
Desenvolve-se no Rio Grande do Sul o Campeonato Sul-Americano Sub-15.
A Seleção Brasileira, que passou para a segunda fase da competição, tem três garotos da dupla Gre-Nal. Os jogos têm sido vistos por poucos torcedores e muitos %22empresários%22.
Como a famigerada legislação esportiva não permite que os clubes façam contrato com jogadores de idade inferior a 16 anos, todos os meninos que disputam este campeonato estão disponíveis para serem levados por estes atravessadores, sem cerimônia alguma.
Cada garoto está há anos em seu clube, sendo preparado para jogar com toda a assistência física, técnica, social e emocional necessária. Entretanto, nada impede que sejam levados por quem nada investiu e investe na formação dos garotos.
Aqueles que se destacarem no Sub-15 já estarão, por meio dos seus pais ou responsáveis, firmando contratos com os tais %22empresários%22. Danem-se os clubes que gastam para garimpar e formar os garotos. A Lei Pelé, como sempre foi dito por este blogueiro — desde meados dos anos 90, quando estava em discussão e elaboração —, veio para transformar os %22empresários%22 em novos donos do futebol brasileiro.
Enquanto isso, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, pede que os países retenham os seus garotos promissores, o presidente Lula discursa que assim não dá para continuar, mas o seu Ministério do Esporte e o rolo compressor oficial do Congresso nada fazem para alterar a lei.
É só discurso para a arquibancada ouvir.
Postado por Wianey
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