Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Resultados da pesquisa por "My Bloody Valentine"

Tracks Volume #20

11 de novembro de 2011 0

Die AntwoordFok Julle Naaiers
O rap-rave trash-sexual-extremo dos sul-africanos Die Antwoord gerou este clipe furioso da música Fok Julle Naaiers – que do africâner para o inglês seria “Fuck You All”. A faixa e o clipe são menos irônicos do que o material anterior, mas o lance é igualmente nervoso, cru, feio, sujo e malvado. Muito bom! Tá por fora de Die Antwoord e do que eles chamam de ZEF rap? Então te situa neste vídeo ou no site oficial. O álbum $O$ você escuta aqui, mas o single Fok Julle Naaiers estará no próximo disco, TEN$ION.

FOK JULLE NAAIERS from Die Antwoord on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

The History Of Apple PieMallory
Mudando total de gênero: a bandinha britânica teen shoegaze History Of Apple Pie lançou esse clipe lesado para a ótima música Mallory. Guitarra suja, vocal doce e melodia fofa. Adoro. Som perfeito pra My Bloody Valentine/Lush/Slowdive lovers.

The History Of Apple Pie – “Mallory” from stereogum on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Gung HoTwin Rays
Tá ae o som do verão que eu estava esperando. O single Twin Rays foi lançado em agosto pela banda australiana Gung Ho. Surf music lo-fi, com guitarra esperta e vocal manero. Summer feelings NOW! Ouça Twin Rays abaixo e outras faixas (mais rock, menos surf; meio Rapture, meio Gang of Four) aqui.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

LautmusikMai
A banda Lautmusik, um dos grupos gaúchos preferidos do Volume, lançou o clipe da música Mai, do primeiro álbum da banda, gravado em 2011 com produção de Eduardo Suwa e masterizado na Flórida no Black Dog Studio. A letra da música é em alemão, mas o destaque vai mesmo pras linhas de guitarra, no limite entre pós-punk e shoegaze. A ótima Bury my Heart in Warsaw você escutou no Disco Virtual Volume # 1. Veja o clipe de Mai abaixo:

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

S.C.U.M.Faith Unfolds
E se o revival pós-punk não é novidade há anos, essa mistura de Joy Division, Bauhaus, Echo and the Bunnymen, Jesus and Mary Chain e Nick Cave proposta pela banda S.C.U.M., que você conheceu nas Tracks #13, surpreende. No post anterior, você escutou Whitechapel (e viu aquele clipe incrível). Agora, eles voltam com o vídeo de Faith Unfolds. O clipe é bem mais simples do que o anterior, mas a música é boa igual. Play it loud!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Tom WaitsSatisfied
Jesse Dylan, filho de Bob, filmou Tom Waits no clipe de Satisfied, na qual ele cita Mick Jagger e Keith Richards. Não preciso dizer mais nada…

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Mister HeavenlyBronx Sniper
O clipe WTF da semana vai para Bronx Sniper, do Mister Heavenly. Som foda, clipe bizarro! Ah, cadê minha jaqueta manwolfs???

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Cold SpecksLay Me Down
A voz rascante de Cold Specks reforça sua postura de intérprete arrojada. Blues dolorido e intenso, mas belo e livre de convenções.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Pyyramids – EP Human Beings
Se o astral caiu com a sofrida canção de Cold Specks, dá o play no EP Human Beings, da banda Pyyramids. Rockinho new wave, com beats assinados por Tim Nordwind, do OK Go (que vem ao Brasil em novembro/dezembro). Não vai mudar a vida de ninguém, mas se você é sound addicted vale escutar as faixas, ou pelo menos Animal.

Human Beings by PYYRAMIDS

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Zola JesusVessel
O single Vessel, da cantora Zola Jesus, você ouviu primeiro nas Tracks #3. Nesta música, Zola parece Siouxsie Sioux cantando trip hop etéreo e sombrio. Agora, saiu o clipe da música. É um lance telúrico.

ZOLA JESUS “VESSEL” MUSIC VIDEO from FUTURE PRIMITIVE FILMS on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

O F F LOVEClose to u, I’m not
Fogpop, slow beats, electro r&b, downtempo e similares me interessam. MUITO. Você sabe… sensações. Em Close to u, I’m not, assim como no EP Disenchanted Fairytale, lançado em fevereiro, O F F LOVE se aproxima da desconstrução eletrônica cool de James Blake. Escute também o EP de remixes Let Us Know A Secret, neste link.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

JontiHornets Nest
Experimentações eletrônicas retrôs, da linha Stereolab e Looper.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Glass CandyWarm In The Winter
Vintage video para vintage synths.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Omar SWho’s in Key
Sin-te-ti-za-dor e early digital graphics. Pra você que ama 8-bit!

Omar S – Who’s In Key (Scion AV) from Scion A/V on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Bloquinho remix

King Midas SoundOne Ting (Dabyre Rework)
Vale ouro esse electro dub de clima lisérgico criado por Dabyre para a música One Ting, de King Midas Sound. Baixo quente, sexy synths, vibe disco 2000.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

CFCFIt was Never Meant to be (Games Remix)
Like we were in 82.

CFCF – It was Never Meant to be (Games Remix) from Franck Deron on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Factory FloorTwo Different Ways
Like we were in 92.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Tom VekSomeone Loves You (Teen Dream Remix)
Like we were in 2002.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Star EyesThe Night (Deathface Remix)
Like we were in 2012.


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

#ficadica @MarcosTesser

A dica da semana é o clip do segundo single de La Liberación, terceiro álbum de estúdio do CSS. Com referências tarantinescas, clima oitentista e uma estética pop cheia de clichês deliciosos, Lovefoxxx protagoniza a história literal da música num clipe bem produzido, ambientado numa NY de 1985. Cody Critcheloe, vocalista da Ssion, participa do vídeo em estado espiritual guiando a heroína na sua busca pelo hedonismo na cidade grande, onde “nothing hurts”.


> Tracks #1
> Tracks #2
> Tracks #3
> Tracks #4
> Tracks #5
> Tracks #6
> Tracks #7

> Tracks #8
> Tracks #9
> Tracks #10
> Tracks #11
> Tracks #12
> Tracks #13
> Tracks #14
> Tracks #15
> Tracks #16
> Tracks #17
> Tracks #18
> Tracks #19

Tracks Volume #10

19 de agosto de 2011 0

Fucked UpThe Other Shoe
Fucked Up, o grupo canadense pancada que curte um pós-hardcore barulhento e um punk hipster situado muito além dos três acordes é também um dos live acts mais fodásticos da atualidade. O lance é radical mesmo. Não é raro o vocalista Damian Abraham se ferir (propositalmente ou não) até sangrar durante shows. O fato é que a banda acaba de lançar este lindo clipe para a música The Other Shoe. O diretor Matt Eastman criou um triângulo enigmático de dar inveja a muito cineasta colocado. A faixa está no disco duplo conceitual David Comes to Life. O primeiro clipe é igualmente marcante – aquele da professora from hell (veja aqui).


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

WeekendHazel
Quando Joy Division, Cure, Echo, Smiths e My Bloody Valentine se encontram na mesma música é porque você está escutando Hazel, da banda Weekend, de San Francisco.

Weekend – Hazel by Slumberland Records

Pra ficar na mesma onda, escute Breathe Deep, do Echo Lake

Echo Lake – Breathe Deep from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

TV GirlBaby You Were There
Você que não viveu nos anos 50 nem 60 pode ser transportado diretamente pra lá com Baby You Were There, uma canção pop perfeita, leve, harmônica, romântica. Tipo grupo vocal dos Anos Dourados, mas ainda assim contemporânea, com uma batida atualizada por sequenciadores. A vida parece extraordinariamente boa e simples quando se escuta algo assim. Pena que o clipe é fraco. Enfim, o já essencial EP Benny and the Jetts, do TV Girl, você escuta e baixa aqui.

TV Girl – “Baby You Were There” from stereogum on Vimeo.


¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

LotusThe Surf
A banda de electro jazz e indie rock, que curte instrumental e jam sessions, extrapola seus limites em The Surf, uma pequena pérola pop à base de ótimas guitarras, teclados disco e elementos eletrônicos bem de canto. Alto atral. O álbum homônimo sai dia 13/09.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

WidowspeakHarsh Realm
Cowboy Junkies e Cat Power feelings nesta Harsh Realm, da nova banda Widowspeak (do Brooklyn, NY). Guitarras doloridas, bateria cadente, voz de veludo. Tipo perfeito. O álbum de estreia, homônimo, já tá na área.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

NirvanaNevermind
Lembra do disco gravado em tributo a Nevermind, promovido pela Spin para celebrar os 20 anos do álbum? Você já pode baixar na íntegra aqui!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

CSSLa Liberación

Os nacionais preferidos do Volume liberaram La Liberación nesta semana. O novo disco veio turbinado. Mais guitarra (até baiana, ou do algo tipo…), mais eletrônica, mais vocal cool de Lovefoxxx, mais mistura latina, espanhol capenga, indie descolex, sax, piano, teclados vintage, technobrega e segue a lista… Tem boas parcerias também: o single Hits Me Like a Rock, com Bobby Gillespie no vocal, é um reggae-calipso-eletrônico que poderia tocar em um karaokê trash qualquer. Saiu em junho e foi destaque das Tracks #2. Além de Bobby, tem Cody Critcheloe (da banda norte-americana SSion) na faixa City Grrrl, e o duo de música eletrônica Ratatat na música Red Alert. La Liberación será lançado dia 29 de agosto, mas caiu inteiro no site da Spin.

Ouça La Liberación aqui

E o Primal Scream toca em POA dia 26 de setembro, lembra? Como esquecer? Fala sério!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

pattenBlush Mosaic
Sabe Underworld?
É tipo assim.
Mas mais nervoso.
Uma hora meio que cansa…
O disco GLAQJO XAACSSO, do patten, sai dia 26/09.

patten – Blush Mosaic from ///NO PAIN IN POP\\\ on Vimeo.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Little DragonGypsy Woman (She’s Homeless)
É massa esse cover que a banda Little Dragon fez para Gypsy Woman (She’s Homeless), o superclássico clubber da cantora Crystal Waters, de 1991, que bombou forte na noite de POA na época.

Little Dragon – Gypsy Woman (La Da Dee) (Crystal Waters Cover) (BBC Radio 1) by twelvemajorchords

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

NinjasonikMoshpit (feat. The Partysquad)
Pra quem curte festa disco-rock-maximal-break-descolex, um som tipo esse Mosh Pit, do Ninjasonik, não é nenhuma novidade. Se você já viu Edu K, Chernobyl, The Twelves, Killer on the Dancefloor então, pffff. Na real, muito DJ de vinil faz isso ao vivo sem menores problemas. Mas o caso não é esse. O lance sobre Moshpit é simples: MUITO bom! So play it loud!!

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

#ficadica @MarcosTesser

The Naked And FamousThe Sun
A banda neo-zelandesa The Naked and Famous, uma das “Sound of 2011″ da BBC, lançou nesta semana o vídeo para a música The Sun, do seu álbum de estreia, Passive Me, Agressive You. O clipe, um dos mais sensuais do ano, é dirigido pela dupla Joel Kefali e Campbell Hooper (assim como todos os outros clipes da banda). O electro doce e hypado do hit Young Blood passa longe dessa faixa, a mais lenta e intimista das quatro músicas lançadas até agora. O vídeo mostra um casal no maior clima, em slow motion, e em meio a uma explosão de sentimentos e nudez, explorando sobreposições, cores, texturas, contrastes e brilhos.

The Naked And Famous – The Sun from The Naked And Famous on Vimeo.


> Tracks #1
> Tracks #2
> Tracks #3
> Tracks #4
> Tracks #5
> Tracks #6
> Tracks #7

> Tracks #8
> Tracks #9

Tracks Volume #8

05 de agosto de 2011 0

CarouselsCarousel
O duo Carousels é de Cambridge. Nick Benton e Lucy Wilson curtem sujeira pop, melódica, inserida em harmonias metálicas, guitarras ácidas e zunidos ásperos. Algo fofo e ameaçador. Você tem medo do escuro? Tem medo do som? Tem medo de My Bloody Valentine? Eles não. Ainda não se sabe muito sobre a banda. Ao que parece, o primeiro show será em outubro. Veja o vídeo da música Carousel e escute mais duas abaixo (recomendo Here To Me pra quem curte Stone Roses.

CAROUSELS DEMOS by Carousels


Best CoastOur Deal
Grease encontra Bad, de Michael Jackson, neste excelente clipe da banda Best Coast dirigido por Drew Barrymore. O vídeo também tem traços de Romeu e Julieta e Stress, do Justice. A boa música Our Deal está no disco de estreia do Best Coast, Crazy For You, álbum hypado que nem acho tudo isso que falam por ae. A vocalista Bethany Cosentino já trabalha no segundo álbum. Aliás, ela liberou ontem a nova faixa How They Want Me To Be, que deve entrar no novo disco. Escute neste link e veja o clipe de Our Deal abaixo:









Best Coast

MogwaiGet To France
Depois do disco Hardcore Will Never Die, But You Will, do início do ano, os post-rock heros lançam em setembro o EP Earth Division. Em Get To France, os músicos escoceses criam um som dramático, lírico, abrindo mão das guitarras para criar paisagens sonoras oníricas e misteriosas ao piano. As ouras faixas são Hound Of Winter, Drunk And Crazy e Does This Always Happen?


Danger BeachApache
A música Apache, da banda Danger Beach, é um instrumental guitarrístico dos bons. Tipo um Velho Oeste cool lo-fi. Baixe o disco Milky Way aqui. A técnica do vídeo não tem novidade, mas o clipe (direção Ned Wenlock) é espetacular. Personagens simpáticos (by Rodney Selby) e historinha legal. Lembra aqueles brinquedos luminosos cilíndricos antigos? Não, Ah, esquece…

Apache from oneedo on Vimeo.


Four TetLocked
A banda de IDM liberou a faixa Locked. Como de costume, a música varia entre o etéreo eletrônico, o melancólico orgânico e o jazzy reflexivo. A música estará no próximo disco, Fabriclive 59, marcado para 19 de setembro no Reino Unido.

Locked (TEXT011) by Four Tet


Daft PunkDrive
A música Drive, demo inédita do Daft Punk de 1994, será lançada na compilação Soma Records: 20 Years, da gravadora de mesmo nome. O duo eletrônico mais importante do mundo havia enviado a faixa para a gravadora juntamente com a essencial Rollin’ and Scratchin’. Drive nunca foi lançada e a famosa Da Funk pegou seu lugar. A música teria sido encontrada nos arquivos há pouco tempo. A caixa Soma Records: 20 Years será lançada dia 19 de setembro. Na falta de Drive escute  Rollin’ and Scratchin’.


Skrillex – Ruffneck (FULL Flex)
Um techno jungle dopado, com batidas não muito rápidas, mas cheias de um groove viciante. A faixa tem um pé forte no ragga. O som é do EP More Monsters And Sprites. Faça o download neste link.

Essa versão aqui é mais forte, metálica e rápida.

Azari & IIIManic
Dança ae!

Azari & III – Manic – Turbo 108 by Turbo Recordings

Azari & III – Manic (The Finger Prince Faded Sensation Dub)- Turbo108 by Turbo Recordings

> Tracks #1
> Tracks #2
> Tracks #3
> Tracks #4
> Tracks #5
> Tracks #6
> Tracks #7

Disco Virtual Volume #2 is in da house

26 de janeiro de 2011 3

A nova edição do Disco Virtual do Volume é dedicada à música eletrônica. O recorte feito enquadra alguns dos primeiros produtores de dance music do Rio Grande do Sul, como Nando Barth e OTA, músicos e criadores que transitam entre beats há algum tempo, como Fabrício Peçanha, Posnormal, Jarrier Modrow, Panatron e Two Boffins, e novos criadores como Brave the Elements, Projeto CCOMA, Madblush, Superluxo e L.A.B.

Além disso, o Disco Virtual Volume #2 está sendo uma espécie de plataforma de lançamento para Hang out with me, música do novíssimo duo Crash Bum Bang, projeto que concretiza a parceria entre Rossano Snel e Caio Britto, dois caras que se destacam no novo clã eletrônico do Estado.

Ouça todas faixas aqui ou separadamente abaixo

Crank up the volume!

Brave The Elements: o duo Brave The Elements retorna ao garage dos anos 90 ao compor faixas dançantes e leves, estruturadas em beats cadenciados, ambientes etéreos, vocais femininos doces, groove e harmonia. Yuri comanda instrumentos e programação aplicando elementos de progressive e electro enquanto Gisa canta sobre as músicas, que variam entre cinco e sete minutos. O som lembra o que o duo eletrônico Sideral fazia com a vocalista Chris F circa 1997 em Porto Alegre. Apesar de ser um projeto recente, de outubro de 2009, Brave The Elements já lançou o álbum independente Balance In Your Mind, com sete músicas. Uma delas, Leave Your Fears Behind, ganhou um ótimo clipe feito em time lapse em Berlim pelo fotógrafo Luis Veiga. Veja aqui!

Mirrors of Life

> My Space

> Site


Crash Bum Bang: o DJ e produtor Caio Brito curte rock, house  e dirty disco. Tocou em bandas de garagem e virou DJ. Já o compositor Rossano Snel vai do samba ao jazz e do cinema aos games sempre com muito groove. Aqui no Disco Virtual Volume #2, lançam o Crash Bum Bang, duo eletrônico com influências de jazz, world music, MPB, rock e pop. O projeto surgiu da parceria que rola entre eles desde que ficaram amigos (via Lucio Kahara). Criaram as festas Hustler, Lick! e Selva, reunindo figuras do novo núcleo eletrônico de POA, e depois entraram em estúdio para finalmente compor juntos. Estão finalizando o SoundCloud do CBB e devem lançar um EP com músicas e remixes no primeiro semestre de 2011. A faixa Hang out with me, masterizada na Alemanha, alterna vocais robóticos, piano house, processed beats e clima de noite. Ouça alto e sinta cada batida como uma pancada.

Hang Out with Me

> SoundCloud do Caio

> MySpace do Rossano


Fabrício Peçanha: o Fabrício é o maior fenômeno da cultura eletrônica do Rio Grande do Sul EVER, – e certamente é um dos caras de maior destaque no Brasil há anos. Na metade dos anos 90, quando o conheci, era figura fácil na pista do Fim de Século (o clube eletrônico mais importante de Porto Alegre de todos os tempos) e alvo maior das meninas da primeira geração efetivamente clubber do Estado. Em pouco tempo, passou pro lado de lá das pick-ups, dividindo espaço com outro ícone do FDS, o DJ Double S, residente da casa. Enfrentando preconceito considerável por ser boa pinta e tendo que se desvincular ao máximo do rótulo de DJ “fácil”, suou a camiseta na noite para se tornar o melhor DJ do Estado e um dos melhores do país, com amplo destaque internacional. Criou a produtora Re:Existência e a rave Fulltronic com amigos, ganhou páginas das revistas XLR8RDJ MagazineHouse Mag e abriu o clube Spin em POA. O reconhecimento profissional foi traduzido em convites: Fabrício integrou line-ups de raves e festivais ao lado de Carl CoxFatboy SlimDanny TenagliaWestbanLouis VegaJohn DigweedDeep DishRitchie HawtinGroove ArmadaLayo & BushwakaGreen VelvetDerrick MayDave ClarkeDave the DrummerHernan CattaneoSatoshi TommieChris LiberatorTechnasia e outros. Ele também tocou no Skol Beats, na MegAvonts e no Recife Beats, além de ter sido chamado para discotecar em Ibiza, Majorca, Acapulco, Miami, Barcelona, LA, San Diego, Hong Kong, Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Zurique e outras –sozinho ou ao lado dos parceiros LeozinhoRodrigo Paciornik, do projeto Life is a Loop. O gaúcho já lançou faixas no EP Cordel e no álbum Hypno Series 1. Neste Disco Virtual do Volume #2, Fabrício liberou um remix de Sem Vacilar, da Comunidade Nin-Jitsu. Ele entrou legal na onda do CNJ, ressaltando as guitarras em meio a batidas rápidas, mas não muito aceleradas, ampliando a força da música original sem remodelar a faixa por inteiro.

CNJitsu Sem Vacilar Radio Remix

> Site


Jarrier Modrow: não é dos caras mais conhecidos por quem curte música eletrônica, o que é estranho. Apontado por alguns músicos como um dos melhores compositores da atualidade no que diz respeito à dance music, Jarrier já lançou discos e EPs por selos nacionais e internacionais. Entre eles estão Rare SoulNebula e a coletânea Unreleased Grooves – Grooveland Brazil, álbuns interessantes que ficaram restritos ao nicho de produtores musicais, com pouca inserção entre o público. Em breve, deverá lançar seu próprio netlabel, com novas composições e projetos. O início dos trabalhos de Jarrier na música rolou da mesma forma como ocorre com muitos outros produtores: experimentações em teclados no final dos anos 90 e gravações em fita cassete. No entanto, diferentemente de muitos, Jarrier não se tornou DJ. Em vez disso, prefere escrever e postar suas impressões sobre música e tecnologia em seu site oficial e na revista House Mag. Neste ano, Jarrier participou de duas edições de coletâneas online do selo/coletivo capixaba Smoke Island. Aqui no Disco Virtual do Volume #2, o músico liberou a faixa Let’s Boogie, um deep house tranquilo, desacelerado e elegante, com muito groove, melodia e harmonia. O tipo de som capaz de nos fazer perder em pensamentos ou nos guiar no vazio da mente.


Let’s Boogie

> Site

> MySpace

> Sound Cloud


L.A.B.: o lance com Less a Bullshit (L.A.B.) está sendo urgente. A banda de rock eletrônico lo-fi se formou em Novo Hamburgo no verão de 2009. No inverno, o EP de estreia de Dan Schneider (vocal, baixo, guitarra, synths e programação), Fe Fischer (guitarra, baixo, vocal) e Moa Jr. (bateria, percussão, vocal) estava pronto, mixado e produzido por Dan e masterizado por Lukas Dulawa no Reino Unido. No final daquele ano, o trio assinou com a Curve Music, de Londres. O primeiro disco sai no começo de 2011, após masterização em Roma. Nesse meio tempo, L.A.B. foi indicado como uma das 10 bandas de rock mais promissoras do Brasil em 2010 pela MTV e se tornou uma das apostas da Billboard de fevereiro do mesmo ano. Pouco depois, tocou no megafestival indie SXSW, nos Estados Unidos. Descendente direta da histórica banda santista de rock eletrônico Harry e parente não muito distante de FelliniThe GilbertosVioleta de OutonoGrenade, o L.A.B. utiliza sintetizadores e guitarras para criar uma aura shoegaze eletrônica soturna que sintetiza My Bloody Valentine, Cure e Depeche Mode. A música Segundo Andar, lançada no EP de estréia, você escuta abaixo.

Segundo Andar

> My Space


MadBlush: há mais de 10 anos, MadBlush percorre a noite gaúcha com shows performáticos e DJ sets. Ativista do underground, vem turbinando a produção de suas músicas com a ajuda de Nando Barth, que toca bateria em alguns de seus shows, OTARicardo Severo. Ao vivo, a guitarra fica com Gabiko.

O apelo visual de MadBlush remete à montaria de Boy GeorgeSigue Sigue SputnikMarilyn MansonPeachesLady Gaga. Fora dos padrões de conduta básicos, MadBlush ganha pontos por ousar em uma cena que já foi vanguarda, irônica e debochada, mas que cada vez mais é corrompida pelo mainstream esteticamente pobre e sonoramente inocente.

Ímpetos de auto-afirmação pessoal e artística se espalham por faixas electro rock como Blush in the Face I wanna be real.


Blush in the face

> MySpace



Nando Barth: o DJ e produtor Nando Barth foi um dos primeiros gaúchos a trabalhar com música eletrônica. Começou a criar em 1987, uma época em que o superclube visionário Taj Mahal, o Ocidente, o Fim de Século e o Porto de Elis davam as cartas na noite de Porto Alegre. Um ano depois, assumiu a residência do Oci ao lado do DJ Eduardo Herrera, então maior nome da vanguarda sonora da noite gaúcha. Em 1994, formou a Splee’n, uma das primeiras bandas eletrônicas do Brasil, com Otávio Mastroberti. Depois disso, foi residente da fase inicial e realmente underground do Beco, tornou-se o mentor criativo das bandas Superluxo,Quit the make up e criou a Cadela Records. Na faixa Cuicass Raga Vox, Nando propõe um retorno ao jungle e ao drum’n’bass clássico, unindo a brasilidade do vocal de Yeshua Jahmiliano, da banda reggae Santíssima Trindade, ao estilo gringo de batidas aceleradas e graves linhas de baixo. O simbolismo brazuca da faixa fica claro em uma sonoridade tipicamente nacional imposta pela cuíca.

Cuicass – Raga Vox

> Site oficial

> MySpace



OTA: é o incansável Otávio Mastroberti, parceiro do Nando Barth na banda Splee’n durante os primórdios da produção autoral de música eletrônica no Rio Grande do Sul, por volta de 1994. Lançaram demos e, em 1999, foram escolhidos um dos quatro grupos brasileiros que participariam do projeto The Whole Cure In The Mirror, uma caixa com todas as faixas do Cure regravadas por bandas de todo o mundo. Com o fim da Splee’n, em 2005, Otávio reativou seu projeto solo OTA, mas como uma banda, numa pegada mais rock. Na época, a música I’ll Become Your God virou trilha de um seriado virtual da RBS e do curta metragem Tudo Que Não É Espelho, de Daniel Alfaya (veja aqui). Depois, produziu o som de MadBlush. Em 2007, tornou-se tecladista do The Cure Cover, projeto do Guffo, músico que hoje toca na Fenx. No final de 2008, entrou pra banda Volantes, que participou do Disco Virtual Volume #1. Em 2009, produziu o single Our Planet para K-Tea e tocou na Polainas, banda cover de anos 80, e no Back 2 the Future, dedicada a covers de musicas pop/dance atuais, ambas do músico Tchê Gomes. Em 2010, se aventurou no hip hop produzindo uma faixa para Maia Rimador. Nesta segunda edição do Disco Virtual do VolumeOTA liberou a vigorosa faixa 1, 2, 3, 4, Stand Up!, um maximal festivo, praticamente puro, perfeitinho pras pistas.

1, 2, 3, 4, Stand Up!

> MySpace


Panatron: Laufe BitencourtChris AmorettiRoger Kichalowsky fazem com Panatron o som mais robótico, frio e asséptico deste Disco Virtual Volume #2. Apesar da voz afinada e reconfortante de Chris, a música Casio Love parece ter sido criada por vida baseada em silício, e não em carbono. Não parece uma banda de humanos compondo uma obra eletrônica. Parece mais como se um autômato tivesse composto uma faixa sintética utilizando instrumentos digitais e algum vocal humano aleatório, pré-gravado e ripado de algum banco de dados online. A própria expressão “Casio Love” remete a uma inteligência artificial emotiva, reforçando a idéia de um compositor replicante. Mas não é nada disso! LaufeRogerChris se dividem entre guitarra, baixo, sintetizador, sampler, drum machine, fxs e vocais para compor eletronices pop, rocks eletrônicos e psycho beats alternativos e livres. A prova está no SoundCloud da bandaSupernova, por exemplo, é pura experimentação digital acelerada e descompassada. A kraftwerkiana Fliperama 87 é digna de uma trilha sonora de games. Poderia estar em Tron Legacy. En La Luna Caliente e Strip & Tango são mais aquecidas, com maior elaboração acústica. Robotika Kamarada abusa de um sampler de Ladytron. Já Robotizado, mais suja, é inteligente e inesperada. No geral, são faixas que passam longe do óbvio. Isso deve ter agradado ao selo Midsummer Madness, com quem Panatron já lançou um EP com nove faixas.

Casio Love

> MySpace

> SoundCloud


Posnormal: Dani ficou bem ligado ao drum’n’bass de POA nos anos 90 e 2000, quando era residente da Full Moon, no Garagem Hermética, e da Quarta Quebrada, no Ocidente. Tocou direto com MarkPatifeAndy, os “três mais” do gênero no Brasil, que ganharam destaque no mundo e deram ao país uma nova dimensão no plano global de música eletrônica. Mesmo com o d’n’b rachando pistas, Dani nunca deixou de lado suas outras referências musicais. Deu início a uma produção mais experimental, com referências soul, jazz, hip hop, pós-rock e eletrônica.

Como Posnormal, lançou um disco independente com 14 faixas e participou de um álbum do selo paulistano Si no puedo bailar no es mi revolución. As composições são delicadas e há um certo ar cômico e infantil, porém muito longe de ser piegas ou auto-indulgente. Ao contrário. Dani aposta na simplicidade de harmonias, na beleza de sons incidentais, em melodias serenas e em experimentos IDM como forma inteligente de mostrar que indie também é pop. É tipo um Looper dos trópicos sem vocais.

Guaraná

> MySpace



Projeto CComa: há cinco anos, o projeto CCOMA (lê-se “Coma”), composto por Swami SagaraBeto Scopel, cria música misturando jazz, música brasileira e dance music. O resultado é uma eletrônica de caráter orgânico, que varia entre climas chill-in e temas dançantes, e na qual o trompete de Beto se sobressai. Mesmo assim, o leque instrumental do duo é variado. Na gravação de An Elephant Crossing the Room, por exemplo, os músicos utilizaram címbalos tibetanos, pá de pedreiro e apitos. Como o duo contou nesta entrevista ao Volume no início do ano passado, o CCOMA mistura “saravá eletrônico com Miles Davis” para matar sua (nossa) sede por experimentação sonora. O resultado é positivo. A banda fez temporada em Londres e shows em festivais e eventos de arte e publicidade. No final do ano passado, o duo lançou o álbum Incoming Jazz, de onde saiu a faixa Dogs are Gods, que você escuta abaixo.

Dogs are Gods

> Site

> Blog


Rossano Snel: Rossano samba. Electronic samba. Groove samba. Jazz samba. Disco samba. Bossa samba. Samba samba! Com a desenvoltura cool de um neo-malandro tropical digital, pilotando drives, programas e teclados gringos, o compositor desmonta o easy listening (what?!), reescreve o lounge (whaaaaat?!?!?!) e implode a bossa eletrônica (afe!) com toscos 8 bits, elegantes synths progressivos, pianos estudados (a linda Tumpah merece ser ouvida na praia ao sabor de vinho branco), drum machines límpidas e instrumentos acústicos, elétricos, eletrônicos e virtuais. No ano passado, criou trilha sonora do curta 27 Janela, de Fábio Rangel. No mesmo ano, lançou Gallery, um EP digital editado pela One Cell Records, de Los Angeles, e o EP Landscape pelo selo EBS Diggin, do DJ paulista (e gente finíssima) Tahira. Mais: cravou a música Nossa Conversa na trilha do filme BearCity, que estreou em Nova York recentemente, e foi o músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres. O prêmio é a gravação conjunta de um EP em NY. Abaixo, você escuta o samba beat de Nossa Conversa.

Nossa Conversa

> Site

> MySpace

> Estúdio


Superluxo: a banda de synth pop e alma rocker liderada pelo Nando Barth desde 2008 cria algumas preciosidades sonoras inventivas, baseadas em guitarras, bateria e sequenciadores. Bubble GumDon’t leave me alone competem em simplicidade e bom gosto, com vocal doce e trilhas vigorosas. Vicio – Ver 2010, fundada sobre beats atualizados, presta sincera homenagem a Joy DivisionNew Order. Já Shaking all alone pisa ainda mais fundo em sintetizadores e guitarras. Give a Damm, que entrou no Disco Virtual Volume #2, segue um caminho semelhante. Nando (guitarra & synths), Léo Zamper (guitarra e voz), Dani Maria (vocal) e Ronaldo Sabin (bateria) criaram um instrumental bem estruturado, aplicaram vocal gostoso e montaram uma faixa de apelo pop. Potencial hit radiofônico – se este tipo de som tocasse em rádios. Como não toca, você escuta abaixo:

Give a Damm

> MySpace


Two Boffins: noite e hedonismo. É disso que você lembra quando escuta Night Cravin’, a música que o duo Two Boffins liberou para o Disco Virtual Volume #2. O lance é bem específico. Seria como se Fischerspooner encontrasse Giorgio MoroderDepeche Mode na festa de encerramento do Studio 54 com DJ set de Human League, AdamskiDead or Alive, New Order e OMD. Teclados analógicos e drum machines 808 e 909 dão o tom das músicas da dupla. Apesar disso, o som é bem early 90′s. Como se aquela fase inicial da era clubber e raver voltasse em um flahsback de ácido. Algumas faixas do Two Boffins tratam sobre diversão noturna, clubes, pista de dança, amigos… Outras têm uma pegada mais existencial e filosófica, sempre com uma visão otimista. O Chris e o Ale explicaram que “boffin”, em inglês, é a gíria que define pesquisadores científicos. Com essa habilidade técnica, eles nos jogam entre sintetizadores quentes, batidas regulares e grooves virtuais em faixas como Stop Talkin. Além da música, Two Boffins converge moda, fotografia e vídeo para alinhavar seu poder criativo. No início de 2011, deve rolar um show em São Paulo, onde eles moram, e o lançamento de um EP online. Os clipes de Stop Talkin’ e de Night Cravin’ estão a caminho.

Night Cravin’

> MySpace


>>>>> Escute o Disco Virtual Volume #1 – Especial Rock

Surfin' USA

23 de agosto de 2010 0

Há alguns dias saiu a lista das 50 bandas novas mais legais segundo o NME. Nas duas primeiras posições, grupos com forte influência surf.

Em primeiro lugar ficou com a fraquinha Best Coast, que tem como líder Bethany Cosentino, ex-atriz nascida em Los Angeles que caiu no gosto fácil da descolândia.

O indie low-fi praiano da banda carrega na sonoridade do rock californiano dos anos 60, mas eles juram que não querem se prender ao passado. O som é bem cru, tem gravação tosca, boas guitarras (às vezes distorcidas) e, em alguns momentos, não é muito distante de Galaxie 500, Raveonettes e Cramps. Bethany já disse que Ramones é influência, mas a real é que o som dela parece um encontro suspeito de grupos vocais femininos dos anos 60 (The Shangri-Las, The Ronettes) com My Bloody Valentine e Beach Boys. Bom, pensando bem Best Coast não é assim tãããão ruim, mas também não é tudo isso que você lê por aí.

The Drums ficou em segundo lugar. A banda de Miami com base no Brooklyn é bem mais legal – ao menos pra mim.

Como eu já falei aqui, eles são o exato subproduto da alquimia entre a ensolarada surf music norte-americana e o sombrio pós-punk britânico. Parecem ser, ao mesmo tempo, boa praça e alegres como músicos californianos dos 60 e arrogantes e sombrios como roqueiros ingleses de 30/40 anos atrás. Muito bom. Leia mais sobre The Drums aqui.

A lista completa:

50. Everything Everything

49. Kindness

48. Clare Maguire

47. Funeral Party

46. Active Child

45. Magic Kids

44. Warpaint

43. Gayngs

42. Glasser

41. Avi Buffalo

40. Kisses

39. Wild Nothing

38. Delphic

37. Mona

36. Chapel Club

35. Frankie & The Heartstrings

34. Trash Talk

33. Perfume Genius

32. Veronica Falls

31. Jay Electronica

30. Wilder

29. MNDR

28. jj

27. Flats

26. Freelance Whales

25. James Blake

24. Pure Ecstasy

23. Foster The People

22. Cerebral Ballzy

21. DOM

20. Katy B

19. Mount Kimbie

18. Diamond Rings

17. The Middle East

16. Cults

15. Summer Camp

14. Hurts

13. Giggs

12. Zola Jesus

11. Egyptian Hip Hop

10. Grouplove

09. Yuck

08. Magnetic Man

07. Darwin Deez

06. Marina & The Diamonds

05. The Smith Westerns

04. Sleigh Bells

03. Wu Lyf

02. The Drums

01. Best Coast


50 Best New Bands Of 2010 by Tim Chester NME

Disco Virtual Volume # 1

13 de julho de 2010 37

Neste Dia Mundial do Rock, Volume lança o primeiro disco virtual de bandas do Rio Grande do Sul. No recorte feito, 25 grupos compõem um espectro variado, de diferentes gerações e estilos. São bandas antigas, novas e outras que estão no meio do caminho, sempre tendo o rock como ponto de partida.

Todos escolhidos são especiais por algum motivo, por isso foram convidados para participar dessa joint venture cultural. No entanto, vale destacar a nova música dos Walverdes, Spray, a faixa inédita de Mess (Don’t mess with my heart), as ilustres participações dos Replicantes e da Pata de Elefante, as revelações Volantes e Procura-se Quem Fez Isso, a nova banda mais cool destas plagas globais, Wannabe Jalva, e a nova gravação feita por Diablo Fuck Show especialmente para este primeiro disco virtual. Sim, primeiro. Outros virão, certamente.

Abaixo, um raio-x básico de cada banda. Mas o melhor mesmo é escutar. E não esqueça: play it loud!

Apanhador Só: do indie ao folk, do rock à MPB, da psicodelia universal à raiz folclórica, da furadeira à máquina registradora, do pato de borracha ao projetor Super-8. Pega tudo, joga no liquidificador e aperta o play. O resultado é o refinado som da banda surgida em 2006, mas que lançou seu elogiado disco de estreia apenas neste ano. O nome do quarteto remete a O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger, e à música Marinheiro Só, de Caetano Veloso. O download do disco segue bombando no site oficial.

Um Rei e o Zé, Apanhador Só

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

A Red So Deep: não é uma banda engraçadinha, não tem nome engraçadinho nem letras engraçadinhas. Desde 2004, A Red So Deep revê o que de melhor foi realizado no rock alternativo dos anos 90, sem nostalgia, com ímpeto e a partir de uma ótica celebratória fator 2000.

Guilt + Persecution, A Red So Deep

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Brollies & Apples: a banda dos casais Rodrigo Brandão e Bianca Jhordão (Leela) e Carol Teixeira e Fredi Chernobyl Endres (Comunidade Nin-Jitsu, produtor do Bonde do Rolê) começou com a amizade das meninas e deu o primeiro passo efetivo no verão de 2009, em Londres. Na orgia organizada da banda, todos integrantes trocam de instrumentos e cantam a toda hora. No som, guitarras pesadas e tons eletrônicos, no que já foi descrito por eles como electro-grunge. Brollies & Apples nasceu cult.

Roller Coaster, Brollies & Apples

>>>>> MySpace

Dating Robots: banda de rock eletrônico sujo dos incansáveis Edu Normann e Mari Kircher + Fabio Gabardo (produção e programação de bateria). O projeto, que começou em outubro de 2008 (na época chamava-se Chiclé Demência), é o mais legal de Edu e Mari desde a Space Rave. Influências de Primal Scream, The Kills, New Order e Sonic Youth. O clipe da música Movement Talk mostra a que Dating Robots veio.

My Friend, Dating Robots

>>>>> MySpace

>>>>> Site

Damn Laser Vampires: Ron Selistre, Francis K e Michel Munhoz são impossíveis. Ninguém segura a surf-polka-punk satânica do trio. A partir de 2005, a banda passou a tocar o terror na nossa Gotham imaginária. Pouco depois. o disco Gotham Beggars Syndicate (2006) extrapolou fronteiras reais com facilidade, sendo relançado nos EUA, no Canadá e na Argentina. No cinema, o trio atacou nas trilhas de Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, do novo filme underground Trantastic, da ScUMBAG Movies, e do documentário Day By Day, sobre o surfista top Adriano de Souza, o Mineirinho. Mais: atuam como artistas visuais, ilustradores, produtores e diretores de seus clipes. Santa versatilidade, Batman! Melhor que isso só o show da banda – um dos mais legais há alguns anos, basta perguntar para público e organizadores dos festivais dos quais participaram. O segundo disco, Three-Gun Mojo, sai em breve pela Devil’s Ruin Records.

I Wanna Be an Old Bitch, Damn Laser Vampires

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Diablo Fuck Show: A banda é de longe uma das mais legais que surgiram no Rio Grande do Sul desde… 2009! Vocal rouco e doidão de Bruno Mattos, letras divertidas, bem sacadas e irônicas, e um som psycho-country-core porrada, autêntico e robusto que nos leva a um Velho Oeste punk, bêbado e empoeirado, não muito distante daquele que habita nosso imaginário. Ouça enchendo a cara – e antes de morrer!

Enganando a Morte, Diablo Fuck Show

>>>>> MySpace

Funkalister: 2002 viu surgir a superbanda mais cool do Estado, quando Chico Paixão, Everton Velásquez, Vicente Guedes e Junior Ribeiro se reuniram para gravar músicas instrumentais próprias. A ordem era criação e improvisação sem muitos limites. Atingir o objetivo ficou mais fácil quando um naipe de metais foi integrado ao grupo. O som gira em torno de funk, jazz, samba e rock, emulando groove safra 70 e elegância black. Já foram lançados dois discos (Volume 1 e 2) e algumas faixas já se tornaram trilhas de programas de rádio e do filme Andes Crossing.

Tem Coragem?, Funkalister

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Gulivers: Cristiano, Thiago, Rodrigo e Fabricio curtem música e futebol. Não sei como eles jogam, mas tem uma galera que já sabe como eles tocam. E você? O cartão de visitas da banda é Ausente, que está no disco Em Boas Mãos, lançado neste ano, e que teve clipe dirigido pelo cinesta Lufe Bollini, do Coletivo Inconsciente, com Marcos Contreras no papel principal. Bom pra quem se liga em rock inglês e indie americano.

Ausente, Gulivers

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Identidade: uma banda versátil, de rock clássico inspirado nos Stones, mas com senso contemporâneo. Varia entre faixas agressivas, músicas dançantes e composições mais tranqüilas, cheias de groove. Os caras já tocaram tanto em eventos independentes quanto em festivais mainstream nos dez anos de carreira. Ativos na cena, já lançaram três discos, sendo Antiguidades x Modernidades o último deles, via Marquise 51, o selo/produtora comandado por Lucas Hanke (guitarra).

Não para de dançar, Identidade

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Lautmusik: orbita os ruidosos mundos do pós-punk 80 e do shoegaze 90, transitando entre a névoa do submundo musical e apostando em melodias soturnas, climas sufocantes e ambientações melancólicas pouco óbvias – mas sempre com muito punch e com uma carga pop nítida – o que surpreende em meio a um ambiente majoritariamente sombrio. Uma das melhores bandas do RS, Lautmusik se aproxima de Joy Division, My Bloody Valentine, Cure, Mogwai e Jesus & Mary Chain, mas consegue manter identidade própria.

Bury my Heart in Warsaw, Lautmusik

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Maria Elvira e os Suprassummos do Swing (MESS): o perfil da banda no MySpace indica muito bem o que se passa. “Maria Elvira e os Suprassummos do Swing não é uma banda de garotas, nem de garotos; não é rock gaúcho, nem paulista, nem inglês; não é mod, nem grunge, nem new wave; não toca de terninho, nem fantasiada. A MESS é uma banda, e está contente com isso”. Rock’n’roll na veia, recheado por guitarra, baixo e bateria marcantes e vocal grave. Simples assim.

Don’t mess with my heart, Maria Elvira e os Suprassummos do Swing

>>>>> MySpace

Musical Amizade: mais que uma banda, o Musical Amizade é um acontecimento à base de guitarra, sintetizador, projeções audiovisuais e filosofia. Nos shows, um baterista virtual surge projetado em um telão, tocando em sincronia com o grupo. Nas letras, teorizações pop acerca da vida, do universo e tudo mais. No som, uma liberdade que os leva do rock cabeça ao funk safado. Um lance conceitual para ouvidos aguçados. O Musical começou em 2007 e hoje, com Patricia Spier vivendo em São Paulo, aguarda a agenda dos *integrantes integrados* para dar novos passos.

Applehead, Musical Amizade

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Os Replicantes: E a maior banda punk do Brasil precisa de apresentação? Basta dizer que a ótima De Sul a Norte está no novo disco, 2010, lançado pela Marquise 51. O resto é história.

De Sul a Norte, Os Replicantes

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Pata de Elefante: a banda gaúcha mais conceituada da atualidade também não é mistério pra ninguém há anos. Instrumentistas de primeira linha, o trio Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles destilam rock 60-70, groove, melodia e surf music ao sabor de Stones, Beatles, George Clinton e Hendrix. Até parece big band! Bom, eles são big mesmo!

Marta, Pata de Elefante

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Procura-se Quem Fez Isso: a nova psicodelia gaúcha tem uma nova cor (a preta), mas não um novo rosto. O quarteto Procura-se Quem Fez Isso mantém o anonimato a todo custo, disfarçando-se com meia-calca, cartola e lanterna de minerador. Mas o segredo restringe-se à identidade dos músicos, já que a música é uma open source de referências e bom gosto. Lounge music dos 60, rock dos 70, brasilidade, ambient, Burt Bacharach, letras muito bem sacadas [a singela Bagdá (She's My Baby) é um primor da concisão], experimentalismos e mutantismos abrem um novo caminho no som feito no Sul.

Bagdá (She’s My Baby), Procura-se Quem Fez Isso

>>>>> MySpace

>>>>> Site

Superguidis: É praticamente impossível você que curte música não conhecer a banda de Guaíba que há uns quatro anos consegue cada vez mais espaço entre público e mídia. Com um indie lúcido, autoral, livre de referências castradoras e dona de um senso radiofônico efetivo, a banda cria composições arrebatadoras, que atraem fãs entusiasmados aos shows. É um lance meio messiânico, de culto mesmo, que toma forma em apresentações tanto em bares pequenos quanto em festivais no Brasil e no exterior. E por falar em fãs, Robert Pollard e Doug Gillard, da supercult Guided By Voices, já disseram que adoram…

Não fosse o bom humor, Superguidis

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Transmission: No som do quarteto há espaço para guitarras. Muitas guitarras. Altas guitarras. Guitarras marcantes, cortantes, sujas, distorcidas e metálicas. Assim, o foco da banda é instrumental, com vocais (masculino e feminino, em inglês) marcando presença de forma discreta, despreocupada, basicamente complementar. O som do grupo não é o mais fácil do mundo. Quem tem medo de Transmission?

Missing, Transmission

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Urso: O projeto instrumental ainda está em fase de crescimento, mas pela estatura do filhote é bem provável que se torne um gigante. O som da banda é forjado em jam sessions austeras, registradas em vídeos, textos e áudios publicados no blog do grupo liderado por Valmor Pedretti Jr. (Worldengine). Pós-rock contundente de alma metal. O primeiro show será dia 20 de agosto, no Dr. Jekyll, ao lado da MESS.

All Black, Urso

>>>>> Blog

Walverdes: Há mais ou menos 17 anos o trio de Porto Alegre cria pancadas sonoras com o que há de mais básico no rock: baixo, guitarra e bateria. Mas a crueza simples do som é inversamente proporcional ao esporro criativo de Mini, Marcos e Patrick. Foi com essa vitalidade underground, e a partir de demos, fitas K7, singles, EPs, discos e MUITOS shows, que os Walverdes se consolidaram frente à crítica e ao público como uma das bandas independentes mais importantes do país em todos os tempos. Neste primeiro disco virtual, eles lançam a nova Spray, faixa explosiva que estará no próximo disco. Walverdes se move lenta e bravamente ao som de rocks rápidos, autênticos e em volume máximo. Aumenta o som antes de dar o play!

Spray, Walverdes

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Wannabe Jalva: quando escutei o som da banda pela primeira vez não acreditei. Parecia pegadinha, tipo um perfil fake com faixas incríveis e obscuras de algum grupo desconhecido de alguma megacapital cosmopolita. Som coeso, inteligente e conectado com seu tempo. Experimentações sonoras que resultam em gemas pop do mais alto quilate, que poderiam ter sido feitas por qualquer banda indie britânica atual.

Come and Go, Wannabe Jalva

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Yesomar: esse trio é um tapão na orelha. Rock em alta voltagem testosterônica, pancadas sonoras viscerais furiosas, riffs feios, sujos e malvados, altos berros no vocal e nada de nhenhenhém musical. É rock, é simples, é cru e é direto. No espírito da Yesomar eu diria que se gostou, gostou, se não gostou que se %&#&¨*!!! Ah, e diz que a turnê argentina (ao lado de Los Lotus, Satan Dealers, Silverados e Motosierra) foi devastadora. Normal!

Ao Contrário, Yesomar

>>>>> MySpace

Valentinos: rock britânico, melodias, letras e arranjos cuidadosos são os alicerces que sustentam a banda. Os trabalhos começaram em 2008 e, neste 2010, os caras lançaram Avante, o álbum de estreia com 11 faixas masterizadas na Carolina do Norte (EUA) por Dave Locke. Impossível escutar sem lembrar de Oasis, principalmente devido à voz de Jonts.

Mais Que Nunca, Valentinos

>>>>> MySpace

>>>>> Site

>>>>> TramaVirtual

Velocetts: a banda de Farroupilha também cultua o rock inglês (mas não apenas) tanto das antigas (anos 60) quanto do passado recente (anos 90) e da atualidade (2000). Rock fofo, fácil, pop, fresco e com poder radiofônico garantido por meio de guitarras leves, bateria redodinha e vocal ‘amigo’ de Maria Carolina Brites. Em 2008, os Velocetts gravaram um EP com três músicas e, em 2009, saiu o single A Cura, com produção de Ray-Z.

A Cura, Velocetts

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

Viana Moog: indie sujo, distorcido, alterado e no wave. Rock 60, 70, 90. Poesia pulp, bossa under, jazz rock canalha e literatura beat corroída. Vocal rasgado, rouco, grave, químico. Boemia, insanidade, barulho e urgência. Isso é apenas parte do que forma o quinteto de São Leopoldo. O resto você precisa descobrir por conta própria.

Fleck, Viana Moog

>>>>> MySpace

Volantes: Quando o Otávio Mastroberti me passou o disco da nova banda dele eu não me surpreendi. Ele é músico há anos, então era normal que estivesse metido em algo novamente. Como curto boa parte do que ele faz, imaginei que deveria ser bom. Mas quando escutei Volantes pela primeira vez caí pra trás! A banda tem a liberdade criativa dos autores independentes, o frescor de novas ideias, uma sonoridade atual e uma carga pop de boas referências que fazem a banda aliar os ideários do pós-punk, da eletrônica, e do novo rock a letras em português (voz de Arthur Teixeira), com alma brasileira, de poesia urbana, cotidiana e existencial (Caetano, Roberto Carlos, Chico Buarque e Los Hermanos são referências).

Vitória, Volantes

>>>>> MySpace

>>>>> TramaVirtual

>>>>> Agradecimento ao Márcio Ventura, da Rei Magro Produções, que deu a maior força no projeto!

PROMO: Décalage

10 de dezembro de 2009 0

Noblesse Oblige/Divulgação
Quer ir no Festival Décalage nesta sexta, em Porto Alegre, de barbada? Então cola na promoção relâmpago que sorteará dois convites para os donos das duas melhores respostas pra pergunta que está aqui.

Sobre o festival que encerra o Ano da França no Brasil aqui em POA você já leu antes, mas segue novamente: tocam os franceses Neonbirds (electro mínimo com muitos synths analógicos), Clearcom (também é electro, também é minimal, e se puxa nas referências a New Order, Kraftwerk e DJs dos 80), DJ Dunwich (experiente, prefere sons elegantes/calmos e cita influências tão incríveis quanto distintas: Bowie, NEU!, Cure, The Hacker, Yo La Tengo, Velvet, Sonic Youth, Autechre, My Bloody Valentine, Gang of Four, Boards of Canada…) e Noblesse Oblige (o grande nome do festival, que tocou na festa de dois anos da Orgasmo em 2007, em POA, mistura electro rock discreto, nouvelle chanson française e ironia) e os brazucas Damn Laser Vampires, Les Responsables, Dating Robots, Bandinha Di Da Dó e Hotel Santa Clara.

A noite começa às 21h e vai ser assim:

DJs Lili e Bruna (Movie Fight!)
Damn Laser Vampires
DJ set – Juli Baldi
Hotel Santa Clara
DJ set – Daniel Galera
Bandinha Di Dá Dó
DJ set – Yog Mars
Les Responsables
DJ set – Anne Fernandes e Letícia Rodrigues
Dating Robots
DJ set – Cereal
NEONBIRDS
DJ set – Roger Lerina
NOBLESSE OBLIGE
DJ Dunwich
Clearcom

Ingressos: na Central de Vendas do Jardim Europa (av. Antônio Carlos Berta, 255 – em frente ao Iguatemi – das 12h às 20h)

>>>>> www.decalage.com.br

Postado por Danilo Fantinel

Veja Blur e Pixies nos shows de ontem em Londres

16 de junho de 2009 3

Pixies/Banco de dados
A noite de ontem foi boa para os saudosistas que vivem na Inglaterra. Blur e Pixies fizeram “shows surpresa” (daquele tipo que todos sabem que vai acontecer) em Londres.

Os primeiros haviam feito o espetáculo que marcou a volta da banda aos palcos no sábado passado (13), no East Anglian Railway Museum, nos arredores de Colchester, apenas para amigos e parentes. Ontem à noite, a apresentação foi na Rough Trade East, na capital.

O show para 170 pessoas marcou o lançamento da coletânea Midlife: A Beginners Guide To Blur. As músicas do set foram: She`s So High, Girls and Boys, Advert, For Tomorrow, End of a Century, Beetlebum, Coffee and TV, Tender, Out Of Time, Popscene, Song 2, Parklife e This Is A Low.

E viu que a Mojo lançou uma edição especial britpop com Blur na capa?

E Pixies também tocou em Londres ontem à noite, no Village Underground, para lançar a caixa Minotaur. A NME publicou que Kim Deal errou em alguns momentos. Franck Black brincou que ela sempre se dá mal quando tenta tocar as músicas da banda no game Rock Band.

Na plateia, Jamie Reynolds e James Righton (Klaxons), Carl Barat (ex- Libertines), Anthony Rossomando (ex-Dirty Pretty Things), Faris Badwan (The Horrors) e Kevin Shields (My Bloody Valentine).

O set foi Where Is My Mind?, Hey, No. 13 Baby, Monkey Gone To Heaven, U-Mass, Debaser, Tame, Gigantic, Into the White, Planet of Sound, Dig for Fire, Bone Machine e Wave Of Mutilation.

Postado por Danilo Fantinel

Novo do Horrors renova o pop nebuloso

17 de maio de 2009 2

Divulgação
Apesar do nome do novo disco da banda The Horrors, Primary Colours, os tons deste álbum se concentram nas cores mais escuras do espectro. O disco foi lançado no início de maio, mas eu só pude conferir direito agora.

O vocalista Faris Badwan é um híbrido de Ian Curtis, Ian McCulloch, Jim Reid, Bobby Gillespie, Elvis, Morrissey, Peter Murphy, Robert SmithNick Cave. O som da banda é uma mistura das sonoridades de todos os citados com muitos ecos de Cure (até a capa de Primary Colours lembra muito a de Pornography), Interpol e My Bloody Valentine.

Apesar disso, os caras não vivem só do passado e tentam imprimir um aspecto contemporâneo às músicas. Three Decades, por exemplo, tem como trilha um jungle obscuro aceleradíssimo. Bmp’s dignas do drum`n`bass mais veloz – mas, claro, sem os vícios desse gênero e com uma muralha de mil guitarras detonando o rock`n`roll. 

No geral, o som é dark, mas também tem resquícios da new wave. É pesado, mas tem cadência. É machucado e sujo como uma ferida na testa de um punk bêbado desacordado no chão, mas tem lirismo e drama ao mesmo tempo. É shoegaze, indie e cheira a garagem, mas tem um brilho difuso muito interessante.

Com esse CD, a banda não vai mudar a vida de ninguém, mesmo assim consegue renovar as regiões mais rudimentares, escuras, áridas, frias e nebulosas da música pop – o que eu acho ótimo. Não percebe como? Experimenta New Ice Age.

E me ocorreu agora… vou ter que voltar no assunto. Acho que eles conseguiram ser mais densos, metálicos e sonoramente profundos do que o Portishead em Third – e também com a diferença de não serem enfadonhos e opressores ao extremo como o trio de Bristol me pareceu neste último disco. E sim, antes que perguntem, eu adoro Portishead.

>>>>> Trent Reznor elogia álbum

Postado por Danilo Fantinel

Sonic Youth lança música online

20 de abril de 2009 2

Reprodução
O Sonic Youth lançou hoje no site da Matador uma música do novo álbum, The Eternal, que sai dia 8 de junho na Europa e um dia depois na América do Norte.

Sacred Trickster é curta e urgente. Tem DNA do SY, vocal de Kim Gordon e faz referência aos artistas Yves Klein e Noise Nomads. O selo informou que a faixa é uma espécie de prévia do que está por vir em The Eternal. O disco terá 12 faixas e a participação de Mark Ibold (ex-Pavement) no baixo.

A banda já marcou shows no festival No Fun, em Nova York, no dia 16 de maio, e no ATP Nightmare Before Christmas, que rola de 4 a 6 de dezembro, também nos Estados Unidos, sob curadoria de My Bloody Valentine.

 Ouça Sacred Trickster

>>>>> Leia mais sobre Sonic Youth

Postado por Danilo Fantinel