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Posts do dia 16 maio 2008

Elogio da inveja

16 de maio de 2008 46

O tradicional
Desejar o fracasso do rival, certamente, só não caracteriza séria enfermidade social porque a derrota alheia nada mais significa do que a sádica satisfação de ver o adversário sofrendo, e ainda desfrutar a oportunidade de, cutucando-o, aumentar o seu desconforto.

Se alguém procurar uma frase, uma expressão que melhor retrate o sadismo dominante na rivalidade Gre-Nal, não encontrará outra melhor e mais completa do que esta:

%22ELES ESTÃO FORA%22

Três palavras, apenas, sem cores clubísticas mas carregadas de significados. Esta expressão aparece todos os anos, várias vezes, em cartazes empunhados por torcedores, já foi lida em placar eletrônico e, máxima sofisticação, em enormes faixas puxadas pelo famoso %22aviãozinho da flauta%22. Quando ele surge, metade do Rio Grande do Sul se estrebucha rindo e a outra metade murcha e range dentes.

Certa vez, tentei ler mas não consegui ir além de poucas páginas, uma pérola da literatura (?) neo-liberal intitulada O Elogio do Egoísmo. Indigerível, para os limites do meu estômago. Entretanto, comprovando que a realidade nos embreta, muitas vezes, contra o muro da incoerência, estou quase fazendo %22o elogio da inveja%22.

Daqui em diante, não me atrevo a outras considerações, pois estaria protagonizando o inequívoco exercício da charlatanice. Que expliquem os analistas do comportamento humano.

Quando, recentemente, o Grêmio bailou no Gauchão e na Copa do Brasil, o %22aviãozinho da flauta%22 riscou os ares de Porto Alegre anunciando: %22Eles estão fora%22. A palavra %22eles%22 na cor azul, claro. Embora não tenha visto, tenho certeza de que a simpática aeronave já ziguezagueou pelos céus de Porto Alegre com a mesma mensagem e uma única diferença: a palavra %22eles%22 em vermelho. Se o mini-motor não decolou, vai decolar neste domingo, aposto alguns tostões.

Como esta batalha aérea não me aflige, divirto-me muito com estas estripulias aéreas. Apesar do tédio que a repetição provoca.

Postado por Wianey

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Finalmente

16 de maio de 2008 9

O atual Código Brasileiro de Justiça Desportiva foi concebido por meia dúzia de teóricos iluminados, comandados por Luiz Zweiter, o %22Pavão Tagarela%22, e trouxe exageros inaceitáveis, entre eles a punição com jogos de portões fechados.

Semana passada, por iniciativa do STJD, esta pena anacrônica e inútil foi deletada do Regulamento Geral das Competições, da CBF. Doravante, o fechamento dos portões será substituído pela transferência do local do jogo para o estádio mais próximo. Aleluia! Foram necessários alguns anos de estádios vazios e altos prejuízos financeiros para que se revogasse esta heresia dos portões fechados.

Confesso não entender, contudo, como pode o STJD revogar uma legislação que tem o carimbo oficial do governo federal. O CBJD saiu do Ministério do Esporte. É possível que seja reescrito por simples iniciativa do STJD?

O STF pode revogar uma legislação construída pelo Legislativo se ela afrontar a Constituição. Mas, no campo esportivo, o STJD terá competência igual que a mais alta corte da Justiça brasileira?

Postado por Wianey

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Supersabado

16 de maio de 2008 28

O Supersabado é apresentado por Gabrieli Chanas e por este blogueiro/Arquivo pessoal
Muitos torcenautas já conhecem a garota da foto: é a minha colega Gabrieli Chanas. Nós apresentamos, aos sábados, oito e meia da manhã, o programa SUPERSABADO, na rádio Gaúcha. Duas horas e meia de dicas, notícias, humor, reportagens, entrevistas, com participação intensa e essencial dos ouvintes, tudo em clima de muita descontração, para tornar leve, agradável e informativa a manhã dos nossos ouvintes. O tema do programa deste sábado perguntará aos ouvintes:

O que é brega?

Músicas bregas, atitudes bregas, vestuário brega, enfim, tudo o que ou ouvinte considera brega. Os ouvintes podem participar do SUPERSABADO através de quatro canais: pelo telefone 3218-6666, e-mail supersabado@rdgaucha.com.br, através do MSN no endereço supersabadogaucha@hotmail.com e, finalmente, entrando na comunidade do Supersabado no Orkut.

A Gabi e eu esperamos por vocês.

Postado por Wianey

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Reflexos

16 de maio de 2008 55

Krieger:
André Krieger, diretor de futebol do Grêmio, foi sincero e claro: a eliminação do Internacional vai representar estádio cheio, domingo, quando o Grêmio enfrenta o Flamengo, no Olímpico. Seria assim mesmo se Krieger nada tivesse dito.

A desgraça do rival, para a dupla Gre-Nal, sempre teve o mesmo sabor de uma grande vitória. Às vezes, até mais. E, muito interessante, convivemos com este desajuste moral sem que ele nos provoque qualquer constrangimento.

O futebol tem, sim, poderes mágicos. Ele faz com que sentimentos menores como ciúme e inveja sejam tolerados e até considerados elixir que mantém acesa a rivalidade. Obviamente, vale para gremistas e colorados, deste mal ninguém está imunizado.

Ouve-se, com muita freqüência, que o %22secador%22 sofre muito mais do que o torcedor. Se esta não é uma distorção de caráter, então me digam de que se trata? Mas, como escrevi, o futebol é capaz de provocar a mágica sensação de que sentimentos, tidos nas relações sociais como detestáveis, são admitidos e até provocam risos, no futebol.

Por efeito deles, o Olímpico estará lotado, domingo, como já aconteceu no Beira-Rio, em outras ocasiões.

Postado por Wianey

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Mais coragem

16 de maio de 2008 58

Para Alex, faltou coragem/Arivaldo Chaves
A chegada da delegação colorada foi marcada por diagnósticos surpreendentes. O mais incisivo e surpreendente foi apresentado por Alex, uma das figuras mais apagadas no jogo de Recife. Suas palavras:

— Se o time quiser algo no Brasileirão, precisa de mais coragem fora de casa. Não dá para levar tanta pancada longe de Porto Alegre.

Alex está enganado. Se %22coragem fora de casa%22 fosse o problema do Inter, alguém teria que explicar as memoráveis vitórias diante do São Paulo, no Morumbi (2006), no Japão e em Dubai. Não, o problema do Internacional não se explica no campo da psiquiatria.

O time, este ano, teve breves momentos de grande competência entre grande número de apresentações medianas. O fraco desempenho em Recife só pode surpreender quem acreditou que o título do Gauchão fosse avalista confiável da equipe. Tem gente jogando pouco e diferente do que vinha jogando.

O Inter, cabe reiterar, possui boa equipe e bom grupo de jogadores. Se, mesmo assim, não consegue superar o Sport Recife, as causas não devem ser buscadas no divã do psicanalista, mas no banco de reservas do Inter, aonde sentam, além dos jogadores suplentes, a comissão técnica e o responsável pelo departamento de futebol.

A explicação está com eles, exclusivamente.

Postado por Wianey

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