
Se o Grêmio tivesse aproveitado apenas 60% das oportunidades claras de gols que criou na etapa inicial, o jogo contra o Goiás chegaria ao intervalo com uma goleada humilhante, no mínimo de uns seis a um.
E se este aproveitamento também se verificasse na etapa final, então o escore não seria menor do que 10 a dois ou três. No entanto, a partida terminou com vitória apertada do Grêmio, dois a um, resultado mentiroso, falso como uma nota de três reais.
Mano Menezes não contou com vários titulares mas, mesmo assim, manteve a formação tática do time. Nunes e Labarthe substituíram Eduardo Costa e Sandro Goiano nas duas primeiras posições do meio-campo, enquanto Diego Souza e Tcheco jogaram nas posições onde sempre jogam. No ataque, a dupla formada por Jonas e Tuta, como sempre.
O início do jogo foi assustador. O Goiás marcou primeiro e ainda teve mais duas oportunidades oferecidas pela instabilidade de Pereira, principalmente, que estava havia muito tempo sem jogar. Porém, o próprio Pereirão acabou marcando o gol de empate e participando da jogada do segundo gol.
Labarthe não fraudou as expectativas de Mano Menezes. Bom trabalho na marcação e passe qualificado, virtudes que, certamente, confirmarão a sua titularidade no restante do campeonato. Com a vitória, o Grêmio encaminhou com segurança a sua habilitação para disputar a Libertadores de 2008.
Terá que trabalhar duro, é verdade, mas a bravura demonstrada pelo time compensou amplamente os prejuízos causados pelos desfalques, todos do sistema defensivo. Foi uma vitória importantíssima, em um dos jogos mais malucos deste campeonato.
O Grêmio está, mais uma vez, no G4. Com todos os méritos.
Postado por Wianey


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