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Chapeleira moderna: designer de Floripa, Carolina Correia investe no retorno do charmoso acessório

05 de outubro de 2015 0

caro

Foto: Felipe Carneiro, AgênciaRBS

“A sociedade nos diz que temos que usar roupas, o dia a dia nos exige que usemos sapatos, mas chapéu quem usa é porque escolheu. Então esse é meu cliente: alguém seguro, que faz escolhas.” A fala é da designer de moda e chapeleira Carolina Correia, de 31 anos. Natural de Florianópolis, ela acaba de lançar a Carô Chapelaria (carochapelaria.com.br), paixão que descobriu depois de cursar Moda na Unisul e chapelaria na Universidade de Londres. Segundo Carol, a moda dos chapéus chegou para ficar.
_ Além de um acessório charmosíssimo e que dá personalidade a qualquer look, é um ótimo item de proteção contra as intempéries.

 Início

 Meu pai sempre usava, tem alguns mais caros que ele guarda em caixas e tem até mesmo um que é do meu tataravô. Mas comecei a usar chapéu mesmo quando morei em Londres em 2005, percebi que lá as pessoas usavam muito e eu comecei a usar também. Amo caçar modelos em brechós e saber se a peça tem alguma história. Adoro modelos antigos, tanto que a maioria dos modelos que faço são releituras.

 Prêt-à-porter X sob-medida

Trabalho com uma coleção prêt-à-porter e com chapéus feitos sob medida, customizados e personalizados. A maioria dos chapéus são releituras de modelos utilizados nos séculos passados, mas se alguém chega com algum modelo diferente para eu fazer é sempre um novo desafio. Os chapéus são de feltro, palha e sinamay, material utilizado geralmente para chapéus de festa . As palhas que no verão passado foram trazidas do Equador (as famosas palhas do Panamá), este ano estão sendo buscadas em uma pequena comunidade no interior do Paraná.

Responsabilidade social

Desde que eu comecei a trabalhar com moda, sempre pensava em transformá-la em algo que fosse responsável. Com a alta do dólar e o aumento de impostos de importação resolvi procurar outras alternativas de palha e foi aí que encontrei a comunidade de Cerro Azul, no Paraná. Compro a palha que as mulheres tecem em uma atividade que complementa o trabalho na roça e possibilita uma vida mais digna.

 Dica

O chapéu representa muito da nossa personalidade, se você não escolher o modelo certo talvez não se sinta a vontade para usá-lo. Além da escolha do modelo o estilo pessoal e o estado de espírito também contribuem para o caráter do chapéu. Um mesmo modelo dependendo de quem está vestindo pode passar um ar reservado, misterioso ou até mesmo sedutor. Uma dica é começar pelo básico: o  chapéu preto de aba pequena ou média.

 Etiqueta

Jamais use chapéus grandes em casamentos noturnos. Nesse caso, a melhor opção é um fascinator. Chapéu com aba muito larga em restaurantes também pode ficar um pouco desconfortável, é bom tirá-lo ao sentar. Mas jamais o coloque em cima da mesa, coloque-o sobre o colo ou pendure-o atrás da cadeira.

 Verão 2016

A coleção se chama “Tecendo em palha”, eu quis valorizar e chamar atenção para os trabalhos manuais dos artesãos brasileiros, utilizando palhas brasileiras e inspiração nas rendeiras de bilro da Lagoa da Conceição. Acredito que a moda além de funcional deve ser preservada como herança das nossas tradições, pois toda essa historia refere-se a nossa cultura.

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