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Posts de agosto 2010

ACHANDO AS RESPOSTAS

28 de agosto de 2010 1

Falando em achar respostas de como se fazer mais feliz, trago o depoimento de duas jovens que estão achando suas respostas, ajudando no MIM – Movimento para uma Infância Melhor. A Marlene, que mora num bairro pobre da Zona Leste de Porto Alegre, sentiu-se chamada a acolher em sua casa as crianças da vila que não tinham onde ficar no turno inverso da escola. As meninas que vão dar seu depoimento fazem parte do Grupo Agraciadas, do Movimento de Emaús, para jovens a partir de 18 anos.

O Grupo, na sua caminhada de fé, também sentiu-se chamado a fazer a diferença ajudando aqueles que precisam.

Depoimento da Lausiane:


Hoje o dia parecia que ia começar mal… uma noite de sono ruim, muitas pesadelos, muita chuva. Acordei mais cansada do que fui deitar. Dia “cinza”. Levantei meio atrasada. Mal conversei com minha mãe, que havia levantado para tomar o café da manhã comigo (eu particularmente não gosto de estar sozinha nas refeições; para mim, é um ritual que se deve ser aproveitado e a maioria das pessoas esquecem na correria do

dia a dia). Cheguei na aula bem na hora de começar, de praxe sentei na frente, professor muito bom de uma matéria não muito boa (direito administrativo), a aula passou “voando”.  Adoro pessoas inteligentes que agregam nossos estudos.

Voltei para almoçar com chuva, parei antes no super para comprar a caixa de leite para o lanche das crianças carentes, cheguei em casa e pensei “como é bom você chegar aonde tem alguém te esperando”. É o que eu quero para sempre. Não só minha mãe, é como a cada ida ao meu irmão, é chegar na casa da Tharita e ver o sorriso no rosto de quem eu

amo, é chegar, chegar na Fabi e ver que a Fabricia também ficou feliz com a minha presença, é ver o carinho da Camila, vou para a minha “coca-cola” na casa da Miche, ou a “batida especial” da Graci, é o carinho de todas as minhas amigas, isto.

Bom, o dia cinzento já tinha quase passado. Fui para a casa da Fabi e preparamos o lanche das crianças do MIM. Tudo com muito carinho. Para nossa felicidade, o Zé Machado também foi conosco, ele está se sentindo sozinha antes da “viagem” para a Austrália. Paramos o carro na frente e um gritou “chegaram” todos gritaram e ao mesmo tempo foram sentar para nos esperar bem comportados. Crianças lindas, cada qual com sua

maneira. Falei para a Camila “vamos fazer uma oração antes de distribuir o lanche”, e ela disse: “vai lá e faz com elas, tu tens mais jeito”. Sim, eu fui, nem precisei fazer nada, as crianças já haviam ensaiado a oração em forma de música. Coisa mais linda. Neste

momento, o meu tempo parou. Entregamos o lanche. Aí sim, tudo ficou mais e mais bonito, apesar das “artes”. Elas começaram a cantar, sentaram tudo em volta de mim e do Zé, uma me dizia baixinho “como você é bonita”. Meu sorriso foi na hora.

Outra de forma especial, chamada Laila, deve ter uns três ou quatro anos, pediu para sentar do meu lado. Coloquei ela ao meu lado, ela sorriu e falou algo q não entendi, pedi para repetir e ela disse “neste ano vou entregar meu bico para o Papai Noel para ele me trazer um presente”. Foi tão espontâneo que fiquei sem reação. Ela se divertiu com o bico e com a “tia Fabi”. Depois ela cantou e dançou para eu ver. Assim, como vários deles. Ficamos ali uma hora, talvez um pouco mais, mas elas encheram meu coração de alegria. Quando fomos embora, uma a uma vinham nos dar um abraço e um beijinho. E

perguntavam quando voltávamos e ao dizer “no mês que vem”, elas diziam “só no mês que vem? Tá longe!”. Mais uma vez me senti esperada, desta vez por aquelas crianças que gostam de uma maneira sincera, simples.

Entrei no carro com o coração tocado por Deus.

Bom, mandei uma mensagem para vocês porque queria falar tudo isto, dizer que

meu dia “cinza e chuvoso” está aparecendo um arco-íris.


Depoimento da Camilinha:


Foi tudo lindo mesmo, e sempre é!!!
Todas as vezes, é muito tocante ir lá. Cada dia tem uma história nova pra saber, uma criança diferente para conhecer.
Ontem, em especial, duas coisas me emocionaram e me fizeram ter a certeza que fui escolhida por Deus para dar um pouco de alento ao coração dessas crianças, e a ele, não decepcionarei!
Primeiro, conversando com um menino, ele contou para mim e a Fabi que sua mãe tinha decidido trazê-los para POA tentar uma vida melhor, pois em Mostardas, segundo as palavras do próprio menino “a gente estava morrendo de fome”. Engoli em seco. É de cortar o coração!
O segundo momento foi mais alegre. Na hora de ir embora, eles se grudaram nos nossos pescoços e diziam: “Me leva contigo, me leva junto”!!!
Anjinhos! Minhas orações (peço que todas se unam comigo nessas intenções) é que Deus ajude a trilhar a vida dessas crianças para o caminho do bem, e que faça esse iluminado trabalho da Marlene valer a pena. Sabemos que eles vivem em condições precárias e em meios de convivência mais precários ainda (alguns têm pais traficantes, bandidos e convivem com isso no seu dia-a-dia).
Então, é isso amadas: oremos por essas crianças! E façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para que possamos levar um pouco de alegria a seus coraçõezinhos.
Obrigada a todas as Agraciadas que me ajudaram a dar esse lanche! Espero que outras possam ir também nas outras vezes. Mês que vem o cardápio é: bolo, suco e maçã!

O QUE ESTOU FAZENDO HOJE PARA SER FELIZ?

27 de agosto de 2010 0

E não é uma pergunta e tanto?

O que estou fazendo hoje para que eu seja mais feliz?

Na maioria das vezes nunca nos passa pela cabeça nos fazer esta pergunta, muito menos pensar em como nos fazer mais felizes. Mas deveríamos pensar!

Podemos nos fazer mais felizes? Como?

Ou poderíamos mudar a pergunta: Como poderíamos nos fazer mais felizes?

Ia trocar a palavra fazer por tornar, mas me dei conta que o verbo é mesmo reflexivo – fazer-se: eu posso me fazer mais feliz. Eu tenho esta capacidade!

O desafio é o “como”!

A primeira etapa é dar-se conta disto: eu sou capaz de me fazer mais feliz!

A segunda etapa é descobrir como eu faço isso. O dilema é que tenho que me livrar de todos os condicionamentos adquiridos ao longo de toda uma vida. Pensar primeiro nos outros, não ser egoísta, medo da novidade, a segurança daquilo que eu já conheço, inseguranças… E se não der certo? Como é que eu vou ficar?

A terceira etapa é colocar em ação.

Eu sei que é necessário fazer exercícios, que uma vida sedentária é perigosa para a saúde. Dizem os especialistas que o bem-estar depois dos exercícios é muito bom… Blá blá blá…

Mas e a danada da preguiça? Tenho uma bicicleta ergométrica em casa e faz um ano que estou me programando para usá-la…

Pois então, antes da terceira etapa é preciso uma outra: buscar dentro de si a coragem e a força de vontade para partir para a ação. Requer também vontade de viver e ser feliz, não é mesmo? Quem perdeu a vontade de viver não vai conseguir entrar em ação para ser mais feliz.

E agora? Como se recupera a vontade de viver?

Shiiiii… Complicou! Não tenho todas as respostas! Estou procurando-as!

Ora, vejam só, e não será esta a resposta certa? Cada um tem que achar a sua resposta!

Como boa professora, deixo como tarefa para a semana procurar as respostas para essas duas perguntas:

- O que me fará mais feliz?

- Como eu posso recuperar a vontade de viver plenamente?

QUE SIGNIFICADO ISTO TEM PARA MINHA VIDA?

22 de agosto de 2010 1

Chegamos  numa etapa de nossas vida que temos todo o direito de nos perguntar diante de cada tarefa que nos apresentam:

QUE SIGNIFICADO ISTO TEM  PARA MINHA VIDA? É NECESSÁRIO? VALE A PENA?

E temos o direito – e devemos ter a coragem – de aceitar ou rejeitar de acordo com a resposta à pergunta que nos fizemos.

É hora de nos libertarmos, de assumirmos nossas certezas, de ficarmos em paz conosco e com os outros.

A vida nos ensinou que nossas preocupações não são capazes de mudar em nada os fatos, portanto, aprendamos com o Mestre: “A cada dia basta as suas preocupações!” Por que ficar se martirizando pensando em como será isto, será aquilo? É necessário fazer o que se pode e aceitar em paz o que não é possível mudar.

Olhe para sua vida e veja quantas coisas você tem “metido goela abaixo” em sua vida! Vale a pena? É necessário? Tenha a coragem de enfrentar seus monstros, mesmo que sejam cor-de-rosa.

Vamos sacudir um pouco bastante nossas vidas para recuperar a alegria de viver?

TEMPO DE INVERNO NO CORAÇÃO

16 de agosto de 2010 1

Você certamente já passou muitas vezes pela experiência de se sentir em seu coração num dia nublado, escuro, frio, cinzento…

Até pessoas naturalmente otimistas, como eu, passam pela “noite escura” de São João da Cruz. Tempo de dor e de sofrimento. Assim como cai a chuva, chora nosso coração. O motivo quase sempre são as perdas ou as situações que não têm solução.

Existe frustração maior do que se sentir impotente diante das situações por saber que não se pode fazer nada para mudá-la ou resolvê-la?

É necessário pedir a sabedoria de aceitar o inevitável e a coragem de mudar o que pode ser mudado. É preciso ter o coração aberto para a luz, mas principalmente para o que ensinava Santa Tereza D’Ávila – “na vida tudo passa, a paciência tudo alcança, só Deus basta”.

Tudo isso, porém, não elimina o tempo necessário de luto pela perda sofrida. É preciso aprender a sofrer as demoras – o tempo que demora para absorver a perda, para curar o coração,  para estarmos prontos para as mudanças que certamente ocorrerão.

Nestes momentos é importante não se isolar, não se permitir ficar imerso em autopiedade e resistir à tentação de entregar os pontos, de desistir de lutar, de estagnar-se…

A oração pessoal e comunitária é uma aliada poderosa neste momento de luto.

Mas chega um dia em que este inverno, com seu tempo nublado, úmido, frio, chuvoso, passa e dá lugar à primavera, com seus dias de sol, calor, flores, perfumes!

Assim também em nosso coração, mesmo que no momento pareça tão difícil, vai chegar o momento do fim da noite escura, do fim do inverno, do fim do luto e ele estará pronto novamente para as flores, os perfumes da primavera! O sol vai brilhar novamente!

VOVÓ NARA LIMA

16 de agosto de 2010 1

GENTE, EU MEREÇO SER HOMENAGEADA!

FUI AVÓ AOS 34 ANOS, HOJE COM 49 TENHO NADA MAIS NADA MENOS QUE 8 NETOS,TRES MENINOS E CINCO MENINAS CADA QUAL MAIS DELICIOSO QUE O OUTRO. AMO TODOS DE MANEIRA IGUAL, MAS A RAFAELLA DE 1 ANO E 4 MESES, MEU DEUS, É A COISINHA MAIS LINDA DO MUNDO. MORA COMIGO, DORME ABRAÇADINHA.  É MORENINHA DE CABELOS CACHEADOS, GRANDE PRA IDADE, QUANDO CHEGO DO TRABALHO ELA CORRE PEGAR MINHAS PANTUFAS E NUNCA ENSINAMOS ISSO A ELA. APRENDEU SÓ DE VER EU TIRANDO OS SAPATOS DE SALTO E POR PANTUFAS AO CHEGAR. É MELHOR A EXPERIÊNCIA DO QUE FOI COM OS FILHOS.

SOU UMA AVÓ JOVEM AINDA. TRABALHO DOZE HORAS POR DIA E ESTOU DESLUMBRADA COM MEUS NETOS.

SOLIDÃO CONTENTE

02 de agosto de 2010 1

Recebi um artigo do Ivan Martins, diretor executivo de Época, com o qual muitas de nós, vovós, podemos nos indentificar.

Com o título – Solidão contente – o que as mulheres fazem quando estão com elas mesmas – o autor aborda a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre e o prazer que as mulheres têm de estar com elas mesmas. Que estar sozinha não significa estar desesperada. ”Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.Uma mulher pode estar sozinha e estar bem, porque decidiu que os possíveis pretendentes não cabem em sua vida.

A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.

A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.”

Conversava esta semana com minhas amigas sobre a situação de meu pai, vendo-se repentinamente sozinho após cinquenta e sete anos de um bom casamento. E nossa opinião era justamente essa, de que para as mulheres é muito mais fácil ficar sozinha, pois elas se envolvem consigo mesmas e com as pessoas a sua volta e administram muito melhor a situação. As mulheres curtem o seu dia-a-dia, cuidar de si mesmas, da sua casa, dos outros…

“Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?

A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior com apoio da publicidade.”

Está faltando querer dedicar tempo para o encontro pessoal e íntimo com o nosso próprio ser. Aceitar em paz a nossa condição de vida e optar por sair de si mesma e ir ao encontro do outro na pessoa do filho, do neto, do amigo, do vizinho… Ser presença positiva, capaz de expressar serenamente amor e acolhida.

“(…) ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.” Mas é possível!

O importante é não se deixar influenciar por esta concepção masculina e curtir o seu estado de vida!