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Resultados da pesquisa por "Simian Mobile Disco"

Caribou lança clipe para Sun

28 de julho de 2010 0

Reprodução
O gênio canadense Caribou acaba de lançar o clipe para a efusiva e psicodélica faixa Sun, do disco Swim. É muito simples e legal. A quebra de ritmo na dança entre as senhorinhas e a gurizada ficou massa. E lembrei daquele do Simian Mobile Disco.

O vídeo foi dirigido por Simon Owens, responsável por New York, I Love You But You’re Bringing Me Down, do LCD Soundsystem.

Em maio, Caribou fez um concurso de remixes para Sun. O vencedor está abaixo e os outros selecionados estão aqui.

Altrice – Only What You Gave Me by altrice

Há algum tempo, Caribou (Daniel Snaith, MySpace) havia liberado o clipe da ótima Odessa.

CARIBOU – Odessa from Caribou on Vimeo.

Caribou (com músicos de apoio) e LCD Soundsystem farão shows no Berlin Festival em setembro ao lado de Editors, Hot Chip, Fatboy Slim, Fever Ray, Boys Noize, Atari Teenage Riot, Peaches, 2manydjs, Tricky, Erol Alkan, Lali Puna, Wedding Present, Zola Jesus e outros. Sim, é pra chorar.

Postado por Danilo Fantinel

Bryan Ferry lançará álbum com Greenwood e Flea

25 de novembro de 2009 1

Reprodução
O ex-Roxy Music Bryan Ferry anunciou que já está trabalhando em um novo álbum solo. O disco deve sair no verão do hemisfério norte com participações de Jonny Greenwood (guitarrista do Radiohead), Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers) e Nile Rodgers (ex-Chic, ícone disco dos 70). O cara se puxou nas parcerias!

>>>>> Veja aqui o vídeo de Ferry com uma galera no estúdio.

Neste ano, Ferry participou da música U Can Dance, que está em Teufelswerk, novo álbum do DJ Hell, o mago alemão do electro. O single será lançado pelo selo International DeeJay Gigolo em janeiro com remixes de Carl Craig, Simian Mobile Disco e Tim Goldsworthy (DFA). Veja o teaser abaixo ou aqui:

HELL FEATURING BRYAN FERRY `U CAN DANCE` – COMING JAN. 2010 from Gigolo Records on Vimeo

O músico também participou de Shameless, faixa do Groove Armada que estará no novo disco do duo britânico, Black Light, previsto para fevereiro do ano que vem.

Postado por Danilo Fantinel

Veja o novo clipe do Arctic Monkeys

27 de julho de 2009 1

Arctic Monkeys/Divulgação

Atualizado às 15h32min

O clipe de Crying Lightning, primeiro single do terceiro álbum do Arctic Monkeys, Humbug, foi lançado no Babelgum neste final de semana. Veja abaixo.

A música é uma das que foram produzidas por Josh Homme, do Queens of the Stone Age. A produção do disco é dele e de James Ford, do Simian Mobile Disco.

web live transmission

Nesta quinta-feira (30), a partir das 17h (hora de Brasília), a banda tocará as novas faixas ao vivo com transmissão online neste site. Quem não quer esquecer do show pode assinar o mailing deles para ser lembrado pouco antes da transmissão.

Removeram o de cima. Veja aqui:

>>>>> Banda libera capa do novo álbum

Postado por Danilo Fantinel

Arctic Monkeys definem título do novo álbum

09 de junho de 2009 0

Divulgação
Os britânicos do Arctic Monkeys anunciaram que Humbug é o nome do novo álbum da banda, a ser lançado no próximo dia 24 de agosto. O terceiro disco deles foi produzido por James Ford, do Simian Mobile Disco, e por Josh Homme, do Queens of the Stone Age.

As dez faixas do álbum, que já publicamos aqui, são:

My Propeller
Crying Lightning
Dangerous Animals
Secret Door
Potion Approaching
Fire And The Thud
Cornerstone
Dance Little Liar
Pretty Visitors
The Jeweller`s Hands

Veja abaixo o vídeo da BBC 6 Music em que o baterista Matt Helders fala sobre o sucessor de Favourite Worst Nightmare e sobre Tramlines, um novo festival de música que tem curadoria dele e de Jon McClure, do Reverend and the Makers.

>>>>> Leia outras notícias relacionadas aos Arctic Monkeys

Postado por Danilo Fantinel

Teenagers confirma show em POA em junho

08 de abril de 2009 2

Divulgação
O trio francês The Teenagers confirmou um show em Porto Alegre no dia 7 de junho. A indicação saiu no MySpace da banda. O lance rola a convite do PARC Fest, festival organizado pela Coca-Cola que pretende lançar novos músicos locais.

O PARC é a sigla para Porto Alegre Rock City. O projeto terá início com o Band Coaching, um concurso no qual jovens músicos terão a chance de se profissionalizar. As bandas inscritas participarão de uma seleção feita por um júri, que destacará as oito melhores. Como prêmio, as bandas receberão o apoio de um músico e um produtor, que participarão de encontros onde os vencedores poderão trocar experiências e obter dicas sobre como atuar em palcos e estúdios.

Os selecionados terão seu material divulgado na internet e na MTV e serão votados via web para tocar no Coca-Cola Vibezone 2009. O Band Coaching é dirigido a bandas compostas por jovens de 13 a 19 anos. As inscrições são feitas através do site http://www.cocacolaparc.com.br/ até o dia 10 de maio.

Teenagers who?
Michael Szpiner, Dorian Dumont e Quentin Delafon, integrantes do The Teenagers, ganharam a blogosfera há algum tempo e hoje se dividem em shows entre a Europa e o Japão. Os franceses moram em Londres e tiveram um início curioso: no final de 2005, montaram um MySpace de uma banda fictícia, só que o pessoal começou a interagir e eles passaram a criar letras de músicas.

The Teenagers despontou com o “hit” Scarlett Johansson e também com remixes, como aquele para It`s The Beat (do Simian Mobile Disco), além de Mer du Japon (Air), Fallen Snow (Au Revoir Simone) e The Bomb (New Young Pony Club).

Em músicas próprias, como Fuck Nicole e Homecoming, eles fazem indie rock moderninho com letras debochadas. O álbum de estreia é Reality Check. O site oficial da banda é este aqui.

Postado por Danilo Fantinel

Novo da Peaches sai em maio

18 de fevereiro de 2009 0

Divulgação
A electro-bitch Peaches anunciou que lançará o novo I Feel Cream no dia 04 de maio. Oba! O álbum foi produzido por ela em parceria com integrantes de Simian Mobile Disco, Digitalism, Soulwax e Drums of Death. Fodasco!

Os singles Talk To Me e More saem antes, no dia 27 de abril. Já as faixas Lose You e Billionnaire já saíram via mixtape do Drum of Death e no Big Stereo e podem ser ouvidas abaixo:


Drums of Death – “The Peaches Mixtape!”

O tracklisting é:

Serpentine
Talk To Me
Lose You
More
Billionaire
I Feel Cream
Trick Or Treat
Show Stopper
Mommy Complex
Mud
Relax
Take You Out

>>>>> MySpace da Peaches
>>>>> Peaches lança clipe para Get it

Postado por Danilo Fantinel

Gossip cancela show no Tim Festival

10 de outubro de 2008 2

Divulgação

Nãããããooooo!

A banda que eu mais queria ver, liderada pela insana vocalista Beth Ditto, não vem mais ao Tim Festival. O trio alegou “conflito de agendas” para não vir ao Brasil. Gossip deveria se apresentar em São Paulo no dia 23/10 e no Rio de Janeiro no dia 25/10, junto com o Klaxons.

Em carta enviada aos produtores do Tim Festival, a banda dona do hardcore groove mais legal planeta diz estar “muito triste” pelo cancelamento e garante que tentará voltar ao Brasil assim que possível.

Conforme os organizadores, quem comprou ingresso poderá pegar o dinheiro de volta em qualquer ponto de venda a partir da próxima segunda-feira.

Também será possível trocar o ingresso por uma entrada para qualquer outra noite do Tim Festival (com exceção dos shows do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, e da tenda de jazz, no Rio de Janeiro).

>>>>> TIM Festival confirma MGMT, National e Paul Weller
>>>>> Kanye West fará show no Tim Festival
>>>>>TIM Festival divulga programação completa
>>>>> Simian Mobile Disco chama Beth Ditto para cantar

Postado por Danilo Fantinel

Coachella e QOTSA na TV

25 de agosto de 2008 0

Flaming Lips/Divulgação

Hoje é dia de rock na TV.

O Multishow exibe a segunda parte do especial sobre o Coachella Valley Music & Arts Festival às 22h45. O megafestival norte-americano rolou em Indio em abril.

Serão transmitidas partes dos shows de Morrissey, Chemical Brothers, Pixies e Flaming Lips. Veja a lista completa:

Saul Williams: Om Nia Merican
Arcade Fire: Rebellion (Lies)
Bright Eyes: Lua
Chemical Brothers: Music Response
Crystal Method: Keep Hope Alive
Morrissey: November Spawned A Monster
Pixies: In Heaven
Pixies: Where Is My Mind?
Red Hot Chili Peppers: Californication
Fischerspooner: Emerge
Flaming Lips: Yoshimi Vs. The Pink Robots
Zero 7: This World

E o Queens of the Stone Age é pauta da MTV + de hoje, à 0h30.

 

O programa recupera a trajetória do grupo californiano, um dos mais influentes do rock atual.

 

A banda lançou o elogiado álbum Era Vulgaris no ano passado. E foi anunciado hoje que Josh Homme produzirá o novo material do Arctic Monkeys. James Ford, uma das metades do Simian Mobile Disco, já havia sido anunciado como produtor do novo álbum dos ingleses.

Postado por Danilo Fantinel

Espanha ferve com festivais de música

26 de maio de 2008 0

PJ Harvey tocou no Summercase em 2007/Divulgação

Os festivais de música da Espanha são pauta constante aqui no Volume, você sabe. Por que será? Talvez por serem alguns dos mais legais do mundo, num sei… deve ser! :) Enfim, para ler sobre eles (e outros do mesmo gênero) basta clicar no link “festivais”, ali na coluna da direita.

O caso é que o amigo Tales, que é daqui mas mora em Madrid há anos, deu a dica de dois festivais que vão rolar por plagas espanholas além do Sónar, do Festival de Benicàssim e do Rock in Rio Madrid: O Primavera Sound e o Summer Case.

O Primavera rola de 29 a 31 de maio em Barcelona com um milhão de bandas de todas as vertentes, tanto antigas quanto novas, como 808 State, Portishead, The Go! Team, Public Enemy, Holy Fuck, Sebadoh, British Sea Power, Simian Mobile Disco, Stephen Malkmus & The Jicks, De La Soul, MGMT, DJ De Mierda, Mission Of Burma, Vampire Weekend, Ellen Allien e Explosions In The Sky.

Já o Summercase será realizado nos dias 18 e 19 no Parc del Fòrum de Barcelona e simultaneamente em Boadilla del Monte, em Madrid. No line-up, 2manydjs, Biffy Clyro, Blondie, Breeders, Cornelius, CSS, Foals, Interpol, Kings Of Leon, Kooks, Mogwai (tocando o ótimo Young Team), Primal Scream, Raveonettes, Santogold, Sex Pistols, Verve e mais.

Além desses que o Tales deu a dica, tem também o Daydream Festival, marcado para o dia 12 de junho, também no Parc del Fórum, com Radiohead, Bat for Lashes, Clinic, Faust, Four Tet, Liars, etc.

Definitivamente, a Espanha não é aqui e Porto Alegre não é Barcelona!

Postado por Danilo Fantinel

Chernobyl; Rússia

08 de maio de 2008 2

Marcelo Nunes, especial
Fredi Endres, o bombado DJ e produtor Chernobyl, está a caminho de mais uma turnê na gringa. Depois de visitar Suécia e Japão no ano passado, agora ele segue para Rússia, Ucrânia e Alemanha para DJ sets nucleares tão quentes quanto este ótimo “DJ Chernobyl neo bailefunk 2008”, que já teve mais de 14,3 mil downloads. Já escutou? Demorô!

Durante o giro por Moscou, Kiev e Berlim, Chernobyl vai apavorar em bares, clubes e também no Ukraine Festival. Além disso, fará um DJ set ao vivo para toda a Alemanha na Fritz FM. Legal!

Fredi é figura forte no distante Japão e, via selos internacionais antenados, já chegou aos Estados Unidos e à Inglaterra. Em terras japas, lançou a série de vinis Bailectro, em que mixa funk com electro e rock – especialidade do cara desde 1995 na Comunidade Nin-Jitsu.



O cara vem trabalhando muito desde o ano passado, produzindo faixas, EPs, álbuns e remixes para gente igualmente bombada como Bonde do Role (produziu oito das 12 faixas de With Lasers), Turbo Trio, Deize Tigrona,

Cansei de Ser Sexy, entre outros. Mais: Chernobyl foi o único brazuca a tocar no Fuji Rock Festival de 2007, onde estavam

The Cure, Simian Mobile Disco,

Justice, Beastie Boys,

Iggy Pop

Especialista na cruza entre riffs do rock e pancadão do morro, Fredi Chernobyl manobra

Arctic Monkeys, RQM,

M.I.A., AC/DC, A-Trak, George Clinton, Princess Superstar, BDR, Sinden & Count Monte Cristal, Canessinha do Pikachu, Salt ‘N’ Pepa,

Edu K e Diplo (na foto abaixo, Fredi, Marina Ribatski e Diplo gravando juntos) com facilidade e muito groove. E assim vai se firmando como uma dos produtores mais visionários e importantes do país.



Fora isso, o novo CD da Comunidade Nin-Jitsu, Atividade na Laje, o sexta da banda, vai junto no case de Fredi para uma divulgação básica na Europa. No Brasil, o álbum será lançado no final de maio.

Leia uma entrevista exclusiva como o cara:  

Como pintaram esses convites para Rússia, Ucrânia e Alemanha?

Já faz quase um ano que uma dupla de DJs que organizam festas em Kiev (Zighuli Party) vem perguntando quando estarei por perto para armarmos uma data, já que os sons que produzi realmente fazem parte da noite de lá e são muito executados pelos DJs, tanto Bonde do Role, meus remixes para artistas variados e, hoje em dia, o som novo, inédito ainda aqui, da Comunidade com a Marina (ex-Bonde) Funkstein. O pessoal também simpatizou muito com meu nick “Chernobyl” afinal tocarei a 200km do desastre nuclear. Na Rússia, o americano DJ Diplo me indicou, pois viu que os caras lá se amarram no estilo que faço. Já na Alemanha, estou lançando um EP com produção minha para o artista RQM, pelo selo de lá Exploited Records. Viva a globalização, a internet e o myspace…

“Chernobyl” tocando na Rússia é, no mínimo, curioso. Você está preparando algo especial para essa etapa moscovita da turnê?

Estou preparando um set de 2 horas com muita produção minha, que é a característica principal, pois acho que sou o único produtor que vem lançando remixes que misturam electro com “bailefunk” (lá chamam assim) no mundo. Vou passear desde o miami-bass, que é a raíz de tudo que eu faço, até bootlegs de Créu com Alter Ego, MSTRKRFT com o pancadão e Beastie Boys com Mãe Loira.

Esses dias eu estava falando com o Edu K que ele, assim como você na Comunidade Nin-Jitsu, captou o poder explosivo da mistura entre funk carioca, Miami bass e heavy metal há mais de dez anos. Apesar de os bailes serem fortes no Rio há mais tempo, só agora a maior parte do público começa a curtir esse som – e especialmente o híbrido com o rock em vez do funk “puro”. Como tu te sente sendo um dos desbravadores nesse segmento? E por que rolou esse delay com o público mainstream?

Eu fico muito honrado de ser desbravador de um som que misturou algo oriundo da periferia carioca com o rock classe-média gaúcho. Acho que sempre alguém que não vive dentro do gueto pode fazer isso, vê de fora. A bossa-nova é baseada no samba mas não foi feita no morro. Acreditei que o funkarioca tinha um lado bom, muito original, que era a primeira música eletrônica produzida no terceiro mundo. Em 2005 o mundo viu isso, e só a partir da aprovação dos estrangeiros é que o povo indie começou a aceitar o que fazíamos, e já vivíamos a era myspace, Bonde do Role (que eu produzi), etc. Todos os lugares em que tenho tocado, sou visto como precursor de um estilo, juntamente com minha banda, Comunidade Nin-Jitsu. No Japão, um repórter sabia até que o Mano Changes era deputado e me perguntou se nossas letras tinham mensagens políticas de protesto (!!!). O povo que não questiona estilos, que apenas curte som, pula e dança, já aprovou Comunidade desde o comecinho, nos 90s.

Hoje fala-se em “pós-baile-funk”, porque a sonoridade “original” foi modificada por mil interseções com gêneros variados como pop, rock, hip hop, new rave, electro, house, mashups diversos… Mas no início dos anos 2000 vários bootlegs que faziam essas misturas ficaram bombados, até porque tinham bases de Nirvana, White Stripes e até Smiths (lembra do “Funk do Dermite”?). Pós-baile-funk é só um novo rótulo para algo que já existia ou é real? Você consegue definir pós-baile-funk como algo realmente novo?

Acho que o pós-bailefunk, que chamo de Neo Funk, é algo que a Comunidade e o Edu K já haviam feito nos 90s, mas depois de Bonde do Role e M.I.A. (com apenas Bucky Done Gun nesse estilo) a coisa se espalhou em nível mundial por causa da internet e o mundo, inclusive São Paulo que odiava funk, aprovou. Os funks que samplearam The Smiths, etc, são considerados algo ímpar, exceção, nada proposital, não foram feitos por quem viveu o rock e o eletrônico como eu e o DJ Gorky do Bonde. O movimento realmente existe e acontece mais no exterior do que no Brasil. Quando me solicitam um remix sou obrigado a fazer no estilo que chamo “bailectro” ou “neo-funk”, até porque em termos de electro/house, etc.. os europeus são bem melhores que a gente, o segredo é se diferenciar para obter destaque.

Desde 2007 você produziu álbuns e EPs no Brasil e no exterior, como With Lasers, do Bonde do Rolê (Domino Records, UK), Spunk Scat and Politics, uma coletânea com Cansei de Ser Sexy, Deize Tigrona e outros (KSR Records, Japan), a série Bailectro (Chateaudisc, Japan), DJ Chernobyl presents: Neo Funk (Som Livre, Brasil) e até Pancadão do Caldeirão do Huck (Som Livre, Brasil). Como foi realizar estes e outros trabalhos? Como funciona teu sistema de criação? Você tem livre autonomia para gerenciar o som dessa galera? Ou tudo depende de muito papo e “negociação” com bandas e artistas para definir as direções da música?

Depende de cada artista, no caso da Deize Tigrona eu tive carta branca dela. Com o Bonde do Role somos democráticos, se faço uma base sozinho, sempre lapidamos juntos depois. Na minha série de vinis “Bailectro”, fui briefado para transformar em funk sons de bandas que o selo japonês acreditava, como a francesa Rinocerose e Tim Deluxe. Os trabalhos com a Som Livre ocorreram por causa do ex-presidente Gustavo Ramos, que tava muito ligado nas minhas coisas que saíam para fora do país e então ele me solicitou remixes no estilo que faço para o popular CD do Caldeirão do Huck. Como ele gostou do resultado, ele disse: “ faça o que quiser nessa vibe e bote no seu disco de produções compiladas”, que intulei de Neo Funk. Historicamente falando, foi muito importante a Som Livre botar em seu catálogo algo desse “funk exportação”, pois fiquei lado a lado com os tradicionais, como DJ Marlboro. A gravadora mostrou algo novo, mesmo que de difícil assimilação.

A repercussão de Chernobyl, Edu K, Bondê do Rolê e DJs como Sany Pitbull, Edgar e Sandrinho é muito maior no exterior do que no Brasil. Por que os gringos curtem tanto o som dessa galera? E qual a extensão da influência de vocês sobre outros DJs e produtores pelo mundo?

Acho que os gringos assimilam nossa misturas porque colocamos elementos da cultura deles, como o rock, pop, electro, house junto com a batida brasileira. Se um DJ brasileiro tocar funkarioca puro, vai se segmentar como “world music”, provavelmete se apresentará em casa de turista. A gente toca em clubs importantes para públicos exigentes. Já influenciamos muito o DJ americano Diplo, pois produziu M.I.A. enquanto trocava emails comigo e adquiria batidas do Marlboro. Tem também o Sinden (UK) que vem colocando batidas de tamborzão em várias produções. Mas o ideal mesmo é que os artistas gringos solicitem pra gente, pois nos vivemos a parada, criamos e sabemos qual é a medida certa para a mistura do funk da favela ficar boa com outros elementos, e isso botará a cultura brasilira de DJs em um estágio que os tradicionais estilos eletrônicos não chegaram.

Com Chernobyl Brothers, teu projeto junto com teu irmão, que assina como Infernando, você cunhou o termo Heavy Funk Electro, o que é bastante apropriado ao som de vocês. Como anda esse projeto? Alguma data revista para Porto Alegre depois do set no Beco, há poucos dias?

É um projeto bem electro mesmo, com computador, sintetizador (inserimos Leo Boff, ex-Ultramen), guitarra e baixo. Fica um electro rock groovado, pois as levadas do baixo sao bem inspiradas em Funkadelic. Nao boto nada de tamborzão nunca. Nos apresentamos mixando um set e tocando instrumentos em cima, nada fake. Queremos se apresentar bastante, até para mostrar algo eletrônico vindo da galera do rock, pois normalmente quem é DJ não toca instrumentos e vice-versa. Nossa intenção é botar uma vibe humana no mecânico, bem tocada, e fazer o povo fritar na pista como de fosse um DJ tradicional de electro/house. A apresentaçao no Beco foi boa, mas ainda vamos melhorar para o próximo show que será em Floripa. A correria tá grande, Chernobly lá fora, CNJ lançando CD e Chernobyl Brothers montando um bom live set.


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Postado por Danilo Fantinel