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Posts do dia 6 abril 2008

Filial rebelada

06 de abril de 2008 198

Michel Alves, goleiro do Juventude, comemora um dos gols/Jefferson Botega
O título deste post não quer desmerecer o Juventude, pelo contrário. A intenção é implodir o ofensivo conceito que vinha magoando os juventudistas. O time caxiense desembarcou no Olímpico e com dignidade e competência cometeu a proeza do ano: despachou o Grêmio do Gauchão, assim como fez o Veranópolis com o Inter, em 2007. E não cabe uma só restrição ao feito do Juventude.

Celso Roth escalou o Grêmio da etapa inicial inspirado no professor Pardal. Querendo criar vaga para Julio dos Santos, repetiu a mal sucedida experiência com Roger de atacante. Para escalar Felipe, deslocou Paulo Sergio para a esquerda e para respaldar a sua equivocada teoria, mandou Eduardo Costa para a segunda função do meio-campo, mantendo Nunes como volante. Esta verdadeira gororoba se completou com os zagueiros dando um show de ineficiência. Mendes, o artilheiro, teve liberdade para jogar como nem se atrevera a desejar em sonhos. No segundo tempo, Roth corrigiu a escalação. Inutilmente. Tomou mais um gol e marcou apenas dois.

Além de perder o jogo e a vaga, Tadeu, Jonas e Eduardo perderam, também, a compostura e foram expulsos. Os zagueiros fizeram fiasco a tarde inteira e se Roger é tido como jogador diferenciado, o que dizer de Lauro?

Postado por Wianey

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Dois-amontoado-nada

06 de abril de 2008 128


Breve desabafo: de tanto ver a reiteração dos erros exigindo a repetição das críticas, a gente acaba vencido pelo cansaço e o desejo cômodo de aderir ao aplauso fácil que desaguará na incoerência.

Agora, os fatos: o Inter foi bonito de se ver na etapa inicial do jogo contra a Ulbra. Alta rotação, índice elevado de passes acertados, esplêndidas jogadas individuais, um show. O Inter não deixou o time canoense jogar, foi o meu primeiro e altruísta pensamento. Quando os times voltaram do vestiário, veio junto a informação de que tinham sido minutos de crise no time da Ulbra, produzida pela inconformidade. O time, esta foi a conclusão, jogara nada. Errara passes, movimentara-se mal, fizera quase tudo errado.

Começou a etapa final e, rapidamente, viu-se que a Ulbra se modificara para melhor. Acertara a marcação, os passes eram bem endereçados e a pressão sobre o sistema defensivo colorado passou a ser sistemática. O crescimento da Ulbra não encontrou as resistências exigíveis do Inter. Reapareceram os vazamentos da defesa, pelos flancos, o meio-campo continuou rodopiando com a mesma falta de objetividade de sempre e o ataque se manteve como a peça de ficção que vem sendo, há muito tempo.

Resultado: o Inter sofreu dois gols e pagou pesados custos para conseguir garantir a vitória por diferença mínima.

Tenho sido generoso, dou-me esta consideração, ao insinuar, repetidamente, que o “carrossel” não era, obrigatoriamente, um elogio. Hoje, dispo-me desta amenidade para dizer, com toda a clareza, que a “carrosselice” colorada é, apenas, um desarranjado sistema que priva o time de ataque e decompõe o sistema defensivo que não é 3-5-2 mas, sim, um extravagante “dois-amontoado-nada”. Por esta razão, sofreu tanto para derrotar a limitadíssima equipe da Ulbra.

O Inter possui ótimos jogadores em número suficiente para ter um time muito bom. Desde que seja organizado em torno de uma proposta clara, eficiente e bem realizada.

Postado por Porto Alegre

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