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Posts do dia 4 julho 2008

Se a moda pega...

04 de julho de 2008 92

Roger recebe proposta milionária e troca o Grêmio pelo Catar/Ricardo Duarte

Foi simples e rápido. Roger recebeu uma proposta de US$ 5 milhões por dois anos de contrato, mostrou-a para o presidente do Grêmio, Paulo Odone, e poucas horas depois esvaziou o seu armário e despediu-se dos funcionários, repórteres e dirigentes.

O casamento durou apenas cinco meses. Neste período, Roger marcou 10 gols, sete deles cobrando pênaltis. E recebeu dos gremistas uma consagração que, talvez, tenha sido maior do que o seu verdadeiro futebol. Mas este é o tipo de consideração que cabe de passagem, somente.

O que precisa ser bem compreendido é que a saída de Roger não tem culpados. Ou melhor, tem um: o Esporte Clube Catar que, seguindo o exemplo de outros clubes daquela região, não tem qualquer compromisso com a ética. Seduziu Roger com uma soma de dinheiro estonteante e se lixou para o Grêmio.

O Al-Jazira não está agindo muito diferente. Perturbou Guiñazu com uma oferta financeira fascinante e, até hoje, não apresentou ao Inter uma proposta de compra. Pelo menos é o que dizem os dirigentes do Internacional.

A diferença entre os casos de Roger e Guiñazu está no fato de que o jogador do Inter está em pleno cumprimento do seu contrato e o clube árabe que deseja contratá-lo nem pensa em pagar a multa estipulada no contrato. Já Roger vai cumprir a cláusula rescisória, fixada em ínfimos R$ 300 mil.

Por que o Grêmio aceitou estipular uma multa tão baixa? Ora, a resposta é quase óbvia: porque se não aceitasse inviabilizaria a contratação de Roger. Além disso, Roger ganha R$ 266 mil mensais, dos quais, apenas R$ 66 mil cabem ao Grêmio. O restante, quem arca é o Corinthians.

O Grêmio não poderia ter tentado uma prorrogação de contrato com uma multa mais elevada? Sim, poderia. Mas, neste caso, teria que adquirir os direitos econômicos do jogador, que pertencem ao Corinthians. E, certamente, Roger não aceitaria receber salários menores do que está ganhando, muito acima das possibilidades do Grêmio.

Esperar pelo fim do contrato de Roger com o clube paulista era a única opção para o Grêmio. E, mesmo assim, é de se duvidar que Roger fosse ceder o seu "passe" ao Grêmio de graça. O seu empresário cobraria uma soma que, provavelmente, o Grêmio não pudesse pagar. Sem falar nos salários. Roger, concluindo, ficaria no Grêmio no máximo até dezembro. Melhor, certamente, do que sair agora.

O problema que está surgindo vem dos Emirados Árabes. Eles não pagam por "passes" de jogadores, apenas oferecem salários astronômicos aos profissionais, que perdem a cabeça e forçam as suas saídas. Já imaginaram se a moda pega e os clubes europeus seguirem o exemplo dos árabes?

O que o E.C. Catar e o Al-Jazira estão fazendo com Roger e Guiñazu tem nome: aliciamento. A Fifa terá que entrar em campo antes que os homens de turbante liquidem com os clubes do Terceiro Mundo.

Postado por Wianey

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Dinamitaram Eurico

04 de julho de 2008 11

Dinamite (E) assume a presidência do Vasco e encerra a Era Eurico/Daniel Zappe e Marcos Arcoverde, VipComm

A eleição que derrotou Eurico Miranda e levou Roberto Dinamite à presidência do Vasco da Gama pode ser inscrita entre os fatos esportivos do ano. No Rio de Janeiro, ouviram-se suspiros de alívio e discursos anunciando novos tempos. Eurico, por seu temperamento agressivo e autoritário, não era um modelo de simpatia, não mesmo.

Rei morto, rei posto, Dinamite está no comando. Sua missão: transformar o Vasco no clube que ele e os seus seguidores imaginam ser possível. Assim se dá o milagre da democracia. Por enquanto, ouviram-se promessas que indicam novas atitudes, abertura de portas e frases comuns nestas ocasiões, como "O Vasco é de todos" etc.

O fato de Roberto Dinamite ter sido jogador de futebol não o qualifica para ser um bom dirigente de futebol — cartola, aliás, conforme caracterização generalizada. Pelo contrário. Profissionais deste esporte, na sua maioria, são conhecidos pela absoluta dependência dos clubes para as mais simples tarefas.

Tirar carta de motorista, cédula de identidade e outras ações comuns do gênero exigem, quase sempre, intermediação dos clubes. Descontadas as exceções, claro. Como será, para Roberto Dinamite, administrar um grande orçamento, dívidas, competição global, pressões e as mazelas que perturbam qualquer gestor esportivo?

As dívidas do Vasco da Gama têm origem comum às de Grêmio, Inter, Palmeiras, Cruzeiro, enfim, todos os grandes clubes brasileiros. Roberto Dinamite poderá enfrentá-las ou, simplesmente, renunciar, como fez um certo ex-presidente do Inter, angustiado pela romaria diária de credores que batiam à porta do seu gabinete. Não será diferente a vida do novo presidente vascaíno.

Os grandes clubes brasileiros são centenários — alguns já passaram desta marca e outros estão próximos de atingi-la. Não lembro de nenhuma empresa brasileira — deve existir alguma — que possa rivalizar com os clubes em longevidade.

Estas entidades sempre foram comandadas por torcedores, alçados à condição de dirigentes. Atravessaram guerras, golpes institucionais, crises econômicas, quase afundaram com o advento da globalização, mas resistiram, inventaram novos caminhos e aí estão, funcionando vigorosas, patrocinando a paixão maior do povo brasileiro.

Alguma competência deve ter havido por parte dos comandantes destes barcos gigantescos. Entre eles, pouquíssimos saíram dos campos para os gabinetes, fato que não depõe contra Roberto Dinamite, mas também em nada o recomenda.

Eurico Miranda não foi diferente de muitos políticos brasileiros que, uma vez instalados no poder, não querem largá-lo ou se submetem às pressões dos seus seguidores para que mantenham a posse do osso.

Eurico construiu uma grande rede de inimigos mas lega ao Vasco da Gama, igualmente, um patrimônio que, talvez, não possa ser comparado a nenhum outro clube carioca. Entre eles, uma escola mantida pelo clube e que atende algumas centenas de crianças desassistidas, dando-lhes educação e comida todos os dias.

Que Roberto Dinamite tenha uma gestão qualificada, capaz de resgatar o Vasco do buraco, onde está na companhia da maioria dos clubes brasileiros. Não importa que seja um inexperiente em administração. Se souber cercar-se de bons assessores, dá conta do recado — embora gestores dependentes da experiência de outros também sejam, muitas vezes, suas primeiras vítimas.

Que o grande Roberto Dinamite seja um grande presidente. E não leve o Vasco da Gama para a Série B, previsão que já se faz, em muitos lugares.

Postado por Wianey

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Frases

04 de julho de 2008 65

Mauro Vieira

Confesso que as frases publicadas e atribuídas ao treinador Celso Roth, que as teria proferido durante o treinamento de quinta-feira, deixaram-me perplexo e preocupado.

Não penso, ingenuamente, que futebol seja praticado por anjinhos, de doces atitudes, porque não é. Mas certas orientações, ainda que não tenham a intenção que pareçam ter, são inconvenientes e deveriam ser evitadas.

O que disse Roth:

— Tem que dar no meio do cara. De cima para baixo! (Willian Magrão havia perdido uma dividida)

E esta, menos violenta, mas não de menor agressividade:

— Vai girar na casa da tua mãe, não na minha! (Referindo-se a um adversário imaginário)

Nesta última, Roth considerava alguma firula cometida por um adversário e que mereceria, no seu entendimento, enérgica resposta.

Errado, mesmo,é mandar um jogador "dar no meio do cara, de cima para baixo". Futebol não é nada disso. É possível que Celso Roth estivesse pedindo, apenas, que houvesse energia de Willian Magrão nas bolas divididas. Mas quem garante que o volante e os seus companheiros, na hora da disputa para valer, não cumprirão a orientação do treinador, literalmente?

Uma equipe vencedora, além de boa técnica, também precisa marcar o adversário com severidade. "Dar no meio", entretanto, apenas justifica as estatísticas que, tantas vezes, desagradam os torcedores e fomentam teses conspiratórias.

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Confirmação

04 de julho de 2008 12

Walter e Guto/Ricrado Duarte, Banco de Dados - 02/07/2008

Quem foi ao Beira-Rio assistir ao jogo entre os juniores de Inter e Juventude, constataram que não são vazias as expectativas que cercam Guto e Walter, os dois jovens atacantes que estão surgindo no Beira-Rio.

O Inter venceu por 3 a 1 com dois gols de Guto e um de Walter. Guto, inclusive, brilhou mais do que Walter. Estes dois meninos estavam no Beira-Rio para serem vistos por quem quisesse ver.

Tite viu e já garantiu que os dois atacantes, principalmente Walter, terão aproveitamento imediato. Frase de Tite:

- Taison foi o primeiro a ser promovido. Walter é o seguinte.

Guto já está no grupo principal há algum tempo. Vai permanecer como alternativa. Outros juniores também revelam virtudes suficientes para merecer, no mínimo, boa observação. Oportunidades é do que precisam e não estavam acontecendo, no Beira-Rio.

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Mudando

04 de julho de 2008 25

Mauro Vieira

Celso Roth gostou do esquema com três zagueiros, mas não se agradou dos dois atacantes.

Para enfrentar o Botafogo, no Rio de Janeiro, está mudando a escalação e o esquema tático do Grêmio. Sai o 3-5-2 e entra o 3-6-1. Marcel, de péssima performance no Gre-Nal, cede espaço para Rudnei, que não é volante como insistem afirmar.

Na última vez que jogou, Rudnei desempenhou a função de meia-atacante e tão boa foi a sua atuação que o time cresceu com a sua entrada. Um time pode funcionar bem com qualquer esquema tático. Basta que tenha jogadores com características adequadas ao que propõe o treinador. Porém, nenhuma equipe progride se a formatação tática for alterada a todo o momento.

Penso que seria inevitável que Roth mudasse o esquema. Jogar com apenas três jogadores no meio-campo é quase suicídio. Dá certo durante algum tempo, quando os adversários ainda não conhecem bem o time. Mas, em seguida surgem os problemas.

Mudar, portanto, é acerto de Roth. Só não sei se para incluir um quarto jogador no meio seria mais adequado retirar um atacante ou daria melhor resultado prescindir de um dos três zagueiros. Mas, repito, o 3-6-1 proposto por Celso Roth pode dar bons resultados, sim.

Seria interessante, contudo, que o treinador definisse e mantivesse o esquema já que escalações definitivas são impossíveis por efeitos de lesões e cartões. Ah, o jogo do Grêmio será no Engenhão, Rio de Janeiro, contra o Botafogo. Cautela e canja de galinha só fazem bem.

O QUE OS TORCENAUTAS ACHAM DA MUDANÇA PROPOSTA POR CELSO ROTH?

Postado por Wianey

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A proposta

04 de julho de 2008 61

Marcos Nagelstein, Banco de Dados - 28/01/2008

Régis Marques, procurador de Guiñazu, garantiu que hoje pousará na mesa do presidente Vitorio Piffero, "uma proposta irrecusável" pelo volante. Justificou o conceito "irrecusável" lembrando que o argentino é um jogador de 30 anos, o que sempre significa depreciação de valor no mercado.

O diabo é que a direção colorada tem várias razões para discordar do procurador. Algumas:

- Guiñazu tem 30 anos mas a perspectiva é que ainda jogará futebol com bom rendimento por mais, no mínimo, uns três anos. Seria tempo suficiente para cumprir o seu contrato com o Inter;

- A oferta, parece, não será maior do US$ 3 milhões, valor que seria insuficiente para buscar uma reposição à altura de Guiñazu;

- Se ceder à pressão do jogador, o Inter estimulará outros jogadores a adotar a mesma atitude de descumprir contratos assinados.

Mas, também são fortes os motivos que justificariam a venda do volante pelo valor oferecido pelo Al-Jazira, novo clube de Abel Braga:

- Se não concordar — acontece rotineiramente — o jogador será tomado por desinteresse crescente até que o clube aceite vendê-lo. Seria surpreendente se Guiñazu fosse uma exceção;

- Segurando o jogador, também haveria o risco de surgir um sentimento negativo entre os demais jogadores, em solidariedade ao companheiro. O corporativismo, entre jogadores, é fortíssimo;

- Não concordando com a venda, o Inter ainda se sujeitaria a ser acusado, no futuro, de prejudicar um profissional, negando-lhe o direito de conquistar a independência financeira, sua e da família. A questão, portanto, é econômica e política.

Este blogueiro não gostaria de ser mediador deste conflito. E nem de estar na pele de Piffero.

O QUE VOCÊ, TORCENAUTA, FARIA SE FOSSE PRESIDENTE DO INTER?

Postado por Wianey

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