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Posts do dia 26 agosto 2008

Um atacante para o Grêmio

26 de agosto de 2008 93

Perea e Marcel: ainda falta o definitivo/Fernando Gomes, BD - 17/08/2008

Já é consenso entre os gremistas: está se impondo a necessidade de que o clube contrate mais um atacante.

Aliás, esta também é uma convicção dos dirigentes. André Krieger, diretor de futebol, admite que o clube está negociando a vinda de um centroavante, atualmente no Exterior, mas não esconde que as dificuldades são imensas e que o tempo encurta cada vez mais. O prazo termina sexta-feira.

O Grêmio parecia ter um bom grupo de atacantes: Soares, Perea, Reinaldo, Marcel e André Luiz. Cinco, no total. Não creio que existam muitos clubes com tantos atacantes. Porém, a realidade se encarregou de tornar insuficiente e insatisfatório este grupo, pelos seguintes motivos:

MARCEL - Insuficiente tecnicamente, é que o se diz. Na verdade, é um bom centroavante de área, capaz de fazer gols, desde que assistido convenientemente por bons cruzamentos aéreos.

PEREA - O colombiano sofre da "síndrome do ioiô". Ora no alto, em seguida embaixo, ora aplaudido, ora vaiado. Não satisfaz a torcida.

REINALDO - Já foi o preferido de Celso Roth, justificadamente. Mas, quando não está no departamento, está se preparando para voltar ao DM. Machuca-se com freqüência demasiada.

SOARES - No início da temporada, foi considerado o mais titular entre todos os atacantes. Mas, aos poucos, foi sendo preterido até desaparecer. Dizem que aplicação não é a sua melhor virtude.

ANDRÉ LUIZ - Um reserva interessante, nada mais.

Como se vê, falta o atacante definitivo. Aquele cuja titularidade não se questiona. Este jogador está longe do Olímpico, custa caro e talvez não queira voltar para o Brasil.

Postado por Wianey

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Inter: esquema não funciona

26 de agosto de 2008 34

Tite: 3-5-2 ineficiente/Mauro Vieira

Nunca escondi minha desafeição pelo esquema tático que privilegia a escalação de três zagueiros.

Não acho que seja inviável, afinal existe um exemplo em Porto Alegre de que este sistema pode funcionar muito bem, desde que existam alas, zagueiros que conheçam as tarefas de um líbero e treinador que saiba posicionar o time para evitar clarões no meio-campo. É o caso do Grêmio.

Pereira sabe fazer o trabalho de um zagueiro de sobra, que marca a bola e dá cobertura para os alas e os outros dois zagueiros. Paulo Sérgio e Anderson Pico não são laterais avançados, que jogam pelas beiradas do campo. Eles se metem pelo meio, ocupam espaços centrais do campo e, assim, realizam com razoável eficiência as tarefas de alas. Na frente, Perea recua, vem ao encontro da bola e cumpre o duplo papel de meio-campista e atacante. Finalmente, Celso Roth projeta os dois stoppers, Leo e Rever, compactando o time.

No Inter, o que se vê são os três zagueiros alinhados. Bolívar, que deveria ser o líbero, faz marcação adiantada, quando deveria fixar-se na bola e sair para onde a jogada se encaminhasse. Índio e Marcão são, potencialmente, dois bons stoppers, mas acabam prejudicando o esquema pelo posicionamento, inadequadamente recuado. Os dois alas são, apenas, laterais. Na frente, Alex recua e ajuda a fechar o meio, e por aí não existem grandes dificuldades.

O problema está, mesmo, no sistema defensivo: posicionamento equivocado dos zagueiros, falta de um líbero que saiba marcar a bola e proteger as costas dos seus companheiros e alas verdadeiros, que não fiquem se equilibrando sobre as linhas laterais. Estas deficiências fazem com que o 3-5-2 do Inter seja ineficiente.

E nem falei das bolas altas. Quando Sorondo não atua, qualquer bola jogada pelo alto para a área colorada é perigo iminente de gol.

Tite tem todo o direito de experimentar qualquer armação tática que julgue interessante. Porém, com os jogadores que dispõe, parece improvável que vá conseguir êxito com o seu esquema de três zagueiros.

Postado por Wianey

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Diagnósticos para o Grêmio

26 de agosto de 2008 11

Mauro Vieira, Banco de Dados - 19/08/2008

Se Celso Roth não tivesse previsto, publicamente, que seria necessário poupar jogadores porque o time atingira o seu limite, talvez não se estivesse atribuindo ao desgaste físico os desempenhos fracos do time nos últimos dois jogos.

Se o Grêmio não fosse a equipe que mais vitórias vinha obtendo longe do seu estádio, é possível que não causasse estranheza a derrota para o Flamengo, no Maracanã, e o empate como Náutico, nos Aflitos.

Se o Grêmio não tivesse assumido a liderança isolada do campeonato, provavelmente não se exigiria do time o que se exige: que jogue bem e ganhe a maioria das partidas, inclusive fora da sua casa.

Foi o próprio Grêmio que, com a sua fenomenal e surpreendente campanha, gerou expectativas que produziram, como subproduto, exigências que, provavelmente, estão à beira do exagero.

Os diagnósticos para a queda de rendimento, se é que se pode falar em decadência considerando apenas duas apresentações insatisfatórias, apareceram e seguirão surgindo até que o Grêmio reapareça com o seu exuberante futebol solidário, em nova vitória.

O cansaço do time foi previsto pelo treinador. Ninguém inventou. Léo, o grande zagueiro gremista, tem outra explicação: ele acha que os adversários estão estudando melhor o Grêmio e buscando formas para neutralizar as virtudes da equipe.

Todas as avaliações têm procedência. Mas, nenhuma pode ser encarada como definitiva. Aliás, até a diagnosticada queda de rendimento precisa aguardar pelos próximos jogos para ser admitida como fato. O adversário seguinte do Grêmio será o Vasco da Gama, no Olímpico. Se o time de Celso Roth jogar mal e encontrar dificuldades para vencer esta fraca equipe, será conveniente que se coloquem as barbas de molho. Porém, até domingo, pelo menos, convirá que se dê um tempo para avaliações mais pessimistas. Até para que não seja preciso mudar de opinião em tempo curto demais.

Postado por Wianey

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Sai Pato, vem Nilmar, Sobis...

26 de agosto de 2008 27

Banco de Dados ZH

Quando se tornou inevitável a saída de Alexandre Pato, o Inter pensou que a sua substituição só confortaria a torcida se fosse buscado outro atacante do mesmo nível. Nilmar era a única e viável alternativa disponível. Os dirigentes colorados não vacilaram: abriram o cofre e trouxerem aquele que fora uma das maiores revelações do clube.

Mas, como quem manda no destino dos jogadores são os procuradores, Orlando da Hora, representante de Nilmar, decidiu que o jogador deve sair. Enquanto o clube dizia e repetia que Nilmar não seria liberado, da Hora negociava com os espanhóis, consciente de que não há força neste mundo capaz de barrar a força demolidora do dinheiro.

Está anunciado que dirigentes do Zaragoza colocarão sobre a mesa do presidente Vitório Piffero, esta tarde, uma oferta de 14 milhões de euros, mesmo valor obtido com a venda de Pato. O diabo é que o Inter é dono de, apenas, 40% dos direitos econômicos do jogador. Vai embolsar, se a transação acontecer, menos de seis milhões de euros. O restante será dividido entre o jogador e investidores.

As contas do Inter equilibraram-se com a venda de Renan e, portanto, o Inter só precisaria vender para zerar o déficit do próximo ano. Mas, que argumentos convenceriam um profissional a abrir mão, imediatamente, de tanto dinheiro?

O Inter pensa, rapidamente, em trazer uma compensação satisfatória para o lugar de Nilmar. E, assim como aconteceu na saída de Pato, o nome escolhido é Rafael Sobis. O atacante que, com os seus gols, deu ao Inter a Libertadores da América, quer deixar a Espanha. Está, portanto, disponível no mercado. Se o Inter não for capaz de segurar Nilmar e conseguir trazer Sobis, terá feito ótimo negócio.

Mas, começará tudo de novo: garantias bancárias, negociação com investidores, demora na transferência e legalização de Sobis, trabalho de recuperação física e, finalmente, a escalação do jogador. Quanto tempo levaria? Para o Inter, qualquer tempo seria demais. Mas, não existe outra saída.

Sai Pato, vem Nilmar. Vai Nilmar, vem Sobis, até que, daqui a alguns meses, uma nova montanha de euros leve o jogador. E, pior, não existe remédio para a situação. Aliás, tem um: contratar apenas jogadores ruins, que estes ninguém compra. Assim, sem dinheiro e sem disputa de titulas, esperar pela inevitável decadência do clube. Patético, mas verdadeiro.

Postado por Wianey

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