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Posts com a tag "eletrônica"

Shift agenda DJs gringos em POA até dezembro

26 de outubro de 2012 0

Faz tempo que Porto Alegre saiu da rota dos DJs gringos. Mesmo com ações pontuais de raros clubes como Beco, Wish e Madam, o trânsito de estrangeiros na cidade hoje é bem menor do que o que havia entre o fim dos anos 90 e o início dos anos 2000, época em que núcleos fortes como Re:existência ditavam as regras do mundinho eletrônico.

Se por um lado há falta de investimentos no setor (beeeeem diferente do cenário de shows de bandas gringas de pop-rock-metal-reggae na capital gaúcha), por outro há uma profusão de DJs gaúchos e brasileiros tocando na cidade. Isso, de certa forma, preenche a lacuna deixada por estrangeiros.

Para tentar modificar esse quadro, o DJ e produtor da extinta Biônica, Piñero (acima) idealizou a Shift, que já tem três datas marcadas no Vegas (Rua 24 de outubro, 1.605). A casa, que tem o mesmo nome do histórico clube paulista, abriu há alguns meses, mas pouca gente conhece. Detalhe: em sua primeira edição, hoje, a Shift não oferece gringo no line-up.

Te liga:


26 de outubro
PROPULSE (SP, foto) 
FRAN BORTOLOSSI
PIÑERO

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23 de novembro
OLIVER KLEIN (Alemanha, foto) 
CEREAL
LOPRESSURE
PIÑERO

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14 de dezembro
NOIR (Dinamarca, foto) 
MARCELO ZANOTTO
PAUL MANZON (SP)
PIÑERO

Ingressos: www.ingressorapido.com.br , fone 4003-1212 com taxa de (IN)conveniência, e My Ticket sem taxa de (IN)conveniência (Andradas, 1425 – loja 69; Padre Chagas, 327 – loja 6).

Daft Punk e Chemical Brothers lideram a lista da Rolling Stone sobre os 30 álbuns de música eletrônica mais importantes

06 de agosto de 2012 0

A Rolling Stone norte–americana listou os 30 discos mais importantes da Electronic Dance Music (EDM).


Os já históricos Homework, lançado pelo Daft Punk em 1997, e Dig Your Own Hole, liberado pelos Chemical Brothers no mesmo ano, ficaram no primeiro e segundo lugar, respectivamente. Ambos assombraram o mundo no ano em que também foi lançado o famoso The Fat of the Land, do Prodigy, que ficou fora da seleção – o Prodigy entrou no Top 10 com o hardcore techno de Music for the Jilted Generation (1994). Além de Homework, outro disco do Daft Punk entrou pra lista dos 10 mais importantes: Discovery ficou na 8ª posição.

Ainda sobre os 10 mais: duas coletâneas entraram no ranking, sendo uma delas de Juan Atkins, um dos criadores do techno. Já o Kraftwerk, pais da música eletrônica dançante como a conhecemos (1971 em diante), amargou o 10º lugar.

A lista dos 10 mais:

1. Homework, Daft Punk
2. Dig Your Own Hole, Chemical Brothers
3. 20 Years Metroplex: 1985-2005, Juan Atkins
4. Sessions, Carl Craig
5. Play, Moby
6. As Heard on Radio Soulwax Vol. 2, 2 Many DJs
7. Trax Records: The 20th Anniversary Collection, Coletânea
8. Discovery, Daft Punk
9. Music for the Jilted Generation, Prodigy
10. Computer World, do Kraftwerk

Curiosidades sobre a lista dos 30 melhores: o ótimo disco de estreia do Justice, o da cruz, ficou em 24º lugar; Sound of Silver, o elogiado segundo disco do LCD Soundsystem – que pra mim jamais vai superar o debut deles, ficou em 22º; Ray of Light, da Madonna, surpreendeu na 21ª posição; Welcome to Paradise, o grande e pouco conhecido disco do Avalanches, também se deu bem e ficou em 20º; The Richard D. James Album, do monstro da Intelligent Dance Music (IDM) Aphex Twin, ficou na 17ª posição; You’ve Come A Long Way, Baby, do supertop Fatboy Slim, na 15ª; e o EP Bangarang, do novato Skrillex, despontou em 14º lugar.

Veja a lista completa neste link.

Escute Homework e Dig Your Own Hole na íntegra:

Giorgio Moroder e Nile Rodgers, do Chic, gravam com Daft Punk

28 de maio de 2012 0

O produtor e compositor italiano Giorgio Moroder, mestre da disco music, fez gravações no estúdio do Daft Punk para o novo álbum do duo francês. Responsável por I Feel Love, de Donna Summer, e outros hinos disco, Moroder gravou um rap e falou sobre sua vida em diversos microfones antigos, cada um correspondendo à época sobre a qual se referia.

A disco music, assim como techno, house music e hip hop, imprime forte influência no som do Daft Punk, principalmente na fase Discovery. Assim, não é de estranhar que, além de Moroder, outro ícone disco, Nile Rodgers, do Chic, também tenha gravado com a dupla francesa.

O compositor Paul Williams, responsável pelas trilhas-sonoras dos Muppets, confirmou recentemente que também trabalhou com Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter para o novo álbum.

O último registro de estúdio do Daft Punk foi Humam After All (2005). Depois, rolou Alive 2007 e a trilha de Tron: Legacy (2010).

Chic

Moroder

Daft Punk

>>>>>Mais Daft Punk

Kraftwerk poderá lançar novo álbum em breve

17 de abril de 2012 0

O Kraftwerk poderá lançar um novo álbum em breve. O disco vem sendo desenvolvido pela banda há algum tempo, mas como “tempo” é algo muitíssimo relativo no que diz respeito ao Kraftwerk, que lançou seu último disco de inéditas, Tour de France, em 2003, e o anterior, Electric Cafe, em 1986, ninguém se preocupou muito em esperar pelo disco.

O fato é que o compositor e produtor Ralf Hütter, único integrante da formação original (Florian Schneider deixou a banda em janeiro de 2009, pouco antes do show com o Radiohead em março em São Paulo), disse ao New York Times que os músicos “não caíram no sono” e que sua “semana de 168 horas segue ativa desde 1970″.

Ok, mas quando a gente vai escutar as novas músicas?

Em breve – disse, sem explicar mais.

Hmmm. Certo. Bom, se a gente lembrar que em 2009 ele havia dito que o trabalho estava em estado “embrionário”, é mesmo provável que o novo disco saia em um futuro próximo. Herr Hütter também comentou:

O Kraftwerk é um organismo vivo. A música nunca termina. Ela recomeça no dia seguinte. Um disco é apenas um disco, mas para nós é algo quase chato. Nós gostamos mais dos programas (do que da música). Então, estamos operando, aprimorando e atualizando constantemente. Sempre há reprogramação, composição e novos conceitos.

Em março, a banda foi headliner do Ultra Music Festival, em Miami. Atualmente, o Kraftwerk está no MoMA, em NY, realizando o projeto Retrospective 1 2 3 4 5 6 7 8, no qual a banda toca todos os seus discos, na íntegra, em noites consecutivas. Brilhante!

>>>>> Karl Bartos, ex-Kraftwerk, tocou em POA em 2008
>>>>> Morre Klaus Dinger, ex-Kraftwerk
>>>>> Mais Kraftwerk

Creamfields rola em janeiro de 2012 em Floripa

14 de julho de 2011 0

A edição 2012 do Creamfields, um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, rola dia 21 de janeiro em Florianópolis. Ainda não há informações sobre o line up.

Em 2011, também em Floripa, tocaram Erick Morillo (Colômbia), Loco Dice (Alemanha), Above & Beyond (UK), Guy Gerber (Israel), Raresh (Romênia), Gui Boratto e Anderson Noise, entre outros.

Em 2005, fui na edição que rolou em Buenos Aires. Foi animal. Prodigy, Audio Bullys, 2 Many DJs, David Guetta, Danny Tenaglia, Hernán Cattáneo, Paul Oakenfold, Kevin Saunderson e mais.

Spank Rock libera nova música e prepara novo álbum

07 de junho de 2011 0

Spank Rock, duo de Baltimore liderado por Naeem Juwan, liberou uma nova música e está a ponto de lançar seu novo disco. O dance-rapper especialista em misturar hip hop, dirty rap, maximal e fidget house como se fosse algo natural (!) acaba de lançar a faixa Energy em parceria com o produtor alemão Boys Noize.

Spank Rock estava parado há algum tempo. Na real, até hoje, ele havia lançado apenas um disco de estúdio: Yoyoyoyoyo, de 2006. Um ano depois, tocou no Tim Festival em São Paulo. O evento e o show do duo foram tema do primeiro post do Volume (leia aqui).

No início deste ano, Naeem lançou um disco conceitual de ítalo-disco sob o nome Mobroder. Agora, está com tudo em cima para liberar o álbum Everything Is Boring and Everyone Is a Fucking Liar no dia 27 de setembro.

Boys Noize assina a produção do novo disco, que vem cheio de parcerias. A cantora Santigold participa em Car Song e a diva de R&B Big Freedia canta em Nasty. Além delas, Spank Rock convidou os músicos e produtores Pharrell Williams, XXXchange, Chris Rockswell e Sam Spiegel (o Squeak E. Clean do N.A.S.A. – que tocou em POA em 2009).

Eletronice aguda

18 de março de 2011 0

Mais um post reunindo infos sobre bandas e produtores de eletrônica do Rio Grande do Sul. Sem blábláblá, vamos ao que interessa:


Random Brutal Love: após 3 meses de recesso, o duo de crunk electro rock formado por Lucas Silveira e Matheus Trevisan, de Porto Alegre, retomou as atividades no início do ano. O hiato dos caras os impediu de participar do Disco Virtual Volume # 2 – Electronic Special Edition. Pena! Mas agora eles voltam à carga com Fiasco, este mixtape manero que mistura Crash Bum Bang (que esteve no disco do Volume com a música Hang out with me), Miami Horror (cujo show em Porto Alegre – sobre o qual você leu aqui – foi confirmado para o dia 05 de abril, no Beco, pelo Tomás Bello; detalhes aqui), Bag Raiders, Ladytron, Feed Me, Harvard Bass, Second City Rhythm e outros. Além disso, eles retomaram a produção do material que estava em stand by. O EP do Random Brutal Love está programado pra junho. Terá quatro faixas e dois remixes.




Crash Bum Bang: o SoundCloud do duo formado por Caio Brito e por  Rossano Snel também já está online. O lançamento foi com o Number 1 DJ Set, no qual foram mixadas a faixa autoral Hang Out With Me (que está no disco do Volume) + músicas de Social Disco Club, Tom Tom Club, The Glimmers, The Analog State, Metro Area, os históricos De La Soul e Crystal Waters e mais. Além disso, o Caio está produzindo a carreira solo do Rossano, que foi escolhido o primeiro brasileiro a se tornar endorser da fabricante de sintetizadores Moog. Rossano, músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres, cujo prêmio foi a gravação conjunta de um EP em NY (leia aqui e aqui), recebeu de presente um Moog Slim Phatty (último lançamento da marca – veja aqui) e está produzindo vídeos sobre o equipamento. Sabe quem são os outros endorsers da Moog? Daft Punk, Air e Franz Ferdinand. 0_0 TÁLOCO! Esse aí vai longe!


Two Boffins: acabam de estrear o clipe da música Stop Talkin, que integrou o Disco Virtual Volume # 2 – Electronic Special Edition. O vídeo foi todo feito em HD 720, com produção e direção do duo de disco house e electro formado por Ale Avila e Chris Petersen. Eles são designers, então optaram por homenagear formas geométricas, principalmente a do quadrado, que remete à ideia de “stop”. A partir daí, desconstruíram o formato a partir do jogo chinês Tangram. O Chris disse que eles quiseram inserir um pouco de arte concreta no mundo pop e apostar no humor, fazendo interpretações canastronas estilo Francisco Cuoco. Ficou engraçado. Confira o resultado abaixo e escute outras faixas no MySpace:


Ouça o Disco Virtual Volume #2

Caribou já trabalha em novo álbum

02 de março de 2011 0

Dan Snaith já está trabalhando no novo álbum do projeto Caribou, um dos prediletos do Volume. Em entrevista à BBC 6 Music, o músico canadense disse que não pretende fazer um disco semelhante ao excelente Swim, mas garantiu que se manterá nos limites da eletrônica contemporânea aliando isso a ideias e sonoridades das mais diferentes áreas. Para ele, as coisas mais interessantes da música atual estão sendo desenvolvidas nesse âmbito. O novo material deverá ser lançado daqui a um ano e meio.

Ouça a entrevista para a BBC:

Clipe de Odessa:

>>>>> Mais Caribou

Miami Horror libera remix e pode tocar em POA

08 de fevereiro de 2011 0

A banda indie eletrônica Miami Horror, de Melbourne, liberou um remix prog-psychedelic para a faixa I Look To You, do álbum Illumination. A nova versão da faixa tem vocal da cantora Kimbra e foi assinada por LUCID//STREAM.

Além disso, saiu um megamix de 27 minutos com as melhores partes do álbum. A produção é de Benjamin Vanguarde e Aaron Shanahan – dois dos caras do Miami Horror. Escute aqui!

E há alguns dias o Vitor, megamaster do Beco, disse no Twitter que a banda toca em Porto Alegre em abril. Seria dia 05. O show ainda não foi totalmente confirmado, mas vai ser massa se rolar.

Mais Miami Horror no SoundCloud e no site oficial.

Disco Virtual Volume #2 is in da house

26 de janeiro de 2011 3

A nova edição do Disco Virtual do Volume é dedicada à música eletrônica. O recorte feito enquadra alguns dos primeiros produtores de dance music do Rio Grande do Sul, como Nando Barth e OTA, músicos e criadores que transitam entre beats há algum tempo, como Fabrício Peçanha, Posnormal, Jarrier Modrow, Panatron e Two Boffins, e novos criadores como Brave the Elements, Projeto CCOMA, Madblush, Superluxo e L.A.B.

Além disso, o Disco Virtual Volume #2 está sendo uma espécie de plataforma de lançamento para Hang out with me, música do novíssimo duo Crash Bum Bang, projeto que concretiza a parceria entre Rossano Snel e Caio Britto, dois caras que se destacam no novo clã eletrônico do Estado.

Ouça todas faixas aqui ou separadamente abaixo

Crank up the volume!

Brave The Elements: o duo Brave The Elements retorna ao garage dos anos 90 ao compor faixas dançantes e leves, estruturadas em beats cadenciados, ambientes etéreos, vocais femininos doces, groove e harmonia. Yuri comanda instrumentos e programação aplicando elementos de progressive e electro enquanto Gisa canta sobre as músicas, que variam entre cinco e sete minutos. O som lembra o que o duo eletrônico Sideral fazia com a vocalista Chris F circa 1997 em Porto Alegre. Apesar de ser um projeto recente, de outubro de 2009, Brave The Elements já lançou o álbum independente Balance In Your Mind, com sete músicas. Uma delas, Leave Your Fears Behind, ganhou um ótimo clipe feito em time lapse em Berlim pelo fotógrafo Luis Veiga. Veja aqui!

Mirrors of Life

> My Space

> Site


Crash Bum Bang: o DJ e produtor Caio Brito curte rock, house  e dirty disco. Tocou em bandas de garagem e virou DJ. Já o compositor Rossano Snel vai do samba ao jazz e do cinema aos games sempre com muito groove. Aqui no Disco Virtual Volume #2, lançam o Crash Bum Bang, duo eletrônico com influências de jazz, world music, MPB, rock e pop. O projeto surgiu da parceria que rola entre eles desde que ficaram amigos (via Lucio Kahara). Criaram as festas Hustler, Lick! e Selva, reunindo figuras do novo núcleo eletrônico de POA, e depois entraram em estúdio para finalmente compor juntos. Estão finalizando o SoundCloud do CBB e devem lançar um EP com músicas e remixes no primeiro semestre de 2011. A faixa Hang out with me, masterizada na Alemanha, alterna vocais robóticos, piano house, processed beats e clima de noite. Ouça alto e sinta cada batida como uma pancada.

Hang Out with Me

> SoundCloud do Caio

> MySpace do Rossano


Fabrício Peçanha: o Fabrício é o maior fenômeno da cultura eletrônica do Rio Grande do Sul EVER, – e certamente é um dos caras de maior destaque no Brasil há anos. Na metade dos anos 90, quando o conheci, era figura fácil na pista do Fim de Século (o clube eletrônico mais importante de Porto Alegre de todos os tempos) e alvo maior das meninas da primeira geração efetivamente clubber do Estado. Em pouco tempo, passou pro lado de lá das pick-ups, dividindo espaço com outro ícone do FDS, o DJ Double S, residente da casa. Enfrentando preconceito considerável por ser boa pinta e tendo que se desvincular ao máximo do rótulo de DJ “fácil”, suou a camiseta na noite para se tornar o melhor DJ do Estado e um dos melhores do país, com amplo destaque internacional. Criou a produtora Re:Existência e a rave Fulltronic com amigos, ganhou páginas das revistas XLR8RDJ MagazineHouse Mag e abriu o clube Spin em POA. O reconhecimento profissional foi traduzido em convites: Fabrício integrou line-ups de raves e festivais ao lado de Carl CoxFatboy SlimDanny TenagliaWestbanLouis VegaJohn DigweedDeep DishRitchie HawtinGroove ArmadaLayo & BushwakaGreen VelvetDerrick MayDave ClarkeDave the DrummerHernan CattaneoSatoshi TommieChris LiberatorTechnasia e outros. Ele também tocou no Skol Beats, na MegAvonts e no Recife Beats, além de ter sido chamado para discotecar em Ibiza, Majorca, Acapulco, Miami, Barcelona, LA, San Diego, Hong Kong, Frankfurt, Londres, Buenos Aires, Lima, Zurique e outras –sozinho ou ao lado dos parceiros LeozinhoRodrigo Paciornik, do projeto Life is a Loop. O gaúcho já lançou faixas no EP Cordel e no álbum Hypno Series 1. Neste Disco Virtual do Volume #2, Fabrício liberou um remix de Sem Vacilar, da Comunidade Nin-Jitsu. Ele entrou legal na onda do CNJ, ressaltando as guitarras em meio a batidas rápidas, mas não muito aceleradas, ampliando a força da música original sem remodelar a faixa por inteiro.

CNJitsu Sem Vacilar Radio Remix

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Jarrier Modrow: não é dos caras mais conhecidos por quem curte música eletrônica, o que é estranho. Apontado por alguns músicos como um dos melhores compositores da atualidade no que diz respeito à dance music, Jarrier já lançou discos e EPs por selos nacionais e internacionais. Entre eles estão Rare SoulNebula e a coletânea Unreleased Grooves – Grooveland Brazil, álbuns interessantes que ficaram restritos ao nicho de produtores musicais, com pouca inserção entre o público. Em breve, deverá lançar seu próprio netlabel, com novas composições e projetos. O início dos trabalhos de Jarrier na música rolou da mesma forma como ocorre com muitos outros produtores: experimentações em teclados no final dos anos 90 e gravações em fita cassete. No entanto, diferentemente de muitos, Jarrier não se tornou DJ. Em vez disso, prefere escrever e postar suas impressões sobre música e tecnologia em seu site oficial e na revista House Mag. Neste ano, Jarrier participou de duas edições de coletâneas online do selo/coletivo capixaba Smoke Island. Aqui no Disco Virtual do Volume #2, o músico liberou a faixa Let’s Boogie, um deep house tranquilo, desacelerado e elegante, com muito groove, melodia e harmonia. O tipo de som capaz de nos fazer perder em pensamentos ou nos guiar no vazio da mente.


Let’s Boogie

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> Sound Cloud


L.A.B.: o lance com Less a Bullshit (L.A.B.) está sendo urgente. A banda de rock eletrônico lo-fi se formou em Novo Hamburgo no verão de 2009. No inverno, o EP de estreia de Dan Schneider (vocal, baixo, guitarra, synths e programação), Fe Fischer (guitarra, baixo, vocal) e Moa Jr. (bateria, percussão, vocal) estava pronto, mixado e produzido por Dan e masterizado por Lukas Dulawa no Reino Unido. No final daquele ano, o trio assinou com a Curve Music, de Londres. O primeiro disco sai no começo de 2011, após masterização em Roma. Nesse meio tempo, L.A.B. foi indicado como uma das 10 bandas de rock mais promissoras do Brasil em 2010 pela MTV e se tornou uma das apostas da Billboard de fevereiro do mesmo ano. Pouco depois, tocou no megafestival indie SXSW, nos Estados Unidos. Descendente direta da histórica banda santista de rock eletrônico Harry e parente não muito distante de FelliniThe GilbertosVioleta de OutonoGrenade, o L.A.B. utiliza sintetizadores e guitarras para criar uma aura shoegaze eletrônica soturna que sintetiza My Bloody Valentine, Cure e Depeche Mode. A música Segundo Andar, lançada no EP de estréia, você escuta abaixo.

Segundo Andar

> My Space


MadBlush: há mais de 10 anos, MadBlush percorre a noite gaúcha com shows performáticos e DJ sets. Ativista do underground, vem turbinando a produção de suas músicas com a ajuda de Nando Barth, que toca bateria em alguns de seus shows, OTARicardo Severo. Ao vivo, a guitarra fica com Gabiko.

O apelo visual de MadBlush remete à montaria de Boy GeorgeSigue Sigue SputnikMarilyn MansonPeachesLady Gaga. Fora dos padrões de conduta básicos, MadBlush ganha pontos por ousar em uma cena que já foi vanguarda, irônica e debochada, mas que cada vez mais é corrompida pelo mainstream esteticamente pobre e sonoramente inocente.

Ímpetos de auto-afirmação pessoal e artística se espalham por faixas electro rock como Blush in the Face I wanna be real.


Blush in the face

> MySpace



Nando Barth: o DJ e produtor Nando Barth foi um dos primeiros gaúchos a trabalhar com música eletrônica. Começou a criar em 1987, uma época em que o superclube visionário Taj Mahal, o Ocidente, o Fim de Século e o Porto de Elis davam as cartas na noite de Porto Alegre. Um ano depois, assumiu a residência do Oci ao lado do DJ Eduardo Herrera, então maior nome da vanguarda sonora da noite gaúcha. Em 1994, formou a Splee’n, uma das primeiras bandas eletrônicas do Brasil, com Otávio Mastroberti. Depois disso, foi residente da fase inicial e realmente underground do Beco, tornou-se o mentor criativo das bandas Superluxo,Quit the make up e criou a Cadela Records. Na faixa Cuicass Raga Vox, Nando propõe um retorno ao jungle e ao drum’n’bass clássico, unindo a brasilidade do vocal de Yeshua Jahmiliano, da banda reggae Santíssima Trindade, ao estilo gringo de batidas aceleradas e graves linhas de baixo. O simbolismo brazuca da faixa fica claro em uma sonoridade tipicamente nacional imposta pela cuíca.

Cuicass – Raga Vox

> Site oficial

> MySpace



OTA: é o incansável Otávio Mastroberti, parceiro do Nando Barth na banda Splee’n durante os primórdios da produção autoral de música eletrônica no Rio Grande do Sul, por volta de 1994. Lançaram demos e, em 1999, foram escolhidos um dos quatro grupos brasileiros que participariam do projeto The Whole Cure In The Mirror, uma caixa com todas as faixas do Cure regravadas por bandas de todo o mundo. Com o fim da Splee’n, em 2005, Otávio reativou seu projeto solo OTA, mas como uma banda, numa pegada mais rock. Na época, a música I’ll Become Your God virou trilha de um seriado virtual da RBS e do curta metragem Tudo Que Não É Espelho, de Daniel Alfaya (veja aqui). Depois, produziu o som de MadBlush. Em 2007, tornou-se tecladista do The Cure Cover, projeto do Guffo, músico que hoje toca na Fenx. No final de 2008, entrou pra banda Volantes, que participou do Disco Virtual Volume #1. Em 2009, produziu o single Our Planet para K-Tea e tocou na Polainas, banda cover de anos 80, e no Back 2 the Future, dedicada a covers de musicas pop/dance atuais, ambas do músico Tchê Gomes. Em 2010, se aventurou no hip hop produzindo uma faixa para Maia Rimador. Nesta segunda edição do Disco Virtual do VolumeOTA liberou a vigorosa faixa 1, 2, 3, 4, Stand Up!, um maximal festivo, praticamente puro, perfeitinho pras pistas.

1, 2, 3, 4, Stand Up!

> MySpace


Panatron: Laufe BitencourtChris AmorettiRoger Kichalowsky fazem com Panatron o som mais robótico, frio e asséptico deste Disco Virtual Volume #2. Apesar da voz afinada e reconfortante de Chris, a música Casio Love parece ter sido criada por vida baseada em silício, e não em carbono. Não parece uma banda de humanos compondo uma obra eletrônica. Parece mais como se um autômato tivesse composto uma faixa sintética utilizando instrumentos digitais e algum vocal humano aleatório, pré-gravado e ripado de algum banco de dados online. A própria expressão “Casio Love” remete a uma inteligência artificial emotiva, reforçando a idéia de um compositor replicante. Mas não é nada disso! LaufeRogerChris se dividem entre guitarra, baixo, sintetizador, sampler, drum machine, fxs e vocais para compor eletronices pop, rocks eletrônicos e psycho beats alternativos e livres. A prova está no SoundCloud da bandaSupernova, por exemplo, é pura experimentação digital acelerada e descompassada. A kraftwerkiana Fliperama 87 é digna de uma trilha sonora de games. Poderia estar em Tron Legacy. En La Luna Caliente e Strip & Tango são mais aquecidas, com maior elaboração acústica. Robotika Kamarada abusa de um sampler de Ladytron. Já Robotizado, mais suja, é inteligente e inesperada. No geral, são faixas que passam longe do óbvio. Isso deve ter agradado ao selo Midsummer Madness, com quem Panatron já lançou um EP com nove faixas.

Casio Love

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> SoundCloud


Posnormal: Dani ficou bem ligado ao drum’n’bass de POA nos anos 90 e 2000, quando era residente da Full Moon, no Garagem Hermética, e da Quarta Quebrada, no Ocidente. Tocou direto com MarkPatifeAndy, os “três mais” do gênero no Brasil, que ganharam destaque no mundo e deram ao país uma nova dimensão no plano global de música eletrônica. Mesmo com o d’n’b rachando pistas, Dani nunca deixou de lado suas outras referências musicais. Deu início a uma produção mais experimental, com referências soul, jazz, hip hop, pós-rock e eletrônica.

Como Posnormal, lançou um disco independente com 14 faixas e participou de um álbum do selo paulistano Si no puedo bailar no es mi revolución. As composições são delicadas e há um certo ar cômico e infantil, porém muito longe de ser piegas ou auto-indulgente. Ao contrário. Dani aposta na simplicidade de harmonias, na beleza de sons incidentais, em melodias serenas e em experimentos IDM como forma inteligente de mostrar que indie também é pop. É tipo um Looper dos trópicos sem vocais.

Guaraná

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Projeto CComa: há cinco anos, o projeto CCOMA (lê-se “Coma”), composto por Swami SagaraBeto Scopel, cria música misturando jazz, música brasileira e dance music. O resultado é uma eletrônica de caráter orgânico, que varia entre climas chill-in e temas dançantes, e na qual o trompete de Beto se sobressai. Mesmo assim, o leque instrumental do duo é variado. Na gravação de An Elephant Crossing the Room, por exemplo, os músicos utilizaram címbalos tibetanos, pá de pedreiro e apitos. Como o duo contou nesta entrevista ao Volume no início do ano passado, o CCOMA mistura “saravá eletrônico com Miles Davis” para matar sua (nossa) sede por experimentação sonora. O resultado é positivo. A banda fez temporada em Londres e shows em festivais e eventos de arte e publicidade. No final do ano passado, o duo lançou o álbum Incoming Jazz, de onde saiu a faixa Dogs are Gods, que você escuta abaixo.

Dogs are Gods

> Site

> Blog


Rossano Snel: Rossano samba. Electronic samba. Groove samba. Jazz samba. Disco samba. Bossa samba. Samba samba! Com a desenvoltura cool de um neo-malandro tropical digital, pilotando drives, programas e teclados gringos, o compositor desmonta o easy listening (what?!), reescreve o lounge (whaaaaat?!?!?!) e implode a bossa eletrônica (afe!) com toscos 8 bits, elegantes synths progressivos, pianos estudados (a linda Tumpah merece ser ouvida na praia ao sabor de vinho branco), drum machines límpidas e instrumentos acústicos, elétricos, eletrônicos e virtuais. No ano passado, criou trilha sonora do curta 27 Janela, de Fábio Rangel. No mesmo ano, lançou Gallery, um EP digital editado pela One Cell Records, de Los Angeles, e o EP Landscape pelo selo EBS Diggin, do DJ paulista (e gente finíssima) Tahira. Mais: cravou a música Nossa Conversa na trilha do filme BearCity, que estreou em Nova York recentemente, e foi o músico brasileiro vencedor do The Creators Project Contest ao lado de artistas de Los Angeles e de Londres. O prêmio é a gravação conjunta de um EP em NY. Abaixo, você escuta o samba beat de Nossa Conversa.

Nossa Conversa

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Superluxo: a banda de synth pop e alma rocker liderada pelo Nando Barth desde 2008 cria algumas preciosidades sonoras inventivas, baseadas em guitarras, bateria e sequenciadores. Bubble GumDon’t leave me alone competem em simplicidade e bom gosto, com vocal doce e trilhas vigorosas. Vicio – Ver 2010, fundada sobre beats atualizados, presta sincera homenagem a Joy DivisionNew Order. Já Shaking all alone pisa ainda mais fundo em sintetizadores e guitarras. Give a Damm, que entrou no Disco Virtual Volume #2, segue um caminho semelhante. Nando (guitarra & synths), Léo Zamper (guitarra e voz), Dani Maria (vocal) e Ronaldo Sabin (bateria) criaram um instrumental bem estruturado, aplicaram vocal gostoso e montaram uma faixa de apelo pop. Potencial hit radiofônico – se este tipo de som tocasse em rádios. Como não toca, você escuta abaixo:

Give a Damm

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Two Boffins: noite e hedonismo. É disso que você lembra quando escuta Night Cravin’, a música que o duo Two Boffins liberou para o Disco Virtual Volume #2. O lance é bem específico. Seria como se Fischerspooner encontrasse Giorgio MoroderDepeche Mode na festa de encerramento do Studio 54 com DJ set de Human League, AdamskiDead or Alive, New Order e OMD. Teclados analógicos e drum machines 808 e 909 dão o tom das músicas da dupla. Apesar disso, o som é bem early 90′s. Como se aquela fase inicial da era clubber e raver voltasse em um flahsback de ácido. Algumas faixas do Two Boffins tratam sobre diversão noturna, clubes, pista de dança, amigos… Outras têm uma pegada mais existencial e filosófica, sempre com uma visão otimista. O Chris e o Ale explicaram que “boffin”, em inglês, é a gíria que define pesquisadores científicos. Com essa habilidade técnica, eles nos jogam entre sintetizadores quentes, batidas regulares e grooves virtuais em faixas como Stop Talkin. Além da música, Two Boffins converge moda, fotografia e vídeo para alinhavar seu poder criativo. No início de 2011, deve rolar um show em São Paulo, onde eles moram, e o lançamento de um EP online. Os clipes de Stop Talkin’ e de Night Cravin’ estão a caminho.

Night Cravin’

> MySpace


>>>>> Escute o Disco Virtual Volume #1 – Especial Rock