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Resultados da pesquisa por "Los Hermanos"

Hoje tem Radiohead e Kraftwerk na TV

15 de abril de 2009 0

Marcos Hermes, Divulgação
Tá lembrado, né?

O Multishow reprisa hoje, a partir das 21h15min, a edição paulista do Just a Fest, que trouxe ao Brasil os shows de Radiohead e Kraftwerk, além de proporcionar o retorno de Los Hermanos para duas apresentações (a outra foi no Rio).

Por questões contratuais, o canal exibirá somente o que foi ao ar na TV no dia do espetáculo: 70 minutos de música. A ordem segue aquela realizada no palco: primeiro Los Hermanos, depois Kraftwerk e em seguida Radiohead.

>>>>> Just a Fest: texto, fotos e vídeos aqui!

Postado por Danilo Fantinel

Radiohead experimenta a idolatria em São Paulo

24 de março de 2009 13

Thom York no início do show do Radiohead/Marcos Hermes, Divulgação

Um rito de fé se deu em São Paulo na noite de 22 de março, data do segundo show do mítico Radiohead em solo brasileiro (o primeiro foi no Rio, dia 20), em um festival que também reuniu os igualmente messiânicos Kraftwerk e Los Hermanos em um mesmo altar. As bandas atraíram 30 mil devotos, conforme suas crenças e costumes.

Desde a chegada, em que hordas subiram o monte da Chácara do Jockey para chegar ao palco do Just a Fest – em uma espécie de romaria bíblica -, até os espetáculos em si, tudo parecia ter aura litúrgica.

>>>>> Veja fotos!

Os ingleses do Radiohead, muito esperados no Brasil nos últimos 15 anos, realizaram uma apresentação quase religiosa, segundo seu próprio evangelho. Entoaram hinos, salmos e orações contemporâneas desesperadas de um tom quase agnóstico. 

Essa contradição de visões de mundo, no entanto, esteve bem de acordo com a história de músicos que renegaram a louvação pop provocada há anos entre seus seguidores para dar início a uma nova fase criativa, na qual o rock inglês tradicional do início da banda foi corroído por novos parâmetros sonoros e ímpetos criativos. Thom York já revelou que não se sente confortável tocando guitarra desde Kid A, e que prefere o piano para compor. Mais que isso, o Radiohead se lançou aos limites da Intelligent Dance Music (IDM) de artistas como Aphex Twin e Autechre para vislumbrar novos tempos para seu próprio som – alcançando, ironicamente, um caráter profético irremediavelmente maior entre seus fãs. 

No palco, os músicos emanam carisma sonoro baseada no apuro vocal de Thom e na técnica cármica do grupo. Se o semblante é fechado e o contato com o público é contido, foi pela música que a catarse coletiva se deu. Eles visitaram boa parte da carreira em um set nada óbvio, no qual clássicos instantâneos eram permeados por composições mais obscuras, sempre ampliando condições para que a banda pudesse se superar.

Tanto nas músicas mais agitadas e roqueiras quanto nas canções mais intrincadas e desestruturadas, os britânicos demonstram domínio absoluto sobre seus fiéis. Em performances viscerais e mediúnicas, o Radiohead foi capaz de exorcismos constantes, provocando ondas de êxtase entre os mais fanáticos. Demonstrações efusivas de adoração e um certo descontrole emocional de fãs ardorosos eram comuns. Algumas vezes, a música acabava, mas o bonito coro dos seguidores continuava.

Alguns entre vários momentos inesquecíveis do show que teve 3 bis: a lindíssima House of Cards, a hipnótica Karma Police, Paranoid Android épica (com coro do público ao final), o concretismo kraftwerkiano de Idioteque e a catarse final, em Creep, com banda e público tomados por uma emoção indescritível em explosões de cores e som de detonar o coração (veja vídeos abaixo).


Já o Kraftwerk voltou ao Brasil para mais uma celebração robótica da era da informação. A ópera midiática eletrônica foi praticamente a mesma apresentada em 2004, no Tim Festival (eles também tocaram no Brasil no Free Jaz Festival de 1998). A repetição do espetáculo não chegou a ser um problema (era bem esperada, na verdade, ainda mais depois que Florian Schneider deixou a banda), mas foi uma pena os alemães não terem apresentado algo novo. 

Apesar de ser sempre impactante acompanhar as doutrinas do Kraftwerk ao vivo, faltou Electric Café, Elektro Kardiogramm e Vitamin – e isso, pra mim, é heresia.


E Los Hermanos arrastou milhares de fãs para perto do palco no primeiro show desde o hiato anunciado em 2007. A irmandade da banda é ampla, com milhares de seguidores – todos com os dogmas elaborados pelos cariocas na ponta da língua, como de costume. O show foi longo, recheado por alguns dos rocks de alma nacional mais místicos da atualidade. 

Ao fim da noite, a certeza inexorável de que a música é uma instituição sagrada, uma espécie de divindade sônica que se faz mais poderosa quando semideuses como os citados fazem aparições com hora e data marcada.

Passado o transe coletivo, a romaria fez o caminho de volta na Chácara do Jockey, monte abaixo, para, então, espalhar a palavra.

Vídeos:

Creep – Radiohead – São Paulo

Radiohead – Creep Live in São Paulo 2009 – Just a Fest Chácara do Jóckey – Incomplete

Radiohead – Creep (Live in São Paulo 2009)

Radiohead – Fake Plastic Trees – Live in São Paulo 2009 – Just a Fest Chácara do Jockey

Radiohead – Karma Police – São Paulo (22/03/09)

Radiohead – Paranoid Android – Just A Fest – Chácara Jockey São Paulo Brasil 22/03/09

Radiohead – Idioteque – São Paulo (22/03/09)

Radiohead – Pyramid Song (Live In Sao Paulo, 22/03/2009)

Kraftwerk – The Man-Machine @ São Paulo 2009

Kraftwerk – The Robots (2009/3/22, São Paulo, Brazil)

Kraftwerk – Music Non Stop @ Just a Fest / SP (22.03.2009)

Kraftwerk – Radioactivity @ just a fest /SP (22.03.2009)

Los HermanosTodo carnaval tem seu fim Just a Fest SÃO PAULO

Los Hermanos – Sentimental Just A Fest (São Paulo 22-03-09)

Los Hermanos – Cher Antoine – Just A Fest – São Paulo – 22/03/2009

Los Hermanos – A Flor – Just A Fest – São Paulo – 22/03/2009

>>>>> Saiba como foi o show do Radiohead em Berlim

Postado por Danilo Fantinel, direto de São Paulo

TV transmitirá shows do Radiohead e do Kraftwerk

13 de março de 2009 1

Divulgação
O Multishow exibirá os shows do Radiohead, do Kraftwerk e de Los Hermanos, na edição paulista do Just a Fest. A transmissão começa às 20h30min do dia 22 de março, com apresentação do Edgard Piccoli. A apresentação dos Hermanos, banda que abre o festival, será exibida simultaneamente na TV e na web pelo multishow.globo.com/

Eu vou! Você também vai? Então mande fotos pra cá, pelo variedades@rbsonline.com.br , que a gente publica!

E o guitarrista Ed O`Brien disse ao Newsbeat, da BBC, que a banda já está compondo novas músicas e preparando a nova turnê.

– We are working on new material. We`ll be doing some more recording. It`s business as usual. We`ve sort of finished the bulk of [`In Rainbows`] touring. [Though] we will be doing a little bit of touring in the summer.

>>>>> Radiohead quer 5 camarins, frutas e verduras
>>>>> Radiohead confirma shows no Brasil em março
>>>>> Saiba como foi o show da banda em Berlim em texto, fotos e vídeos

>>>>> Just a Fest confirma Los Hermanos
>>>>> Kraftwerk abrirá shows do Radiohead no Brasil

>>>>> Florian Schneider deixa o Kraftwerk

Postado por Danilo Fantinel

Radiohead quer 5 camarins, frutas e verduras

17 de fevereiro de 2009 10

Foto: Diego De Carli, Especial

O Radiohead mandou para a produção do Just a Fest suas exigências para os dois shows da turnê brasileira. Os ingleses tocam no dia 20 de março na Praça da Apoetose, no Rio de Janeiro, e dia 22 de março na Chácara do Jockey, em São Paulo.

Para os bastidores, nada muito maluco. O camarim deverá ter cinco camarotes: dois para a banda passar o tempo, com geladeira, sofás, poltronas, escrivaninhas e etc, um para funcionar como sala de jantar, outro que servirá de sala de meditação e o quinto, exclusivo para massagem.

Para alimentação, a banda traz um chef exclusivo. Eles pediram 10 bananas, 10 maçãs, 5 laranjas, 6 limões, 10gr de gengibre fresco, 1 cacho de uvas, 3 pêssegos, 3 nectarinas, 3 peras, 500g de frutas vermelhas variadas (framboesas, amoras e morangos) e 1 cesta grande de vegetais contendo 1kg de cenouras frescas, 4 beterrabas e 1 maço de aipo.

Esses caras são muito light!

Os ingressos do Just a Fest custam R$ 200 (e R$ 100 a meia entrada). No Rio de Janeiro eles estão à venda nas bilheterias do Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea. Em São Paulo, nas bilheterias do Pacaembu. Também há vendas pela internet através do www.ingresso.com. A censura é de 16 anos.

Além de Radiohead, tocam Kraftwerk e Los Hermanos. Vanguart também poderá fazer um show no festival.

>>>>> Radiohead confirma shows no Brasil em março
>>>>> Saiba como foi o show da banda em Berlim em texto, fotos e vídeos

>>>>> Just a Fest confirma Los Hermanos
>>>>> Kraftwerk abrirá shows do Radiohead no Brasil

>>>>> Florian Schneider deixa o Kraftwerk

Postado por Danilo Fantinel

Little Joy vai dar um tempo

10 de fevereiro de 2009 1

Divulgação/clicRBS

Depois de uma passagem bem-sucedida pelo Brasil, inclusive em Porto Alegre, a banda de Rodrigo Amarante, Binki Shapiro e Fabrizio Moretti vai parar por tempo indeterminado. Em entrevista ao G1, os músicos falaram sobre o futuro profissional e demonstraram satisfação com a experiência de tocarem juntos.

Amarante fica no Brasil, volta a ensaiar com o Los Hermanos – eles vão tocar ao lado de Radiohead no Rio e em São Paulo, em março – e nega um novo trabalho com os parceiros cariocas:

- É mito. Porque a gente está agora cada um fazendo a sua coisa. Não tocamos juntos há muito tempo.

O baterista Fab Moretti também volta às raízes musicais: vai a Nova York para entrar em estúdio com os Strokes, que já estão em fase de composição para o novo álbum. Mesmo feliz com a volta do grupo, Fabrizio não esconde a empolgação com o projeto paralelo que o manteve ocupado nos últimos tempos:

- O Little Joy vai ser sempre uma coisa perto do nosso coração. É a nossa joia, uma coisa que está lá guardada na nossa caixinha.

O futuro profissional de Binki Shapiro ainda está indefinido. A americana, que que adorou os biquínis brasileiros, deve voltar a Nova York com o namorado Fabrizio.

>>>>> Vídeos do show do Little Joy em POA

>>>>> Little Joy é o sol na noite de Porto Alegre

>>>>> Fabrizio diz que LA definiu o som do Little Joy

>>>>> Fabrizio Moretti confirma novo álbum dos Strokes

>>>>> Just a Fest confirma Los Hermanos

Postado por Mariana Romais

Little Joy é o sol na noite de Porto Alegre

28 de janeiro de 2009 11

Tadeu Vilani

Atualizado às 12h25min

Cheguei em casa agora, 0h30min. Banho frio direto! E demorado, que é para aliviar o corpo do calor que tomou conta de mim e do Opinião na noite desta terça-feira, dia da estreia nacional do Little Joy na turnê de lançamento do primeiro disco de Fabrizio Moretti, Rodrigo Amarante e Binki Shapiro juntos. O bar estava quente – muito quente na verdade -, alvo direto do espetáculo solar e intenso do trio na capital gaúcha.

A banda subiu ao palco com a platéia ganha. No primeiro show de Rodrigo no Brasil depois do hiato anunciado pelo Los Hermanos em 2007, a plateia demonstrou saudades e admiração pelo brasileiro. Mais: não conteve o entusiasmo com o som do trio e a curiosidade sobre como Little Joy funciona ao vivo. 

De cima do palco, Rodrigo confirmou algo que havia dito durante entrevista à tarde, na passagem de som da banda (veja o vídeo aqui): quando lhe perguntaram por onde gostaria de começar o giro brazuca, escolheu Porto Alegre na hora, cidade que acolheu os Hermanos com carinho desde sempre! A admiração, pelo jeito, parece mútua.

O show em si foi maravilhoso. Sério mesmo. Candidato a melhor do ano desde já! As melodias pop, com ecos de suf music sessentista, bossa nova dos anos 2000 e atmosfera riponga-roqueira, batiam fundo entre o público. A abertura foi com a melancolia absoluta de Play the Part, que eles tocaram em meio a gritos sem trégua da galera (veja os vídeos abaixo). 

The Next Time Around veio depois, com Binki e Fabrizio cantando em português, inspiração havaiana e – especialmente no CD – coro masculino que me faz lembrar Caymmi (isso não sei explicar). Depois de How to Hang a Warhol, surgiu a leveza efusiva de No One’s Better Sake, de batidas quebradas, riffs singelos e aura praiana. Assim como The Next Time Around e Brand New Start, a música é como oferenda pop a Beach Boys e à geração surf music dos anos 50 pros 60. No caso de Brand…, melodia cadente e doce, mas não enjoativa, com harmonia incrível, abordagem lo-fi e andamento mais rápido que na versão original. Muito pop e irresistível.

Enquanto Unattainable, com Binki no vocal, e Shoulder to Shoulder são meigas e cativantes, Keep Me In Mind é a perfeita mistura de Los Hermanos com Strokes. Na verdade, a música poderia ser tanto de uma banda quanto de outra, dando dicas de que Fabrizio e Amarante são partes essenciais de seus grupos originais. Antes dela, o batera dos Strokes disse que, pela primeira vez neste giro mundial, se sentiu em casa. Delírio geral entre os fãs, como você pode imaginar. 

Don`t Watch Me Dancing foi tocada com entrega total, num espírito de banda de salão dos anos 50, final apoteótico e Binki cada vez mais me fazendo lembrar o tom aveludado e descompromissado de Georgia em alguns momentos de And then nothing turned itself inside-out, do Yo La Tengo. Posso estar viajando. É o calor, você sabe!

No bis, Amarante entrou sozinho para exibir a beleza predominante de Evaporar. É a música que mais se aproxima de Los Hermanos e, especialmente, de Marcelo Camelo solo. Nela, Rodrigo se mostra em sintonia com o parceiro carioca e se entrega à bossa sem ranço, como quem sabe o que agrada a gringos e troianos.

Play the Part

The Next Time Around

No One is Better Sake

>>>>> Entrevista em vídeo: Fabrizio diz que LA definiu o som do Little Joy

Postado por Danilo Fantinel

Resultado da promo Little Joy

23 de janeiro de 2009 0

Rodrigo e Fabrizio no programa de rádio Ronca Ronca/Reprodução, Maurício Valladares/Mundo Oi
O vencedor da promoção feita em parceria com o hagah foi Álvaro Marques, de Osório (RS).

A pergunta era: “Na sua opinião, Rodrigo Amarante faz um som mais legal no Little Joy ou no Los Hermanos? Por que?”

Resposta: “O Amarante é a essência dos Los Hermanos…. O romantismo e a sofisticação providencial da banda saem das belas composições e arranjos dele. O Little Joy é um projeto muito bom e também muito sofisticado, mas Los Hermanos é o que de melhor a MPB nos proporcionou nos últimos anos”.

Álvaro, é preciso pegar o ingresso na redação do clicRBS nos dias 26 ou 27 de janeiro, das 14h às 17h30min.

Endereço:
Rua Erico Veríssimo, 400
4º andar
Bairro Azenha
POA

>>>>> Saiba como foi o show do Little Joy em Paris
>>>>> Banda toca em Porto Alegre em janeiro
>>>>> Little Joy lança clipe de Next Time Around

Postado por Danilo Fantinel

Compreendendo Little Joy em três lições

20 de janeiro de 2009 11

Certamente, quem melhor tirou proveito da pausa dos Los Hermanos foi Rodrigo Amarante. Enquanto Marcelo Camelo sentou-se num banquinho e achou-se o Caetano Buarque (ou acharam?), com um trabalho solo em que o nome e a arte da capa do álbum conseguem ser mais interessantes do que o conjunto da obra, Amarante pegou o caminho oposto, apostando justamente na falta de pretensão.

Pois antes de iniciar uma série de shows pelo Brasil, o despretensiosamente interessante Little Joy anda agora no meio de sua tour européia. O concerto oferecido na noite da última terça-feira no La Maroquinerie, em Paris, foi timidamente anunciado semanas antes como o novo projeto de Fabrizio Moretti, com o nome “Strokes” envolto em luzes neon. Como segundo chamarisco, o nome do músico e produtor Noah Georgeson, que trabalhou com Devendra Banhart, também era anunciado. Ok, e o Amarante?

Passado o show, algumas conclusões foram tiradas. O que pode-se chamar aqui de lições. Abaixo, serão todas devidamente listadas e brevemente esclarecidas:

Lição nº 1: Jamais subestime a popularidade de um músico carismático no exterior. Muito menos a quantidade de brasileiros no exterior.

Circulando livremente sobre o palco, ajeitando um instrumento aqui outro ali (como seria impossível ver o Amarante há alguns anos atrás sem ensurdecer com os gritos histéricos), de cabeça baixa, revelou sua ansiedade ao espiar sobre o ombro, antes de abandonar o pequeno palco, conferindo a lotação da sala. Mal sabia ele que a recepção seria melhor do que ele poderia imaginar, contrariando o destaque atribuído na divulgação francesa.

Sobre o carisma de Amarante, que não se pode negar, foi testado e aprovado pelas francesinhas da primeira fila no La Maroquinerie. Notava-se a ansiedade pela chegada de Fabrizzio Moretti, o ‘gatinho’ dos Strokes. Mas ao decorrer do espetáculo, interessante reparar que as câmaras fotográficas das francesinhas passavam a centrar-se mais no Amarante que no Moretti. 

 

Lição nº 2: Indie = Mcdonald’s

Indies são mais ou menos iguais ao Mcdonald’s. Existe no mundo todo, a embalagem é um pouquinho diferente, mas o conteúdo é basicamente o mesmo. Por mais que tentem ser cada vez mais diferentes dentro do estilo, o público indie é o mesmo em qualquer lugar. Assistir ao show em Paris ou Porto Alegre, pouca ou nenhuma diferença tem. Salvo que, com as temperaturas parisienses, os indies podiam ostentar muito mais lenços xadrez em volta do pescoço do que a temperatura mínima em Porto Alegre poderá algum dia permitir.

Lição nº 3: Parece, mas não é

Não basta estrear uma banda em um dos espaços mais bacanas de Paris. É necessário ainda uma excelente banda de abertura. Mesmo que isso soe carregado da mais pura pretensão, não. Durante todo o show, os integrantes portaram-se com a humildade e a insegurança dos principiantes. Que até pareciam, mas não são.

Sobre a banda de abertura, nada mais do que uma grata surpresa. Os norte-americanos da Dead Trees soam muito parecidos com tudo aquilo que ouvimos nos últimos meses, mas, mesmo assim, conseguem ter algo de diferente. Talvez seja até qualidade. De qualquer forma, no mínimo uma visita ao MySpace é recomendada.

Pouco depois das 21h de uma noite fria que começou bem, muito bem, Amarante, com aquele jeito que bem conhecemos, sobe ao palco. Sozinho, proclama com seu francês impecável que a primeira música da noite será cantada em português. Foi só alguém da platéia berrar “Cher Antoine”, para o músico se sentir em casa. Outra voz brasileira entre a diminuta multidão rasga um “Lindo!”. Como já mencionado, o público não é tão diferente do outro lado do oceano.

No One`s Better Sake (Live @ La Maroquinerie, Paris)

E verdade seja dita: Amarante pareceu muito mais à vontade em palco ao lado de “Fab” e da apaixonante Binki Shapiro do que alguma vez já se viu ao lado de Marcelo Camelo e cia. Nota-se de longe a afinidade entre os três componentes fixos da banda, e o curto show, como não poderia deixar de ser, decorreu como uma perfeita tradução do que o nome da banda sugere.

Unattainable (Live @ La Maroquinerie, Paris)

Ao voltar para o bis, o próprio Amarante confessou pouco antes de tocar um cover do Paul McCartney que aquele foi o melhor público que ele já teve com o Little Joy. Tudo bem que ele deve dizer isso para todas (as platéias), mas parecia realmente surpreso. Vale esclarecer que o clássico bis foi pedido com berros de ‘mais um’, em bom e alto português. Olhar para os indies franceses nesse momento era o mesmo que olhar para um ponto de interrogação.

Sem mais rodeios, resta apenas desejar longa vida ao Little Joy. E ao Los Hermanos, se sobrar um tempinho.

New Song (Live @ La Maroquinerie, Paris)

>>>>> PROMOÇÃO: Little Joy
>>>>> Little Joy toca em Porto Alegre em janeiro
>>>>> Little Joy lança clipe de Next Time Around

Postado por Diego De Carli, Especial, direto de Paris

Little Joy toca em Porto Alegre em janeiro

18 de dezembro de 2008 1

Divulgação

Uma das bandas mais legais surgidas nesse ano acaba de confirmar presença em Porto Alegre. De acordo com o site da MTV brasileira, a banda Little Joy confirmou quatro apresentações no Brasil.  

A banda é formada por Rodrigo Amarante, ex-Los Hermanos, Fabrizio Moretti, baterista do The Strokes, e Binki Shapiro.

Eles se apresentam em Porto Alegre no dia 27/01, no bar Opinião. No dia 28 eles tocam em São Paulo, e no dia 30 em Belo Horizonte. A apresentação no Rio de Janeiro está marcada para o dia 06/02, no Circo Voador. 

Veja também:

>>>>> Little Joy lança novo clipe

>>>>> Som de Amarante e Moretti está online

>>>>> Moretti e Rodrigo Amarante formam nova banda

Postado por Luciano Varelmann

Gig Rock reúne promessas, mas deixa a desejar

17 de novembro de 2008 17

Os cariocas da Canastra agitaram a primeira noite de festival/Camila Mazzini, Divulgação

Nesse fim de semana rolou a sexta edição do GIG ROCK, festival de bandas independentes produzido pela Beco 203 em Porto Alegre. Entre sexta e sábado, diversas bandas promissoras se revezaram no circo armado na quadra da Praiana.

O que deveria ser a consolidação de um festival tão importante para a cidade, na primeira noite deixou a desejar. Pouquíssimas pessoas compareceram à quadra. Nas primeiras apresentações da noite, o vazio frente ao palco foi constrangedor.

Eu não assisti a todos os shows, mas na primeira noite a banda paranaense Polexia me chamou a atenção. A banda argentina Fantasmagoria também foi uma grata surpresa. Me lembrou muito Smashing Pumpkings.
Canastra e Subtropicais levantaram a galera, e Wander Wildner fechou a noite com seus clássicos.


Rodrigo Barba (Los Hermanos) na bateria da Canastra – foto Camila Mazzini/Divulgação

A cerveja foi outra reclamação recorrente dos freqüentadores. A única disponível era identificada com um clube de futebol cuja sede fica a poucos metros da quadra da escola. Uma coisa bacana foi a divisão do palco em dois. Enquanto uma banda tocava, a outra já ia armando tudo do outro lado, o que fez com que o intervalo entre elas fosse praticamente nulo.

Já no sábado, o pessoal do rock resolveu dar as caras por lá. O público era bem maior do que na véspera, mas ainda aquém das expectativas. Sem dúvida, o show mais esperado era o da paulista Mallu Magalhães. Impressionante como o timbre de voz da garota lembra o da cantora Regina Spektor. Além dela, também passaram diversas bandas já consagradas no cenário underground local. Atrack, Alcaloides, Pública, Walverdes, Identidade e Superguidis quebraram tudo no palco, celebrando o rock na sua mais pura essência.

Que a organização do evento aprenda com os erros cometidos e volte ainda melhor da próxima vez. Certamente Porto Alegre logo terá um dos mais importantes festivais independentes do Brasil. Vida longa ao GIG ROCK!

Postado por Luciano Varelmann