é diversão garantida.

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TV on the Radio
Só peguei o final do show, que contou com a participação do guitarrista Dave Navarro, do Jane’s Addiction, em Repetition. Você sabe, culpa da Peaches

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Joan Jett & The Blackhearts
Foi ótimo ver ao vivo uma das grandes figuras do rock mundial. O espetáculo de Joan Jett não se destacou apenas por seu valor histórico, mas também pela energia da banda e pelo rock’n’roll tradicional. A abertura explosiva foi com Bad Reputation (reconfigurada por Peaches no disco Fatherfucker), seguida da clássica Cherry Bomb, de sua antiga banda, The Runaways. Joan também arrancou aplausos para You drive me wild, sua primeira canção escrita, e apresentou duas novas composições, T.M.I. e Hard To Grow Up. Outros pontos altos? I Love Rock and Roll, óbvio, e I Hate Myself For Loving you.

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Foo Fighters
O Lollapalooza trouxe ao Brasil uma das maiores bandas do rock contemporâneo em uma de suas melhores fases. A turnê de Wasting Light vem rodando o mundo desde há tempos e causando muito em todos lugares pelos quais passa. A fórmula da banda é simples: rock instantâneo, bombástico, eficaz e extremamente energético liderado por um vocalista carismático aliado a um baterista foda (Taylor Hawkins). Fácil. Mas nem isso libera a banda para fazer um show curto ou descompromissado. Muito pelo contrário – até porque era a principal banda do line-up do evento. Por isso, os caras fizeram um show de quase três horas lotado por toneladas de hits roqueiros e baladas de sucesso, assim como no Rock in Rio 3, em 2001. Entraram no set list All my life, Times like these, Rope, Breakout, Long road to ruin, Big me, Everlong, The Pretender, Cold Day in the Sun e White Limo, entre outras. O show teve a participação de luxo de Joan Jett em Bad Reputation e I Love Rock ‘n’ Roll. A não ser em faixas mais obscuras, a banda obteve resposta imediata do gigantesco público. Sim, porque a banda reuniu praticamente todas pessoas que estavam no evento. E a voz de Dave Grohl? Falhou sim. Afinal, o cara não é de ferro, pô.

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Calvin Harris
Quem não viu Foo Fighters optou por conferir o set de Calvin Harris, queridinho da eletrônica gringa. Abusando do deep house e de techno beats, o produtor eletrônico levantou mesmo a galera ao tocar um remix poderoso de Never Be Alone, de Justice vs. Simian Mobile Disco.

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08/04

Thievery Corporation
O trip hop/downbeat elaborado com elementos exóticos da banda norte-americana atraiu um bom público no palco Cidade Jardim, no segundo dia de shows do Lolla. Com banda completa, composta por guitarra, baixo, bateria, percussão, cítara, trompete e sax, além dos sequenciadores de Rob Garza (cabeça da banda ao lado do guitarrista Eric Hilton) e de um time de cantores, o grupo confirmou sua groove reputation despejando um set inspirado por dub, reggae, dance hall e até música brasileira – com apoio de berimbau eletrônico e de uma cantora nacional que, por sinal, não se apresentou ao subir no palco e deixou as pessoas com cara de “quem é essa?”. Apesar da bela voz, não foi ela quem levantou a galera, mas sim uma dupla de vocalistas rastaman e um rapper vestido no melhor estilo gangsta. Thiervery fez um show de altíssima qualidade musical, apostando em música dançante orgânica sem fórmulas fáceis ou padrões estipulados.

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Friendly Fires
O indie rock dançante da banda britânica é bastante dependente do animado vocalista Ed Macfarlane. Dançando muito e requebrando o quanto podia, ao melhor estilo desengonçado britânico, Ed e banda bombaram com Jump In The Pool, Skeleton Boy, Paris e o superhit Hawaiian Air. Friendly Fires nunca me chamou muito a atenção, mas é inegável a entrega da banda ao vivo e a paixão que provoca sobre seus fãs – alguns deles muito de cara com o vazamento do som Pretty Lights, que tocava logo ao lado, no Palco do Perry. Leia mais sobre isso abaixo.

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Pretty Lights
O produtor eletrônico despejava beats robóticos com DNA hip hop no Palco do Perry enquanto o Friendly Fires se apresentava no palco Butantã, ao lado. O set do norte-americano foi tão pesado que o som vazou, atrapalhando parte do público da banda britânica. Por outro lado, vi muita gente deixando a platéia do Friendly Fires para ver o que estava ocorrendo na pista eletrônica, o que pode ser considerado algo positivo para Pretty Lights. Afinal, roubar público dos britânicos não é pra qualquer um.

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Manchester Orchestra
A banda britânica foi a grande surpresa do Lollapalooza Brasil. O rock pesado, posicionado entre o pós-rock estridente e o indie metal livre de clichês, cheio de guitarras altas e bateria galopante, foi uma pancada sonora de primeira. Manchester Orchestra é como se Mogwai e Mastodon dessem origem a uma banda híbrida. Teve gente correndo do Palco Butantã, onde Friendly Fires havia acabado seu show, até o Palco Cidade Jardim, do oooooutro lado do Jockey, para ver de perto o explosivo espetáculo dos caras. Não devem ter se arrependido. Foi algo realmente especial. O som, cristalino, estava tão alto e nítido que deve ter sido ouvido nos Jardins. Nota 10.

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MGMT
Show fraco do duo que lançou um dos melhores discos de 2008, Oracular Spectacular. Sem inspiração, sem tesão, sem saco total e com alguns problemas de som. Claro que a chuva que caiu desanimou a todos, mas a banda não pode se deixar levar por isso. De qualquer forma, a banda nunca faz um show 100% mesmo. Os melhores momentos foram os três maiores hits da banda: Electric Feel, Time to Pretend e Kids, todos de Oracular. A inédita Alien Days, baseada em violão, passou batida. Verdade: os relâmpagos ganharam mais gritos e aplausos que a banda. Lamentável.

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Skrillex
O DJ mais celebrado do mundo hoje fez sua estréia no Brasil já ocupando um posto de super estrela dentro de um megafestival. Foi o cara que, pela primeira vez no evento, realmente lotou o Palco do Perry. O ex-roqueiro emo norte-americano começou seu set com uma faixa experimental e quebrada, nada convencional. Em seguida, sob poderosos canhões de laser (guardados especialmente para ele e utilizados pela primeira vez pela produção do evento, ampliando ainda mais a experimentação sensorial) mandou ver em um dubstep mais degustável, inspirado por dirty beats em geral e remodelado por diversas vertentes como techno, jungle, drum’n'bass, reggaeton, dub e gangsta hip hop. Os sons jamaicanos, por sinal, estiveram em alta no Lollapalooza, presentes também (em maior ou menor grau) nos shows do Rappa, do Jane’s Addiction e do Thievery Corporation. Os pontos mais altos do show foram um remix maluco de Internet Friends (You blocked me on Facebook) e o superhit Ruffneck, momento em que a bandeira do Brasil surge no telão atrás de Skrillex, causando histeria coletiva (veja abaixo). O show do cara já está marcado na história eletrônica brasileira. Quem viu viu, que não viu… pode ver a íntegra do set aqui.

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Foster the People
Ao mesmo tempo em que Skrillex botava abaixo o Palco do Perry, Foster the People entregava seu rock básico aditivado por discretos elementos eletrônicos no Palco Cidade Jardim. Trocar Skrillex por Foster the People sempre foi algo impensável por mim. Por isso, cheguei no final e vi apenas o megahit Pumped Up Kicks com seu magnífico loop final, criando uma ótima versão overextended da faixa. Como ainda considero Foster the People uma banda de um hit só, pra mim foi o que bastou.

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Jane’s Addiction
A psicodelia roqueira independente e compulsiva da histórica banda de Perry Farrel é algo para poucos, definitivamente. Que o diga o discreto e silencioso público que acompanhou o show do grupo. Sem muita animação, a plateia viu Perry, o guitarrista Dave Navarro (na foto, ao fundo) e cia executarem alguns clássicos do indie rock global como Jane Says, Ocean Size, Mountain Song e Been Caught Stealing. E pior: não era comum Perry encerrar suas vocalizações xamânicas fazendo pose de superstar esperando ovação e amargar um silêncio constrangedor. Uma pena. Algumas músicas novas do disco The Great Escape Artist (2011) ganharam apoio de performers no palco, mas também não levantaram a galera.

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Arctic Monkeys
Uma das bandas mais esperadas do festival entregou um rock show praticamente perfeito. Composições autorais de primeira, guitarras e bateria incríveis (Alex Turner e Matthew Helders são foda), presença de palco, postura rock e parceria com o público. Ao que parece, nada deu errado pra eles. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair, Brianstorm, When the Sun Goes Down, I Bet You Look Good on the Dancefloor, The View From the Afternoon, Crying Lightning, R U Mine? e a ótima Brick by Brick (com Matt no vocal) jogaram a animação lá pra cima. Fluorescent Adolescent (incrível) e 505 fecharam os trabalhos. O show no Lollapalooza mostrou que a banda amadureceu muito desde a primeira passagem deles pelo Basil, em 2007, durante o Tim Festival. Deixaram de lado a insegurança de moleques para protagonizar um dos grandes momentos do festival. Que voltem logo!

* Todas fotos deste post: Divulgação Lollapalooza Brasil

M/E/C/A Festival libera 11 horas de vídeo da edição 2012

01 de fevereiro de 2012 0

Não foi ao M/E/C/A 2012 e perdeu a transmissão online no Youtube?
Então confere esse vídeo com 11 horas de festival.

>>>>> Show do Rapture define o M/E/C/A Festival 2012
>>>>> Leia sobre a edição 2011 do evento
>>>>> Mais M/E/C/A Festival