
Após um festival de declarações, afirmação de posições e indisfarçável radicalismo para o lado que se queira olhar, é possível que hoje se encontre solução para a questão da segurança nos estádios.
Às 17hs, Segurança Pública, clubes e FGF se reúnem para testar a capacidade de todos em transigir e buscar um acordo que privilegie a segurança do torcedor nos estádios.
Os clubes não aceitam colocar dinheiro no caixa único do Estado, no que estão cheios de razão. A Brigada Militar e a Secretaria de Segurança insistem em cobrar para policiar o interior dos estádios. Grêmio e Inter têm as suas decisões apoiadas por decisão judicial. A Segurança brande um acordo celebrado em 2003.
A BM alega que o futebol é uma atividade privada e, portanto, a segurança deve ser feita pelos organizadores dos eventos. Os clubes rebatem com o Estatuto do Torcedor, uma lei federal, que determina ser da polícia estatal o dever de defender e proteger os torcedores, nos estádios.
Mas, acima de todos os argumentos pairam os interesses do cidadão que, esfolado por uma carga tributária selvagem, não suporta mais pagar e não receber a contrapartida devida pelo Estado.
Existem soluções intermediárias. Basta que as partes abandonem as suas posturas inflexíveis. Tomara que aconteça, hoje. Se, entretanto, não for encontrada uma saída satisfatória, será real o risco de que partidas pelo Brasileirão não sejam realizadas por falta de segurança.
Imaginem, agora, se acontece algum incidente grave, com vítimas, por falta de policiamento. Os clubes, Federação, CBF e o governo estadual serão responsabilizados. Neste caso, como sempre acontece, as entidades civis pagarão o que a Justiça decidir.
E o Estado, para variar, mandará pendurar a conta por falta de dinheiro.
É duro ser cidadão, neste país!
Postado por Wianey
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