Demorou, mas era inevitável que acontecesse: Giovanni Luigi cansou da imposição ditatorial de Vitorio Piffero na questão envolvendo a contratação do treinador e chutou o balde.
Foi claro ao dizer que "não existe consenso entre o departamento de futebol e a presidência do clube sobre a escolha do nome." Disse mais: "O treinador já deveria ter sido contratado 48 horas após a saída de Abel Braga. A demora está prejudicando o vestiário e o time."
Piffero não assume publicamente que vetou a contratação de Tite, e Luigi prefere não confessar que ele, Fernando Carvalho e outros dirigentes entendem que Tite seria a melhor opção, inviabilizados nomes como Carlo Bianchi, Paulo Autuori e Muricy Ramalho.
Giovanni Luigi é um homem calmo, conciliador. O seu desabafo indica que existe um racha profundo na direção do clube. Piffero está na Argentina, onde ficará nos próximos dias. Enquanto isso, o vice de futebol, sentindo que os problemas decorrentes da falta de um treinador poderão comprometer o Inter nos próximos jogos, resolveu revelar, oficialmente, o ambiente reinante no Beira-Rio.
Fernando Carvalho, o "criador" de Vitorio Piffero, também se mostra aborrecido com o atual presidente. E este não cansa de demonstrar ciúme de Carvalho, como aconteceu quando cobrou de um repórter que o ex-presidente estava sendo fotografado "demais", segundo a sua opinião.
Enquanto isso, intensifica-se a piada que que batiza o presidente colorado de "Vitorino" mistura de Vitorio e Obino.
Vitorio Piffero tem repetido que deseja um treinador para dirigir o Inter em 2009, ano do centenário. Como o seu mandato termina em dezembro, só existem duas explicações para a sua pretensão:
a) Piffero e oposição já fizeram um acordo sobre o treinador ou
b) Piffero não reconhece no clube uma oposição capaz de enfrentá-lo nas próximas eleições.
Lembrete: os estatutos do Inter prevêem a possibilidade de disputa eleitoral no âmbito dos associados. A propósito: existe oposição no Inter?
Postado por Wianey

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