
— Você é gremista ou colorado?
Se eu recebesse R$ 1 por cada vez que respondi esta pergunta, garanto-lhes,meus queridos torcenautas, estaria rico, muito rico. Teria o meu próprio jornal, a minha rádio particular e, todas as semanas, mandaria flores com uma jóia honesta para a Angelina Jolie. Este post foi provocado pelos e-mails que reproduzo a seguir:
%22Um grande homem sempre mostra suas escolhas, sem o menor medo de assumir isto. O que quero dizer com isso, e quero saber do Senhor, é sobre a matéria da revista Vip que dá o senhor como um torcedor colorado. Até que ponto isto é verdade? Obrigado - Junior Bueno, Seberi, RS.%22
Outro:
%22Caro Wianei, eu, como colorado, fiquei muito feliz em descobrir na Vip desta semana que você também é colorado. Um abraço - Paulo Ricardo Lindmeier Labres, Taquari, RS.%22
Amigos, cheguei a pensar em promover uma interpelação judicial contra VIP e o autor da matéria com o exclusivo objetivo de saber DE ONDE foi tirada esta conclusão.
Não conheço o autor do artigo, ninguém me perguntou sobre uma eventual preferência clubística, nada de nadica. Mas tantos são os equívocos da revista que, conversando com colegas citados, decidimos apenas nos divertir com as baboseiras escritas. E, para resumir a minha %22escolha%22, repito o que já disse e escrevi várias vezes: é na infância que as pessoas elegem o seu clube favorito.
Seja por influência do pai, da mãe, do irmão mais velho, do padrinho, do tio, é neste período da vida que se solidificam as paixões clubísticas. Nasci no Interior e — por sorte ou azar, não sei — na minha casa ninguém era ligado em futebol. Tampouco tive algum parente próximo que me presenteasse, como sempre acontece, com uma camiseta de clube.
Porque eram todos pobres ou porque não torciam por time algum, a verdade é que atravessei a minha infância sem perceber que existiam Grêmio e Internacional. Já adolescente, enfrentei os primeiros dissabores esportivos, pois, não torcendo por clube algum, acabava alienado dos debates na escola, bares etc.
A dupla Gre-Nal entrou na minha vida quando já era adulto, buscava trabalho e a primeira porta que se abriu foi, exatamente, a do departamento de esportes da antiga Rádio Difusora, hoje Bandeirantes. Havia vaga, naquela curcunstância, para repórter que fizesse o setor do Inter. Assim, tudo começou. E assim permaneço até hoje.
Desenvolvi paixão pelo esporte chamado futebol. Li quase tudo o que se relacionava com este esporte, prestei atenção, durante décadas, ao que ensinavam os grandes mestres do assunto, enfim, tratei de entender o futebol a partir dos seus fundamentos, evolução técnica, tática etc.
Nos anos 90, enquanto o Grêmio empilhava vitórias e títulos eu empilhava correspondências iradas de colorados, inconformados com o meu %22gremismo%22. Não entendiam que os elogios dirigidos para o Olímpico eram decorrência, exclusiva, dos feitos do time. Nestes primeiros anos do novo século, inverteu-se a posição da gangorra.
É no Beira-Rio que estão alinhadas as grandes conquistas e, por efeito, são para o Inter os grandes e enaltecedores espaços nos comentários. Era natural que o meu %22gremismo%22, antes apontado pelos colorados, se transformasse em %22coloradismo%22, agora denunciado pelos gremistas.
Mas, se alguém preferir não acreditar no que estou afirmando, utilize este blog, desde o seu surgimento, para fazer um levantamento das opiniões dos torcenautas sobre este blogueiro. Separem as opiniões e somem. Juro que adoraria conhecer o resultado deste Gre-Nal de opiniões. Garanto que se surpreenderão com a instabilidade das opiniões.
Seria muito mais simples e racional perceber que distribuo elogios e críticas para a dupla Gre-Nal de acordo com os méritos de cada time. Mas, quem preferir buscar cabelo em ovo, fique à vontade. Acabará como a revista VIP: expondo-se ao ridículo da desinformação com pretensão de verdade.
Postado por Wianey
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