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Posts do dia 17 abril 2008

Mudanças táticas

17 de abril de 2008 70

Índio: poderia jogar como volante/Ricardo Duarte
A equipe do Inter estava definida e funcionando quando começaram a surgir fatos que botaram a pique o time.

Estas causas podem ser distribuidas em dois grupos: a volta de Nilmar e lesões e doenças em série. O retorno do atacante deveria ser solução, e não problema, mas foi o que acabou acontecendo.

Em vez de, simplesmente, escalar Nilmar no lugar de Iarley, Abel preferiu recuar Fernandão e manter no time os três atacantes. A lesão de Wellington Monteiro, jogador de meio-campo que cumpre as tarefas de flanco mas, preferencialmente, compõe o meio-campo, obrigou Abel Braga a escalar Bustos, muito mais limitado. Nesta troca, o time saiu perdendo, principalmente no setor central.

Mas o grande problema apareceu com o sumiço dos volantes. Guiñazu e Magrão tiveram que ficar mais presos à defesa, retirando-se do sistema rotativo que andava funcionando muito bem. Como acabaram se tornando os únicos marcadores do meio, Fernandão e Alex obrigaram-se a recuar, afastando-se da área adversária, onde são especialistas, para fazer o que não sabem: marcar.

Resumindo: desandou a maionese, o time evaporou. Em Caxias do Sul, sob circunstâncias especialíssimas — a expulsão de Marcão obrigou o time a se fechar e buscar compensação na superação —, o Inter acabou vencendo com um gol no final do jogo, resultado de uma iniciativa pessoal de Adriano, e não de uma ação coletiva do time.

O resultado foi suficiente para provocar aplausos e discursos de auto-louvação. Passados três dias, se impôs a verdade. Mas, o que poderia fazer Abel?

Se o treinador quisesse preservar, tanto quanto possível, o formato tático do time, colocaria Nilmar no lugar de Iarley e adaptaria um zagueiro na função de Edinho. Simples. O time poderia ficar assim: Clemer; Orozco, Sidney e Marcão; Bustos, Índio, Magrão, Guiñazu e Alex; Fernandão e Nilmar.

Para o lugar de Fernandão, Iarley ou Adriano. Sem traumas.

Agora vem a decisão contra o Caxias, e Marcão está fora. Tite não é o jogador indicado para substituí-lo. Ainda está apresentando rendimento muito abaixo do mínimo necessário. Muito melhor seria Abel deslocar Orozco para a função de Marcão e escalar Sidney como líbero. Ou, mesmo, Danny Morais.

A vantagem do Inter é significativa, mas se o time não for reorganizado, o jogo poderá acabar em drama.

Postado por Wianey

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Atípico

17 de abril de 2008 16

Tadeu:
A Federação Gaúcha de Futebol esclareceu, finalmente, o caso que perturbou Grêmio e Esportivo nos últimos dias. Foi o exame de Tadeu que acusou o que foi chamado pelo médico Ivan Pacheco, da federação, como %22resultado atípico%22. Não é caso de doping, mas de uma substância que pode ter sido produzida, inclusive, pelo organismo do jogador.

Pacheco informou que serão feitas mais duas coletas de material, sem aviso prévio, para que o assunto seja esclarecido, definitivamente. Restou para ser esclarecida a autoria do vazamento da notícia. Existem apenas três pólos de suspeição: o laboratório, a CBF ou a Federação Gaúcha de Futebol.

Seria saudável que se descobrisse a fonte da %22desinformação%22 para que fossem tomadas medidas preventivas. Este tipo de acontecimento afeta a credibilidade das entidades e expõe, indevidamente, os profissionais.

Postado por Wianey

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Vazamento

17 de abril de 2008 19

Bolzoni acredita que o vazamento da notícia tenha acontecido na FGF/Carlinhos Rodrigues, Banco de Dados - 08/11/2003
É justa a inconformidade do médico Márcio Bolzoni, do Grêmio, pelo vazamento da informação de que um exame acusara a presença de substância proibida.

O controle de dopagem possui um ritual que tenta de todas as maneiras preservar a identidade dos jogadores até a confirmação definitiva de que houve ilícito.

Bolzoni acredita que o vazamento da notícia tenha acontecido na FGF. Se fosse em Brasília, o Ministro da Justiça mandaria a Polícia Federal investigar e descobrir quem passou a informação para a imprensa. Mas, é apenas um caso de futebol e, ainda, nem deverá configurar uso de doping.

No máximo, a utilização de algum medicamento, como já aconteceu com Romário e Marcão. Esta tarde o caso deverá ser esclarecido com a chegada do malote da CBF contendo o nome do jogador.

Postado por Wianey

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Ofensivo e inofensivo

17 de abril de 2008 94

Não deixaram Nilmar jogar/Marcelo Campos, Vipcomm, Divulgação
Na Vila Capanema, Nilmar não conseguiu jogar, por mais que se movimentasse e se posicionasse para receber uma bola que não chegava. Centroavante depende de assistências, tarefa do meio-campo. Mas, como este setor poderia funcionar se foi amplamente dominado pelo Paraná?

Abel Braga começou o jogo com Roger substituindo Fernandão, formatando o time com um quarteto de meio-campistas. Com poucos minutos de jogo, deslocou Roger para a ala-esquerda porque o adversário estava penetrando naquele espaço.

Não ocorreu ao treinador colorado que, antes de fragilizar o meio, deveria orientar Guiñazu, Alex e/ou Iarley para que participassem do esforço de conter quem, naquele flanco, estava ameaçando o Inter. Preferiu transferir Roger para o lado, deixando o meio-campo apenas com Magrão, Guiñazu e Alex.

Como este recebeu marcação especial do Paraná, restaram apenas os dois volantes compondo o setor. Ceder o controle do meio-campo é uma situação que se reitera no Internacional, desde que Edinho e Wellington Monteiro foram para o Departamento Médico.

A partir daí, como Abel se nega a utilizar Sandro ou adaptar um zagueiro na frente da defesa, o Inter passou a jogar com quatro e, até, três jogadores no meio. Além disso, ainda tem a enganosa idéia de que vários atacantes tornam o time ofensivo quando acontece, exatamente, o contrário.

Precisando compensar e preencher os vazios do meio-campo, atacantes obrigam-se a recuar tentando fazer o que não sabem, marcar, abandonando Nilmar na frente.

Enfim, os mesmos problemas reaparecem de tempos em tempos provocando as mesmas críticas e as mesmas manifestações iradas de torcedores contra quem critica. Enquanto Abel não romper os laços com a sua tchurma, continuará acomodando os seus amigos em desfavor do equilíbrio do time.

Já perceberam que o time contraiu problemas estruturais com a volta de Nilmar, quando deveria ser o contrário? Claro, o esquema tático mudou com a inclusão do atacante e a manutenção dos outros atacantes que já estavam no time.

O Inter acabou se transformando em um inofensivo time ofensivo. Mas, para que tudo se transforme em festa, basta um gol aos 47 minutos do segundo tempo para que sobrem aplausos e auto-louvações.

Postado por Wianey

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Touca mantida

17 de abril de 2008 60

Guiñazu lutou, mas o Inter não criou situação clara de gol/Orlando Kissner, Vipcomm, Divulgação
O Paraná manteve a vantagem em confrontos contra o Inter. Vitória justa, obtida pela equipe paranaense sem encontrar no adversário qualquer reação.

Abel viu o Inter perder o controle do meio-campo mas, mesmo assim, começou e terminou o jogo com três zagueiros.

Além desta paralisia do treinador, Clemer falhou no primeiro gol e Orozco entregou o segundo.

No Inter, todos jogaram mal, circunstância que recomenda, sempre, colocar o débito maior na conta da estruturação tática da equipe. Tendo apenas Magrão, Guiñazu e Alex no setor central, a bola quase não chegou para Nilmar.

Mudar os alas do time, como fez Abel, nada adiantou. Perdendo por dois a zero, terá que fazer três a zero no Beira-Rio.

A situação ficou feia, muito feia.

Postado por Wianey

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