O Beco divulgou hoje que o show da cantora Ya Kid K, ex-Technotronic, cancelou a turnê que faria no Brasil. A vocalista tinha show marcado em Porto Alegre no dia 08 de junho (leia aqui). Veja a nota oficial:
"São Paulo, 4 de junho de 2012.
NOTA DE ESCLARECIMENTO E CANCELAMENTO
A produtora Artistas Internacionais que estava responsável por toda a turnê Brasileira da vocalista YA KID K, que representa a banda TECHNOTRONIC, lamenta informar que por motivos de forças maiores, foi cancelado de forma unilateral pela vocalista, após um grave acidente envolvendo centenas de mortos e feridos no aeroporto de Lagos na data de ontem (03/06/2012), cidade onde reside atualmente e de onde partiria o vôo da artista, sem nenhuma previsão de reagendamento das datas em questão até o presente momento!
Em respeito a todos os envolvidos, clubs, contratantes, fãs, patrocinadores etc., fica aqui nossas sinceras desculpas pelo ocorrido, mas como todos podem ver, essa situação foge completamente ao nosso controle!
Colocamo-nos à inteira disposição para qualquer duvida ou esclarecimento. Certo da compreensão de todos,
Atenciosamente Jason Bralli Artistas Internacionais".
A atriz Malin Akerman interpretará Debbie Harry, do Blondie, no filme sobre a casa de shows CBGB, de Nova York, segundo o site da revista Variety.
O longa de Randall Miller contará a história do bar que foi o principal palco do punk e do new wave nos anos 70 e 80. Além de Blondie, passaram por lá Patti Smith Group, Television, Talking Heads, The Police, The Cramps, Misfits e muitos outros.
As filmagens de CBGB começam no próximo mês. O filme ainda não tem previsão de lançamento. Leia mais sobre o longa aqui.
Malin interpretou Espectral em Watchmen, em 2009, e está no elenco de Rock of Ages, filme inspirado no musical de mesmo nome que tem como foco a cena hard rock dos anos 80. Rock Of Ages estreia no Brasil em 1º de junho. Veja o trailer:
Ella Fitzgerald, a grande dama do jazz, completaria 95 anos hoje. The First Lady of Song nasceu em Newport News, nos Estados Unidos, em 1917, em uma família humilde. Perdeu a mãe aos 15 anos, durante a Grande Depressão Americana, mas sempre viu suas dificuldades como a melhor forma de amadurecer. Suas memórias sobre os tempos difíceis eram, também, o combustível para suas emocionantes performances.
Seu primeiro show ocorreu no teatro Apollo, no Harlem, em Nova York, em 1934, em um concurso de cantores amadores. Em poucos minutos, calou a plateia com sua voz marcante e com seu poder de interpretação.
O primeiro disco, Love and Kisses, foi gravado em 1936. Dois anos depois, a clássica A-Tisket, A-Tasket se tornou um grande hit. Ella tinha apenas 21 anos. Com o tempo, acabou cantando ao lado de figuras míticas como Duke Ellington, Count Basie, Nat King Cole, Frank Sinatra, Dizzy Gillespie e Benny Goodman. A carreira de sucesso rendeu 13 prêmios Grammy e 40 milhões de álbuns vendidos.
Apesar da saúde frágil, incluindo problemas coronários e diabetes, Ella já havia lançado mais de 200 discos (entre álbuns de canções inéditas, singles e compilações) em 1990. No ano seguinte, fez seu ultimo show no Carnegie Hall, em Nova York, palco em que já havia se apresentado 26 vezes.
Aos 76 anos, Ella foi submetida a uma cirurgia para amputar as duas pernas devido a complicações originárias da diabetes. A cantora morreu no dia 15 de junho de 1996, em Beverly Hills.
Fiona Apple voltou com a nova música Every Single Night. A faixa não é nada fácil. Intrincada, com melodia nem um pouco óbvia, está a quilômetros de distância do teor agridoce, mas basicamente pop, do disco de estreia, o belíssimo Tidal (1996).
O senso jazzy também deu espaço a um clima autoral livre de balizas. No entanto, o poder vocal está mantido - e, no caso do refrão, até se aproxima um pouco das vozes das novas divas Florence Welch e Zola Jesus.
Every Single Night estará no disco The Idler Wheel, marcado para 19 de junho. O último álbum de Fiona foi Extraordinary Machine (2005).
Madonna, a maior artista pop de todos os tempos, fará seu primeiro show em Porto Alegre no dia 9 de dezembro de 2012, no Estádio Olímpico. A confirmação da turnê no Brasil ocorreu sexta passada, e a info sobre a apresentação foi anunciada hoje em entrevista coletiva na capital gaúcha pela produtora Time For Fun e pelas lojas Renner.
Os valores dos ingressos em Porto Alegre variam de R$ 120,00 a R$ 800,00, sem meia-entrada (veja abaixo). A pré-venda de ingressos para a 2012 World Tour, exclusiva para clientes Ourocard, rola nos dias 24 e 25 de abril pelo www.ticketsforfun.com.br. A venda para o público em geral começa no dia 26.
Nenhuma informação concreta sobre a estrutura do show foi repassada na coletiva. Conforme o presidente da T4F, Fernando Alterio, os organizadores do espetáculo querem manter segredo pelo menos até o dia 29 de maio, data de estreia mundial da turnê em Tel Aviv, Israel.
Rio de Janeiro recebe o show no dia 01 de dezembro e São Paulo, no dia 04 (veja detalhes sobre essas cidades aqui). A T4F também informou que, para Porto Alegre, serão disponibilizados 44 mil ingressos e não haverá descontos, o que o torna o show comparativamente mais caro do que no Rio ou em SP. Conforme Alterio, o valor mais alto em POA se deve à menor capacidade de público dentro do Olímpico. Em SP, 70 mil ingressos serão colocados à venda e, no Rio, 90 mil. O presidente da T4F também alegou que a ampliação das categorias com acesso à meia-entrada vem aumentando no Brasil e que isso, aliado ao fácil acesso às carteirinhas de meia-entrada, ajudam a elevar o preço dos ingressos de shows no Brasil.
Alterio disse ainda que há possibilidade de shows extras no Brasil. Madonna também fará shows no México, na Colômbia e no Chile.
Serviço do show em Porto Alegre
09/12
Estádio Olímpico
Pré-venda fã-clube: 18 de abril
Pré-venda Ourocard: 24 e 25 de abril
Venda geral: a partir de 26 de abril
- Pré-venda exclusiva para clientes Ourocard: 24 e 25 de abril de 2012.
- Vendas ao público em geral: A partir de 26 de abril de 2012.
- Clientes MasterCard crédito tem benefício exclusivo: MasterCard ShowPass, tecnologia de acesso que carrega o ingresso no próprio cartão para ser utilizado na entrada do show (ou evento). Mais informações acesse este link.
- Vendas limitadas a 06 ingressos por compra.
* HORÁRIO DA ABERTURA DE PRÉ-VENDA EXCLUSIVA PARA CLIENTES OUROCARD E VENDA
oh (meia-noite): Internet (informações e vendas) — Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br). Entrega em domicílio. Há taxas de conveniência e de entrega para esse serviço.
9h: Telefone para vendas — 4003 5588 (válido para todo o país), 9h às 21h, segunda a sábado. Entrega em domicílio. Há taxas de conveniência e de entrega para esse serviço.
10h: Pontos de venda Tickets For Fun (veja a lista aqui). Há taxa de conveniência para esse serviço.
Formas de Pagamento:
- Na pré-venda exclusiva para clientes Ourocard: Cartões Ourocard em todos os canais de venda.
- Na venda geral: em internet e call center com cartões de crédito MasterCard, Visa, American Express e Diners; já na bilheteria oficial e nos pontos de venda: dinheiro, cartões de débito e de crédito (MasterCard, Visa, American Express e Diners).
Show histórico
Mesmo que você não goste de Madonna, deve reconhecer que o fato por si só já é histórico. A cantora, um dos grandes mitos da música jovem, nos acompanha cotidianamente desde 1983. Acusada zilhões de vezes de cantar mal e dançar primariamente, lançou dezenas de sucessos, promoveu uma revolução comportamental na sociedade, reinventou o showbizz e a indústria cultural. Pela primeira vez entre artistas mulheres, assumiu firmemente as rédeas de sua própria carreira e, em diversas ocasiões, bateu recordes de vendas, de público e de renda.
Nestes últimos 29 anos, Madonna participou do seleto grupo de artistas que ajudaram a moldar a indústria da música pop. Aliando suas táticas de composição ao seu dom de farejar e se apropriar de tendências e vertentes de música, moda e artes visuais, Madonna Louise Veronica Ciccone desenvolveu uma incrível capacidade de se reinventar, renovar e também rever seu passado, atualizando-o e reutilizando-o como melhor lhe convém. No entanto, nem este artifício funciona para sempre.
Ao compor algumas das músicas mais marcantes do pop mundial, lançar 14 discos, criar novas linguagens videoclípticas, atuar no cinema, rodar o mundo com algumas das maiores turnês já realizadas, escrever livros e lançar obras-conceito como o projeto Erotica, Madonna tem assegurada uma vaga nas constelações mais brilhantes. Mesmo assim, precisa lutar para se manter relevante em um cenário repleto de rivais de diferentes calibres, de fantoches da mídia como Britney Spears a artistas de fato, como Beyoncé e Lady Gaga.
O disco MDNA
E, claro, como nem tudo que Madonna faz é perfeito - e mesmo sua habilidade de mutação tem limites -, seu último disco, MDNA, apesar de ter um bom resultado geral, sofre deslizes pelo caminho. O 14º álbum da cantora é um disco egocêntrico, auto-referencial, denso e com um respeitável teor underground, que por vezes é arejado por faixas pop fáceis e de gosto duvidoso. O disco aborda o fracasso do casamento com Guy Ritchie, remete a um senso de vingança, propõe uma viagem de ida e volta ao inferno e, depois, a reformulação da "simbologia Madonna" pós-casamento.
Já a partir do título, o álbum escancara o culto à personalidade de Madonna. Com as siglas de seu nome titulando a obra, a cantora instaura um clima electro pop de submundo hedonista, um disco hell forte com alguns pontos fracos, mas cujos pontos altos são controlados por dois nomes definitivos da música eletrônica, Benny Benassi e William Orbit, e por duas das mais importantes cantoras/rappers de hoje: M.I.A. e Nicki Minaj. Ao final do álbum, uma espécie de redenção em parceria com Laurie Mayer e Joe Henry.
Raio-x das músicas de MDNA:
Girl Gone Wild - A provável melhor faixa de MDNA, um euro dance pop alto astral, feito para as pistas, foi escrita em parceria com Benny Benassi e mais dois músicos. Na letra, uma citação à música Girls just want to have fun, o maior clássico de sua maior rival no início da carreira, Cyndi Lauper, e uma referência à bateria eletrônica Roland TR-808, que viria a definir boa parte da sonoridade da música pop a partir de então, de Afrika Bambaataa a Kraftwerk, de Tom Jones a Beastie Boys.
Gang Bang - Na faixa em que expõe o fracasso de seu casamento com Guy Ritchie, e na qual se livra do cineasta simbolicamente, Madonna incorpora uma electro bitch pistoleira descontrolada. Para compor o clima, gangsta synth pop from hell em clima oitentista. A faixa, que tem uma conexão com Bang Bang (My Baby Shot Me Down), famosa com Nancy Sinatra, foi feita com William Orbit. É meio barra pesada.
I'm Addicted - Segue o clima electro dance pop, com muito sintetizador. Há uma aura clubber e sombria, um senso de dependência não apenas química, mas também afetiva. Madonna canta o refrão "I'm addicted, I'm addicted, I'm addicted to your love" e assina "MDNA" logo em seguida, algo que pode ser encarado como uma referência ao MDMA, princípio ativo do ecstasy. Mais uma boa parceria com Benny Benassi.
Turn up the radio - Típica música adolescente sobre superação de adversidades por meio da diversão. Letra e música fraquíssimas.
Give Me All Your Luvin' (feat. M.I.A. & Nicki Minaj) - O primeiro single deste disco é o ponto máximo do egocentrismo contigo em MDNA. A cantora exige amor, se declara única, reclama que todos os outros discos se parecem e nos convida para entrar em seu mundo: "Don't play the stupid game, Cause I'm a different kind of girl, Every record sounds the same, You've got to step into my world". A politizada cantora britânica M.I.A. e a desbocada rapper norte-americana Nicki Minaj são backin vocals/cheerleaders de luxo em um projeto completo: o clipe megaproduzido em estilo futebol americano/look universitário e o megashow no SuperBowl 2012, o maior evento ao vivo da TV dos EUA, rolaram pouco depois que o single foi lançado.
Some Girls - O som volta a ter uma pegada mais underground. Electro house sujo pra clubes. Mais próximo de Girl Gone Wild, Gang Bang e I'm Addicted.
Superstar - Baladinha pop fraquinha com letra ingênua.
I don't give a... - Com o apoio cirurgicamente preciso de Nicki Minaj, Madonna se sai bem em um pop rap leve, em sua maior parte estrelado por Nicki, é verdade, mas no qual as duas fazem um retrato contemporâneo dos nossos dias atribulados em que sucesso pessoal e profissional são necessidades. Martin Solveig, conhecido no mundo eletrônico, participa.
I'm a sinner - Música dançante agradável, mas convencional.
Love Spent - Beats desacelerados na faixa mais experimental do disco.
Masterpiece - Balada pop açucarada e com pouca identidade.
Falling Free - O fechamento do disco é com outra balada, muito mais introspectiva e elaborada, sobre liberdade e entrega. Orquestrada e com trechos ao piano, foi feita em parceria com a artista de pop rock Laurie Mayer e com o músico de alt-country-rock Joe Henry. Acústica, Falling Free tem uma lapidação eletrônica muito discreta assinada pelo principal produtor do disco, William Orbit.
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Confira os clipes de Give Me All Your Luvin', Girl Gone Wild e veja Madonna no Super Bowl 2012:
Turnês
Esta será a terceira turnê de Madonna pelo Brasil. Ela apresentou The Girlie Show em 1993 e a Sticky & Sweet Tour em 2008 em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Breakage remixou e melhorou Ain’t Nobody, da britânica Clare Maguire. A versão original é boa, mas o trabalho feito pelo DJ e produtor musical de drum'n'bass e dubstep simplesmente apagou a criação da cantora e compositora. Breakage desacelerou a composição e a deixou mais densa, arrastada e introspectiva. Mil pontos pra ele.
Clare Maguire, 22 anos, nem lançou disco mas já bomba. O single Ain't Nobody sai em outubro e o álbum, Light and Dark, só ano ano que vem. Há algum tempo, ele disse ao produtor Fraser T Smith que gostaria que sua música tivesse a crueza de Sister Rosetta Tharpe, a paixão de Howlin' Wolf e um pouco de Johnny Cash, porém com os beats do Eurythmics. wow! o_0
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