
Não cabe fazer uma tragédia do episódio envolvendo Ronaldo Nazario e o travesti Albertino.
Caso semelhante aconteceu com um conhecido jornalista da praça, já faz muito tempo. Ele estava em uma danceteria em Pelotas, escurinha como convém, quando lhe foi apresentada uma loira esplendorosa. Volumosos airbags frontais, faiscantes olhos azuis e curvas de tontear um padre. O nosso coleguinha não vacilou. Convidou a inesperada parceria para sentar à mesa e deitou aquela conversa de %22gardelão argentino%22.
Uma hora depois já amassava aquele cobiçado produto, descaradamente, já que a mesa era de fundo e oferecia boa cobertura para investidas mais ousadas. Entre escorregadios beijos e manuseios atrevidos, ele notou que alguma coisa parecia fora do lugar. Aprofundou a investigação e confirmou a suspeita inicial: Valdirene era Valdemar.
Foi o que deve ter acontecido com Ronaldo Nazario. Chegando ao motel e dando-se conta de que o seu apetite estava fora de controle, o nosso artilheiro pediu à parceira que convidasse outras amigas, pois naquela noite pretendia aplicar uma goleada. Enquanto isso, foi experimentando a mercadoria.
O restante da historia pode ser adivinhado. Revoltado com a descoberta de que os documentos eram falsos, deve ter se negado a pagar o combinado, por conta da fraude. Discute aqui, ameaça ali, foram parar na delegacia. Ronaldo estava comprando gato por lebre. Literalmente.
Postado por Wianey




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