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Resultados da pesquisa por "Bonde do Rolê"

DeFalla DeVolta DeNovo!

25 de maio de 2011 1

Foto: Tadeu Vilani

Volto das férias e recebo a boa notícia sobre o show do DeFalla no Beco, em Porto Alegre, no dia 26 de maio, às 23h. E melhor: com a formação mais conhecida do grupo, reunindo Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria), Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra). E haverá um show extra à 01h30min (para o qual você poderá comprar ingresso em conjunto com o show dos Raimundos no Opinião – saiba mais no fim do post). Oba!

Entrevista: Edu K fala sobre o DeFalla e o show desta quinta

O show rola dentro do projeto Discografia Rock Gaúcho e vai repassar o álbum de estreia, lançado em 1987, que tem Ferida, Não me Mande Flores, Sodomia, Sobre Amanhã, Tinha um Guarda na Porta, Ideias Primais no repertório.

Fotos: Divulgação

O DeFalla, você sabe, sempre foi uma banda muito à frente de seu tempo. Bem como o Volume gosta! A banda misturava pós-punk, rock e hardcore com funk, groove, trash metal, glam, rap e tiques eletrônicos já a partir dos anos 80, quando ninguém sabia que isso era possível. Chegou ao auge da sobreposição sonora com o disco Kingzobullshitbackinfulleffect92 (1993). Tipo Metallica encontra Pistols e Sigue Sigue Sputnik numa pista acid house pós-show do Bauhaus com participação do Public Enemy.

Anos depois, o DeFalla forçou ainda mais os beats, turbinando faixas com big beat, funk carioca, Miami bass e techno punk. Tudo com muito punch, direto da cabeça orbital e esquizofrênica de Edu K. Com isso, os caras provocaram repulsa entre fãs radicais, mas não comprometeram seu perfil criativo inovador. Normal. O DeFalla sempre foi várias bandas em uma só. E Edu K, como ele mesmo já disse, consegue ser John Lydon e Malcom McLaren ao mesmo tempo.

Então, metamorfose para eles é algo comum. O DeFalla sempre foi antropofágico e mutante – tanto no som quanto em suas formações. Era uma banda globalizada quando o termo nem havia sido cunhado (ou ao menos quando nem tínhamos notícia sobre isso). Sempre de olho no exterior, tinha parabólicas sonoras direcionadas para o horizonte musical planetário quando poucas bandas sabiam o que se passava fora do BRock.

Desde a formação original com Edu K (vocal, guitarra), Biba Meira (bateria) e Carlo Pianta (guitarra) – e depois na conjunção mais conhecida, com Edu, Biba, Flávio Santos (baixo) e Castor Daudt (guitarra) –, os músicos já mastigavam, engoliam e vomitavam referências quando essa mistura de gêneros musicais era nada mais do que heresia mal-educada de um bando de garotos feios, sujos e malvados. Com eles, tivemos contato com uma fórmula musical vanguardista, contracorrente e inspiradora, que sem querer ajudou a compor o novo cenário musical do Brasil nos anos 90.

Não à toa, o DeFalla serviu de influência para bandas como Planet Hemp, Pavilhão 9, Pato FuUltramen, Comunidade Nin-jitsu, Mundo Livre e Chico Science & Nação Zumbi – a provável última grande banda brasileira. Ainda hoje respinga na produção de grupos como CSS, Bonde do Rolê e na produção eletrônica autoral do Fred Endres Chernobyl e do próprio Edu K.

DeFalla é tão à frente que Edu tocou praticamente pelado (vestiu o pau apenas com uma meia) no Hollywood Rock de 1993 muitíssimo antes de Nick Olivieri, o baixista do Queens of the Stone Age, ser preso por tocar nu no Rock in Rio de 2001. E isso importa? ÓBVIO que sim! São quase 30 anos de pé na porta!

Durante os anos 2000, a banda fez shows esporádicos. Em 2004, tocou no Opinião em Porto Alegre. Em 2007, Edu K participou de um show do Ultramen no Ocidente, em POA, cantando DeFalla. Em 2005, rolaram shows em POA, São Paulo e Rio, onde a banda contou com participações de Marcelo D2 e B Negão. E em 2008, nesta entrevista exclusiva pro Volume, Edu já anunciava mais uma volta da banda. Veja abaixo:

>>>>> Se não consegue ver o embed acima clique aqui!

Escute a entrevista com Edu K


Mais vídeos

Em 2010, em pocket na casa do Flu: 


O set list do show deve ser:

Ferida

O que é Isso

Sodomia

Papaparty

Grampo

Não me Mande Flores

Ideias Primais

Sobre Amanhã

Alguma Coisa

Melô do Rust James

Jo Jo

I’m an Universe

Tinha um Guarda na Porta

TrashMan

Gandaia


Te liga:

DeFalla no projeto Discografia Rock Gaúcho

Quando: 26 de maio, 23h e show extra à 01h30min.

Onde: Beco (Independência, 936, Porto Alegre)

Ingressos: R$ 25 com nome na lista (site do Beco) e R$ 30 na hora. ATENÇÃO: há um lote promocional e limitado para a sessão extra do show do DeFalla em parceria com o show dos Raimundos, que rola no Opinião no mesmo dia. Como funciona? Na quinta-feira, a partir das 14h apenas na bilheteria do Opinião, os fãs poderão comprar um ingresso duplo, que dará direito a assistir ao show dos Raimundos (Opinião, às 23h) e depois o show do DeFalla (Beco, à 1h30min). Estes ingressos promocionais duplos custam R$ 50,00.

Disco Virtual Volume # 1

13 de julho de 2010 37

Neste Dia Mundial do Rock, Volume lança o primeiro disco virtual de bandas do Rio Grande do Sul. No recorte feito, 25 grupos compõem um espectro variado, de diferentes gerações e estilos. São bandas antigas, novas e outras que estão no meio do caminho, sempre tendo o rock como ponto de partida.

Todos escolhidos são especiais por algum motivo, por isso foram convidados para participar dessa joint venture cultural. No entanto, vale destacar a nova música dos Walverdes, Spray, a faixa inédita de Mess (Don’t mess with my heart), as ilustres participações dos Replicantes e da Pata de Elefante, as revelações Volantes e Procura-se Quem Fez Isso, a nova banda mais cool destas plagas globais, Wannabe Jalva, e a nova gravação feita por Diablo Fuck Show especialmente para este primeiro disco virtual. Sim, primeiro. Outros virão, certamente.

Abaixo, um raio-x básico de cada banda. Mas o melhor mesmo é escutar. E não esqueça: play it loud!

Apanhador Só: do indie ao folk, do rock à MPB, da psicodelia universal à raiz folclórica, da furadeira à máquina registradora, do pato de borracha ao projetor Super-8. Pega tudo, joga no liquidificador e aperta o play. O resultado é o refinado som da banda surgida em 2006, mas que lançou seu elogiado disco de estreia apenas neste ano. O nome do quarteto remete a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, e à música Marinheiro Só, de Caetano Veloso. O download do disco segue bombando no site oficial.

Um Rei e o Zé, Apanhador Só

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A Red So Deep: não é uma banda engraçadinha, não tem nome engraçadinho nem letras engraçadinhas. Desde 2004, A Red So Deep revê o que de melhor foi realizado no rock alternativo dos anos 90, sem nostalgia, com ímpeto e a partir de uma ótica celebratória fator 2000.

Guilt + Persecution, A Red So Deep

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Brollies & Apples: a banda dos casais Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (Leela) e Carol Teixeira e Fredi Chernobyl Endres (Comunidade Nin-Jitsu, produtor do Bonde do Rolê) começou com a amizade das meninas e deu o primeiro passo efetivo no verão de 2009, em Londres. Na orgia organizada da banda, todos integrantes trocam de instrumentos e cantam a toda hora. No som, guitarras pesadas e tons eletrônicos, no que já foi descrito por eles como electro-grunge. Brollies & Apples nasceu cult.

Roller Coaster, Brollies & Apples

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Dating Robots: banda de rock eletrônico sujo dos incansáveis Edu Normann e Mari Kircher + Fabio Gabardo (produção e programação de bateria). O projeto, que começou em outubro de 2008 (na época chamava-se Chiclé Demência), é o mais legal de Edu e Mari desde a Space Rave. Influências de Primal Scream, The Kills, New Order e Sonic Youth. O clipe da música Movement Talk mostra a que Dating Robots veio.

My Friend, Dating Robots

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Damn Laser Vampires: Ron Selistre, Francis K e Michel Munhoz são impossíveis. Ninguém segura a surf-polka-punk satânica do trio. A partir de 2005, a banda passou a tocar o terror na nossa Gotham imaginária. Pouco depois. o disco Gotham Beggars Syndicate (2006) extrapolou fronteiras reais com facilidade, sendo relançado nos EUA, no Canadá e na Argentina. No cinema, o trio atacou nas trilhas de Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, do novo filme underground Trantastic, da ScUMBAG Movies, e do documentário Day By Day, sobre o surfista top Adriano de Souza, o Mineirinho. Mais: atuam como artistas visuais, ilustradores, produtores e diretores de seus clipes. Santa versatilidade, Batman! Melhor que isso só o show da banda – um dos mais legais há alguns anos, basta perguntar para público e organizadores dos festivais dos quais participaram. O segundo disco, Three-Gun Mojo, sai em breve pela Devil’s Ruin Records.

I Wanna Be an Old Bitch, Damn Laser Vampires

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Diablo Fuck Show: A banda é de longe uma das mais legais que surgiram no Rio Grande do Sul desde… 2009! Vocal rouco e doidão de Bruno Mattos, letras divertidas, bem sacadas e irônicas, e um som psycho-country-core porrada, autêntico e robusto que nos leva a um Velho Oeste punk, bêbado e empoeirado, não muito distante daquele que habita nosso imaginário. Ouça enchendo a cara – e antes de morrer!

Enganando a Morte, Diablo Fuck Show

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Funkalister: 2002 viu surgir a superbanda mais cool do Estado, quando Chico Paixão, Everton Velásquez, Vicente Guedes e Junior Ribeiro se reuniram para gravar músicas instrumentais próprias. A ordem era criação e improvisação sem muitos limites. Atingir o objetivo ficou mais fácil quando um naipe de metais foi integrado ao grupo. O som gira em torno de funk, jazz, samba e rock, emulando groove safra 70 e elegância black. Já foram lançados dois discos (Volume 1 e 2) e algumas faixas já se tornaram trilhas de programas de rádio e do filme Andes Crossing.

Tem Coragem?, Funkalister

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Gulivers: Cristiano, Thiago, Rodrigo e Fabricio curtem música e futebol. Não sei como eles jogam, mas tem uma galera que já sabe como eles tocam. E você? O cartão de visitas da banda é Ausente, que está no disco Em Boas Mãos, lançado neste ano, e que teve clipe dirigido pelo cinesta Lufe Bollini, do Coletivo Inconsciente, com Marcos Contreras no papel principal. Bom pra quem se liga em rock inglês e indie americano.

Ausente, Gulivers

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Identidade: uma banda versátil, de rock clássico inspirado nos Stones, mas com senso contemporâneo. Varia entre faixas agressivas, músicas dançantes e composições mais tranqüilas, cheias de groove. Os caras já tocaram tanto em eventos independentes quanto em festivais mainstream nos dez anos de carreira. Ativos na cena, já lançaram três discos, sendo Antiguidades x Modernidades o último deles, via Marquise 51, o selo/produtora comandado por Lucas Hanke (guitarra).

Não para de dançar, Identidade

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Lautmusik: orbita os ruidosos mundos do pós-punk 80 e do shoegaze 90, transitando entre a névoa do submundo musical e apostando em melodias soturnas, climas sufocantes e ambientações melancólicas pouco óbvias – mas sempre com muito punch e com uma carga pop nítida – o que surpreende em meio a um ambiente majoritariamente sombrio. Uma das melhores bandas do RS, Lautmusik se aproxima de Joy Division, My Bloody Valentine, Cure, Mogwai e Jesus & Mary Chain, mas consegue manter identidade própria.

Bury my Heart in Warsaw, Lautmusik

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Maria Elvira e os Suprassummos do Swing (MESS): o perfil da banda no MySpace indica muito bem o que se passa. “Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso”. Rock’n’roll na veia, recheado por guitarra, baixo e bateria marcantes e vocal grave. Simples assim.

Don’t mess with my heart, Maria Elvira e os Suprassummos do Swing

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Musical Amizade: mais que uma banda, o Musical Amizade é um acontecimento à base de guitarra, sintetizador, projeções audiovisuais e filosofia. Nos shows, um baterista virtual surge projetado em um telão, tocando em sincronia com o grupo. Nas letras, teorizações pop acerca da vida, do universo e tudo mais. No som, uma liberdade que os leva do rock cabeça ao funk safado. Um lance conceitual para ouvidos aguçados. O Musical começou em 2007 e hoje, com Patricia Spier vivendo em São Paulo, aguarda a agenda dos *integrantes integrados* para dar novos passos.

Applehead, Musical Amizade

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Os Replicantes: E a maior banda punk do Brasil precisa de apresentação? Basta dizer que a ótima De Sul a Norte está no novo disco, 2010, lançado pela Marquise 51. O resto é história.

De Sul a Norte, Os Replicantes

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Pata de Elefante: a banda gaúcha mais conceituada da atualidade também não é mistério pra ninguém há anos. Instrumentistas de primeira linha, o trio Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles destilam rock 60-70, groove, melodia e surf music ao sabor de Stones, Beatles, George Clinton e Hendrix. Até parece big band! Bom, eles são big mesmo!

Marta, Pata de Elefante

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Procura-se Quem Fez Isso: a nova psicodelia gaúcha tem uma nova cor (a preta), mas não um novo rosto. O quarteto Procura-se Quem Fez Isso mantém o anonimato a todo custo, disfarçando-se com meia-calca, cartola e lanterna de minerador. Mas o segredo restringe-se à identidade dos músicos, já que a música é uma open source de referências e bom gosto. Lounge music dos 60, rock dos 70, brasilidade, ambient, Burt Bacharach, letras muito bem sacadas [a singela Bagdá (She's My Baby) é um primor da concisão], experimentalismos e mutantismos abrem um novo caminho no som feito no Sul.

Bagdá (She’s My Baby), Procura-se Quem Fez Isso

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Superguidis: É praticamente impossível você que curte música não conhecer a banda de Guaíba que há uns quatro anos consegue cada vez mais espaço entre público e mídia. Com um indie lúcido, autoral, livre de referências castradoras e dona de um senso radiofônico efetivo, a banda cria composições arrebatadoras, que atraem fãs entusiasmados aos shows. É um lance meio messiânico, de culto mesmo, que toma forma em apresentações tanto em bares pequenos quanto em festivais no Brasil e no exterior. E por falar em fãs, Robert Pollard e Doug Gillard, da supercult Guided By Voices, já disseram que adoram…

Não fosse o bom humor, Superguidis

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Transmission: No som do quarteto há espaço para guitarras. Muitas guitarras. Altas guitarras. Guitarras marcantes, cortantes, sujas, distorcidas e metálicas. Assim, o foco da banda é instrumental, com vocais (masculino e feminino, em inglês) marcando presença de forma discreta, despreocupada, basicamente complementar. O som do grupo não é o mais fácil do mundo. Quem tem medo de Transmission?

Missing, Transmission

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Urso: O projeto instrumental ainda está em fase de crescimento, mas pela estatura do filhote é bem provável que se torne um gigante. O som da banda é forjado em jam sessions austeras, registradas em vídeos, textos e áudios publicados no blog do grupo liderado por Valmor Pedretti Jr. (Worldengine). Pós-rock contundente de alma metal. O primeiro show será dia 20 de agosto, no Dr. Jekyll, ao lado da MESS.

All Black, Urso

>>>>> Blog

Walverdes: Há mais ou menos 17 anos o trio de Porto Alegre cria pancadas sonoras com o que há de mais básico no rock: baixo, guitarra e bateria. Mas a crueza simples do som é inversamente proporcional ao esporro criativo de Mini, Marcos e Patrick. Foi com essa vitalidade underground, e a partir de demos, fitas K7, singles, EPs, discos e MUITOS shows, que os Walverdes se consolidaram frente à crítica e ao público como uma das bandas independentes mais importantes do país em todos os tempos. Neste primeiro disco virtual, eles lançam a nova Spray, faixa explosiva que estará no próximo disco. Walverdes se move lenta e bravamente ao som de rocks rápidos, autênticos e em volume máximo. Aumenta o som antes de dar o play!

Spray, Walverdes

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Wannabe Jalva: quando escutei o som da banda pela primeira vez não acreditei. Parecia pegadinha, tipo um perfil fake com faixas incríveis e obscuras de algum grupo desconhecido de alguma megacapital cosmopolita. Som coeso, inteligente e conectado com seu tempo. Experimentações sonoras que resultam em gemas pop do mais alto quilate, que poderiam ter sido feitas por qualquer banda indie britânica atual.

Come and Go, Wannabe Jalva

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Yesomar: esse trio é um tapão na orelha. Rock em alta voltagem testosterônica, pancadas sonoras viscerais furiosas, riffs feios, sujos e malvados, altos berros no vocal e nada de nhenhenhém musical. É rock, é simples, é cru e é direto. No espírito da Yesomar eu diria que se gostou, gostou, se não gostou que se %&#&¨*!!! Ah, e diz que a turnê argentina (ao lado de Los Lotus, Satan Dealers, Silverados e Motosierra) foi devastadora. Normal!

Ao Contrário, Yesomar

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Valentinos: rock britânico, melodias, letras e arranjos cuidadosos são os alicerces que sustentam a banda. Os trabalhos começaram em 2008 e, neste 2010, os caras lançaram Avante, o álbum de estreia com 11 faixas masterizadas na Carolina do Norte (EUA) por Dave Locke. Impossível escutar sem lembrar de Oasis, principalmente devido à voz de Jonts.

Mais Que Nunca, Valentinos

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Velocetts: a banda de Farroupilha também cultua o rock inglês (mas não apenas) tanto das antigas (anos 60) quanto do passado recente (anos 90) e da atualidade (2000). Rock fofo, fácil, pop, fresco e com poder radiofônico garantido por meio de guitarras leves, bateria redodinha e vocal ‘amigo’ de Maria Carolina Brites. Em 2008, os Velocetts gravaram um EP com três músicas e, em 2009, saiu o single A Cura, com produção de Ray-Z.

A Cura, Velocetts

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Viana Moog: indie sujo, distorcido, alterado e no wave. Rock 60, 70, 90. Poesia pulp, bossa under, jazz rock canalha e literatura beat corroída. Vocal rasgado, rouco, grave, químico. Boemia, insanidade, barulho e urgência. Isso é apenas parte do que forma o quinteto de São Leopoldo. O resto você precisa descobrir por conta própria.

Fleck, Viana Moog

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Volantes: Quando o Otávio Mastroberti me passou o disco da nova banda dele eu não me surpreendi. Ele é músico há anos, então era normal que estivesse metido em algo novamente. Como curto boa parte do que ele faz, imaginei que deveria ser bom. Mas quando escutei Volantes pela primeira vez caí pra trás! A banda tem a liberdade criativa dos autores independentes, o frescor de novas ideias, uma sonoridade atual e uma carga pop de boas referências que fazem a banda aliar os ideários do pós-punk, da eletrônica, e do novo rock a letras em português (voz de Arthur Teixeira), com alma brasileira, de poesia urbana, cotidiana e existencial (Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Los Hermanos são referências).

Vitória, Volantes

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>>>>> Agradecimento ao Márcio Ventura, da Rei Magro Produções, que deu a maior força no projeto!

Francês lançará álbum com 14 cantoras

18 de junho de 2009 3

Reprodução
O francês Séverin convocou 14 cantoras de diferentes nacionalidades para seu álbum de estreia, Cheesecake. A ex-vocalista do Bonde do Rolê, Marina Vello, está entre as convidadas.

Conforme a Rolling Stone, ela canta Primeira Canção de Amor. Na faixa, Marina deixa de lado a tradicional explosiva performance do Bonde e adota uma forma mais doce e tranquila para cantar.

O disco de Séverin, cheio de nouvelle chanson française, easy listening e roquinhos meigos, sai no dia 28 de setembro. Cada cantora atua em uma faixa, como o essencial projeto brasileiro 3 na Massa já fez. Além disso, Marina está gravando músicas para seu primeiro disco.

>>>>> Ouça Primeira Canção de Amor

>>>>> O projeto de Séverin

>>>>> MySpace Séverin

Postado por Danilo Fantinel

Bloc Party faz playback no VMB

02 de outubro de 2008 22

Divulgação, Juliette Robert

Atualizado às 14h do dia 03/10

 

Eu ia postar algo sobre o Vídeo Music Brasil só depois do fim da entrega de prêmios da MTV, que tá rolando agora, mas o Bloc Party acaba de sair vaiado do show que fez nesta noite.

De cara, deu pra ver o playback rolando e a falta de ânimo dos caras da banda. A coisa descambou pro absurdo depois que o vocalista Kele Okereke ficou dando voltas pelo palco, tentando levantar a galera, que não respondia. Sem noção, caiu do palco perto do público em plena apresentação! Voltou e seguiu como se nada tivesse acontecido.

Depois disso, os caras ligaram o botão do foda-se e virou tudo palhaçada mesmo. Foi um lixo de show (motivo contratual, provavelmente), mas no fim até dei umas risadas, heheh!

Que shit… e eu esperando um bom show. TENTE ver abaixo:

Veja Kele caindo (e a música continuando!!)

Império de mau gosto, bizarrice e música ruim

No geral, entrega de prêmios foi um show de horrores. Um dos maiores eventos de música do país, o VMB está tomando por artistas de quinta categoria, sendo a maior parte dos concorrentes e/ou vencedores (veja a lista abaixo) subprodutos de Charlie Brown Jr e CPM22 – que já são bem fracos.

Passaram pelo palco freaks como banda Calypso, o humorista chato Marcelo Adnet (apresentador do programa 15 minutos), Rogério Flausino, Bonde do Role (aquelas minas loucas não cantam nada meu amigo!!! Que deprê! E os go go boys fortões, quequeachô? A versão portuga para One More Time do Daft Punk foi lamentável. Muito barulho por nada… ), as mulheres-fruta Daiane Cristina (Jaca), Ellen Cardoso (Morango) e Renata Frisson (Melão), entre outros.

A hilária e altamente trash Dança do quadrado ganhou o prêmio de webhit. Merecido! O trio de dançarinos esteve vestido à cartáter e reforçou o aspecto bizarro da premiação. O anão até fez campanha pelo voto consciente. quáquáquáquá!

Shows

Ben Harper foi ok e nada mais do que isso. Tocou In The Colors e Boa Sorte/Good Luck com Vanessa da Mata. Ben não estava nem um pouco à vontade ao entregar prêmio de Show do Ano para Pitty. Devia estar louco para sair do palco. Até eu fiquei me sentindo mal por ele. Já a cantora baiana apareceu muito bem em sua versão Betty Page.

Marcelo D2 foi a parte alta e digna da noite. Vestido na estica, usou terno e gravata para cantar Desabafo, um *samba hip hop hipster eletrônico*, mas com cheiro das antigas. Cuíca, violoncelo, DJ e bateria para um show maneraaaaço, muito bom!

A banda do Jr (o irmão da Sandy), Nove Mil Anjos, foi bem fraca. O vocalista não canta nada e não tem empatia nenhuma. Ficar pulando no palco não conta pontos. Já o Jr segurou bem o show em uma música que exigiu muito do baterista. E era isso… a banda não parece verdadeira. Sem falar que “estréia em show em cadeia nacional” é beeem perigoso.

Fresno & Chitãozinho e Xororó tocaram Evidências. O povo cantou junto e o show foi muito aplaudido. Momento “história” para a banda gaúcha.

Se o NX Zero ganhou mais prêmios, Fresno fez mais bonito, tanto pelo show com os sertanejos quanto pela participação de Lucas no especial final Furfles Feelings (“hit” criado por Marcelo Adnet), mandando ver no inglês perfeito e no vocal inspirado. O cara foi o que teve mais destaque no vídeo exibido pela MTV.

Se essa moda pega (de novo…)

Marcos Mion cometeu o pior suicídio fashion possível para um cara: usou colete de terno sobre camiseta estampada!!! Isso foi o lance mais trash dos anos 80 – posso falar de cadeirinha. O horror, o horror. Claro que foi um figurino-piada proposital, mas se essa moda pega………….

Confira a lista de vencedores: 

Clipe do ano: Pela última vez, de NX Zero
Webhit: “Dança do quadrado”
Show do ano: Pitty
Artista internacional: Paramore
Aposta MTV: Garotas Suecas
Hit do ano: Pela última vez, de NX Zero
Você fez (vídeo feito por internauta): Fábio Vianna Revelação: Strike
Artista do ano: NXZero

Veja abaixo o ensaio do Bloc Party antes do início da entrega de prêmios

>>>>> Leia mais sobre Bloc Party

Postado por Danilo Fantinel

Bo$$ in Drama conta como foi tocar com Diplo e LCD

10 de julho de 2008 1

Divulgação

A próxima festa NEON rola neste sábado, no Cabaret do Beco, com live act de Bo$$ in Drama, projeto capitaneado pelo produtor curitibano Péricles Martins, de 20 anos.

Reconhecido como um dos caras mais importantes do cenário eletrônico atual, this Bo$$ é the next big thing após Cansei de Ser Sexy e Bonde do Role para os gringos.

 

 

Nos sets ao vivo de Bo$$ in Drama, Péricles provoca uma experiência sonora a partir de beats dos mais diferentes gêneros, especialmente electrorock e house/new wave. Suas composições próprias são executadas com sampler e sintetizadores virtuais. Além disso, o curitibano ataca de MC.

Em entrevista exclusiva por e-mail, Péricles contou como começou a tocar e quando começou essa grande fase de sua carreira: ele já tocou com Diplo e LCD Soundsystem, entre outros.

A noite também terá os DJs residentes Cevallos e Ka-hara, que tocam na abertura e depois comandam o after. Na mesma noite, o pessoal projetará os incríveis vídeos do coletivo Assume Vived Astro Focus (AVAF), que integram a mostra Beleza Imperfeita: Em Busca de uma Nova Estética, que está rolando na sala PF Gastal.

Para agosto, a NEON agiliza a presença do DJ, produtor e músico alemão Ben Mono, que tem um projeto eletrônico com o guitarrista do Franz Ferdinand Nick McCarthy.

Leia a entrevista:

Hoje você é um músico e produtor respeitado nas pistas brasileiras, inclusive com reconhecimento internacional de blogs e sites especializados. Mas já faz um tempo que começou a mexer com música. Quando foi isso? E de que forma rolou esta virada da tua carreira?

Comecei a produzir em 2005, mas só em 2006 comecei a levar a sério, quando criei o Gomma Fou. A “virada” aconteceu quando fui tocar no Motomix em 2006 e tive contato com grandes produtores, porque até então tudo que sabia tinha aprendido sozinho em casa. Essa experiência abriu minha cabeça para começar algo diferente do que fazia, que foi o Bo$$ in Drama.

Como foi abrir para Franz Ferdinand no Motomix 2006 com o Gomma Fou?

Foi ótimo, porque conheci muitas pessoas do meio artístico que são amigos até hoje.

E teus sets com Diplo e LCD Soundsystem? Onde, quando e como foram?

Meu primeiro live foi com o Diplo em Curitiba. Encontrei ele algumas semanas atrás no Rio, na produção do novo álbum do Bonde do Role, e nós rimos do dia que ele soltou as bases pra eu cantar no palco. Com o LCD foi ótimo, o James Murphy é muito querido e acessível, dei um CD-R com minhas musicas e ele adorou!

O teu som (e também o visual do Bo$$ in Drama) remetem às batidas oitentistas, flertando com new wave, mas também tem um aspecto contemporâneo forte, com um pé no electro. Como você chega neste híbrido? Que tipo de som te influência mais? E com quais equipamentos você cria música?

Os sons que mais me influenciam são aqueles que lembram minha infância.. E o equipamento é o mesmo que todos os produtores usam, o que diferencia é a maneira como você os manipula.

Nos sets de Bo$$ in Drama você toca e canta. O que está programando para a NEON, em Porto Alegre? Algo novo ou especial?

Vou tocar várias faixas do meu primeiro álbum, que está em fase de produção, além de remixes inéditos e algumas surpresas.

O que você recomendaria escutar para quem está por fora da eletrônica atual? Que tipo de som é imperdível hoje?

Os australianos estão detonando!  Recomendo Miami Horror, BMX, Gameboy Gamegirl, Bag Raiders, Cut Copy, etc.

>>>>> My Space 

Leia também:

>>>>> Chernobyl comenta sua turnê pela Europa
>>>>> Skol Beats divulga lista de brazucas no festival
>>>>> Justice será atração principal do Skol Beats
>>>>> Fabrício Peçanha ensina a fazer música eletrônica

Postado por Danilo Fantinel

Podcasts antigos da mmrecords seguem online

01 de junho de 2008 0

Reprodução

Bom né, a Rejane de Teutônia me chamou de indie no comentário sobre o novo EP do Mogwai… Hmmm… não posso negar :)

Então saí atrás de alguma versão online do hino indie Alguém Aí, da banda misteriosa Ponto Chic, que virou febre entre viciados em música, blogueiros e sites nacionais ali por 2001. É que eu só tenho uma versão meio podre gravada num CD antigo. Queria ouvir de novo com melhor qualidade.

O som, pra quem não sabe ou não lembra, faz referências ao universo da música independente brasileira. É bem engraçado! A letra evoca “bastiões” de todos os “campos” do indie nacional. Tem Rodrigo Lariú (dono do selo independente Midsummer Madness, do Rio), o finado (pelo que eu saiba) informativo online Next, a banda Cigarrettes, o site London Burning, a também finada banda Maybees (hoje Ludov), os Custódios (Márcio e Gilberto, agitadores do indie paulista), Lúcio Ribeiro, “Sonic Iuti”, as Grandes Galerias, a Torre (clube de SP), Goiânia, post rock (ou pós-rock), Belle & Sebastian, CD-R, Trabalho Sujo, vinil

E não podia faltar a gauchada, né? As referências são ao escritor André Takeda, ao CardosOnline e ao *rock gaúcho em si enquanto pessoa humana*. A letra ainda questiona se “alguém aqui fala tu e não é gaúcho” e também pergunta “quem já morou em Porto Alegre?”.

A música gerou uma certa comoção no microcosmo do underground. Uma vez fiz um set especial só de bandas indies brazucas na festa Noisy, do João Perassolo, acho que em 2001/2002. Toquei Alguém Aí. Foi legal.

Tá, mas tudo isso pra dizer que achei o som em um podcast da Midsummer Madness postado há um ano. Ele segue online (escute abaixo). O mesmo arquivo tinha também som das bandas Telepatas, a excelente Grenade, Superguidis, Cachorro Grande, Supercordas, Astromato, Casino e Móveis Coloniais de Acaju. Mais: Surfmotherfuckers tocando Killing an Arab (do Cure) e Dead Rocks com uma versão instrumental de As rosas não falam, de Cartola.

 

>>>>> mmrecords special edition – only brazilian new rock

 

Também fica como dica o podcast 02 (com as bandas brasileiras Luisa mandou um beijo, The Gilbertos, Little Quail & the Mad Birds, Astromato e Fellini).

Outros programas reúnem Jumbo Elektro, Frank Jorge, Walverdes, Mombojó, Vanguart, Los Hermanos (esses no podcast Special Edition 2), Cigarretes, DeFalla, Autoramas, Lava, Bonde do Rolê, Valv, Violeta de Outono, Novos Baianos, Orquestra Imperial e Roberto Carlos (no Special Edition 3), entre outros.

>>>>> Confere todos os podcasts da mmrecords aqui!

Postado por Danilo Fantinel

Leve sua banda para a festa da Peligro

30 de maio de 2008 0

Essa é legal.

O incansável Gui Barrela disse que, para comemorar os quatro anos de atividades da Peligro, o selo-distribuidora independente separou o mês de julho para celebrar o feito junto a novas bandas do underground na festa que rola toda quinta-feira no Milo Garage, em São Paulo.

O lance é o seguinte: em parceria com a Trama Virtual, a Peligro está lançando um concurso de bandas para escolher as cinco atrações do mês para a festa. Todo mundo pode participar, independentemente de onde seja ou qual estilo musical toque. O único requisito é que a banda nunca tenha feito um show na festa.

As inscrições estão abertas e vão até 6 de junho (sexta que vem). Na segunda fase, de 13 a 20 de junho, os 10 finalistas passam por votação popular para, então, serem definidos os cinco vencedores.

Olha a ressalva da Peligro: “Se sua banda nunca recebeu uma resposta nossa ou falamos que seu som não tem a ver com a festa, é sua chance de provar que estávamos errados. Se você acha que a banda daquele seu amigo é a cara da festa ou que faria uma escalação dez vezes melhor do que a nossa se tivesse oportunidade, chegou a sua hora”.

A festa da Peligro é referência de música autoral, criativa e independente na noite paulistana. Já tocaram por lá Cansei de Ser Sexy, Mamelo Sound System, Mallu Magalhães, Debate e Bonde do Rolê, entre outros.

Acesse o endereço http://tramavirtual.uol.com.br/peligro.jsp, leia o regulamento e se inscreva!

>>>>> Tony da Gatorra bomba em Sampa

Postado por Danilo Fantinel

Chernobyl; Rússia

08 de maio de 2008 2

Marcelo Nunes, especial
Fredi Endres, o bombado DJ e produtor Chernobyl, está a caminho de mais uma turnê na gringa. Depois de visitar Suécia e Japão no ano passado, agora ele segue para Rússia, Ucrânia e Alemanha para DJ sets nucleares tão quentes quanto este ótimo “DJ Chernobyl neo bailefunk 2008”, que já teve mais de 14,3 mil downloads. Já escutou? Demorô!

Durante o giro por Moscou, Kiev e Berlim, Chernobyl vai apavorar em bares, clubes e também no Ukraine Festival. Além disso, fará um DJ set ao vivo para toda a Alemanha na Fritz FM. Legal!

Fredi é figura forte no distante Japão e, via selos internacionais antenados, já chegou aos Estados Unidos e à Inglaterra. Em terras japas, lançou a série de vinis Bailectro, em que mixa funk com electro e rock – especialidade do cara desde 1995 na Comunidade Nin-Jitsu.



O cara vem trabalhando muito desde o ano passado, produzindo faixas, EPs, álbuns e remixes para gente igualmente bombada como Bonde do Role (produziu oito das 12 faixas de With Lasers), Turbo Trio, Deize Tigrona,

Cansei de Ser Sexy, entre outros. Mais: Chernobyl foi o único brazuca a tocar no Fuji Rock Festival de 2007, onde estavam

The Cure, Simian Mobile Disco,

Justice, Beastie Boys,

Iggy Pop

Especialista na cruza entre riffs do rock e pancadão do morro, Fredi Chernobyl manobra

Arctic Monkeys, RQM,

M.I.A., AC/DC, A-Trak, George Clinton, Princess Superstar, BDR, Sinden & Count Monte Cristal, Canessinha do Pikachu, Salt ‘N’ Pepa,

Edu K e Diplo (na foto abaixo, Fredi, Marina Ribatski e Diplo gravando juntos) com facilidade e muito groove. E assim vai se firmando como uma dos produtores mais visionários e importantes do país.



Fora isso, o novo CD da Comunidade Nin-Jitsu, Atividade na Laje, o sexta da banda, vai junto no case de Fredi para uma divulgação básica na Europa. No Brasil, o álbum será lançado no final de maio.

Leia uma entrevista exclusiva como o cara:  

Como pintaram esses convites para Rússia, Ucrânia e Alemanha?

Já faz quase um ano que uma dupla de DJs que organizam festas em Kiev (Zighuli Party) vem perguntando quando estarei por perto para armarmos uma data, já que os sons que produzi realmente fazem parte da noite de lá e são muito executados pelos DJs, tanto Bonde do Role, meus remixes para artistas variados e, hoje em dia, o som novo, inédito ainda aqui, da Comunidade com a Marina (ex-Bonde) Funkstein. O pessoal também simpatizou muito com meu nick “Chernobyl” afinal tocarei a 200km do desastre nuclear. Na Rússia, o americano DJ Diplo me indicou, pois viu que os caras lá se amarram no estilo que faço. Já na Alemanha, estou lançando um EP com produção minha para o artista RQM, pelo selo de lá Exploited Records. Viva a globalização, a internet e o myspace…

“Chernobyl” tocando na Rússia é, no mínimo, curioso. Você está preparando algo especial para essa etapa moscovita da turnê?

Estou preparando um set de 2 horas com muita produção minha, que é a característica principal, pois acho que sou o único produtor que vem lançando remixes que misturam electro com “bailefunk” (lá chamam assim) no mundo. Vou passear desde o miami-bass, que é a raíz de tudo que eu faço, até bootlegs de Créu com Alter Ego, MSTRKRFT com o pancadão e Beastie Boys com Mãe Loira.

Esses dias eu estava falando com o Edu K que ele, assim como você na Comunidade Nin-Jitsu, captou o poder explosivo da mistura entre funk carioca, Miami bass e heavy metal há mais de dez anos. Apesar de os bailes serem fortes no Rio há mais tempo, só agora a maior parte do público começa a curtir esse som – e especialmente o híbrido com o rock em vez do funk “puro”. Como tu te sente sendo um dos desbravadores nesse segmento? E por que rolou esse delay com o público mainstream?

Eu fico muito honrado de ser desbravador de um som que misturou algo oriundo da periferia carioca com o rock classe-média gaúcho. Acho que sempre alguém que não vive dentro do gueto pode fazer isso, vê de fora. A bossa-nova é baseada no samba mas não foi feita no morro. Acreditei que o funkarioca tinha um lado bom, muito original, que era a primeira música eletrônica produzida no terceiro mundo. Em 2005 o mundo viu isso, e só a partir da aprovação dos estrangeiros é que o povo indie começou a aceitar o que fazíamos, e já vivíamos a era myspace, Bonde do Role (que eu produzi), etc. Todos os lugares em que tenho tocado, sou visto como precursor de um estilo, juntamente com minha banda, Comunidade Nin-Jitsu. No Japão, um repórter sabia até que o Mano Changes era deputado e me perguntou se nossas letras tinham mensagens políticas de protesto (!!!). O povo que não questiona estilos, que apenas curte som, pula e dança, já aprovou Comunidade desde o comecinho, nos 90s.

Hoje fala-se em “pós-baile-funk”, porque a sonoridade “original” foi modificada por mil interseções com gêneros variados como pop, rock, hip hop, new rave, electro, house, mashups diversos… Mas no início dos anos 2000 vários bootlegs que faziam essas misturas ficaram bombados, até porque tinham bases de Nirvana, White Stripes e até Smiths (lembra do “Funk do Dermite”?). Pós-baile-funk é só um novo rótulo para algo que já existia ou é real? Você consegue definir pós-baile-funk como algo realmente novo?

Acho que o pós-bailefunk, que chamo de Neo Funk, é algo que a Comunidade e o Edu K já haviam feito nos 90s, mas depois de Bonde do Role e M.I.A. (com apenas Bucky Done Gun nesse estilo) a coisa se espalhou em nível mundial por causa da internet e o mundo, inclusive São Paulo que odiava funk, aprovou. Os funks que samplearam The Smiths, etc, são considerados algo ímpar, exceção, nada proposital, não foram feitos por quem viveu o rock e o eletrônico como eu e o DJ Gorky do Bonde. O movimento realmente existe e acontece mais no exterior do que no Brasil. Quando me solicitam um remix sou obrigado a fazer no estilo que chamo “bailectro” ou “neo-funk”, até porque em termos de electro/house, etc.. os europeus são bem melhores que a gente, o segredo é se diferenciar para obter destaque.

Desde 2007 você produziu álbuns e EPs no Brasil e no exterior, como With Lasers, do Bonde do Rolê (Domino Records, UK), Spunk Scat and Politics, uma coletânea com Cansei de Ser Sexy, Deize Tigrona e outros (KSR Records, Japan), a série Bailectro (Chateaudisc, Japan), DJ Chernobyl presents: Neo Funk (Som Livre, Brasil) e até Pancadão do Caldeirão do Huck (Som Livre, Brasil). Como foi realizar estes e outros trabalhos? Como funciona teu sistema de criação? Você tem livre autonomia para gerenciar o som dessa galera? Ou tudo depende de muito papo e “negociação” com bandas e artistas para definir as direções da música?

Depende de cada artista, no caso da Deize Tigrona eu tive carta branca dela. Com o Bonde do Role somos democráticos, se faço uma base sozinho, sempre lapidamos juntos depois. Na minha série de vinis “Bailectro”, fui briefado para transformar em funk sons de bandas que o selo japonês acreditava, como a francesa Rinocerose e Tim Deluxe. Os trabalhos com a Som Livre ocorreram por causa do ex-presidente Gustavo Ramos, que tava muito ligado nas minhas coisas que saíam para fora do país e então ele me solicitou remixes no estilo que faço para o popular CD do Caldeirão do Huck. Como ele gostou do resultado, ele disse: “ faça o que quiser nessa vibe e bote no seu disco de produções compiladas”, que intulei de Neo Funk. Historicamente falando, foi muito importante a Som Livre botar em seu catálogo algo desse “funk exportação”, pois fiquei lado a lado com os tradicionais, como DJ Marlboro. A gravadora mostrou algo novo, mesmo que de difícil assimilação.

A repercussão de Chernobyl, Edu K, Bondê do Rolê e DJs como Sany Pitbull, Edgar e Sandrinho é muito maior no exterior do que no Brasil. Por que os gringos curtem tanto o som dessa galera? E qual a extensão da influência de vocês sobre outros DJs e produtores pelo mundo?

Acho que os gringos assimilam nossa misturas porque colocamos elementos da cultura deles, como o rock, pop, electro, house junto com a batida brasileira. Se um DJ brasileiro tocar funkarioca puro, vai se segmentar como “world music”, provavelmete se apresentará em casa de turista. A gente toca em clubs importantes para públicos exigentes. Já influenciamos muito o DJ americano Diplo, pois produziu M.I.A. enquanto trocava emails comigo e adquiria batidas do Marlboro. Tem também o Sinden (UK) que vem colocando batidas de tamborzão em várias produções. Mas o ideal mesmo é que os artistas gringos solicitem pra gente, pois nos vivemos a parada, criamos e sabemos qual é a medida certa para a mistura do funk da favela ficar boa com outros elementos, e isso botará a cultura brasilira de DJs em um estágio que os tradicionais estilos eletrônicos não chegaram.

Com Chernobyl Brothers, teu projeto junto com teu irmão, que assina como Infernando, você cunhou o termo Heavy Funk Electro, o que é bastante apropriado ao som de vocês. Como anda esse projeto? Alguma data revista para Porto Alegre depois do set no Beco, há poucos dias?

É um projeto bem electro mesmo, com computador, sintetizador (inserimos Leo Boff, ex-Ultramen), guitarra e baixo. Fica um electro rock groovado, pois as levadas do baixo sao bem inspiradas em Funkadelic. Nao boto nada de tamborzão nunca. Nos apresentamos mixando um set e tocando instrumentos em cima, nada fake. Queremos se apresentar bastante, até para mostrar algo eletrônico vindo da galera do rock, pois normalmente quem é DJ não toca instrumentos e vice-versa. Nossa intenção é botar uma vibe humana no mecânico, bem tocada, e fazer o povo fritar na pista como de fosse um DJ tradicional de electro/house. A apresentaçao no Beco foi boa, mas ainda vamos melhorar para o próximo show que será em Floripa. A correria tá grande, Chernobly lá fora, CNJ lançando CD e Chernobyl Brothers montando um bom live set.


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Postado por Danilo Fantinel

Coachella 2008 * highlights

28 de abril de 2008 0

Sem muito blábláblá nesta manhã, seguem alguns vídeos dos principais shows do poderoso Coachella Festival, que rolou de sexta a domingo em Indio, na Califa, lá nos Estados Unidos.

>>>>> Veja fotos!

Kraftwerk – live at Coachella 2008

Portishead – Coachella 2008 – Mysterons

PRINCE – CREEP (Radiohead) – LIVE @ COACHELLA 08

The Verve – Bittersweet Symphony

The Breeders – Cannon Ball at Coachella 2008

Vampire Weekend at Coachella 2008 – A-Punk

The Raconteurs – Attention (Live at Coachella 2008)

Kate Nash at Coachella 2008: Foundations

Bonde do Role – Coachella 2008

>>>>> Mais vídeos do Coachella no YouTube 
>>>>> Coachella confirma Aphex Twin e Goldfrapp
>>>>> Coachella também divulga line up
>>>>> Visite o site oficial do festival

Postado por Danilo

DeFalla pode voltar aos palcos

23 de abril de 2008 5

Divulgação
Dae eu tava ontem lá no Red Bull Music Academy, o workshop de música que rolou no Porão do Beco sob a batuta de Edu K, Fabrício Peçanha, Arthur de Faria e do organizador, Marcelo Ferla, quando fiquei sabendo dessa. É que fui entrevistar o Edu sobre as coisas da vida (!) e da carreira dele, quando o cara me larga essa pequena bomba já no final da conversa.

O músico, DJ e produtor diz que a banda deve voltar a tocar novamente para pelo menos dois shows: um em São Paulo e outro em Porto Alegre. A formação será Castor, Flu, Edu K e Biba + Fornazzo (que atuou em boa parte da trajetória da banda).

O plano é gravar um DVD sobre essas duas *aparições*. Mas a volta ainda não está 100% confirmada, como ressaltou o Edu. De qualquer forma, se rolar mesmo deverá ser em agosto ou setembro deste ano, após a volta dele de uma tour entre Austrália e Europa agora em junho – Edu tá viajando direto para DJ sets no exterior.

Ainda não há previsão de lançamento de material inédito. Mas alguém segura DeFalla? Não… então é esperar e ver qualé.

Enquanto isso, confere o vídeo da entrevista feita no banheiro do Porão –o local mais iluminado do bar!

A entrevista completa, na qual Edu K fala sobre seus novos projetos, como suas mil parcerias pelo mundo para a produção do seu novo “não-álbum”, só mais tarde………….. calma ae…

>>>>> Vai lá no MySpace do Edu K e escuta Me Bota Pra Dançar, a primeira faixa gravada por Marina Ribatski pós-Bonde do Rolê

Postado por Danilo Fantinel