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Posts de fevereiro 2012

CONFLITOS INTERNOS

24 de fevereiro de 2012 1

Meia idade, muita vivência, experiências acumuladas... Poderia se esperar uma vida mais equilibrada e feliz, mas isto não nos exclui de certos hábitos internos que continuam a nos desafiar vida a fora. O nome já diz: hábitos, por isso, difíceis de mudar. Adolescentes, jovens, maduras, na melhor idade, todas continuamos a enfrentar o desafio de superar os conflitos internos.

Cuidado, amiga, com sua imaginação!  Não fique poluindo sua cabeça colocando minhocas num monólogo interior  em que a fantasia corre à solta. Vendo fantasmas onde não existem,  sentindo coisas que jura serem verdadeiras, mas que se desafazem a partir de um bom diálogo.

Lute por dominar a tendência de remoer  acontecimentos  que não foram tão bons como gostaria, uma pequena ofensa, que talvez nem tenha sido de propósito, um olhar enviesado  que talvez nem tenha sido para você, duas pessoas falando baixinho, alguns olhares caindo sem querer em você, uma resposta ao seu cumprimento que não foi muito calorosa... E lá está você toda desconfiada, olhando para si mesma e se perguntando se tem alguma coisa errada.

Acorde! Se não reagir a tempo, o amor-próprio e a soberba irão se agigantando até  tirarem a sua paz e tornando-se uma porta aberta para o isolamento e a solidão.

Não faça de sua memória uma arma contra si mesma! Evite lembranças inúteis, que lhe deixem mal estar. Não fique alimentando sentimentos negativos, voltando sempre a lembrar de fatos que já passaram, sem se concentrar no momento, no agora e no que você pode fazer com ele, nas escolhas melhores que pode fazer. Por pior que tenha sido o nosso passado, temos a oportunidade de mudar o momento presente. Mesmo que seja você o que havia de pior no seu passado, todos têm o direito de mudar e fazer escolhas mais saudáveis para si mesmo e para os outros. Perdoe-se! Perdoe a vida! Perdoe as pessoas que a magoaram! E sinta a diferença.

Faça bom uso de sua inteligência! Não seja cabeça dura, orgulhosa, prepotente. A humildade e a caridade podem ajudar a conseguir a paz e o bem estar que procura. Ou seja, abrir mão do “mas eu acho que é assim” muitas vezes é a saída mais sábia que poderia escolher. Tem algo mais chato do que alguém que tem razão o tempo todo?

Bom senso é a resposta. Saber lidar com seus hábitos internos exige sabedoria e bom senso.

Esta é a receita para este final de semana: Calma e bom senso! Não se isole, mas não espere demais das pessoas nem de si mesma. Viva mais leve. Desse jeito será mais feliz!

A intenção inicial deste post não era dar receita, pois até hoje sempre dei um jeito de adaptar as receitas ao meu modo de ser. Sugiro que faça o mesmo: depois de ler, fique com o que lhe servir e descarte o resto!

DE REPENTE ENCONTRAMOS ALGO QUE NOS TRAZ PRESENTE O PASSADO...

09 de fevereiro de 2012 0

caderno da minha mãeAo fazer arrumação numa armário na praia, encontrei um caderno da minha mãe. Só em olhar para a capa o reconheci: é da mãe!

Abri o caderno e fiquei olhando para aquela letra e tantas recordações surgiram ao mesmo tempo.

Sempre gostei da letra de minha mãe! Igualzinha a ela: sempre arrumadinha, impecável...

E me vi recordando a sua coragem durante os dezoito anos de sua doença de Parkinson. Neste ano, quando fiz a cirurgia no pé, senti muita dor. Não foi um tempo muito longo, mas deu para me colocar no lugar daquelas pessoas que enfrentam doenças que trazem um longo sofrimento, como minha mãe. Ela enfrentou sua doença durante dezoito anos sem deixar-se dominar pela apatia, sem abandonar sua aparência. Que sacrifícios diários para tomar seu banho, escolher uma roupa diferente  que combinasse cada dia, arrumar o cabelo e estar pronta para enfrentar mais um dia de inúmeras dificuldades.

Descer as escadas era um sacrifício que eu me recusei a presenciar nos últimos tempos. Pois ela não desistiu. Não escutamos dela: - Não quero, não posso mais descer estas escadas!

Resistência, não entregar os pontos, não desistir! Resiliência!

É algo que as gerações passadas têm a ensinar para as nossas e as dos nossos filhos e netos num tempo em que a preguiça e o imediatismo tem minado a fortaleza nas pessoas. A preguiça que nos leva a deixar o tempo passar sem fazer nada, mas também a nos dedicarmos a muitas coisas, fugindo da obrigação concreta: escolhendo as nossas ocupações de acordo com o gosto do momento, realizando-as sem energia. Qualquer pequena dificuldade é suficiente para que mudemos de tarefa! Vivemos muitos “começos”, mas não temos a perseverança e o espírito de sacrifício para levar a tarefa até o fim, de acabarmos bem o que começamos.

Tudo isso reavivou em mim a necessidade de cultivar o espírito de fortaleza.

Peço a Deus que me dê a mesma fibra da minha mãe, a mesma força diante das adversidades!