
A primeira vez que vi Roger jogar foi naquela desastrosa aventura dos times B/C com o qual o Inter iniciou a disputa do Gauchão/2007.
O garoto entrou no segundo tempo e em poucos minutos chamava a atenção, não pelo seu cabelo black power mas, sim, pela qualidade do seu futebol. Brigador, movediço, Roger me fez lembrar Tinga. Algum tempo depois fez o seu primeiro contrato com o Internacional e, quando imaginei que logo estaria disputando posição, o garoto sucumbiu ao deslumbramento.
Festas, noitadas, desinteresse pelo seu trabalho, Roger parecia disposto a jogar no lixo a chance que a vida estava lhe dando.
O Inter tentou, até, despachá-lo para a Alemanha, mas a empreitada não deu certo. Quando o Inter jogou com a Chapecoense, conversei com Giovanni Luigi sobre o menino. O dirigente colorado manifestou um certo entusiasmo com a reabilitação do jogador:
— Todos os índices físicos de Roger melhoraram — informou-me Luigi.
E Abel passou a lhe dar novas oportunidades. Está faltando definir uma posição, pois Roger tem jogado nas três funções do meio-campo e, percebe-se nas declarações de Abel Braga, ainda será experimentado como ala.
Não importa a posição, mas que seja uma única. Abel não anunciou, ainda, quem será o substituto de Fernandão. Roger e Gil são os candidatos mais fortes. Entre os dois, Roger seria o mais indicado. Sua capacidade de marcação supera a de Gil e o Paraná não é o Caxias.
Postado por Wianey
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